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    O povo e a arte de Chiapas

    Denise | Chiapas,Viagens | Monday, 30 April 2007

    O post sobre os zapatistas e o sorteio dos bonequinhos eu JURO que ainda vão sair, mas ando muuuuuuuuuuuuuuuuito ocupada, sem tempo pra dar os arremates finais no post, que já tá quase pronto. Enquanto isso, lembrem que todos que comentarem nos posts sobre Chiapas estarão concorrendo aos bonequinhos cujo sorteio será… em breve…

    Preferi levar uma camerazinha pequena, discreta (Samsung S700, 7 megapixels), sem muitos recursos técnicos, porque os chiapanecos, a maioria indígena, detesta ser fotografada e a Cannon iria chamar muita atenção, com essa fazia a foto e botava logo no bolso da calça.

    Algumas vezes puxei conversa, brinquei com meu portunhol e toparam fazer a foto, outras eu tive que fotografar de muito longe (com pouco zoom, mas com alta resolução) e recortar a pessoa que eu queria registrar, por isso, algumas vezes a imagem está um pouco “borrada”, mas não tinha pretensões artísticas, queria mesmo era registrar pra vocês e pra que eu nunca mais esquecesse, as imagens desse povo tão maravilhoso, tao sofrido, mas também combativo e forte. Lembra muito o nosso povo sertanejo.

    Aqui vocês podem ver mais fotos do artesanato (algumas vezes, clicando em “Get Original Uploaded Photo” vocês podem ver a foto bem ampliada). Dêem uma olhada nessa aqui, que eu acho particularmente interessante (clique nela, para ver enorme, com todos detalhes do tecido. Eu achei impressionante.).

    Nesse album estão algumas fotos que tirei das pessoas, pela cidade. Essa é a minha favorita, as cores, os desenhos da igreja e a roupa do velhinho me lembraram o Movimento Armorial pernambucano. Senti muita pena desse velhinho. Aliás, os idosos sempre me comovem mais, eles não têm nem expectativa de um final de vida decente.

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    Like A Prayer

    Denise | Música,POP,Vídeo | Monday, 30 April 2007

    likeaprayer.jpg

    Life is a mystery, everyone must stand alone
    I hear you call my name and it feels like home

    When you call my name it’s like a little prayer
    I’m down on my knees, I wanna take you there
    In the midnight hour I can feel your power
    Just like a prayer you know Ill take you there

    I hear your voice, its like an angel sighing
    I have no choice, I hear your voice, feels like flying
    I close my eyes, oh, God I think I’m falling
    Out of the sky, I close my eyes
    Heaven help me

    When you call my name it’s like a little prayer
    I’m down on my knees, I wanna take you there
    In the midnight hour I can feel your power
    Just like a prayer you know Ill take you there

    Like a child you whisper softly to me
    You’re in control just like a child
    Now I’m dancing
    It’s like a dream, no end and no beginning
    You’re here with me, its like a dream
    Let the choir sing

    When you call my name it’s like a little prayer
    I’m down on my knees, I wanna take you there
    In the midnight hour I can feel your power
    Just like a prayer you know Ill take you there

    Life is a mystery, everyone must stand alone
    I hear you call my name and it feels like home

    Just like a prayer, your voice can take me there
    Just like a muse to me, you are a mystery
    Just like a dream, you are not what you seem
    Just like a prayer, no choice your voice can take me there

    Just like a prayer, I’ll take you there
    Its like a dream to me…

    ____________________________________________

    Vim andando agorinha, da academia de ginástica, ouvindo Madonna super alto e – como não tinha ninguém por perto – cantando e kind of “andando e dançando”, sabe como é? taí uma coisa que me faz bem… eu a-do-ro essa música, nem acredito que já tem quase 20 anos!

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    Valborgsmässoafton – Walpurgis Night

    Denise | Tradições suecas | Monday, 30 April 2007

    Um dos momentos mais lindos que eu vivi na Suécia foi a “Valborgsmässoafton“. Algo como a “Noite de Celebração de Valborg”.

    valb000.jpg

    Hoje à noite, a Suécia acende fogueiras e dança celebrando a chegada da primavera.

    Mas como surgiu essa tradição?

    No ano 710, uma mulher chamada Valborg (também conhecida como Walpurgis, Wealdburg ou Valderburger) nasceu em algum lugar do Norte da Europa, talvez na atual Grã-Bretanha. Mudou para a Alemanha, onde fundou o Convento Católico Heidenheim, em Wurtemburg, morrendo no dia 25 de fevereiro de 779 e no dia 01 de maio desse mesmo ano foi considerada santa e esse dia passou a ser considerado Walborg Day.

    valborgpole.jpgPor outro lado, quando chegava o final do inverno, os vikings reuniam-se ao redor de fogueiras para dançar, cantar e espantar os maus espíritos, celebrando a grande alegria da chegada da primavera.

    Com os vikings espalhando-se pela Europa, as duas crenças fundiram-se e a festa pagã de celebração da chegada da primavera, passou a ser feita sempre na noite do dia 30 de abril para 01 de maio e essa noite passou a se chamar “Walborg Night”, em sueco “Valborgsmässoafton”.

    Agora, esse dia tem um fundo religioso? na verdade, é mais uma desculpa para fazer a social, ir pras ruas, festejar o sol que chegou, depois de um inverno, quase sempre extremamente rigoroso. Na Suécia, o dia 30 não é feriado, nem tem nenhuma relação com a igreja, mas é muito comemorado.

    Em Estocolmo, a melhor festa acontece em Skansen, um parque lindo, que celebra essa festa desde 1895. As pessoas começam a chegar bem cedo, no começo da tarde, muitas levam cestinhas de picnic e sentam à sombra das árvores.

    Num pequeno palco, perto da fogueira, vemos vários grupos de dança e música, tendo como ponto alto a entrada de um senhor carregando um mastro decorado com flores e folhas, e acompanhado de mulheres tocando uma espécie de rabeca.

    valborggame.jpgEle desce do palco e caminha pelo parque, acompanhado de todos que assistiam ao show. Depois disso, começam os jogos e competições medievais, um deles parece mais com o nosso famoso “quebra-panela”, sendo que o jogador está montado num cavalo e tem que, com ps olhos vendados e uma vara quebrar um barril que está pendurado por uma corda.

    Depois dos jogos, todos se dirigem para o pátio onde está a fogueira que fica ao pé de uma colina que dá para uma paisagem estonteante de Estocolmo. Nas fotos abaixo vocês podem ver a sequência para acender a fogueira. Infelizmente, como os suecos são malucos por segurança, não se pode mais dançar ao redor da fogueira, como nos velhos tempos. Mas ainda é um espetáculo belíssimo.

    Skansen fica em frente ao parque de diversões Grona Lund e, após a cerimônia de acendimento da fogueira, muitos descem e continuam a festa por lá.

    Valborgsmässoafton é também um dia em que os jovens bebem muito, em toda a Suécia… aliás, tudo é motivo para isso por lá. Dizem que nas cidades universitárias a farra é mais “radical”. Em Uppsala jovens bebem o dia todo, constroem barcos artesanais enfeitados pra descer um riozinho que passa no centro da cidade, esborrachando-se nas pedras.

    gravlaxx.jpgRefeição tradicional

    Gravadlax, que é uma espécie de salmão fresco, marinado em sal e açúcar e, junto com a Nässelsoppa (dica da querida Neuma), é o prato tradicinal dessa noite. Valborg é, geralmente, simbolizado por três ramos de aveia e uma garrafinha de óleo, que simbolizam a fertilidade.

    Aniversário do Rei

    Valborg é um dia de celebração nacional, nos tempos atuais, também por outra razão. Por coincidência, é o dia do aniversário do Rei da Suécia, e bandeiras são levantadas para saudá-lo, em todo o país.

    Valborgsmässoafton em Fellini

    Em Amarcord, de Fellini, tem uma cena com uma grande festa que eles fazem ao redor da fogueira, logo no comecinho do filme (veja foto abaixo). Essa festa nada mais é que é que a “Valborgsmässoafton”, que celebra a chegada da primavera, em uma cidade italiana.

    amarcorda.jpg

    ¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤

    Clique aqui para ver o álbum de fotos que fiz em Estocolmo.

    (Mais um post reciclado, que pede pra voltar todo ano :-)

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    Como ajudar a Leila a salvar outros gatinhos como esses

    Denise | Cidadania,Meio Ambiente | Sunday, 29 April 2007

    400gatinhos.jpg

    Leia, ouvindo A História de Uma Gata, de Os Saltimbancos.

    A Leila é uma amiga aqui da nossa pracinha, de vez em quando tá participando das nossas discussões e bate-papo.

    Hoje, quando fiz esse post aí abaixo, dei um pulo lá no SOS gatinhos pra pegar o link e vi que ela está em apuros, com dificuldades pra cuidar sozinha dos gatinhos abandonados.

    Através do SOS Gatinhos, a Leila já ajudou a encontrar casa para mais de 400 gatos, em São Paulo. Eu acho um trabalho impressionante. Agora, ela tá precisando da gente, veja o que ela diz que podemos fazer:

    “O sosgatinhos precisa de ajuda. Se você quer ajudar o sosgatinhos, para que não acabe, veja como:

  • As doações de ração ou areia podem ser feitas por telefone com pagamento em cartão de crédito ou depósito em conta na loja Fauna e Flora, tel. 11 5845-0969. Fale com a vendedora Helaine que é uma doação para o SOSGATINHOS. Ela conhece a marca de ração e areia que os gatinhos usam. A entrega é feita direto aqui. Por favor clique aqui e mande um mail avisando de sua doação, é importante avisar para nosso controle. (comentário meu: acho que essa é uma forma bem prática de ajudar de qualquer lugar do mundo!)
  • Adotando um de nossos gatinhos
  • Ajudando a cuidar dos gatinhos, uma ou duas vezes por mês
  • Se quiser doar dinheiro, por favor clique aqui e mande um mail, mandarei os dados da conta.

    leona.jpgDesde 2002 o sosgatinhos conseguiu novos bons lares para cerca de 400 gatos. Eu, Leila, agora estou sozinha para cuidar do projeto, dos gatos, das adoções, do site e da divulgação, é muita coisa. Os gastos e o trabalho são enormes.

    Não dou conta de tudo, dar remédios, fazer curativos e a limpeza da casa de 250 m2. O que ganho não dá para pagar o aluguel, ração, veterinário e remédios e as contas da casa. É preciso achar uma nova sede para o sosgatinhos, com o aluguel mais em conta. A ração em estoque acaba esse mês.

    Agradeço aos amigos que escreveram, ajudaram com ração, dinheiro, remédios, areia e material de limpeza. Agradeço aos voluntários que vieram ajudar na limpeza e cuidado com os gatos. Graças a todos conseguimos sobreviver aos meses de fevereiro e março. Houve uma epidemia de panleucopenia e perdemos muitos gatinhos. Foi muito duro não conseguir salvá-los. Eu também fiquei doente, tive que fazer uma cirurgia. Sem o apoio dos amigos não sei o que teria acontecido. Muito, muito obrigada.”

  • Você também pode ajudar fazendo um post como esse, divulgando o trabalho e a necessidade de apoio. Também estou colocando o selinho do site na minha coluna da esquerda ai abaixo, essa é outra forma fácil e sem custos de divulgar a iniciativa da Leila.

    Ah, e as camisetas dela são imperdíveis, para adoradores de gatos… ótimo presente pro Dia das Mães ;-)

    Vamos dar uma forcinha pra ela?

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    Ano do Cachorro

    Denise | Cinema | Sunday, 29 April 2007

    year_of_the_dog.jpgEu já confessei aqui que não sou das mais apaixonadas por bichos.

    Quer dizer, não me queiram mal, não é bem assim, na verdade, adoro todos eles, choro se vejo um cão abandonado, assino petição contra maus tratos, acho maravilhoso quem faz um trabalho como a Leila, do SOS Gatinhos, mas não tenho vontade nenhuma de ter gato, cachorro ou papagaio morando comigo.

    Ted é pior, por causa da asma, ele pára de respirar se estiver muito perto de um gato, por exemplo.

    Aí, ontem, resolvemos ir ao cinema onde Bia trabalha assistir o After Wedding (dinamarquês), chegamos tarde e o único filme que dava pra ver, se corrêssemos pra sala, era Year of the Dog (Ano do Cachorro).

    Pra quem gosta de cachorro, deve ser bem legal. Passei o tempo todo lembrando da Gabi e da Déia e sua Clementine (a dona do cachorro, no filme, vira vegan).

    Apesar de ter uma certa dosezinha de ironia em relação aos exageros que os protetores de animais (como os de qualquer outra causa!) podem cometer, no final, acho que a mensagem é que devemos seguir nossos sonhos e lutar pelo que acreditamos.

    Também é um filme sobre solidão, a desilusão com os “humanos” e sobre o quanto, para algumas pessoas, pode valer mais a pena confiar na lealdade dos animais.

    cinema_dog.jpgFoi produzido pela empresa do Brad Pitt, com um elenco descolado como a Laura Dern (que está ótima na caricatura da desperate housewife), John C. Reilly (que adorei em A Prairie Home Companion, de Altman). Mas a melhor de todas, que arrasou no filme, foi a Regina King, hilária!

    Bom, pra gente foi uma overdose de cachorro e eu achei o filme bem chatinho, mas se você adora animais, vale dar uma espiada.

    PS.: Ainda não fui ver Grindhouse (o último de Tarantino), como é muito longo preciso ir um dia na primeira sessão, senão eu durmo.

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    Arte na Barbearia

    Denise | Amig@s | Sunday, 29 April 2007

    teresa_franca.jpg

    Teresa França é uma mulher forte, linda, inteligente (foi uma das fundadoras da escola ZAB, onde Bia estudou quando era pequena), criativa e prendada.

    Ela tá com uma exposição da sua marca de roupas ZeFa SaLoMé no atelier Arte Na Barbearia (Prudente de Morais, 444. Carmo, Olinda, PE). Entre os dias 5 e 12 de maio, das 10 às 12hs e das 14 às 20hs. Se eu estivesse em Olinda ou Recife não ia perder, é tudo muito bom gosto, alegre e foge da mesmice das roupinhas se shopping…

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    Pra relaxar…

    Denise | Celebridades | Saturday, 28 April 2007

    taintor_cheap.jpg

    Devo dizer que ando cansada de tanto assunto sério nesse blog, e vou me divertindo com algumas coisas mais leves, que leio nas poucas horas vagas, pra relaxar. Tipo:

    A lembrança da Leiloca de que as calças santropeito estão de volta. A gente jura que não vai usar, mas moda é fogo, é contagioso, nunca se sabe, foram uma praga nos anos 80 e parece que os designers não cansam de “revisitar” essa década… aliás, olha o cigarro na mão da Scarlet, também meio fora de moda, né? ;-) ps.: mais fotos da ótima calça de Jlo aqui.

    denimcolorido.jpg

    Se a gente comentou que acha horrível calça santropeito, imagina só essas calças justinhas coloridas… ahhhhhh… que Deus me proteja e não permita que eu use nenhuma delas!

    beijo_gere.jpg

    Um tribunal indiano ordenou na quinta-feira a prisão do astro de Hollywood Richard Gere por ter beijado a atriz de Bollywood Shilpa Shetty num evento da campanha anti-Aids realizado este mês, dizendo que o beijo foi um ato obsceno cometido em público.

    louis_vuitton_bolsa.jpg

    E a Vanessa publicou dois textos ótimos com o título: O supra sumo do nada. São “dicas” do que é jeca e o que é chique e um pouco sobre a breguice das baladas elitistas paulistas. De tudo, o que eu mais concordo é com a chatice dos que acham que entendem de vinho e desfilar por aí com bolsa com a marca Louis Vuitton, como essa da foto… desculpem as amigas que adoram a marca, mas comigo… nem morta!!!!

    hugh_beans.jpg

    Hugh Grant foi preso por jogar essa “tapauere” com feijões, dar uns chutes e desejar que os filhos do fotógrafo morram de câncer… (segundo o paparazzi, claro.)

    Via Mollygood

    brit_car.jpg

    …também, imagina o inferno que é viver com esses paparazzi na sua cola. Na foto acima, Britney Spears sai para comprar um inocente taco e é seguida por nove carros de paparazzi…

    E depois de tanga bobagem, só pra trazer um pouco de elegância para seu final da semana, um vídeo com o homem mais charmoso do mundo. The Lady’s Man.

    _______________________________

    Agora, vou dar um “¡Ya Basta!” em todo trabalho que tenho pra fazer, que já não aguento mais… e como dizia Jack Nicholson em O Iluminado: “All work and no play makes Jack a dull boy” (ou na horrível tradução brasileira: “Só trabalho, sem diversão, faz de Jack um bobão”)

    Já tô saindo pra malhar e de lá vou bater perna e procurar uns óculos no Fashion Centre at Pentagon Mall, que é um shopping center mais popular que os que tem aqui perto de casa. Depois, vou pro cinema, com Ted, ver o último filme de Tarantino e Roberto Rodriguez, Grindhouse (alguém já viu?) e decidir se adoro ou odeio. Depois conto como foi.

    Beijos e bom finde pra todo mundo!

    __________________________________________

    Atenção:

    Ainda estou escrevendo o post sobre o movimento zapatista, tá demorando porque quero colocar vídeos ilustrando tudo e aí precisei digitalizar, editar, tá dando uma trabalheira, mas vai ficar bacana, vale a pena esperar… sai na segunda-feira e aí eu sorteio os bonequinhos :-)

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    Algumas revistas de dar embrulho no estômago

    Denise | Anorexia & Bulimia,Campanhas Publicitárias,Feminismo | Saturday, 28 April 2007

    Ontem, dei uma para na livraria perto de casa, pra ler minhas revistas preferidas e dar uma monitorada básica nas que têm aquele conteúdo misógino, que já conhecemos tão bem… vejam só o que eu achei:

    bon.jpg

    BON é uma revista de moda sueca (!!!), com edições internacionais, e essa foi, provavelmente, feita em NYC.

    Na foto, que é um editorial de moda, mostra uma moça com uma cara, como sempre apavorada, amordaçada e jogada num matagal. Pra variar, a nossa conhecida glamourização da violência contra a mulher, para vender marcas carésimas. Pra gente ver que as feministas suecas ainda têm muito o que fazer por lá.

    No site da revista, clicando em MENU e depois em “Bon Internacional”, voces podem ver todo conteúdo da revista, no terceiro bloco de imagens, lá pelo meio, tá a tal foto (o editorial se chama “Wild Life”) e é possível deixar um comentário sobre a foto (tem um “add coment” lá em cima). Eu deixei meu recado de desapontamento com a publicação, seria ótimo se outras pessoas também fizessem o mesmo.

    hotbetty.jpg

    Apesar da bela capa com a atriz America Ferrara, que ganhou o Golden Globe, esse ano com a série “Betty, a Feia”, o resto da revista é de embrulhar o estômago… vejam abaixo…

    humor_anorexia.jpg

    Os defensores da indústria da moda vão dizer que o título, “Senso de humor é importante”, tem a ver com as roupas, mas não precisa muita perspicácia pra perceber a ironia e a gozação com um tema sério. A menina é incrivelmente magra, provavelmente anoréxica, com ar de doente…. uma ironia que não tem lugar num mundo onde as meninas estão morrendo por disturbios alimentares e, entre elas, três modelos que, certamente, sonhavam em ter fotos publicadas na W.

    w1.jpg

    w2.jpg

    w3.jpg

    Essas três fotos são parte de um outro editorial de acessórios carésimos da mesma revista W. Percebam a obsessão com mulher vulneráveis, assustadas, abusadas, acuadas… sick!

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    As Cores de Abril III

    Denise | Carpe Diem,Fotografia,Washington, dc | Saturday, 28 April 2007

    “Eu conto apenas as horas ensolaradas” (na
    calçada da minha rua)

    Quando voltei do Mexico, fui caminhar e as tulipas dessas fotos estavam todas abertas… lindas!

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    O parto da Lu e o anestesista que não sabe da missa um terço…

    Denise | Corpo & Saúde | Friday, 27 April 2007

    childbirth.jpg

    Eu conheci o blog da Lu quando ela ainda estava na Escócia. Hoje fui espiar como ela anda e dei de cara com um ÓTIMO post contando como foi seu parto – e eu nem sabia que ela tinha estado grávida!

    A melhor parte foi a seguinte:

    “Demorou um pouco para a anestesia fazer efeito. Perguntaram se eu estava sentindo algum formigamento, mas na verdade só fui sentir o tal do formigamento quando o bebê já estava saindo. O anestesista repetindo no meu ouvido ‘faz força de fazer cocô, faz força de fazer cocô’ e eu pensando ‘meu filho, bem se vê que você é homem, a força aqui está em outra escala!.’

    Hehehehe… achei ótimo. Dor de parto, só quem teve pra saber como é. O post completo, aqui. Parabéns, Lu e muita sorte pra sua azeitoninha!

    Parto é um troço emocionante, mesmo. Bia nasceu de oito meses, estava sentada e o médico não quis arriscar fazer a manobra (coisa que, hoje em dia, acho que só as parteiras tradicionais ainda sabem fazer!).

    Eu tinha feito yoga, me preparado pra um lindo parto normal, fiquei decepcionada, mas sou muito adaptável e bem rapidinho decidi que ia ficar feliz do mesmo jeito. Cheguei na maternidade de madrugada, logo depois chegou o médico, que pegou sua malinha e foi dormir, num quarto lá mesmo na maternidade.

    Esperamos até que eu tivesse contrações cada um minuto, então deu pra ter uma idéia da dores, que eu queria sentir (um pouco!). Bia nasceu às 9 e 5 da manhã (ariana), dia 20 de abril de 87 e o pai tava comigo. Mesmo com uma cesariana (claro que preferia normal!), foi emocionante demais.

    Minha vida nunca mais foi a mesma. Nem eu. Suspiro.

    PS.: detalhe, meu plano de saúde completaria a carência no mês seguinte, por causa da pressinha de Dona Bia, foi tudo particular… isso foi bem doloroso… hehehehe…

    Foto: Marcia May (e não é a Lu e o Z)

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    Minha experiência em Chiapas e a democratização do acesso aos instrumentos da internet

    Denise | Chiapas,Trabalho | Thursday, 26 April 2007

    reuniao_chiapas.jpg

    Minha relação com Chiapas começou em 1993, quando conheci Marcos Arana – como eu, um membro da IBFAN ( Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar) – numa reunião em Montevidéu.

    Marcos (que não é o subcomantante!), sempre me pareceu um exemplo de combatividade, com muita ética e profissionalismo. Em 2005, ele recebeu o Prêmio Sasakawa, oferecido pela Organização Mundial da Saúde para as pessoas ou organizações que se destacaram pelo seu trabalho em desenvolvimento para a saúde pública.

    Há alguns meses comecei a produzir um site para a organização da qual ele faz parte, mas não é fácil produzir, à distância, um site para uma instituição que tem mais de 20 anos, vários projetos e uma história complexa, com várias ramificações.

    Além do mais, acho que minha contribuição vai mais além do site, mais importante que produzir um site moderno e sofisticado, acho que é ajudar a criar uma cultura de uso da internet na equipe e produzir, coletivamente, um site que possa ser atualizado sempre, pela própria equipe, sem nenhuma dependência externa e, para ajudar nisso, acho que só pessoalmente.

    Por isso, Marcos me convidou a ir para San Cristobal de las Casas por 10 dias para trabalhar com o pessoal. Primeiro, tivemos algumas reuniões mais ampliadas, nas quais discutimos o que a equipe esperava do site, como ele deveria ser estruturado, nome, domínio, quem iria fazer o quê, conversamos sobre as muitas possibilidades do site, muitas coisas que eles nem imaginavam ser possível fazer.

    Depois dessa primeira fase, tivemos um período de trabalho apenas com as cinco pessoas (todas mulheres espertíssimas) que vão ficar responsáveis pelo site (como informação é poder, brinquei que elas vão ser, agora, as poderosérrimas da instituição).

    Além de ensinar a atualizar o site, que foi feito usando uma plataforma de blog adaptada para virar um “gerenciador de conteúdo”, levei vários programas freeware para edição de imagens, envio de arquivos com FTP e outros. Expliquei como colocar o material multimídia no site, criamos albuns de fotos e um dos vídeos já está no You Tube do grupo. E, de quebra, ainda instalei o Limewire em todos computadores ;-)

    Acho que mais do que o aspecto técnico, meu trabalho é de sensibilização, de mostrar a importância das ONGs utilizarem todos recursos gratuitos da internet de uma forma eficiente, reafirmar o quanto todo mundo pode fazer isso, como é simples e acessível, basta se “empolgar” e se interessar por esses instrumentos que estão ao alcance de tod@s.

    Alguém me disse que minha estratégia é oposta à da maioria dos consultores que têm a tendência a fazer uma cena de “eu sou fera, eu tenho a informação”, para valorizar o seu trabalho. Ao contrário, eu procuro ser apenas uma facilitadora do processo, e o bonito é a simplicidade de tudo e meu maior prazer é ver a equipe totalmente independente e confiante na sua capacidade de desenrolar, sozinha, o resto do trabalho.

    O que eu faço a mais é entregar a parte visual pronta, o template, para que possam trabalhar a partir dessa base, mas dessa vez, mesmo levando tudo quase pronto, surgiram tantas modificações ao encontrar o grupo, que decidimos que meu tempo lá seria usado mais para treinar o pessoal. Portanto, agora, estou ocupadésima, refazendo o site (que, na verdade, virou três sites) para que a mulherada maravilhosa de Chiapas possa, finalmente começar a por a mão na massa.

    Por isso, ao chegar aqui, estou ainda mais ocupada, sem tempo nem pra respirar, porque não quero que levem muito tempo antes de começar a mexer no site, pra não “perderem o embalo”.

    Tenho muito trabalho esse semestre, mas a partir de setembro criarei o meu site profissional e pretendo divulgar mais meu trabalho, se souberem de instituições interessadas, em qualquer lugar do mundo, podem dar um toque ;-)

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    Pra gente não esquecer da Revolução dos Cravos, Portugal

    Denise | Política | Wednesday, 25 April 2007

    cravosrevolucao.jpgMesmo na noite mais triste
    em tempo de servidão
    há sempre alguém que resiste
    há sempre alguém que diz não

    Trova do vento que passa
    Manuel Alegre

    Ditadura de Salazar

    As novas gerações talvez não saibam que Portugal e Espanha, considerados, hoje, países modernos, viveram épocas sombrias de ditadura militar, como o Brasil.

    Uma ditadura gestada nos anos 20 atrasou Portugal em relação ao resto do continente. Em 1930, Antonio de Oliveira Salazar fundou a União Nacional, movimento ultranacionalista de pretensões corporativistas, assumindo, em 1932, a condição de chefe de estado, iniciando aí o totalitarismo.

    No ano seguinte, promulgou-se a Constituição que inaugurava o Estado Novo e que trazia todos os princípios fascistas por excelência: adoção do partido único, proibição das manifestações populares, criação de polícia política, propaganda de massa, perseguição aos inimigos do regime etc.

    A ditadura salazarista, ao contrário dos períodos de Hitler e Mussolini, atravessou a Segunda Guerra e chegou à década de 70. Salazar morreu em 1970, mas a ditadura ainda teve fôlego para durar mais quatro anos. Até que explodiu a revolução popular, que hoje está fazendo 33 anos.

    Revolução dos Cravos

    Cinco minutos antes das 23h do dia 24 de Abril de 1974, nos estúdios da Rádio Alfabeta, o locutor em serviço lançou a música “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho. Era o sinal para as tropas avançarem.

    À meia noite e vinte, já no dia 25, a segunda senha: “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, toca na Radio Renascença, antecedida da leitura da sua primeira quadra:

    “Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade,
    O povo é quem mais ordena
    Dentro de ti, ó cidade”

    Esta “senha” serviu para informar a todos os quartéis e militares que aderiam ao golpe, que tudo estava preparado e correndo conforme o previsto. Era o arranque sincronizado e irreversível das forças do MFA (Movimento das Forças Armadas).

    Vendedoras de flores do Rossio, praça central de Lisboa, colocavam cravos vermelhos nos fuzis dos militares, numa imagem belíssima e poética. Sem disparar, praticamente, um tiro, os militares ocuparam as ruas para derrubar o regime ditatorial e foram saudados com festa pela população.

    Como surgiu a Revolução?

    O movimento estava baseado em três Ds: Democratização, Descolonização e Desenvolvimento.

    A revolta militar foi uma conseqüência do isolamento, empobrecimento e dos 13 anos de guerra colonial, em que os portugueses enfrentaram os movimentos de libertação nas suas colônias: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

    A população apoiou a revolução desde o primeiro momento, fato que se tornou decisivo para a sua vitória. Percebeu que os capitães tinham a vontade de restaurar liberdades há muito perdidas e enterrar um regime podre e caduco. Com a revolução dos cravos os portugueses recuperaram sua liberdades de opinião, de expressão e de imprensa.

    Claro que, se a gente for analisar a situação atual em Portugal, muitos dos ideais da revolução se perderam, mas, não há como negar que esse movimento, pacífico e poético, mudou o país.

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    Grândola Vila Morena

    De Zeca Afonso

    Ouça aqui.

    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade
    O povo é quem mais ordena
    Dentro de ti, ó cidade

    Em cada esquina um amigo
    Em cada rosto igualdade
    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade

    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena
    Em cada rosto igualdade
    O povo é quem mais ordena

    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade
    Jurei ter por companheira
    Grândola a tua vontade

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    Em 1975, quando Portugal ainda respirava sua Revolução dos Cravos, o Brasil continuava afundado na ditadura militar, com censura, repressão e pessoas desaparecidas. Nesse ano, Chico Buarque fez essa música, que só pôde gravar em 1978. Conhecendo a história da “Revolução dos Cravos”, a gente entende melhor ainda a beleza dessa letra:

    Tanto Mar

    Ouça aqui.

    Foi bonita a festa, pá
    Fiquei contente
    E inda guardo, renitente
    Um velho cravo para mim

    Já murcharam tua festa, pá
    Mas certamente
    Esqueceram uma semente
    Nalgum canto de jardim

    Sei que há léguas a nos separar
    Tanto mar, tanto mar
    Sei também quanto é preciso, pá
    Navegar, navegar

    Canta a primavera, pá
    Cá estou carente
    Manda novamente
    Algum cheirinho de alecrim

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    Tanto mar

    Versão original, sem censura, ouça aqui.

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    Esse post é um ajuntamento de informações que encontrei nos sites abaixo e minha pequena contribuição para que a gente não esqueça a linda Revolução dos Cravos:

    Vídeos:

    Blogs portugueses:

    Blogs brasileiros:

    Imprensa (2007):

    Amigos e amigas de Portugal, vocês poderiam dar sua opinião sobre o que foi a Revolução dos Cravos, pra que nós, brasileiros, possamos compreender um pouco melhor…

    Post reciclado e atualizado anualmente, desde 2004.

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    Oventic – Corazón Cêntrico de los Zapatistas Delante del Mundo

    Denise | Chiapas,Fotografia | Tuesday, 24 April 2007

    Vejam aqui todas as fotos da minha visita ao caracol zapatista Oventic (ou clicando na primeira foto, dá pra ir vendo direto, uma a uma)… o post, explicando como foi tudo por lá, chega em breve. Estou incrivelmente ocupada e ainda muito cansada…

    O sorteio dos bonequinhos zapatistas será no sábado.

    Atenção:

    Vocês podem perguntar o que quiserem sobre as fotos e os zapatistas, isso vai até ajudar a escrever meu post.

    Tenho que sair pra fazer uns exames e me forçar a fazer exercícios na academia (sem vontade nenhuma!), tenho uns prazos para entregar uns trabalhos que atrasei por causa do meu tempo em Chiapas e minha fibromialgia atacou um pouquinho nesses dias, mas assim que tiver um tempo mais relaxado, escrevo mais (espero que hoje, mais tarde).

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    Para que meus inimigos tenham pés, e não me alcancem

    Denise | MPB,Música | Monday, 23 April 2007

    Jorge sentou praça na cavalaria
    E eu estou feliz porque eu tambem sou da sua companhia
    Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
    Para que meus inimigos tenham pés, e não me alcancem
    Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
    Para que meus inimigos tenham olhos, e nao me vejam
    E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
    Armas de fogo, meu corpo nao alcançarão
    Facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar
    Cordas e correntes arrebentem, sem o meu corpo amarrar
    Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
    Jorge é de Capadócia,
    Salve, Jorge! salve, Jorge!
    Salve, Jorge! salve, Jorge!
    Salve, Jorge! salve, Jorge!

    jorge_lituania.jpg
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    Imagem: Escultura de São Jorge no Museu do Diabo, em Kaunas, Lituânia.

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    Voltei!

    Denise | Chiapas,Viagens | Sunday, 22 April 2007

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    Eu e Marcos Arana na frente de um dos murais zapatistas, em Oventic.

    Já cheguei em casa e estou incrivelmente cansada. Hoje fiz um almoço (camarão ao côco, a única coisa que sei fazer agora hehehe… e mais arrozinho integral e vegetables curry) pra Bia, que o aniversário dela foi na sexta-feira. No dia, eu estava viajando pra cá e ontem ela ainda estava de ressaca da festa.

    Estou muito, muito, muito cansada mesmo. O trabalho em Chiapas foi maravilhoso, mas exaustivo, mais complexo do que eu imaginava e agora tenho mais coisas ainda a fazer, vai ser uma semana difícil.

    Mesmo assim, prometo que amanhã tem post novo, contando mais sobre Chiapas e mostrando minhas fotos maravilhosas (não porque eu sou uma ótima fotógrafa, mas porque a cidade e as pessoas são pra lá de fotogênicas, por lá).

    Agora, preciso ir ali deitar, agarradinha a Ted, ver filme, tentar arrumar minhas fotos e descansar mais, que estou precisando muito.

    Beijos e até amanhã!

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