Happy Halloween!
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Post publicado no Halloween de 2005, quando morávamos em Washington, DC. No Madam’s Organ, em Adams Morgan.

Ouça Comigo:


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Post publicado no Halloween de 2005, quando morávamos em Washington, DC. No Madam’s Organ, em Adams Morgan.

Detalhe: Só saio daqui dia 05 de novembro, mas já estou em ritmo de partida =)
Tô cheia de coisas pra contar mas sem tempo NENHUM, por causa dos preparativos pra minha viagem anual ao Brasil (com parada em Washington, DC na ida e na volta, pra matar as saudades da filha, das mighuxas e dos museus). O brechó vai ter muitas coisinhas novas pro Natal, fiquem de olho
Por isso, vou deixar, por uns dias, esse “post aberto”, onde vocês podem escrever sobre o que quiserem.
Uma espécie de “Twitter do SdeE” =) deixem links, sugestões, dicas, comentários sobre qualquer coisa. Vão “escrevendo o blog”, enquanto eu tenho que me ausentar.
Quando der, eu volto!
PS.: Enquanto termino meus trabalhos e arrumo as malas, tô assistindo um monte de séries, olha só: House, Dexter, Californication, Medium, Top Chef, Project Runway, 30 Rock, The Office, Lie to Me, Flash Forward, How I Met Your Mother e Mad Man. Ainda baixei várias temporadas de CSI NYC (nunca vi nenhum desses!), The Shield e The Wire pra ver na viagem =)
Uma ficção científica adorada pelos internautas, sobre uma invasão e assentamento de aliens numa favela de Johannesburg. O filme do diretor sulafricano (branco) é muito bem feito mesmo, eu que não sou fã do estilo fiquei grudada até o final. Mas é dureza aguentar o herói (ainda que bobão) e heroína (angelical) branquelos, enquanto que os negros são todos subalternos, puxa-saco ou, pior, “degenerados” como os nigerianos violentos e canibais que exploram e oferecem serviços sexuais de suas mulheres aos aliens. (Veja comentários no blog Racialicious).
Atualização para Tamara
Não sei se você viu o filme, mas os personagens mais “sofisticados intelectualmente” são todos brancos. Não estou dizendo que os brancos são bonzinhos, mas que eles têm o poder e se articulam melhor (o que é ridículo, claro).
É óbvia a referencia dos aliens aos negros, favelados e imigrantes, mas isso não justifica a falta de personagens fortes não brancos.
Mas, o que me incomodou (e a meio mundo), mesmo, foi a forma como so nigerianos foram retratados. Por ser sul africano o diretor não colocou nenhum negro nativo dessa forma, mas os nigerianos são bárbaros e canibais. Muito ruim isso, IMHO.
Away We Go – O filme de Sam Mendes é MEGAFOFO, com o John Krasinski (o Jim do seriado americano The Office).
Um casal de pouco mais de 30 em crise existencial, esperando um bebê e procurando o lugar ideal pra viver. Na procura, vão encontrando as criaturas mais estranhas.
Muito leve, divertido e faz a gente se sentir bem.
A trilha sonora é adorável.
Tem outros filmes, gostei de Adventureland, mas não tenho tempo nenhum pra comentar…
O que vocês têm visto ultimamente? dicas? sugestões?
Apesar da falta de representatividade, as metamorfoses são lindas.
Mesmo moderando os piores comentários, apagando os que tinham as palavras mais grosseiras, no post sobre o vídeo da Maitê Proença, falando de Portugal, é assustador o ódio, espalhado em boa parte dos 360 comentários, na maioria escritos por portugueses.
Resolvi autorizá-los, porque (1) se o caso fosse com brasileiros, tenho certeza de que os impropérios seriam os mesmos, como já vimos em vários casos. Basta falar algo vagamente contra o Brasil e a invasão é imediata. (2) Apesar de barulhentos, obviamente essas pessoas não são a maioria dos portugueses, mas não deixa de ser interessante ler o que dizem, pra tentar entender a complicada relação de portugueses e brasileiros. (3) Também tem brasileiros lá, dando seu contraponto.
Não vou entrar na questão da xenofobia e preconceitos contra brasileiros em Portugal, isso é assunto pra um post inteiro, no futuro, mas queria falar um pouquinho sobre o machismo dos comentários.
Duas leitoras escreveram:
“(…) Assim quero repor a justiça e dizer que de facto os portugueses são misóginos e, neste caso, cobardes, pois se aproveitam de tudo isto para derrubar uma mulher e assim mais uma vez a Mulher é sacrificada e nem lhe perdoar as ofensas são capazes como tão católico país se apregoa (…)” Arttemia Arktos
“(…) e um número ainda maior de comentários ataca a questão de gênero da pior maneira, chamando a mulher em questão de prostituta, devassa, afirmando a dominação sexual masculina (…)” Ana
Pensei em fazer esse post, ao ler esse papo da Arttemia e Ana lá na página de comentários do post (tem mais, desculpem, não sei colocar links pros comentários, esses estão lá no final da página).
O machismo de alguns comentários é detestável. As agressões vão sempre pra sua vida pessoal, reforçando, principalmente:
Isso não é novidade e nem precisa ser uma atriz linda e famosa pra ser escrachada com o eterno “mulher mal-amada”. Mulher não pode nem ser idiota por ser (como tantos homens são também). Ela é idiota porque não encontra um homem que a satisfaça sexualmente. Como se um bom membro português fosse resolver o seu “problema”.
Ainda assim, tenho dúvidas se Maitê Proença foi mais agredida por ser mulher. Há pouco tempo, um humorista fez uma piada racista e isso rendeu muito. Não acompanhei, mas ouvi falar de uma reação em diversos blogs e vi muitos tweets indignados.
Posso estar enganada, mas acho que a intensidade do ataque seria o mesmo, só mudaria o foco. O que vocês acham? Maitê foi mais agredida por ser mulher? seria diferente se fosse exatamente o mesmo programa com, digamos, Antônio Fagundes?
Eu continuo achando que a Maitê Proença foi incrivelmente arrogante e preconceituosa naquele vídeo. Não acho que é humor, nem é bobagem se chatear com isso. Acho que os portugueses têm toda razão de estar revoltados e espero e que esse seja um bom exemplo de que é preciso ter mais responsabilidade – não só a atriz, mas também a emissora.
Já são mais de 4.000 comentários raivosos no blog da atriz.
A sabedoria popular diz que: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”.
Parte 1
Parte 2
Quando eu estava no Brasil, e coordenava oficinas do Grupo Origem, uma das minhas dinâmicas de grupo preferidas era a que pedia para que cada pessoa se apresentasse, dizendo seu nome e contando a histórias dele (que quase todo mundo sabe). Por quê você recebeu esse nome? qual sua história? Sempre rendia muitas risadas e emoção, então, resolvi transferir essa brincadeira pra cá e, de vez em quando, re-edito esse post.
O porquê do “Denise”
Adoro contar a minha história. Eu nasci em 1964, ano do golpe militar, e meu pai era um bancário boêmio, poeta e comunista.
No dia 31 de Março de 64, minha mãe estava com um barrigão e foi pro quintal co meu avô, queimar os livros “subversivos” do meu pai. Nasci no dia 14 de agosto de 1964 e meus pais decidiram me dar o mesmo nome da filhinha de João Goulart, que na época tinha 5 aninhos… vejam a foto da minha “inspiradora”, com o pai aí ao lado…
Eu sugeri o nome da minha Bia, por causa da música do Chico Buarque: “Sim, me leva para sempre Beatriz, me ensina a não andar com os pés no chão… para sempre é sempre por um triz…”
Agora, me digam… vocês sabem porque receberam seus nomes? foi uma homenagem a alguma pessoa querida? uma música? um filme? tem uma história por trás? conta pra gente!
Convido todo mundo que entrar no blog a participar dessa brincadeira, contando a história do seu nome… já estou super curiosa e, tenho certeza que, todo mundo que entrar aqui também vai ficar… não se preocupe com a quantidade de comentários, nós lemos TUDO!

Mudando o rumo da prosa, vocês já devem ter visto a história dessa modelo francesa lindíssima, Filippa Hamilton, de 23 anos. Linda e saudável. Mas pra Ralph Lauren,ela era GORDA demais pra vender seus produtos. Pra resolver o “problema”, apagaram metade do corpaço da moça, nesse anúncio veiculado no Japão.
O apagão photoshopado da modelo foi um trabalho de amador, o quadril dela ficou menor que a cabeça e a cintura, humanamente inviável. A descoberta da aberração pelo ótimo site Photoshop Disasters criou uma polêmica, já que Ralph Lauren,ao invés de reconhecer a mancada, ameaçou processar o site por “uso indevido da imagem”. Depois, viu que a coisa tava piorando e pediu desculpas publicamente.
Mas, nada disso garantiu o emprego da moça, que foi chutada das campanhas da marca por “não atender às expectativas”. Depois acham exagero nosso desprezo por parte das criaturas – e empresas – da indústria da moda.
Pelo menos, cada vez mais, essas aberrações viram notícia, as pessoas comentam e, com alguma sorte, mais jovens percebem que esse padrão de beleza doente e irreal é um engodo.

As primeiras imagens femininas, encontradas em escavações, têm grandes seios e amplo ventre e parecem ter sido usadas como um símbolo de fertilidade.
Esculpida há cerca de 22000 ou 25000 anos, a Vénus de Willendorf foi encontrada na Austria e é, segundo a maioria dos estudiosos, uma das imagens mais importantes e mais conhecidas da Grande Mãe.


Kourotrophos.
A imagem data do século 6 aC. Alguns a chamam
de Deusa Mãe, o arqueólogo Ross Holloway diz
que ela seria a “Noite” cobrindo com seu manto e amamentando os filhos gêmeos Sono e Morte (Hypnos e Thanatos).


Nut, deusa criadora do universo, mãe de Rá. Deusa guerreira, protegia os mais fracos, destruindo seus inimigos e abrindo caminhos. Afastava os maus espíritos. Era representada, frequentemente, como uma mulher nua com seu corpo formando um arco que protege a terra e leite escorrendo e fertilizando o solo. Tinha um importante papel nos subterrâneos do Egito Antigo e sua forma de mulher nua arqueada foi encontrada pintada em diversos sarcófagos.
Nut era a barreira que separava as forças do caos e da ordem neste mundo. Dizia-se que o deus Rá entrava em sua boca ao entardecer viajava através de seu corpo durante a noite para renascer de sua vagina a cada manhã. Dizia-se também que engolia as estrelas que renasciam mais tarde e que o faraó incorporava seu corpo após a morte, do qual mais tarde ressuscitava. Nut também é representada como a “Grande Vaca” (Great Kau), a grande senhora que criou tudo que existe, a vaca cujo ubre deu origem à Via Láctea. Nut é a mãe de todas as divindades.

Onde fica, hoje a Palestina, Hebat era adorada como a Grande Deusa, representando a mãe-sol, deusa da fertilidade, beleza e realeza. Existem dados sobre ela desde os tempos mais remotos, 2000 aC ou mesmo anterior.
Seu capacete sugere a fonte da vida e imortalidade, o leão aos seus pés é a sua conexão com o reino animal e o bebê sendo amamentado é a sempre esperada criança das luzes.


Para que Hércules, um dos heróis mais populares da mitologia grega, se tornasse imortal, deveria ser amamentado quando criança pelo seio de sua madrasta Hera, que era a mulher de Zeus (chamado de
Júpiter na mitologia romana). Hermes (Mercúrio, para os romanos), outro filho de Zeus, colocou a criança no seio de Hera enquanto ela dormia.
Assim que ela abriu os olhos, ela se soltou do pequeno Hércules, mas ele já tinha sido alimentado. O leite que escorreu do seio de Hera deixou um rastro pelo céu. Foi assim que “nasceu” a Via Láctea


Conta-se, na India, que Kamsa, tio-demônio de Krishna, contratou os serviços de Putana, uma Rakshasi (demônio feminino), para matar Krishna. Putana podia assumir a forma que quisesse.
Ela disfarçou-se de Gopikaa, ama de leite, e entrou na casa de Krishna.
Alimentou Krishna com seu leite que estava envenenado, mas ele, apesar de ser um bebê, sabia que ela era uma Rakshasi e a sugou tão forte que extraiu sua vida, junto com o leite.
Antes de morrer, ela assumiu a forma original.


Nossa América Latina também tem seus mitos relacionados aos seio e ao leite materno. A história da “Difunta Correa” tem origem em Vallecito, vila que fica há 1.160km de Buenos Aires, aos pés dos Andes e ao Norte da Patagônia.
Em 1835, seu marido, Bustos, foi levado à força e obrigado a entrar para a forças armadas de Juan Facundo Quiroga. Desesperada, María Antonia Deolinda Correa decide caminhar 63km até a vila de San Juan, em busca do seu marido. No caminho, consumiu todas as provisões: o charque e o patay, alguns figos e toda a água. Após ter caminhado boa parte do caminho, ela não aguentou e faleceu. Sob o sol abrasador, encontraram seu cadáver, que protegia seu pequeno: seus seios alimentaram o bebê e o seu leite o manteve vivo, mesmo após a sua morte. Apesar de nunca ter sido canonizada pela igreja católica, a Difunta Corrêa é adorada como uma santa, na Argentina.

Fonte: Esse post foi baseado numa pesquisa que eu fiz, há alguns anos, para a Galeria de Arte da Amamentação do Grupo Origem. Infelizmente, não tenho mais as referências de onde consegui cada uma dessas informações.
Gente como Maitê Proença me mata de vergonha, fora do Brasil. Vejam só o showzinho de falta de educação e preconceito devidamente televisados. E a turminha de mulheres imbecilizadas ainda faz piadinhas no final. Tudo é um NOJO. Portugal deveria proibir a entrada da Maitê em terras lusas.
Os comentários que essa criatura tem recebido de portugueses são tão ruins e preconceituosos quanto o que ela disse, mas fico só imaginando o que diriam os brasileiros, se fossse o oposto. Igualzinho. D. Maitê só veio reforçar e estimular o ódio e os piores preconceitos que já existem contra brasileiros em Portugal. Well done, Maitê.
(via @alexgamela)

Lisboa, vista do Castelo de São Jorge, 2002 – Cidade MA-RA-VI-LHO-SA!
ATENÇÃO, PORTUGUESES E BRASILEIROS:
Entendo a irritação de ambos os lados mas, há mais de seis anos, venho me esforçando para manter o bom nível das discussões aqui no blog e espero que mantenham o respeito nesse espaço. Vou começar a moderar os comentários, se detesto a grosseria da Maitê, também abomino as agressões pessoais na caixa de comentários. Comportem-se dignamente.
ATUALIZAÇÃO
Depois dos mais de 260 comentários de vocês, aí vão os MEUS pitacos:
Respeito é bom e eu gosto
“A burguesia não tem charme nem é discreta” (Cazuza)
Caso Sarah Lacy X Caso Maitê Proença
Perdôo os excessos… mas tá bom, né?
O pedido de desculpas da Maitê
Quanta vergolha alheia. Que cena constrangedora da atriz tentando explicar o inexplicável, calculando as perdas ($$$) causadas pela sua arrogância.
E pra piorar, ela agora insulta também a nós brasileiros. Como assim, “brasileiro é brincalhão” (leia-se mal educado)? como assim é legal dizer que baiano é indolente, mineiro é introspectivo, paulista é estressado e carioca é malandro?
E como ela não consegue se calar e esconder quem é, se sai com essa:
“A gente brinca com a falta de formação acadêmica do nosso presidente”
“A gente” quem, criatura???? Lula é reconhecido como o político mais popular da terra, segundo Obama, ele é o cara. Tenho é muito orgulho de ter um presidente que é um de nós, que não precisa comer sardinha e arrotar caviar como FHC, Serra e a turma psdebista da Maitê.
Francamente, pessoas de Portugal, não acreditem numa palavra que ela diz. “Brasileiro” não sai por aí “brincando” (escrachando) com todo mundo. Quem faz isso é um tipo de gente com a qual eu não tenho nada a ver e que não responde pela nação. Como eu disse, pensem bem, gente do tipo tem aí em portugal, também.
Dito isso, vamos aproveitar o momento pra conversar mais amigavelmente e trocar figurinhas sobre coisas que realmente valem a pena. Sejam benvindos à blogosfera brazuca.
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ps.: Ia esquecendo de comentar… as outras três que ficaram rindo no final, principalmente a Monica Waldvogel, com sua piadinha infame, são tudo farinha do mesmo saco. Pelamordedeus, gente, vocês não vão mais assistir a essa Saia Justa, não né???? isso sim, seria burrice. Boicote nelas!
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Adorei ver esse post, da Ede, que me trouxe grandes lembranças da infância e botei na cabeça que ia fazer um post sobre meus brinquedos também.
Minha infância foi nos anos 70, não nos 80, então, achar fotos desses brinquedos é bem mais difícil e, pra preparar esse post, contei com a ajuda da minha mãe porque algumas bonecas eu não lembrava se eu tinha tido ou se queria tanto, que pensava que tinha tido uma…. hehehe…
Ontem, à noite, quase que não conseguimos ir dormir, procurando, na internet, e achando mais fotos de brinquedos e bonecas parecidas com as minhas.
Ela encontrou raridades, como a foto dessa boneca Pupi, ai acima, que ela jurava que eu tinha uma e era loca por ela, mas não lembro de nada, era muito pequenininha. E eu achei uma foto dessa boneca estranha, sentada com as perninhas pra trás e os cabelos assanhadíssimos… tinha uma igualzinha, de cabelo marrom…
Minha mãe diz que, de todas, a minha preferida era essa “Ana Paula”, mas o “bebê engatinhando” é a minha melhor lembrança e o que durou mais tempo. Essa coelha, aí acima, de vestido de veludo, também era o máximo. Em tempos melhores, ela tinha uma cestinha cheia de lã, e segurava agulhas tricotando uma coisinhas. Claro que eu desmanchei tudo, né? mas ficou a lembrança.
Aliás, também, não consegui achar foto de uma maquininha de fazer tricô de plástico rosa que eu AMAVA e vivia fazendo umas “tripas” de tricô que nunca serviram pra nada, mas era divertidíssimo.
Também tivemos Atari, claro, e até minha mãe ficou viciada em “Pacman”, uma época. River Raid, tênis… era tudo tão “moderno”…
Tinha uns bonequinhos bebês, barrigudinhos, nus, pequenos, com pernas e braços presos em elásticos que vendiam na Viana Leal (Fui longe, hein?!), sou capaz de lembrar da prateleira onde eles ficavam…eram baratinhos e minha mãe comporava sempre alguns quando a gente saia. Daria tudo pra ter guardado pelo menos unzinho…
E eu, que sempre amei cabelo grande, costumava cortar os cabelos das pobres bonecas, esperando que “crescesse mais rápido”, segundo reza a lenda…
Gente, e o “Vai e Vem”? alguém lembra? putz… aquilo era um ótimo exercícios pros braços e a gente nem percebia… hehehehe… eu era totalmente viciada. E tinha o “Cai-não-Cai” e eu, “estabanada” como sou, sempre derrubava tudo…
Meu pai adorava comprar brinquedos e bonecas, pra mim. Minha mãe também, claro, mas ela sempre foi mais “controlada” hehehe… eu fazia mesmo uma farra quando saía com meu pai.
Nesse mergulho no passado, as memórias se misturaram e, mais uma vez, eu não poderia ter feito esse post sem as orientações da minha mãe:
- “Mamãe, eu não tive uma Rockita?”
E ela dizia:
- “Não, essa foi de Bia…”
- “E um cavalinho Pinote?”
- “Também não, esse era do seu irmão, Mabuse.”
- “E a Beijoca?”
- “Essa você teve, sim…”
Eu ainda adoro brinquedos. Adoro escolher brinquedos pros pequenininhos da família ou dos amigos. E, somente há uns dois anos, me dei alta de uma persistente “Síndrome de Hello Kitty” que me acompanhou a vida toda hehehehe… Sempre adorei coisas “fofas”… mas hoje, finalmente, desisti de comprar um abajour de pelúcia cor de rosa…

Enfim… foi uma delícia lembrar dos meus brinquedos, agora, adivinhem que é esse fofíiiiiiiiiiiiiissimo aí abaixo… fácil, né? e olhem o nomezinho dele no carro!


Update:


Post publicado originalmente em 2005.












“Mulher que se atrasa
Mulher que vai na frente
Mulher dona de casa
Mulher pra presidente
Mulher de qualquer jeito
Ninguém sabe o que ela tem no peito
Peito pra dá de mamar
Peito só pra enfeitar”
(Ultraje a Rigor, ouça aqui)
Fotos: (1) Não lembro onde achei; (2) Brigitte Bardot; (3) Gustave Courbet; (4) “A Mão”, Matiuschka e Mark Lyon; (5) “Auto-retrato”, Alice Neel; (6) Theda Bara, de Cleópatra, 1917; (7) “Adormecida”, Natalie Schiavani; (8) Angela Vieira na Playboy, aos 47 anos; (9) Origem desconhecida; (10) Naomi Campbell; (11) dois santuários em morros do Afeganistão e (12) uma foto linda, mas também de origem desconhecida.

Tive que registrar a primeira vez que vi um “guarda de trânsito” pedestre. Esse rapaz com uma sinaleira laranja na mão estava lá pra garantir que o pessoal caminha do lado certo.
Até pouco tempo, a orientação era para que todo mundo caminhasse, subisse e descesse escadas pela esquerda, mas como, na maior parte do mundo, a lógica é que se ande pela direita, os coreanos – sedentos de se tornar globalizados – mudaram o roteiro, o que tá dando uma confusão danada.
Eu gosto dessa organização toda, essa foto é no metrô. Ajuda bastante quando o gado vai todo no mesmo lado =)

Em 2006, fiz uma série de posts sobre seios, para celebrar o mês de outubro. Aproveitando a falta de tempo pra blogar, vou republicá-los, com algumas adaptações.
Os seios também estão na cabeça da gente, e desde muito cedo. Segundo Freud, a primeira fase, no desenvolvimento psicossexual da criança, seria a fase oral, que iria até, mais ou menos um ano e meio, dois anos de idade. O seio materno seria o primeiro objeto sexual e para um desenvolvimento psíquico sadio, seria importante superar essa fase e aprender a lidar com a “perda do seio”.
Todo mundo já deve saber que a amamentação é fundamental para o desenvolvimento da criança e o excessivo uso de chupetas está relacionado à falta de saciedade da sucção. Enquanto a criança faz mais esforço e demora mais ao seio, com o uso da mamadeira, essa sucção é mínima, por isso, a necessidade de sugar o dedo ou chupeta.
Mas uma coisa que me impressionou, quando trabalhava em amamentação foi a relativamente constante procura, no nosso Fórum de Discussões, de informações sobre amamentação de adultos também conhecida como Lactofilia. Juro que nunca tinha nem imaginado nada do tipo…
Claro que apareciam algumas pessoas que não mereciam respostas, mas recebemos alguns emails que nos chamaram a atenção e eram bem sérios. Casais que estavam num relacionamento que incluía como forma de prazer… a amamentação.
Na maioria dos casos, descobriram essa possibilidade quando a mulher estava amamentando. O companheiro provou e gostou. A mulher gostava de amamentá-lo também. E ficava todo mundo feliz.
Em outros casos, mais raros, existe a indução da lactação, mesmo sem que a mulher tenha passado por uma gravidez, o estímulo com a oxitocina e sucção constante do parceiro pode produzir leite. Informações sobre relactção podem ser encontradas na Internet, pra quem tiver interesse
Eu não faço nenhum julgamento moral, se os dois querem e os dois gostam, quem sou eu pra criticar? Cada um com seu cada qual.
Nessa página, da Wikipédia, encontrei alguma informação sobre essa prática, que é considerada um tipo de fetiche.
Fotos: Cena de “Tudo que você queria saber sobre sexo”, filme de Woody Allen e Brigitte Bardot em “E Deus Criou a Mulher”, de Roger Vadim.
Em 2006, fiz uma série de posts sobre seios, para celebrar o mês de outubro. Aproveitando a falta de tempo pra blogar, vou republicá-los, com algumas adaptações.
Santa Ágata, a protetora dos seios era filha de uma nobre família siciliana e muito bonita. O senador romano Quintianus, prefeito da região, pediu Ágata em casamento. Ela recusou-se e ele retaliou, colocando-a em um bordel, de onde ela conseguiu escapar virgem.
Quintianus, então, acusou-a de pertencer a seitas fora da lei e ela foi condenada e esticada na roda, açoitada, marcada com ferros em brasa e, finalmente, teve seus seios cortados. Não foram permitidos remédio, nem ataduras nas suas feridas e ela foi jogada num calabouço escuro e sem comida.
Conta a tradição que ela teve uma visão de São Pedro acompanhado de um jovem carregando uma tocha. O jovem aplicou óleos medicinais em seus ferimentos, ficando curada. Quatro dias mais tarde, furioso pela cura milagrosa de Santa Ágata, Quintianus mandou que a rolassem nua, sobre uma cama de carvão em brasa misturado com pedaços de vasos.
Santa Ágata acreditava que a morte seria um feliz final para a sua torturas. Os carrascos tinham o cuidado para não deixa-la morrer e carregaram o seu corpo alquebrado de volta a cela, enquanto ela orava pela liberdade. Naquele exato momento, um terremoto sacudiu a prisão e ela veio a falecer.
No seu funeral, inexplicavelmente, apareceu um jovem com uma tocha para honra-la. Pouco tempo depois, Quintianus foi jogado no rio pelo seu cavalo e afogou-se.
No primeiro aniversário da morte de Ágata, o vulcão do Monte Edna iniciou uma erupção. Os devotos de Santa Ágata tomaram o seu véu e colocando-o na ponta de uma lança subiram a montanha e o fluxo de lava milagrosamente parou.
A sua tumba está na Catania, Sicília e o seu véu está num santuário na Catedral de Florença. Varias igrejas são dedicadas a ela.
Algumas pessoas acreditam que, para pedir ajuda a Santa Ágata, deve-se fazer uma novena dedicada a ela, iniciando-a de preferência numa sexta-feira de Lua Crescente, sempre no mesmo horário, acendendo duas velas num pires branco. Não deve-se interromper nenhum dia. Se isso acontecer, é preciso reiniciar do princípio.
Vejam aqui a Oração de Santa Ágata.
Como todas histórias católicas, santa é quem morre para manter sua castidade. mas, tem também a idéia da mulher que não se submete aos desejos do homem poderoso. Achei essa pintura de Santa Ágata fantástica, também queria dar uma outra abordagem ao tema.
No entanto, o mais importante é que vocês lembrem que o câncer de mama tem cura, mas o diagnóstico precisa ser feito logo no início. Prevenção é crucial:
Auto exame – exame médico – mamografia.
Lembrem que mamografia para mulehres maiores de 40 anos é GRATUITA pelo SUS. Eu faço todos os anos.
Cuidem bem dos seus seios.
E, meninos, a cada ano, 1.700 homens são diagnosticados com câncer de mama nos EUA. É pouco, mas é possível. Um amigo da minha mãe morreu com câncer de mama, em Recife. Não custa nada, pra vocês, também checar de vez em quando.
Fonte: Santa Ágata
Imagem: Pintura de Cecelia Johnson.
Post publicado em 01 de março de 2006