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    Caso Sean Goldman – O que vocês acham?

    Leia mais sobre Diversos.
    Publicado na Wednesday, 10 June 2009

    Atualização:
    Ai, santa paciência… mesmo ocupadíssima, eu me dei ao trabalho de escrever esse longo post, com todo cuidado, explicando, ponto por ponto, o motivo das minhas dúvidas.

    Não sou mulher de ficar em cima do muro porque “é fácil”, já me posicionei aqui em relação a coisas muito mais complicadas que essa, mas tenho um mínimo de bom senso necessário pra me preocupar com a situação do menino, que é muito mais difícil do que berrar que David tem direito de ficar com o filho.

    Perdi meu tempo. O debate saudável que eu pretendia levar aqui no blog foi inviabilizado pela invasão das “davidzetes” que fazem parte de uma comunidade do Orkut (argh… isso me lembra porque eu não tenho paciência pra elas), que decidiram me atacar em massa, por lá.

    Pior é que, se elas não fossem tão obtusas, entenderiam que eu estou defendendo a mesma coisa que elas, que o menino  volte com o pai (para que possa decidir se quer ficar com ele ou não, sem a influência da família da mãe). Mas é que se não pensar igualzinho a elas, se não fizer parte desse culto pró-David, tem de queimar na profundeza dos infernos.

    Como diz uma delas: “Quem não apóia David ou é amigo/ parente safado da família, ignorante ou gente ruim mesmo. Não tem outra.”

    Me pergunto se esse pessoal estaria tão envolvido na luta pra entregar o menino ao pai se ele fosse um afro-americano de 200 quilos. Vocês acham que ele teria esse apoio todo?

    Dito isso, o blog volta a ter os comentários moderados, e eu não tenho mais nada a declarar sobre esse post.  É o que acontece quando se tenta ganhar o debate no grito, tenho muito mais o que fazer do que bater boca com essas criaturas.  Elas só reforçam o que eu disse no post aí abaixo sobre os ataques de baixo nível, que só prejudicam o caso.

    Ah e sou muito radical, sim. No meu blog, tenho todo direito de dividir o mundo em pro-choice e pro-life e muito mais que eu quiser…

    PS.:  Rachel e Mari, sinto muito pelo rumo que as coisas tomaram, o debate poderia ter sido muito interessante e me esforcei pra isso. Só espero que o Sean conviva com outro tipo de gente, se for viver com o pai… se depender dos seus aliados, dá até medo.

    E se eu fosse apagar todos os comentários que tem o mesmo IP (que foram escritos na mesma conexão, provavelmente pela mesma pessoa), não ficaria nem metade dos escritos pelas Davidzetes, mas eu ando muito paciente com trolls, ultimamente.


    Post original

    Bem, pessoal, aproveitando uma horinha em que Ted está aqui do meu lado trabalhando (ainda que com muitas dores por causa da hérnia de disco) e Bia não quer sair logo, vou dar meu pitaco (adoro essa palavra hehehe) sobre o caso.

    Eu também acho muito, muito complicado dar uma opinião, já que a gente não sabe muita coisa do que se passa e se passou nos bastidores.  Claro que também pode-se dizer que não temos nada a ver com a história, mas blogueir@ adora dar opinião sobre tudo e o debate é interessante (quero ouvir a opinião de vocês).

    Quando pedi pra Rachel (queridíssima) ser uma “blogueira convidada” e escrever sobre o imbróglio, a família ainda não tinha se pronunciado, e me irritava o silêncio meio arrogante (depois, entendi que queriam preservar a privacidade do menino, o que faz sentido).

    A princípio, eu concordava com tudinho que a Raquel escreveu mas, com o avanço do caso, fiquei mais dividida, ainda que esteja inclinada a concordar com ela, na maioria das coisas. Quem visita o blog sabe que eu costumo ser bem parcial, mas dessa vez, me sinto feito bolinha de ping-pong indo pra um lado e pro outro. Então, vejam minhas reflexões e considerações, que foram surgindo e só me fizeram mais confusa:

    • Pra começar, eu acho que a culpa de toda essa confusão é da mãe. Ponto. Na minha opinião, a única justificativa que ela teria pra fazer o que fez, seria violência doméstica. E mesmo com todos ataques, a família dela nunca afirmou que ela apanhava do David ou sofria algum abuso. Na verdade, a mãe dela disse, no Fantástico que ela nunca disse nada do tipo.Quando eu me separei do pai de Bia, ela já tinha 13 anos. Comecei a namorar Ted, mas  só decidi casar e mudar pra Suécia quando Paulo disse, com todas as letras, que eu deveria ir e levar Bia comigo, que ia ser bom pra ela etc. Até então, a idéia de separar os dois me fazia muito mal, porque Bia era a única família que ele tinha (ele é filho único, sem primos).Quando se tem filhos, a vida do casal – e ainda  mais de ex-casal – fica bem mais complicada, não se pode ser egoísta e desconsiderar a presença do outro na vida do filho. Pra mim, o que a mãe do Sean fez foi sequestro, sim. E agora o menino está pagando pela sua irresponsabilidade, se não havia violência, tinha como resolver as coisas de outra forma.
    • Por outro lado, apesar de entender o desespero do pai, não gosto da forma que ele vem explorando a imagem do filho. Talvez, eu também fizesse isso, se achasse que era a única forma de tê-lo de volta, mas acho que postar fotos e vídeos, principalmente as imagens mais recentes, não é legal. Também não gostei dele na entrevista que vi com Larry King. Sei que ele precisa emocionar as pessoas e tenho certeza que, sozinho, deve ter chorado muitas vezes, sinceramente, mas na entrevista tudo me pareceu tão falso e o choro, bem forçado.
    • Já aquela carta da família, pelamordedeus, o que foi aquilo? nem parece escrita por um advogado famoso. O segundo marido, falar sobre a vida privada da esposa com o marido anterior (David), que eles não tinham “relações íntimas”, me parece um um mau gosto imenso.  Na minha opinião, essa carta dá uma péssima imagem da família.
    • O baixo nível das argumentações dos defensores dois lados também não ajuda em nada. Às vezes, prefiro nem ler os comentários, com ataques que pretendem desmoralizar as pessoas, tanto o David como a família da Bruna.
    • Acho o fim o preconceito contra o David, que é chamado de vagabundo e gigolô. A família tem uma postura elitista e coloca o poder econômico, suas condições financeiras privilegiadas, como justificativa para que a criança fique no Brasil. Horrível. Mas, também fico arrepiada ao ler os ataques dos pró-David em relação à família.Num desses comentários, num blog ou fórum de discussão, não lembro, alguém ataca a tia da Bruna, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, a chamando de terrorista. Guta, que faleceu recentemente, foi uma guerrilheira presa e torturada que lutava contra a ditadura militar e merece todo nosso respeito. Ler as barbaridades que escreveram contra a Guta, só me afastou do movimento pró-David. Inaceitável.E Fernanda, me desculpe, mas mesmo discordando completamente de muitas coisas que ela disse e concordando que ela foi debochada e arrogante nesse debate (do vídeo acima), a Maria Berenice Dias não é “gente de quinta categoria”, basta ler seu perfil aqui. Vamos respeitar a história das pessoas envolvidas. Esse tipo de colocação só reforça a imagem elitista e arrogante da família.
    • No entanto, ainda na linha “diz-me com quem andas e eu te direi quem és”, fui pesquisar o parlamentar que está viajando pra cima e pra baixo com o David, pagando suas despesas e faturando em cima do caso e descobri que ele não é flor que se cheire e sua companhia só me deixa com um pé atrás, em relação ao David.O Chris Smith é um republicano (algo como o DEM, no Brasil), reacionário e que tem como uma das suas principais bandeiras o fim do direito legal ao aborto nos EUA, é contra o uso de células tronco em pesquisas e contra o apoio financeiro dois EUA a planejamento familiar em países em desenvolvimento.Francamente, se dependesse dos seus aliados, entre a Berenice (que é defensora de direitos homossexuais e das mulheres) e a Guta (que lutou contra a ditadura militar) e esse parlamentarzinho cretino, não tenho nem dúvidas em quem eu confiaria.
    • Mas tem também a questão do desrespeito às leis internacionais, por parte do Brasil que é extremamente prejudicial para nossa imagem e um precedente perigoso. Ted, que é super fã do Brasil, ficou pasmo (ou pasmado, Gabs  hehehe) com o caso, pra ele o não cumprimento de Haya faz o Brasil parecer uma republica de bananas. E ele tem razão.
    • Enfim, mesmo passando por cima das leis, por um momento, ouvindo a família, eu até achei que, a essa altura, a criança totalmente adaptada deveria ficar no Brasil, porque era o melhor para ela. Mas sabe que o excelente debate, no vídeo acima, me fez repensar essa posição?Primeiro, apesar de todas as excelentes credenciais e total respeito que tenho pela histórias da Maria Berenice Dias, acho que ela se saiu muito mal no debate. Não apresentou argumentos sustentáveis, demonstrou uma intolerância enorme da família em relação ao David, foi emocional e comportou-se de uma forma debochada e irritante.Por outro lado, a outra debatedora, Roberta Prado, foi extremamente sensata, coerente e levantou um ponto que eu não tinha pensado ainda. A criança não tem condição de decidir enquanto não tiver experimentado viver um tempo com o pai e enquanto não sair do ambiente da família de Bruna onde sofre uma pressão enorme para que queira ficar com eles.
    • Enfim, viram que estou num vai e volta, né?  mas, voltando ao começo, pra mim, a Bruna foi responsável por todo sofrimento pelo qual o Sean está passando, e não o pai. Concluindo, acho que não é nem uma questão de direito biológico do David, mas um direito do Sean de poder ter uma decisão informada, sobre o que é melhor para ele, e isso, ele só vai poder ter, depois que experimentar a convivência com seu pai.

    Que confusão… se se interessarem pelo caso, sugiro que assistam ao vídeo acima, que é excelente. E volto a perguntar, o que vocês estão achando disso tudo?

    73 Comentários

    Desculpem, mas os comentários estão fechados.

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