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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
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    setembro de 2003.

    A vovó e o Cauã – “ah, se soubessem o que eu sei…”

    Denise | Sexualidade | Monday, 28 September 2009

    Muita gente me escreveu pedindo pra comentar a decisão de retirar o (ÓTIMO) comercial das havaianas do ar, em nome da “moral e dos bons costumes”.  Não tenho tempo pra escrever nada agora (pelos motivos que expliquei abaixo) e tenho certeza que muita gente já o fez (quem? deixem os links aqui pra gente espiar).

    Só digo que isso é de um conservadorismo e uma bobagem sem tamanho. A vovó está certíssima, ouçam a voz da experiência   =)

    E vocês, o que acharam?

    Leiam o que outras blogueiras escreveram sobre o caso:

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    Novidades no Brechó – Relicários (já pensaram no presente de natal? =)

    Denise | Brechó,Jóias e bijouterias | Monday, 28 September 2009

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    Relicário para quatro fotos

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    Relicário grande com pedras vermelhas (duas fotos)

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    Relicário com detalhe de lã feltrada (duas fotos)

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    Relicário com pedrinhas de vidro millefiori (duas fotos)

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    Relicário filigrana e cristais negros (uma foto).

    Essas são algumas das mais de cem peças que eu fiz, acabei de fotografar e colocarei no brechó ainda essa semana (estou postando as fotos e calculando os preços).  Por isso, não tenho tempo nenhum pra escrever aqui no blog, aguentem mais um pouquinho aí e vão comentando no post abaixo sobre as make ups =)

    Lembrem que as encomendas para o natal têm de ser feitas LOGO, por causa da demora do correio.

    Obs.: se você quer um relicário com pedras em uma cor em especial, me escreva e posso tentar “customizar” pra você.

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    Papo Luluzinha: Dicas de Maquiagem

    Denise | Corpo & Saúde | Sunday, 27 September 2009

    quickQuem frequenta o blog, sabe que não sou louca por maquiagem. Não é falta de vaidade, não. Ao meu modo, sou vaidosíssima. Mas nunca tive muita paciência pra ficar na frente do espelho fazendo uma maquiagem elaborada.

    Geralmente, uso somente um tipo “dois em um” base + pó, às vezes um lápis de olho e batom cor de boca. Adoro rímel, mas estou tendo alergia a todos, por isso, uso raramente. Mas, ando curiosa…

    Comprei, há alguns meses, um desses sets de maquiagem mineral (Bare Minerals) e, pela primeira vez, usei pinceis decentes, que vieram na caixa. Não botava muita fé na diferença, mas gostei muito. Continuo achando loucura a fortuna que minha queridíssima amiga Carla gasta com pincéis MAC  =)  mas reconheço que um bom pincel ajuda.

    O que eu tenho em casa, é o set Bare Minerals; One Step da Revlon; um concealer Shiseido; algumas sombras e gloss da Victoria Secret e Clinique; lápis de olho e batons coreanos (Étude House e Banila co). Tentei usar um desses “curvadores de cílios”, mas não consigo ver nenhuma diferença. Vocês acham MESMO que o famoso curler da Shu Uemura é mágico? por que?

    Como sei que existem milhares de blogs de maquiagem e minhas miguxas estão fazendo a festa com eles, resolvi fazer esse post pra pedir dicas de blogs, de vídeos com tutoriais e principalmente de produtos “imprescindíveis”.

    Digam aí! ótimo papo Luluzinha, pra o fim de semana  =)

    (obs.: estou particularmente interessada em saber qual a melhor sombra para olhos, uma que não saia logo e que tenha um branco bem “forte”. A sombra cremosa “dura mais” que a em pó? minha impressão é que minhas sombras não fixam bem nos olhos.)

    Mais uma coisinha:

    Eu estava dando uma olhada nos blogs de maquiagem, tem dicas ótimas, mas vocês não acham que, de vez em quando, tem uns jabás também? uns “publieditorials”. Sei lá, eu sou meio desconfiada com esse negócio de ganhar brindes e analisar.

    Por isso, confio mais na opinião de quem realmente comprou e usou o produto, portanto, continuem deixando suas sugestões, eu esto anotando tudo e, certamente, está ajudando outras miguxas. Afinal, pra eu comprar uma maquiagem que custa mais de 10 dólares, preciso confiar MUITO  =)

    Faça você mesma

    Achei esse vídeo de uma mocinha ensinando a fazer seu próprio “eyeshadow primer”. Em inglês, mas super simples, basta  misturar porções iguais de uma foundation (base líquida para rosto) e “body butter” (como se chama no Brasil?). No final, ela até mostra a diferença (na mão) da aplicação da sombra pura (bem clarinha), com o primer da Urban Decay (bem forte) e com o “primer” feito em casa (quase tão forte quanto). Pelo jeito, quebra um galho sem gastar os US$ 17.00 da UD (preço dos EUA, claro).

    Eu não vou testar, porque sei que, por causa da minha alergia nos olhos, não posso colocar base pro rosto na pálpebra (já tentei antes!), mas se não fosse isso ia adotar essa versão  =)

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    IMPERDÍVEL: Miriam Leitão tendo de engolir os avanços do Governo Lula!

    Denise | Brasil | Sunday, 27 September 2009

    Quer um pouquinho de esperança de que um Brasil melhor é possível? assista a entrevista acima. Desigualdade vem caindo no Brasil. De quebra, um prazer ver Miriam Leitão estrebuchando com os sucessos do Governo Lula =)

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    Coreanos e os “homens brancos” na propaganda

    Denise | Campanhas Publicitárias,Coreia do Sul | Saturday, 26 September 2009

    À primeira vista, essa propaganda pode parecer  tão absurda que a gente custa a acreditar no que vê. Mas é que nossas referências são outras e é preciso se desfazer delas pra tentar entrar em outra cultura.

    Lendo sobre esse comercial, num grupo de discussão de expatriados na Coreia, percebi que nem todo mundo ficou horrorizado com a “deplorável imagem” de brancos com nariz de porco. Algumas pessoas lembraram que o porco, na Coreia, é visto como um símbolo de boa sorte e que os coreanos querem somente dizer que as baterias dos laptops deles duram mais que as dos Dells, ou HPs da vida.

    Come on, os coreanos não têm as propagandas mais politicamente corretas e coerentes (para nossa cultura ocidental, claro), e já cansei de ver expatriados ridicularizando tudo que eles fazem. Quando o nariz de porco é no “homem branco” é que começam a levar a sério?

    Sim, existe muito racismo na Coreia – se bem, que quem mais reclama, não olha pro próprio rabo – mas não acho que foi o caso da propaganda aí acima. Eu achei graça na ingenuidade da peça, porque o conceito de “politicamente correto” por aqui é completamente desconhecido.

    O que me cansa mesmo é o profundo desprezo que se tem pelos coreanos e TUDO que eles fazem.

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    Minhas fotos de um “Fashion Show”, em Seul

    Denise | Coreia do Sul,Cultura,Moda | Friday, 25 September 2009

    Fashion in Seoul
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    Ontem à noite, me senti a própria Nina Garcia, na primeira fila do desfile da moçada que estuda Moda na faculdade onde Ted trabalha. Não presto muita atenção ao que a indústria da moda dita, mas gosto de ver o pessoal usando a criatividade pra produzir roupas, por isso, sou viciada em Project Runway (vi todas as temporadas nos EUA, duas no Canadá, duas na Austrália e estou vendo a coreana). Make it work!

    seoulfashionshow_21Esse foi o desfile Outono-Inverno, muito bem organizado (como tudo aqui) e mostrou coleções de cerca de 20 estudantes. Claro que foi irregular, o pessoal é muito jovem, mas tinha umas coisas bem bonitas e eu AMHEY as roupas em tricô e crochê (principalmente esse “Poncho” da foto ao lado), as roupas eram bem coloridas e lembravam umas blusinhas que se vende no Mercado de São José (Recife).

    Qualquer dia escrevo sobre a moda coreana, que vivo observando nas ruas, TV, internet etc. O que posso dizer agora é que o pessoal aqui capricha pra sair de casa e não tem muita inibição pra usar roupas que, no Ocidente, poderiam parecer “exageradas” .

    Como cantava Gal, “Tudo é relativo aos bons costumes do lugar”.

    Se bem que, obviamente, os exageros das fotos são comuns nesses eventos, afinal é um “show” de moda e tem um componente lúdico (se bem que, a maioria das roupas eram bem “usáveis”.

    ps.: Estou precisando se uma benzedeira e um pé de arruda (que pode ser virtual =) com a enorme ajuda de @lukasdarien, meu tornozelo está quase bom. Mas aí, fiquei animada, malhei muito, levantando muito peso, junto com uso intenso de computador, agora tenho uma tendinite horrível e estou tomando antiinflamatório direto. O negócio é que eu esqueço da minha fibromialgia e exagero! Dói muito, quando eu digito (principalmente no “mouse” do laptop). Vou tentar ficar mais quietinha no fim de semana, pra ver se melhoro  =(

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    O Twitter não está matando meu blog – nem os outros.

    Denise | Blogosfera,Twitter | Wednesday, 23 September 2009

    Elaine e Paloma, entendo e sinto muito que vocês estejam decepcionadas com uma certa pasmaceira aqui no blog (se bem que, no momento, estamos até vivendo uma momento de “revitalização”, com vários posts e muita gente comentando).

    Há quatro meses, eu escrevi esse post aqui, que explica, pelo menos em parte, meu desânimo com o blog. Não tem nada a ver com o Twitter, mas com um cansaço natural, depois de seis anos postando diariamente e tendo que moderar comentários grosseiros e raivosos, quase todos os dias.

    Não é o Twitter, é a falta de gentileza, as provocações, as alfinetadas, os trolls, os bullies. Andei muito cansada disso tudo e, pelo menos no meu caso, o Twitter está me ajudando até a querer voltar a blogar!

    Acho que existe uma incompreensão enorme sobre o que é o Twitter. Eu, pelo menos, não uso como bate-papo, e nem estou lendo menos por causa desse aplicativo. Muito pelo contrário, as pessoas que eu sigo no Twitter postam links para artigos fantásticos, muitos deles, passariam batido se eu não tivesse alguém pra me avisar.Estou lendo mais. Aprendendo mais.

    Por exemplo, andava desinteressada em relação à política brasileira, porque minhas fontes não me estimulavam, depois de seguir pessoas interessantíssimas, me sinto muito mais curiosa e buscando entender mais o que acontece aí no Brasa.

    Não acho que o Twitter é espaço para debate (140 caracteres não dá!), mas é um espaço para catalizar as discussões… que podem continuar nos blogs.

    Além disso, através do Twitter, temos acesso a mais informações, que podem gerar boas “pautas” pro blog; aumenta a possibilidade de troca de experiências e “networking e estimula outras pessoas a conhecer o blog, o que só enriquece a nossa “pracinha”. Vejo muita gente com quem me relaciono no Twitter, agora visitando o blog e deixando comentários, trocando idéias.

    Enfim, estou voltando aos poucos, mas não sei se ainda voltaria a escrever como antes, a vida da gente muda muito em seis anos (morei em três países nesse período!), tenho trabalhado muito, ainda quero conhecer muito de Seul, aprender coreano, fazer mais atividades físicas… nem sempre dá pra estar disponível todos os dias para escrever posts mais elaborados, sorry. Mas  sinto que estou cada vez mais animada com o blog  =)

    Beijocas!

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    Bonequinha que é amamentada causa polêmica

    Denise | Amamentação | Sunday, 20 September 2009

    bebegloton

    Já era pra ter escrito sobre isso, mas faltou tempo, li sobre ela quando estava viajando com Bia, tuitei, mas não postei no blog. Mesmo conhecendo relativamente bem so americanos, fiquei impressionada com a polêmica causada nos EUA.

    No vídeo acima, vocês podem ver a bonequinha em ação.

    O que vocês acham?

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    Abuso sexual no local de trabalho

    Denise | Violência | Sunday, 20 September 2009

    Depois de Ler a historia da ” Mariana” Gostaria de compartilhar a minha:

    Eu tenho 21 anos, trabalho em um banco e a 3 meses estou sofrendo abusos constantes do meu gestor.

    Ele fazia graças para cima de mim e eu me fazia de desentendida, para evitar problemas .
    At’e que ontem Terça feira, subi na sala dele e ele apertou a minha coxa! sim acreditem! eu fiquei atonita e só fui capaz de dizer, “JOao” isso é abuso sexual, e ele na maior cara lavada me disse que eu não tinha como provar.(ja que na sala dele nao tem camera)

    alguns Minutos depois ele veio me questionar sobre um assunto e eu fui rispida.

    Hoje, quando cheguei ao banco, ele me chamou e disse que poderia me dar uma advertencia, pois tinha sido sem educaçao com ele, e me mostrou uma lista de todos os beneficios do banco que eu perderia caso essa advertencia ocorresse (inlcuindo minha bolsa de estudos e minha promoçao que estava por vir)

    Imediatamente intendi o que ele queria dizer e pedi minha demissão.

    Estou decepcionada, enojada, desacorçoada pois eu sofri uma agressão, e sai perdendo porque nao tenho como provar o ocorrido

    Mas o que mais me preocupa ‘e que no Brasil deve existir milhares de mulheres que passam por essa mesma situaçao ou piores e não podem fazer nada pois dependem do emprego para viver, é triste nossa realidade machista

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    Alguém pode ajudar uma blogueira com o tornozelo dolorido
    e perdida na Coreia? =)

    Denise | Me myself and I | Sunday, 20 September 2009

    ankleEu tenho um tornozelo bem danificado. Torci uma dezena de vezes, desde a época da escola.

    Numa delas, torci bem feio, correndo pra pegar um ônibus pra fazer vestibular, caí num buraco, subi no ônibus com ajuda. Fiz a prova com uma dor lancinante (e passei hehehe), saí da prova direto pro pronto-socorro, onde queriam colocar gesso. Como sou teimosa (e, nesse caso, burra mesmo), estava numa fase boa, malhando muito e cismei que não queria ficar com gesso por 20 dias. Disse ao médico que “me responsabilizava”. Resultado, tenho os ligamentos do tornozelo totalmente frouxos, segundo um fisioterapeuta.

    Aí, há cerca de uma semana, estava toda empolgada com minha nova academia, voltando à forma e descobri um step, lembrei da coreografia e comecei a subir e descer a banquetazinha como se estivesse na aula de Lucinha Vilarinho. Adoro.

    Não cheguei a torcer o pé mas, ao chegar em casa, o tornozelo começou a doer. Ficou bem inchado, não conseguia nem andar. Novamente, parei a malhação, tentei ficar em casa o máximo possível e começou a desinchar.

    O problema é que, agora, basta caminhar mais um pouco que dói de novo. Fui malhar ontem, comprei uma dessas faixas, que ajudou a estabilizar, mas com 10 minutos de elíptica estava doendo novamente  :-(

    Temos plano de saúde e acesso aos médicos da faculdade onde Ted trabalha, mas estou cansada de ir a médicos aqui na Coreia. É difícil encontrar quem fala inglês e nada garante que vamos nos entender muito. Então, queria tentar evitar a chateação.

    Alguém tem alguma sugestão? sei que existem exercícios pra fortalecer esses ligamentos que eu devia vir fazendo há pelo menos uns 20 anos. Mas e agora? paro tudo? quanto tempo deveria ficar sem malhar? queria evitar isso, estou entrando no ritmo, odeio a idéia de ficar sedentária de novo. Adianta colocar calor? frio? tomar anti-inflamatório?  pleeeeeease, help me!!!

    Obs.: Claro que estou googlando o assunto, mas queria opinião de quem experimentou ou sabe o que fazer nessses casos  :-)

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    O que é “Creative Commons”?

    Denise | Internet | Tuesday, 15 September 2009

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    Amamentação em público, na Coreia

    Denise | Diversos | Saturday, 12 September 2009

    mamadanacoreia

    As coreanas são muito tímidas, imaginem então para amamentar em público! O que faz essa foto ainda mais preciosa e mostra como muitas coisas estão começando a mudar na Coreia. Fiz a foto numa lanchonete de Costco – um supermercado enorme – e ela estava amamentando discreta, mas muito tranquilamente, no meio da praça de alimentação e sem cobrir o bebê com um cobertor, como muitas americanas fazem nos EUA. Ela era totalmente coreana, mal falava ingês.  Clap, clap, clap…

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    “Homocausto” no Brasil – Assassinato de homossexuais aumentou 55% entre 2007 e 2008

    Denise | GLBTS | Friday, 11 September 2009

    Eu tenho lido muita coisa boa sobre o Brasil e, aqui de longe, fico feliz ao ver o país sendo respeitado pela comunidade internacional. Mas, quando leio uma matéria como essa, do jornalista Mahomed Saigg (Jornal O DIA), dá uma tristeza. A gente ainda tem muito chão pela frente, na área de direitos humanos.

    Já ouvi horrores sobre a situação dos homossexuais em diversos países, inclusive aqui na Coreia, e brasileiros (principalmente quando estão longe) gostam de acreditar em sua “cordialidade”, mas a verdade é que ainda precisamos aprender a respeitar as diferenças e o Brasil é um dos países mais homofóbicos do mundo, onde um homossexual é morto a cada dois dias.

    Mahomed Saigg denuncia que:

    “Moradores de favelas da cidade do Rio e da Baixada Fluminense, gays, lésbicas, travestis e transgêneros vêm sendo caçados por traficantes e milicianos nas comunidades onde moram. Espancados e humilhados em público, muitos acabam assassinados. Outros, com um pouco mais de sorte, são ‘apenas’ expulsos das favelas — após sessões de tortura.

    (…) ‘A opressão contra os homossexuais nas favelas vem aumentando a cada dia. Nas pesquisas de campo a gente descobre que a maioria dos casos não é registrada. E, mesmo quando as vítimas resolvem procurar a polícia, muitos preferem não revelar sua orientação sexual por temer mais violência’, afirma o Presidente do Grupo Conexão G, Gilmar Santos

    (…)”“Bater e matar homossexual já virou entretenimento popular nas favelas. Mas não vamos ficar assistindo a esse ‘homocausto’ (holocausto de homossexuais) de braços cruzados. Já que não temos força política para brigar por nossos direitos, esta é uma maneira de tentar nos proteger dessa violência”, explica Marcelo Cerqueira, do Grupo Gay da Bahia.”

    A questão é que, no Brasil, geralmente, só é notícia na mídia corporativa, quando um gay é assassinado na praia de Ipanema ou espancado na parada gay, mas é de arrepiar saber que isso está acontecendo todos os dias nas favelas.

    O número de assassinatos de homossexuais cresceu 55% no País entre 2007 e 2008, quando foram identificados 190 casos, média de mais de um a cada dois dias, segundo o Grupo Gay da Bahia.  

    Vocês que estão no Brasil conseguem perceber esse retrocesso? fiquei abismada com esses números! sempre soube da intolerância contra gays, mas o quanto essa barbaridade tem aumentado e a que ponto chega, é novidade pra mim. Muito triste.

    _________________________________________

    Depoimento da Carina, do blog Nerds Somos Nozes:

    Denise,

    Posso falar por aqui em São Paulo. Quando eu saia para baladas góticas o que me chocava e ainda choca é a violência entre as Tribos Urbanas que são numerosas na Capital.

    Grupos de Skinheads, de Carecas (uma das cabeças de Hidra dentro do movimento Skinhead é que é muito mais extremista), White Powers e Puks barbarizam as noites paulistanas no cenário underground frequentado por góticos, emos e indies entre outras.

    São essas três últimas que mais sofrem a violência constante, visto que por caracteristicas próprias, tendem a agregar um número alto de homossexuais.

    O alerta maior fica por conta do fato de que todas essas Tribos são formadas em sua maioria por jovens, de pré-adolescentes a faixa que vai aos 23 anos e que desde cedo ficam expostos a discriminação, ao preconceito e a violência sem que o poder público e a sociedade se quer façam um movimento em direção a acabar com todos esses abusos. Vez ou outra um caso aparece no noticiário, infelizmente quando ocorre um assassinato.

    Em breve farei uma série de post lá no NSN sobre todas as Tribos Urbanas que fazem parte da contracultura paulistana, mostrar o lado legal e denunciar o lado terrível.

    E só para constar, tirando os Punks e alguns Skinheads, para as outras Tribos “do mal”, a mulher é depreciada, objetificada e tratada pior do que na Idade Média e infelizmente tem muitas meninas que acham lindo e poderoso namorar um idiota desses. Lamentável…

    Beijos

    Comentário interessante da Adília:

    A causa dos homossexuais está muito ligada à causa feminista, pois o ódio contra os homossexuais é o produto natural de uma sociedade de supremacia masculina que para se manter tem de reforçar a identidade masculina e não pode permitir-se abrir brechas; ora de acordo com a lógica do sistema os homossexuais são uma vergonha para o macho tradicional. Daí ser curioso constatar a solidariedade, as vezes mesmo inconsciente, das mulheres para com os homossexuais, que já não é tão visivel em relação às lesbicas.

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    As Viúvas na India

    Denise | Cinema,Feminismo,India | Tuesday, 08 September 2009

    casadasviuvas1.jpg

    “Quase tudo que fazemos parece insignificante, mas é muito importante que façamos. Você precisa ser a mudança que você deseja ver no mundo.” Mahatma Gandhi

    (Post originalmente publicado em 24 de junho de 2006)

    Ontem fui assistir ao filme Water, o último da trilogia política da cineasta Deepa Mehta (os outros são Fire e Earth), sobre a vida das viúvas na india. Fiquei chocada. Já tinha ouvido falar na situação dessas mulheres, mas ainda assim, o filme é uma saculejada na gente e bota nossos problemas cotidianos na sua exata dimensão.

    Pesquisando, hoje, sobre o tema, pra escrever esse post, descobri que ontem estava sendo celebrado o “Dia Internacional das Viúvas”, instituído pelas Nações Unidas, justamente para lembrar ao mundo as crueldades cometidas contra essas mulheres (não apenas indianas, mas de muitos outros países), cujo único crime cometido foi se tornar viúva, como se pudessem se responsabilizar pela vida de seus companheiros.

    water_india.jpg“Water” não é um filme revolucionário em sua linguagem, mas é uma história muito bem contada e extremamente comovente. Ao acabar, precisei de uns bons minutos sentadinha no escuro do cinema, pra me recompor e tentar dissipar aquele nó na garganta.

    Apesar de ser uma obra de ficção, que se passa há quase 70 anos, infelizmente, essa ainda é a realidade de muitas mulheres na India. E isso é o que é mais doloroso.

    O filme se passa em 1938, na India Colonial, onde os poderosos (britânicos e indianos) vêem a ascenção de Mahatma Gandhi, com suas idéias de liberdade e de mudança das tradições arcaicas às quais os indianos ainda se agarravam. As viúvas já não eram forçadas a queimar numa fogueira, com a morte do marido, mas ainda tinham que pagar, vivendo em total ostracismo e miséria, por toda vida.

    Tudo começa com a morte do marido de Chuyia, uma menininha esperta de oito anos de idade, que nem entende que é casada.

    water_india3.jpg

    Ao se tornar “viúva”, Chuyia tem suas pulseiras quebradas, seu cabelo raspado, perde todas suas roupas e é vestida com um sari branco, que será sua única veste, para diferenciá-la, afinal, ela agora é uma pária, “impura” e não pode ter contato com outras mulheres e crianças.

    Os pais deixam Chuyia numa casa de viúvas hindu, onde deve viver o resto dos seus dias em penitência.

    Em 1938, e ainda hoje, em muitas lugares da India, a viúva é vista como um peso e como uma mulher sexualmente perigosa. A família do noivo quer vê-la distante, para poder tomar as propriedades do seu marido, e não tem interesse em assumir a responsabilidade de sustentá-la. Sua própria família, após o seu casamento, sente-se livre de qualquer responsabilidade em relação a ela.

    Por todo preconceito e superstições que cercam uma mulher viúva, ela também não consegue trabalho para se sustentar e acaba tendo mesmo que viver nessas Casas de Viúvas (prédios centéntários, caindo aos pedaços), por toda vida. Para se “purificar”, precisa abandonar qualquer vínculo com prazer e viver em sofrimento. Dorme no chão, repete canções e orações seis horas por dia, e não pode, sequer, comer frituras, consideradas alimentos “quentes”. Estima-se que existam 20 mil viúvas, mendigando, apenas à beira do rio Ganges.

    casadasviuvas2.jpgAos poucos, vamos conhecendo as mulheres com quem Chuyia deverá conviver. A velhinha (foto)que está na casa desde os sete anos e cujo único sonho é comer, novamente, os docinhos que provou na sua festa de casamento (o marido morreu um mês depois). Shakuntala, a mulher de meia idade, esperta, inteligente e que sofre ao perceber que está envelhecendo e está sempre dividida entre a revolta pela sua situação e o medo por não se comportar como deveria.

    Tem a poderosa Didi, que comanda a casa e tem regalias que as outras não têm, e a belíssima Kalyani. Aos 17 anos de idade (está lá desde os oito), ela é a única mulher que tem a permissão para usar cabelos longos e que, sustenta o “luxo” de Didi e a Casa de Viúvas, sendo levada de barco, no escuro da noite, pelo eunuco gulabi, para prostituição.

    water_india4.jpg

    A chegada de Chuyia, o aparecimento de um lindíssimo indiano nacionalista, o amor de Kalyani, a revolta de Shakuntala e a ascenção de Ghandi, mexem com a Casa de Viúvas… mas não existem milagres. O resto, só vendo o filme…

    A realidade atual

    widows_india2.jpg

    Segundo o censo de 1991, 8% de todas as mulheres da India são viúvas, o que significa cerca de 34 milhões de pessoas. Como o costume é o casamento das meninas muito novinhas, 50% das viúvas têm menos de 50 anos de idade.

    No grupo acima de 60 anos, 64% das mulheres são viúvas, enquanto que apenas 6% dos homens são viúvos. Essa diferença brutal de gênero existe por causa da alta incidência de viúvos que se casam novamente, enquanto que um novo casamento, na prática, continua sendo uma opção bastante improvável para as mulheres.

    Apesar dos números, sabe-se pouco sobre a vida dessas mulheres, na India. A marginalização as torna invisíveis. O que sabemos é que elas vivem em completa pobreza, desemprego, sem acesso aos meios de produção, sem educação formal e sofrendo por superstições que ainda estão bastante arraigadas na cultura indiana.

    Já em 1956, um ato hindu estabeleceu que as viúvas devem ser consideradas iguais a todas as mulheres, mas a tradição fala mais alto.

    Por causa de todas privações que passam, as viúvas têm um índice de mortalidade 85% maior que as mulheres casadas. Apesar das péssimas condições dessas Casas de Viúvas, muitas preferem viver nelas do que ficar com a família do ex-marido, sendo constantemente abusadas sexual e fisicamente.

    widows_india3.jpg

    As Casas de Viúvas são empreendimentos mercenários, existem denúncias de que, apesar das mulheres viverem em completa miséria, os administradores fazem muito dinheiro, pedindo ajuda financeira e vendendo serviços sexuais das jovens viúvas.

    “Sem um homem ao seu lado, uma mulher não tem respeito na sociedade indiana. Isso é parte da cultura patriarcal”, afirma uma militante do movimento de mulheres.

    Parece incrível, mas isso tudo continua acontecendo hoje. Será que a gente não tem mesmo nada a ver com isso? Quando eu fui pra India, escrevi sobre a situação da mulher por lá (vejam ai abaixo), falando sobre as mulheres queimadas por causa dos dotes, e uma criatura me criticou porque eu devia me preocupar com as mulheres do Brasil.

    Não consigo estabelecer fronteiras para a humanidade. Me preocupo do mesmo jeito com minhas amigas que vivem em favelas, no Brasil as viúvas indianas e as mulheres com AIDS na Africa. Somos todas irmãs.

    O que é que a gente pode fazer? falar no assunto, procurar saber o que fazem os grupos de mulheres. Se você faz doação, considerar doar para grupos que trabalham com essas mulheres. No mais, pelo menos se sensibilizar, acho que é um bom começo.

    E o nó na garganta, continua aqui… isso é o que acontece quando a gente vê um filme que faz pensar…

    Veja mais:

  • Widows’ Rights International
  • International Widows Day – June 23
  • Trailler de “Water”
  • Site oficial de “Water”
  • Vrindavan Widows Are Still Sexually Exploited — Study
  • India’s Outcast Widows Have New Havens
  • Status of Widows of Vrindavan and Varanasi
  • Grief and Renewal
  • O risco de ser mulher na India – SdeE
  • O risco de ser mulher na India – Parte 2 – SdeE
  • Curiosidade:

    holi.jpg
    Nessa linda cena do filme, as mulheres estão celebrando o Holi, festa onde todos brincam jogando um pó super colorido, uns nos outros. Em 1999, por uma coincidência abençoada, eu estava no Nepal, no dia do Holi. Estava sozinha, mas pude aproveitar muito e ver a festa, que é uma das coisas mais lindas que se pode imaginar.

    Pitaco de vocês:

    “Uma informação boa: dirigi do interior da Bahia hoje cedo até a capital, vi um out-door com o anúncio da Festa das Viúvas. Foi um forró pé-de-serra genial no interior , para onde convergiram os pretendentes livres e um monte de viúvas que ainda querem dançar, namorar e ser feliz. Que pena que a ìndia discrima suas viúvas, que pena que as viúvas das aldeias portuguesas se condenam ao eterno negrume das vestes e que bom que se pode dançar, beber, brindar e namorar na Bahia. Embora outros problemas haja.” Alena.

    Vejam também o excelente post da Regina do blog Always por um Triz sobre o filme Water: Deepa Mehta: uma mulher de coragem.

    Fotos: Em preto e branco, são registros de uma Casa de Viúvas, feitos pelo fotógrafo Frederik Renander. As fotos coloridas são cenas do filme Water.

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    Coisas da Coreia

    Denise | Coreia do Sul | Tuesday, 08 September 2009

    Feijão de sobremesa

    sherbet

    Na verdade, não é só daqui. A primeira vez que tentaram me fazer comer sorvete com feijão foi na Malásia há uns 10 anos.  De lá pra cá, me acostumei com muita coisa, mas feijão gelado com sorvete ou esse raspa-raspa coreano e frutas, dá enjôo só de pensar.

    O que foi a coisa mais esquisita que vocês já comeram?

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