Churrascaria Brasileira
Não sei o que seria da gente, lost in translation, aqui na Coréia, sem nossos queridos amigos Song e Hye-Ock. Eles estão sempre disponíveis para ajudar e de ótimo humor. Instalaram nossa internet e TV a cabo; nos levaram pra comprar os móveis e tudo mais o que estávamos precisando; nos carregam de cima pra baixo de carro, pra lugares que nunca acharíamos sem eles; e até vêm aqui em casa, quando apertamos o botão errado na televisão e ela pára de funcionar.
Hye-Ock trabalha na mesma Universidade que Ted e foi responsável pela nossa recepção. No dia que chegamos, os dois estavam aqui no prédio, esperando com a chave, uma sacolinha com papel higiênico (fundamental!), sabão em pó, pãezinhos e bolos. A missão profissional já acabou faz tempo, mas ela e o marido continuam sendo nossos anjos da guarda, primeiros e adoráveis amigos coreanos.
Então, nesse sábado oferecemos um churrasquinho brasileiro como uma pequena forma de agradecimento à dupla. Acho que todo mundo adorou. Procurei avaliações do restaurante na internet e encontrei as melhores recomendações pra Ipanema Churrascaria. Na verdade, o dono é um coreano, mas tem esses quatro rapazes paranaenses de Capanema, hiper gentis, que dão o toque brasileiro.
Carlos, Lourival, Alex e Betão foram um ótimo papo. Carlos está aqui há nove anos. Gente, nem consigo imaginar o que era ser um brasileiro vivendo no interior da Coréia, apenas cercado de coreanos há nove anos atrás. Mas ele segurou bem e agora é tudo muito mais fácil.
A carne do churrasco é deliciosa, principalmente a fraldinha – que Song adorou – e a picanha. Não é como no Brasil que as carnes não param de circular, mas o que vem pra mesa é mais que suficiente. Já os complementos, deixam um pouco a desejar.
Tem umas coisinhas bem esquisitas como um creme de carne de cobra e uns noodles japoneses, mas falta uma boa farofinha. As saladas não são maravilhosas, mas deu pra Ted, vegetariano, quebrar um galho no meio de tantas carnes.
As sobremesas também poderiam ser muito melhores, uns dois bolinhos meio sequinhos pro meu gosto, algumas frutas ótimas, mas que eu já como demais em casa, nada especial. Mas tem o tradicional sorvetinho que, por aqui, sempre faz parte dos buffets e a gente mesmo é que se serve.
Pra quem vem dos EUA, o preço não me pareceu tão alto, US$ 24.00 (R$ 44,00), é o preço de uma churrascaria simples em DC (uma melhor pode custar até 50 dólares por pessoal, sem bebida).
Qual seria o preço de um jantar numa churrascaria no Brasil ou onde você mora, hoje em dia?
N Seoul Tower
De lá, eles nos convidaram pra visitar a N Seoul Tower, encrustada na montanha Namsam, no centro de Seoul. A torre de comunicação foi construida em 69, aberta ao público em 1980 e é um lugar fantástico pra ver as luzes da cidade.
Subimos de bondinho e o visual ao chegar lá , claro, é de tirar o fôlego. Era preciso uma máquina poderosa e profissional pra conseguir captar um pouquinho da grandiosidade do visual, com a minha camerazinha portátil, não deu pra fazer fotos boas, mas acho que dá pra ter uma idéia do clima.
Lá em cima, mas antes de pegar o elevador pra subir para o observatório, um super show de luzes, laser, fumaça e música eletrônica. Um climão. Uma instalação, do designer coreano Kihyun Kim, tinha corpos pendurados ao redor da torre, que ficavam ainda mais interessantes com as luzes. Bacana.
E essa cidade continua me surpreendendo todos os dias. Esse clima high tech, tão adorado pelos coreanos contrasta com os palácios que visitei. A cada novo lugar que eu conheço, mesmo aqui na vizinhança, é como se fosse um outro país, uma diversidade que me dá água na boca. Aos poucos vou mostrando a vocês, também.