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    Festival de Lanternas Budista de Lótus – Dia 2 – Domingo
    Atividades antes da Parada (Atualizado!)

    Denise | Budismo,Coreia do Sul,Cultura,Fotografia | Tuesday, 28 April 2009

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Eu subestimei a capacidade dos coreanos de fazer uma SUPER festa de rua, que me fizesse aguentar das 10 da manhã às 9 da noite. Só fui, no domingo, à uma da tarde e me arrependi profundamente, mesmo que eu tivesse chegado lá de manhã cedo, ainda teria muita coisa pra ver e pra fazer.

    Ted e Bradford (nosso amigo americano) ficaram corrigindo provas e se juntaram a mim somente à noite, para a Parada. Eu cheguei lá mais ou menos uma e meia da tarde, vi que tinha festa na rua, mas fui direto para o templo, onde tinha sido armado um palco e estavam acontecendo apresentações de gente de toda idade.

    Destaque pras crianças, claro, sempre super fofas, meio envergonhadas, mas abalaram; para a cerimônia do chá, com uma bailarina ao fundo (ok, kitsch, mas é a Coreia…  hehehe) e umas senhorinhas de meia idade a cantar uma música que é sucesso aqui e que gruda na cabeça da gente como chiclete (juro que estou até agora tentando me livrar dela).

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Saindo do templo, passei por uma barraquinha com livros budistas (em coreano, claro) pela metade do preço e uma fila quilométrica para conseguir um autógrafo de um monge que deve ser uma celebridade local. Fiquei boba com a quantidade de estandes, eram mais de cem, com uma variedade enorme de atividades.

    Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Tinha tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que eu nem sabia por onde começar. Mas me empolguei tanto fotografando, que passei de duas da tarde às sete da noite pulando de estande pra estande, sem parar em nenhum, porque não conseguia parar de fotografar.

    Acima, a primeira foto dá uma idéia geral da rua; na segunda, mulheres se preparam pra ensinar como é a cerimônia do chá e na terceira foto, algumas estrangeiras fazendo lanternas. Só aí, eram 12 estandes, com 50 pessoas que se inscreveram com antecedência pela internet, era um tipo de “concurso” de lanternas só pros imigrantes (existem muitas iniciativas governmentais pra facilitar a integração de quem vem de fora, por aqui). Eu não sabia, mas no próximo ano, eu não perco. Detalhe, tudo, inclusive o material, era gratuito.

    Os outros estandes eram coordenados por ONGs que atuam na defesa de direitos humanos ou eram de ordens budistas coreanas ou de outros países como Bangladesh, Sri Lanka e Tibete. Para participar das oficinas, pagava-se um valor quase simbólico, um,dois dólares, com todo material gratuito.

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Nas fotos acima, meninos e meninas aprendem a fazer bijouteria (pulseira ou colares budistas). Olhem o tamanhinho da mão daquele menininho da foto da direita, tentando colocar uma conta num fio de nylon. Não é lindo demais? e não é super bacana que a criançada tenha essa oportunidade?
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Como a arte em cerâmica é muito tradicional e uma parte importante da cultura, aqui na Coreia, tinha vários estandes onde meninos e meninas (e adultos, se quisessem,claro) podiam fazer peças de barro. Nas fotos, mães e avós babando nos meninos e esse “benzadeus coreano”  era uma gracinha, superpaciente com a garotinha. benzadeus.

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Acima, mãe e filhos aprendem os passos de uma cerimônia de chá. Centenas de pessoas, como essas duas moças acima, fizeram as suas lanternas nos estandes, para carregar na parada, que começaria em algumas horas. Tinha um estande enorme em que era tudo completamente gratuito, com material de várias cores. Não, infelizmente, eu não tive tempo de fazer a minha, porque não consegui parar de fotografar (não parei nem pra comer, foram cinco horas batendo perna nessa rua!). Na foto da direita a coreana fofa fazendo um boneco de barro.
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Claro que eu adorei essa foto da esquerda, meninos e meninas, coreanas e estrangeiras costurando e bordando. Na outra foto,  dois monges fazendo uma mandala de areia colorida. Esse é um dos ensinamentos mais difíceis do budismo, pensar que nada dura e que essa obra de arte vai voar pelos ares com poucos minutos… ouch…
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Essas fotos são o máximo. E olha que a sociedade coreana é machista, mas o que diríamos da latina? ainda bem que, pelo menos,por aqui eles estão muito pouco preocupados com os tradicionais estereotipos de gênero ocidentais. Na primeira foto, um menininho empenhadíssimo na produção de um boneco de pano e na segunda, um pai e seu filho fazem um chaveirinho todo decorado com micro pedacinhos de flores secas.

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Na primeira foto, mais peças de barro. E aminha preferida detodas, apesar da má qualidade técnica da foto. Um casal está fazendo colares e pulseiras junto, enquanto a filhinha dorme nas costas da mãe. Adoro a forma como carregam as crianças aqui, antes que remetam ao “peso nas costas da mãe”, digo logo que já vi homens com as crianças jogadas nas costas também. Filhos aqui são integrados “organicamente”  à vida cotidiana.

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Uma gracinha o garoto distribuindo panfletos, hein? e na segunda e terceira foto, coreanos (e alguns estrangeiros) penduravam papeizinhos com seus desejos de boa sorte nesses fios amarrados a um balão.

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Claro que tinha artes marciais

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    E alguns estandes de medicina oriental, onde você podia se consultar (desde que tivesse um tradutor de coreano!) e o medicamento era feito e entregue na hora. Nesse estande, umtratamento com pedaços de cera queimando, colocado nas mãos dos corajosos. Parecia pedacinhor de cigarro ainda acesos… ui…

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    Fazendo chapéus de palha. Menininha ganha um brinde por responder uma pergunta corretamente (em coreano) e o stand da Ashoka tinha café moído e preparado na hora. Divulgando projetos de comércio justo.
    Música

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    A música tradicional coreana é,basicamente, de percussão. Eu A-DO-RO, é tribal, dá aquele transe de repetição e me lembra maracatu, Olodum. Esse grupo era de Samul Nori. Samul significa “quatro instrumentos” e Nori, “tocar”.  São eles: kkwaenggwari, jing, janggu e buk. Alguns dos passos dos músicos chegam a lembrar o frevo, dê uma olhada nesses vídeos aqui, aqui e aqui.

    Lantern Parade Seoul, 2009

    Essa mocinha também mandou ver muito bem no janggu.

    Resumindo:

    Não, a Coreia não é um paraíso e nem tudo é perfeito por aqui – como também não é no Brasil, nem na Suécia, nem nos EUA – mas se a gente abre bem os olhos pra ver o que tem de bom nesse país, dá pra se divertir MUITO.

    I HEART KOREA

    obs.: Ainda falta contar sobre a super organização de tudo e,principalmente da parada, volto em breve, agora preciso cuidar da vida!

    Ah e assim que puder, coloco todas essas fotos e muitas outras em tamanho ampliado, no meu album do Flickr. Aguenta aí!

    __

    E atenção, tem SORTEIO!

    Pegando o embalo, pra gente celebrar o niver de Buda, aqui no blog também, decidi sortear um kit com uma lanterninha cor de rosa, uma pulseirinha e um botton do festival, entre as pessoas que deixarem comentários nos três últimos posts. O sorteio será domingo e amanhã coloco uma foto dos presentinhos.

    Atualização:

    FINALMENTE, FIZEMOS O SORTEIO! A ganhadora foi a Vivien Morgato do blog A Casa da Mãe Joana, mais detalhes e fotos, em breve.

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    Festival de Lanternas Budista de Lótus – Dia 2 – Domingo
    A Parada

    Denise | Budismo,Coreia do Sul,Fotografia | Monday, 27 April 2009

    A Parada das Lanternas no Centro de Seul
    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009

    As lanternas simbolizam o enlightenment, iluminação, despertar de Buda.
    Segundo o Venerável Unsan, monge chefe da ordem Taego:

    “Budistas devem acender as lanternas da sabedoria e compaixão para clarear o mundo. Nós precisamos viver como a flor de lótus, que não perde sua pureza, mesmo crescendo na lama.”

    Lantern Parade Seoul, 2009Lantern Parade Seoul, 2009
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    AINDA TEM MAIS!!!   ;-)

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    Festival de Lanternas Budista de Lótus – Dia 1 – Sábado

    Denise | Budismo,Coreia do Sul,Cultura,Fotografia | Sunday, 26 April 2009


    Desde que comecei a ler sobre a Coreia, antes mesmo de vir pra cá, já estava sonhando em participar desse festival, que é um dos maiores e deve ser o mais bonito daqui. O Festival de Lanternas de Lótus reuniu coreanos e estrangeiros, nesse final de semana,  para uma celebração adiantada do aniversário do Buda histórico, Sidarta Gautama (que só vai ser mesmo no dia 2 de maio, quando tem mais festa :-) ).

    Ainda bem que, mesmo com toda chuva, eu decidi ir ao Jogyesa (templo da principal ordem budista coreana), no sábado. Como pouca gente arriscou uma saída, tava vazio e foi bem mais tranquilo pra fotografar o templo e os arredores.

    As lanternas, penduradas pelo teto são uma imagem fantástica. Cada uma delas foi confeccionada manualmente e tem um papelzinho enrolado com um pedido.

    Um dos rituais mais bonitos que eu vi no templo, foi o de molhar a cabeça do Buda menino um chá, pelo que soube, isso também é feito no aniversário de Buda no Japão, talvez em outros países também.


    O salão principal do templo é lindo, eu gosto da arquitetura coreana que consegue ser coberta de dourados, mas ao mesmo tempo elegante e equilibrada.

    Nas fotos acima, os monges fazem a chamada para a cerimônia. as fotos estão bem ruins porque fiz de dentro do templo, pela janela, com uma super zoom, mas achei que valeria  a pena o registro esse ritual é muito bonito.

    Quando eu estava lá sentadinha na almofada cinza, dentro do templo, só curtindo a cantoria, uma senhora coreana veio falar comigo, ela sabia algum inglês, perguntou de onde eu era, conversou um pouco e, me deu um bolo feito de arroz e feijão, que eu agradeci e disse que ia levar para comer com meu marido em casa (mas, confesso que não somos muito chegados a essas comidinhas não).

    Não é bacana demais esse carinho com uma pessoa desconhecida? dia desses, uma outra senhora queria me dar metade do prato que ela estava comendo em pleno  vestiário da academia. Aqui, é de péssimo gosto comer em público e não compartilhar. Faço muita ginástica pra conseguir escapar.


    Essas esculturas (carros alegóricos, feitos de um tipo de plástico forte mas bem flexível) abaixo foram exibidas no domingo, mas quando eu cheguei no sábado, estavam bem posicionadas, pedindo pra ser fotografadas  :-)


    Mesmo chovendo a cântaros, teve uma mini-parada, preview do que aconteceria no domingo. Essas meninas aí abaixo estavam em fila pra começar o desfile, mas quando viram minha câmera, tiraram as capas pra posar pras fotos. Até que uma monja chegou e botou todo mundo pra correr…


    Imagens da parada-prévia, debaixo d’água:


    Aguardem, em breve, as fotos ampliadas na minha conta do Flickr.

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    Festival de Lanternas Budista de Lótus

    Denise | Budismo,Coreia do Sul | Sunday, 26 April 2009

    Acabei de chegar de uma das coisas mais bonitas que já vi, apesar da chuva.  Mas, depois, ainda saímos pra jantar fora com amigos, cheguei morta de cansada e de sono, amanhã mostro outras fotos (e publico uma boa atualização pro post anterior, que está rendendo…).

    Bom finde!

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    Estereotipos de genero e os metrossexuais coreanos

    Denise | Coreia do Sul,Cultura | Wednesday, 22 April 2009

    Boys Before Flowers

    Os meninos aqui, como voces devem saber, tem tracos delicados, nao sao muito sarados, alguns ate’ sao bem altos, principalmente para o padrao asiatico, mas, enfim, sao homens que aparentam ser mais “frageis”.

    Lee Jun-kiOs mais jovens se vestem com bastante liberdade, sem medo do cor de rosa, super produzidos, sobrancelha feita, pele bem tratada. Adoro ve-los carregando as bolsas das namoradas e mesmo suas bolsonas parecem com o que chamamos de “femininas”.

    Nao vou nem entrar no merito de que e’ fundamental respeitar e entender as diferencas culturais. Claro que muitos homens estrangeiros adoram ridicularizar os homens coreanos, dizer que sao todos gays (!!), nao deixa de ser uma forma de se sentir superior, na casa dos outros… mas estou mesmo e’ pensando em outra coisa.

    A gente vive reclamando dos estereotipos femininos, mas e os masculinos? nao e’ dureza pra os meninos ter de segui-los tambem? e eles interessam a quem? a gente quer um “novo homem”, que seja companheiro,  sensivel, gentil, mas ao mesmo tempo o padrao de beleza ocidental masculina e’, no geral, truculento, e’ o famoso “tem pegada”. Isso nao e’ esquizofrenico?

    A Coreia e’ um pais machista e aqui tambem tem violencia domestica, mas eu vejo esses jovens muito mais companheiros, gentis com a namorada, acho que a nova geracao – como em tudo – esta mudando, tanto que os unicos saradoes que a gente ve aqui sao completamente influenciados pela cultura hip hop americana.

    Sera que essa androginia nao ajuda a quebrar estereotipos de macho violento? sera que a gente nao precisa rever nossos conceitos?

    Sei la’… so’ umas coisas que estao passando pela minha cabeca, desordenadamente, o que voces acham disso?

    ps.: Opinião pessoal, tem uns coreanos bem bonitos aqui, principalmente os altíssimos e hiper bem vestidos, na casa dos 30, 40.

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    Eu confesso. Estou com muita preguiça de blogar.

    Denise | Blogosfera | Wednesday, 22 April 2009

    Assunto não falta – tenho  pensando em escrever sobre Twitter, Coreia do Norte, O que me cansa na blogosfera, palestras que dei na universidade daqui, choque cultural, broches, produção de bijoux, sindrome do ninho vazio, novos amigos, micos que paguei, maquiagem, minhas 10 melhores musicas do cancioneiro brasileiro, malhação na Coreia, Praga, Caso Sean, Daegu, a importância de brincar, casas de banho e mais um mundo de outras coisas – mas a vida anda tão divertida e movimentada que, quando eu consigo parar pra escrever, já é tarde (como agora, nove da noite) e eu só quero ver filme com Ted e namorar. Vamos ver se a preguiça passa.

    Enquanto isso, vocês não querem dar uma mãozinha ao blog e escrever qualquer coisa aí  na página de comentários, não?!  qualquer coisa…. como vai a vida, um link que vocês acharam interessante, um assunto que querem discutir… help me!

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    Breaking News:
    Encontro das Coreias atrasa 12 horas e dura 22 minutos

    Denise | Coreia do Sul,Notícias,Politica coreana | Tuesday, 21 April 2009

    A primeira reunião em um ano, entre a Coreia do Norte e do Sul acabou agora há pouco. Os sulcoreanos chegaram às 8 e 45 da manhã, mas os dois lados ficaram se bicando até as 8 e 35 da noite, discutindo o local da reunião, a agenda e quem estaria presente.

    Finalmente, o evento durou apenas 22 minutos, tempo de entrega de uma carta do Norte (da qual, ninguém sabe, ainda, o conteúdo), com “um aviso importante” sobre o complexo industrial Kaesong.

    O complexo foi iniciado no Governo sulcoreano anterior e era uma esperança de melhoria nas relações entre os países. Mais de 100 fábricas sul coreanas operam na região, empregando 39 mil norte coreanos.

    Seul tinha esperança de usar a oportunidade para discutir a liberação de Yoo, funcionário da Hyundai, detido há 23 dias por criticar o regime comunista e “incitar uma operária a desertar do Norte”, mas não houve acordo.

    Por aqui, se cogita que a carta pode conter o resultado de investigações sobre o “caso Yoo” e pode ser um aviso para que as industrias sul coreanas deixem o complexo industrial, por ter quebrado as regras de convivência. Ou um aviso de que fecharão o complexo, se o Sul resolver participar da iniciativa liderada pelos EUA contra o fluxo de armas.

    Seja pelo motivo que for, se acontecer, o fechamento do complexo – que custou 548 milhões de dólares ao governo e empresas sul coreanas – vai significar mais miséria para os quase 40 mil desempregados e suas familias, na já paupérrima Coreia do Norte… sem falar que é uma esperança a menos de entendimento entre os dois povos que, afinal, são um só. Muito triste.

    As relações entre as Coreias pioraram desde que o atual presidente sulcoreano, resolveu endurecer as relaçoes que vinham se mantendo estáveis com o vizinho, nas administrações anteriores.  Resumindo, tenho muito mais medo da arrogância de alguns políticos do Sul, do que da famosa “loucura” do Norte.

    Fontes: Korea Herald e Yonhap News.

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    Hoje é o aniversário dela

    Denise | Bia,Familia, Familia | Monday, 20 April 2009

    22 anos. Primeiro que passamos separadas, mas eu e ela estamos muito bem. Ela ganhou uma viagem pra Califórnia do namorado, no final de semana. Portanto, está como gosta, solta pelo mundo (na foto acima, ela está no Marrocos). Isso é o que interessa.

    Pensei em escrever um monte de coisas… mas sabe o quê?  se eu parar pra pensar, vou ficar triste, ter saudades, cair no choro, então é melhor deixar quieto.

    Não falei? só de escrever isso, as lágrimas já começaram a cair, pela primeira vez hoje. Gabi, Van, Leila, Bibi e todas amigas e amigos que ainda têm filhote em casa, dêem um aperto neles por mim. Esse tempo passa muito mais rápido do que vocês podem imaginar.

    Te amo, Bia… e não se preocupe, é que o dia é especial, mas você sabe que estou muito bem aqui com meu Ted, nesse país completamente louco    :-)     e estamos esperando você aqui, em breve (ela chega dia 04 de junho!).

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    Nossa experiência com “alimento de templo budista”
    em Gyeongju

    Denise | Comida,Coreia do Sul,Cultura,Turismo | Sunday, 19 April 2009


    Já estamos de volta a Seul. Ontem (sábado), fomos parar em Gyeongju, ainda mais ao Sul da Coreia. Lá, só tivemos tempo mesmo de visitar o Museu Nacional de Gyeongju (depois coloco umas fotos aqui) e, decidimos que, ao invés de correr pra ver mais tumbas e templos, deveríamos, dessa vez, priorizar uma experiência nova, pra gente.

    Aceitamos a sugestão da guia do museu e (com ajuda dela) pegamos um taxi pra o 바루 (Baru) um restaurante tradicional, que serve comida dentro dos preceitos dos templos budistas (temple food), ponto de encontro do mundinho-monge local.

    O Baru fica do lado das tumbas do King Muyeol (esses 4 morrinhos mais baixos na segunda foto, acima) e existe há mais de dez anos. Quando chegamos estava quase vazio e o ambiente era agradabilíssimo, mas o clima ajudou, não estava  muito quente. O atendimento, como quase sempre acontece com a gente por aqui, foi excelente. Não tem muitos turistas na cidade, somos uma curiosidade a mais.


    Nós já tínhamos provado temple food em Seul, mas sempre em buffet (geralmente preferimos porque a gente pode escolher somente o que quer), então, não tínhamos nem idéia do que nos esperava. No geral, além de, obviamente não ter nenhuma carne, a temple food não tem alguns ingredientes que podem atrapalhar a concentração, como alho, alho-poró, cebolinha, cebola e uma erva muito usada aqui que se chama dhalae (ou rocambole selvagem).

    Uma explicação para a comida de templos coreana:

    “O livro sagrado Mahaparnirvana Sutra afirma que ‘comer carne e peixe destrói as sementes da compaixão’, já o Lankavatara Sutra explica que pássaros e animais podem ser a re-encarnação de seus pais, irmãos e amigos, de vidas passadas. Também, esses ‘intoxicantes’ distraem nossos sentidos e atrapalha o caminho para a sabedoria, o que pode resultar em ações equivocadas e muitos erros. Essas são as principais razões para essas proibições. Além do mais, no Surangama Sutra está escrito que esses cinco vegetais (citados acima) com sabor apimentado, quando frescos, afetam nossa capacidade de pensar e nos levam a pensamentos obcenos e, quando cozinhados, estimulam nossa raiva. Todos esses obstáculos podem atrapalhar a prática (da meditação). A princípio, a comida de templos parece ser a mesma de qualquer alimento vegetariano, apenas excluindo os cinco elementos. A maior diferença é que a comida de templo é considerada um importante meio para encorajar a prática espiritual.

    ps.: acho que o que experimentamos não era tão ortodoxo, porque acho que vi umas cebolinhas no prato. Vai ver, tem opções para seguidores e não-seguidores.

    A bebida era chá verde, muito bom, mas confesso que sinto falta de uma bebida estúpidamente gelada nas refeições por aqui. Os pratinhos começaram a chegar, e parecia que não iam parar nunca. Difícil dizer o que comemos, muitas verduras, temperos inusitados (pra gente).


    Algumas vezes, a moça que estava nos atendendo vinha explicar como a gente deveria comer, como colocar os montinhos de verdura e enrolar a mini-panquequinha verde, molhando no tempero. Ou avisava que a gente não podia comer a folha onde o arroz veio enroladinho. Dicas fundamentais para ignorantes sobre as delícias da comida budista coreana, como nós dois. Sem falar que sou um desastre pra comer com os pauzinhos,né?

    Quando estávamos na quinta ou sexta rodada, houve uma parada de alguns minutos e achamos que era só. Estávamos mais que satisfeitos. Que nada.  Ted pediu a conta e a moça chocada fez um sinal de que ainda tinha mais.

    Aí foi que chegou o prato principal. O da penúltima foto.

    Foi uma experiência que não vou esquecer nunca. No começo, a comida era um pouco estranha pra nosso paladar bitolado aos mesmos alimentos e temperos (no meu caso,curry,curry, curry), mas tinha coisas deliciosas e surpreendentes.

    Ao lado, meu pratopreferido, esses bolinhos que me deram saudade de bolinho de inhame ou de macaxeira. Essa geleia em cima desse bolinho marrom era canela. Delicioso.

    Saímos satisfeitos, mas leves, essa é a principal diferença de um “banquete” oriental e um ocidental, a gente não sai do restaurante se arrependendo dos excessos.

    Se algum dia, alguém se aventurar por essas bandas, o restaurante fica em Gyeongju (874-3, Seoak-dong, Gyeongju-si 054-774-5378), de ônibus, fica a uma hora de Daegu e uma hora de Busan. Basta pegar um taxi na rodoviária e dar esse nome pro motorista: 바루.

    A refeição para dois custou 30 mil wons (cerca de 50 reais) e o taxi foi mais uns 6 reais.

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    Vamos conhecer Daegu

    Denise | Coreia do Sul,Turismo | Thursday, 16 April 2009

    Hoje à tarde, pegamos um trem super rápido e em menos de duas horas percorremos os 300 quilômetros que separam Seul de Daegu (ou Taegu), onde Ted vai dar uma palestra sobre a dieta de imigrantes asiáticos no Ocidente num evento sobre doenças do coração.

    Daegu tem uma população de dois milhões e quinhentos mil habitantes (é a quarta maior cidade da Coreia do Sul) e é a capital da província de Gyeongsangbuk-do.

    A cidade é famosa pela sua indústria têxtil e só daqui, da janela do nosso quarto de hotel, já dá pra ver três outlets de roupas enormes. Em 2000, foi lançada a mascote de Daegu, Fashiony, a fadinha do desenho ao lado… hehehe… coisas da Coreia.

    A gente fica aqui até o sábado de noitinha. Gostaria muito de, amanhã, ir até Andong, uma cidadezinha bem tradicional, que fica a uma hora daqui, mas não sei se é fácil conseguir transporte. No sábado, Ted estará livre e vamos visitar o templo Donghwasa e passear pela cidade. Aguardem muitas fotos.

    Abaixo, chamêgo no trem e chegada no hotel (que é bem legal).


    Enquanto isso, vão papeando nos posts abaixo, que seus comentários estão bem interessantes e eu estou lendo tudo, quando consigo acessar a internet.

    ps.: Perceberam o tamanho da minha mala (com um chapéu de palha em cima), pra dois diazinhos?  hehehe… definitivamente, nunca vou conseguir fazer malas como a Alex. Como não tem excesso de peso, trouxe tudo que poderia precisar.

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    Monica Belucci, Eva Herzigova e Sophie Marceau sem maquiagem, nem Photoshop

    Denise | Celebridades,Corpo & Saúde,Estrelas sem Maquiagem | Thursday, 16 April 2009

    Oito mulheres – Sophie Marceau, Monica Bellucci, Karin Viard, Charlotte Rampling, Chiara Mastroianni, Ines de la Fressange, Anne Parillaud et Eva Herzigova – mostram sua beleza natural na Elle francesa de abril.

    Mas, será que não tem, mesmo, nenhum retoquezinho nas fotos?

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    Postei tão às pressas, que nem dei minha opinião (já tava indo dormir). Também acho que o retoquezinho foi só uma maquiagem leve, não acho que teve manipulação digital, não. E afinal, não temos nada contra um make-up, né? só acho feio quando é tanto que parece kabuki. Tem também uma ótima luz e um ótimo fotógrafo que ajudam enormemente. Aliás, é a revalorização do trabalho do fotógrafo.

    Gostei tanto. Tão melhor que essas revistas americanas que criam umas figuras frankensteinianas.

    Só um adendo, eu não me iludo achando que a Elle é nem um pouquinho melhor que as outras, aposto que, na mesma revista, em outras páginas, encontraremos as tradicionais imagens anoréxicas e photoshopadas. É apenas uma apropriação da nossa bandeira… com o objetivo de vender mais revistas. Como fez a Dove, vendendo “beleza real”, enquanto promove embranquecimento das mulheres na India. Somos sacaneadas duplamente.

    Mas, as fotos são bonitas  :-)

    Via Jezebel.

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    Gloria Coelho e os negros na Fashion Week

    Denise | Moda,Racismo | Wednesday, 15 April 2009

    “Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?” Gloria Coelho.

    Em compensação…

    Alexandre Herchcovitch não se opõe. “Pra mim, isso (cota) não é problema. Nunca excluí modelo por causa de cor”, diz. Ele não acha que a cota pode interferir na obra do estilista. “Quando se escolhe o modelo, a roupa já está criada. Isso é o mais importante”, diz.

    É óbvio, esse papo de “interferir na criação do artista” é uma das maiores cretinices que já ouvi.

    A indústria da moda só reconhece que é um negócio, quando lhe convém:

    O mercado é quem manda.”
    Eli Hadid, da agencia de modelos Mega.

    Eu nem sei se cotas para modelos negros nos desfiles ajudariam, só sei que gente como a Gloria Coelho me dá nojo e ânsias de vômito.

    Veja materia da Folha, na íntegra, abaixo:

    Promotora quer cota para negros em desfiles
    Paulo Sampaio (Reportagem local)

    Percentual não foi definido, mas Ministério Público ameaça abrir ação contra a São Paulo Fashion Week em caso de boicote

    Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo em evento de moda na cidade

    As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles -no estilo do que já fazem as universidades públicas. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW.

    A ideia das cotas é da promotora Déborah Kelly Affonso, do grupo de atuação especial de inclusão do Ministério Público.

    “O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar”, afirma ela.

    No Brasil, 49,7 % da população é composta por negros e pardos, segundo o último censo do IBGE (de 2007).

    Apesar da perspectiva de estar na vanguarda mundial da moda, nem todos os estilistas brasileiros, agentes de modelos e produtores parecem felizes com a exigência de usar um percentual -ainda não estabelecido- de modelos negros.

    “Acusar a Fashion Week de racismo é um absurdo. O mercado é quem manda. Você acha que alguém seria idiota de dispensar uma negra que fatura milhões?”, pergunta o empresário Eli Hadid, da agência Mega, que diz ter cerca de 13% de negros em seu casting.

    A estilista Glória Coelho é da opinião que “a cota pode interferir na obra do estilista”. “Nosso trabalho é arte, algo que tem de dar emoção para o nosso grupo, para as pessoas que se identificam com a gente”, diz.

    Para Glória, “na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?” (Continue lendo aqui)

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    Resposta da Gloria Coelho, deixada aqui no blog

    Denise | Discriminção,Moda | Wednesday, 15 April 2009

    Gloria Coelho
    marketing@gloriacoelho.com.br

    Caros,

    Venho aqui esclarecer a matéria publicada no último domingo, 14 de abril de 2009, no caderno Cotidiano, do jornal Folha de São Paulo, sobre as cotas de negros na São Paulo Fashion Week.

    Fui procurada pela Folha, através do jornalista Paulo Sampaio, via celular, para expressar minha opinião sobre as cotas do desfile.

    Acho que a própria cota é preconceituosa. É um assunto que deve ser discutido com muita inteligência. Por que não fazer cota de japoneses, de árabes, judeus etc?

    O que disse ao jornalista é que não tenho problema nenhum em relação a negros e não teria problema nenhum em realizar um desfile só com negros. Já tive e tenho negras no meu casting, disse que colocaria sim mais negras, desde que as agências enviassem meninas que se adequassem ao perfil do desfile (cada desfile tem um tema).

    Quanto a preconceito, não posso ter preconceito com negros, mesmo porque tenho avô negro.

    Não acredito em cota, acredito em mérito. Se você é inteligente, você entra em uma faculdade. Se você é especial, você desfila, independente da cor.
    Peço desculpas se meu comentário foi mal interpretado e estou a disposição para maiores esclarecimentos.

    Obrigada,
    Gloria Coelho

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    Pelo menos, a equipe dela se dignou a tentar consertar a bobagem que ela fez. Não sei vocês, mas pra mim, a emenda foi pior que o soneto.

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    Namsangol Traditional Folk Village

    Denise | Coreia do Sul,Cultura,Fotografia,Turismo | Tuesday, 14 April 2009



    No sábado de manhã, fomos – eu, Ted, Bradford (professor americano da Universidade e ótimo amigo) e Tom (americano que vive há 30 anos na Suécia, ex-vizinho de Ted) que estava hospedado aqui em casa até ontem – para a Namsangol Traditional Folk Village, uma espécie de museu-vivo, complexo de casas que mostra como viviam os coreanos e fica bem no centro de Seul, fácil acesso por metrô.

    Bradford é casado com uma coreana- que ainda está nos EUA – e disse que a casa dos pais dela, no interior da Coreia, é bem parecida com essas mostradas aqui. Eu adoro sentar no chão e ter móveis baixinhos, me daria bem numa casinha dessas.

    Na Korean House, que fica bem do lado da Namsangol Village, e por onde a gente entrou, estava sendo esperado um casamento de verdade (tem uma encenação de um, na Village como vocês vão ver abaixo),  e convidados e parentes chiquérrimos circulavam pelo local (se bem que, no geral, coreanos adoram andar de terno e gravata, com ou sem casamento).

    Tive a sorte de encontrar os noivinhos tirando as tradicionais fotos nos jardins, eles foram super fofos, posaram com muitos risos e dedos em “V” pra mim. Toda felicidade pros dois!





    A Folk Village tem uma área para crianças, com brincadeiras e jogos tradicionais. Bem bacana. As crianças são centro da família aqui, apesar de ser um país muito machista (ou, eu diria, mais explicitamente machista que os outros), a gente vê muitos pais brincando e cuidando dos filhos.

    Lembrei do meu irmão, que coleciona jogos de tabuleiro e é um superpai.

    Percebam o super sol e “calorão” que já chegou aqui. O sol estava tão forte, com tanta luz que consegui pegar algumas fotos interessantes,  como as varetas soltas no ar na foto maior (Yut) e a menininha pulando na gangorra.







    Essas fotos são da encenação de um casamento da época da dinastia, que acontece todos os dias, às 2 da tarde (entrada gratuita!). Apesar da narração resumida em inglês, em alguns momentos foi um pouco monótono, mas valeu a pena esperar (foi logo depois que assisti àquela dança de leques abaixo). E mais um show de percussionistas que não consegui fotografar, mas ainda volto pra filmar tudo.

    Após o casamento, a dança e a percussão, tem uma parada, todo mundo segue os noivos até a avenida principal (onde estavam meus três companheiros de passeio que não viram nada e prefeririam ficar fazendo uma boquinha na Paris Baguette).

    Foi um super sabadão. No domingo, não consegui sair de casa, exausta, mas com as energias recarregadas.

    Boa semana pra todo mundo!

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    부채춤 – Buchaechum – Dança de leques coreana

    Denise | Coreia do Sul,Cultura,Fotografia,Turismo | Monday, 13 April 2009







    Agora, há pouco, na Namsan Hanok Folk Village. Para ver essas e outras fotos ampliadas, clique aqui.

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