Enfim, chegou o inverno…


Ouça Comigo:



…ainda assim, três dias sem postar, pra mim, já parece uma eternidade… prometo que amanhã tem novidades
PS.: Há tempos queria perguntar isso aqui… vocês “fazem a cama” todos os dias? se não, quantos dias por semana? ninguém aqui em casa faz essas coisas – dobrar lençóis, colocar colcha, arrumar os travesseiros – me parece um trabalho tão inútil, né não?
Gente, estou perplexa com vocês! nunca pensei que a esmagadora maioria fizesse a cama todo dia…
O que acontece é o seguinte. Temos vários desses “duvets covers”, esse envelopão que a gente coloca o cobertor dentro. Mas, como eu sou muito agitada dormindo (e acordada hehehehe), temos dois, um pra cada. Então, não funciona a coisa de apenas puxar o tal quando acorda, porque sendo dois nunca fica bem arrumadinho.
Eu também adoro tudo branquinho, Patricia UK, e temos vários travesseiros, tudo braquinho, sempre que possível. Dia desses, comprei uma colcha de cama maravilhosa, indiana, assim cor de gelo, toda bordada (com a mesma cor). Vou tirar uma foto pra mostrar a vocês.
Foi uma promoção incrível. Custava 300 dólares, eu paguei 52, na World Market, porque tava com 75% de desconto e meu enteado tem mais 30% de desconto porque trabalha lá.
O problema é que todo dia quando vejo aquela coisa pesadíssima pra botar numa cama que tem 2,5m por 2,5m (king size sueco, é um pouco maior que o daqui), aí eu desanimo… e quando eu penso que daqui a pouca shoras vai estar tudo fora do lugar de novo, aí é que fica difiícil…
Enfim, gente quando me perguntam como é que eu tenho tempo de fazer tanta coisa, essa é uma das respostas…. hehehehehe… eu lavo roupa raramente (geralmente é tarefa de Ted) quase nunca “passo ferro” (ninguém passa, aqui em casa) , só cozinho quando me dá vontade, arrumo a casa quando preciso descansar do computador … e nunca, nunca, faço a cama.
Interessante, Gugala! Ted, que tem uma asma danada, disse a mesma coisa que você, que era melhor não fazer a cama porquê acumula ácaros… e eu achei que fosse desculpa dele pra não mudar as coisas por aqui… hehehehehe…
Raquel, você nem imagina como eu sinto falta dos meus lençóis bem passadinhos (tinha empregada que fazia isso no Brasil), agora, imagina, quem vai ter tempo, paciência e força pra passar os lençóis aqui de casa? ninguém! mas confesso que faz falta…
Viviana, eu também troco os lençóis uma vez por semana, queria usar o Febreese, adoro cheiros, mas Ted tem uma asma fortíssima e qualquer cheiro, bom ou ruim, deixa ele sufocado
por exemplo, eu adoro incenso e só uso quando ele viaja e no começo da viagem, alguns dias antes dele chegar já preciso eliminar todos odores. Perfume, então, nem pensar
mas ele é tão fofo, que vale a pena o sacrifício
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E continuem respondendo, estou gostando muito das respostas, quem sabe eu me animo?! (Jà volto com a foto da minha cama arrumadinha em homenagem a vocês!)

Preciso dizer que eu adoro passeatas e manifestações públicas? acho que é um momento de catarse coletiva, quando pessoas – que se esbarram nas ruas, sem se falar e sem saber que pensam a mesma coisa sobre a guerra – viram um grupo só, que se move por um motivo único. Não entendo quem nunca foi a uma e quem diz que não gosta… não sabem o que estão perdendo, a gente sai de lá super energizada!
A passeata de sábado foi uma festança e o céu azul e sol lindíssimo, numa temperatura agradável, contribuiram pra o sucesso da manifestação.
Grupos se reuniram pra organizar as suas alas, como se fosse um desfile de carnaval, fizeram fantasias incríveis, cartazes escritos a mão numa cartolina ou pinturas sofisticadas, tinha de tudo. E as crianças, como sempre, deixaram o lugar ainda mais bonito. É assim que elas aprendem a ser cidadãos e cidadãs que lutam pelos seus direitos, como se pode esperar criar uma geração de pessoas conscientes se os pais não dão o exemplo?
Dá só uma olhada nas fotos:
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A presença de artistas nesse evento ajuda porque eles dão ainda mais visibilidade ao evento. O que Angelina e Brad Pitt estão fazendo pelo mundo afora também tem seu papel, mas eu admiro ainda mais artistas que se expõem, se posicionam em questões políticas polêmicas como a guerra no Iraque e ajudam a mobilização do povo.
Essa foi a primeira vez que Jane Fonda fez um discurso em uma manifestação contra a guerra em 34 anos. Durante a guerra do Vietnam, a atriz teve uma atuação intensa, e ficou conhecida como “Hanoi Jane”, por ter tirado essa foto, ao lado, com os soldados Vietnamitas e, dizem, por ter declarado que a tropa americana capturada não estava sendo vítima de tortura no Vietnam.
Isso fez dela uma das pessoas mais odiadas pela direita americana e, principalmente, pelos veteranos de guerra, que a consideram uma traidora. Por isso, ela decidiu não fazer mais declarações sobre a guerra, para não prejudicar o próprio movimento. Por isso, essa participação de Jane Fonda, no sábado foi ainda mais importante e um momento histórico.
Susan Sarandon, Sean Penn e Tim Robbins são, no bom sentido, arroz de festa. Essa é a enorme diferença entre eles e uma anta como a Gisele Bundchen. De que adianta tanta beleza, dinheiro e fama se só servem pra vender bronzeador?
Rhea Perlman fez vários seriados, mas ficou mais conhecida como a garçonete de Cheers e Q’orianka Kilcher fez The New World e Pocahontas.
SusanSarandon |
TimRobbins |
![]() Jane Fonda |
![]() Sean Penn |
![]() Rhea Perlmsn |
![]() Q’orianka Kilcher |
O que me divertiu mais na passeata foi a criatividade do pessoal, muita música, muita gente fazendo o que sabe melhor, seja bambolê, teatro, dança, muitos bonecos gigantes… enfim, como eu já perguntei, quem disse que americanos não são criativos, são imbecis, alienados e sem graça??? poucas vezes me diverti tanto numa passeata como nesse último sábado:
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E mais…
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As três coisas mais interessantes da passeata, além de Jane Fonda:
Um cabeludo louro (e gato) nos seus 40, que passava hooooooooras na rua, na frente d euma bandeira colorida, e gritando, de vez em quando “os hippies estavam certos! uhuhuhuhuuuuu! os hipies estavam certos!!!” hehehehehehehe…
O grupo de meninas que distribuía abraços com o cartaz “arms are for hugging” (arms, em inglês significa braços ou armas). Fotos acima…
E o melhor de tudo. Já no fim da passeata, esse grupo de jovens estava dançando no meio de uma rua que estava prestes a ser aberta, de novo, ao trânsito. Ao invés dos policiais falarem com a garotada, na boa, pedindo pra eles desocuparem a rua, já chegaram fazendo pose numa fileira horizontal de bloco de motocicletas, querendo empurrar todo mundo (inclusive eu e Ted).
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O pessoal sentou na calçada e não tinha quem is tirasse de lá. Na sequência das fotos acima, o momento em que os policiais desistiram e se retiraram com suas motocicletas truculentas e os meninos celebraram. Lindo. Ser jovem é isso. Fiquei morrendo de orgulho deles, que depois sairam, com os policiais pedindo, mas a pé, sem violência.
Um belo exemplo de resistência, num momento mais do que apropriado.
Veja fotos da passeata em San Francisco, no blog da Regina.
O Lino Resende está organizando, hoje, dia 30, uma blogagem coletiva pela PAZ. Não tenho tempo de fazer outro post (estou saindo, correndo, para um curso), mas nada mais apropriado que esse post da passeata… pela PAZ. Então, fico aqui representada!

Mesmo com um frio de rachar (ontem deu – 11 e hoje está dois grauzinhos positivos), estou saindo pra passeata, que não adianta de nada ficar só reclamando na frente do computador.
Breve, fotos, aqui. Foto acima, da passeata de 2005, que com certeza foi muito mais fotogênica, por ter sido no verão… mas, vamos ver….
Gente, eu estou PASMA com a informação que circula pela internet, que a Meg Guimarães Rosa, do blog Subrosa, sobre a qual escrevi aqui, há alguns dias, não morreu, foi tudo uma armação. Eu não tinha intimidade nenhuma com ela, apenas trocamos algumas mensagens, mas muita gente chorou, sofreu, escreveu posts comoventes… e era tudo mentira!
Quem a conhecia foi juntando as pecinhas. O “Paulo” que se dizia “marido” dela, deixou até um recado aqui (apaguei os posts, claro!) dizendo que a Meg escreveria pra mim, psicografada pela “Tereza Quetzal”. Essa Tereza, apareceu no dia 23 e disse que era uma pena que a Meg não tivesse tido tempo de se tornar minha amiga… agora, tudo indica que a “Tereza Quetzal” é a própria Meg…
Fiquei mesmo foi com muita pena dela, imagine que vida carente e triste alguém deve ter para precisar criar uma história como essa, como forma de chamar atenção…
Enfim, apesar de achar que foi uma brincadeira de muito mau gosto, não posso deixar de me sentir aliviada, afinal, uma verdade é que ela tem câncer, faz quimioterapia, então, melhor que seja mentira… mesmo todo mundo fazendo papel de otário… resta torcer para ela melhorar. E criar juízo, sempre é tempo.
Enfim, estou escrevendo porque fui uma das que anunciou a sua morte e devia uma explicação pra vocês… é muita loucura nesse mundo – real ou virtual.
Os detalhes dessa história louca estão nos comentários nesse post da Cora Rónai.
Atualização
Quanto mais leio, pela blogosfera afora, mas sinto um embrulho no estômago com a morbidez de tudo isso. Posso entender a revolta de todo mundo, o caso não me afetou tanto porque eu não tinha proximidade com ela, mas engraçado é que, o tempo todo, só lembrava de Guilherme (ex-Ay Caramba), que foi meu amigo e da Meg, por algum tempo. Fiquei preocupada pensando em como ele estaria, se soubesse da morte dela.
Dia desses, eu estava escrevendo sobre a solidão e o quanto a Internet tem ajudado as pessoas (acabei sem postar) e acho que esse é apenas um caso extremo, de alguém desesperada por atenção.
Não consigo ter raiva dela, acho que ninguém faz uma armação dessas por pura maldade ou brincadeira (a não ser que ela não tenha avaliado bem as consequências). Acho que foi solidão demais, desequilíbrio emocional, carência afetiva. Fico pensando em como ela está se sentindo agora, não deve ser fácil. Espero que isso tudo passe logo.
Enfim, descanse em paz, Meg, porque, pelo jeito, pra blogosfera você morreu mesmo. Talvez seja melhor assim, vá cuidar da vida, procurar mais paz, saúde e tranquilidade. Nem sempre blogar faz bem a todo mundo. Torço pra você ficar bem, pode acreditar!
Imagem: Cemitério Pére Lachaise.

“No dia da eleição, @s american@s escolheram um dramático, inconfundível, mandato pela paz.
Agora, é tempo de ação. No dia 27 de janeiro, nós vamos convergir, de todos os cantos do país, para Washington, D.C. para dar uma mensagem forte e clara para o Congresso e a administração Bush: As pessoas desse país querem o fim da guerra e da ocupação do Iraque e queremos as tropas de volta pra casa.
Esse é um momento crucial para ir a DC. Bush acabou de fazer a sua declaração anual “State of the Union” e o novo congresso, liderado pelos democratas, está começando seus trabalhos. Membros do congressional members e ajudantes nos disseram que esse é o momento de ir para as ruas e para os escritórios dos congressistas, para manter a pressão.
No momento em que Bush anuncia que vai mandar mais milhares de soldados ao Iraque, precisamos pressionar o Congresso para que pare de financiar essa guerra. (…) No dia da eleição, os eleitores tiveram uma ação individual, no dia 27, vamos marchar para Washington, para assesgurar que o Congresso entenda a urgência do momento”. Codepink
A partir de hoje, até terça-feira, mesmo com milhões de outras coisas a fazer, estarei ao lado do Codepink – Women for Peace, como voluntária na organização e realização da super passeata que acontecerá no dia 27, sábado, aqui em Washington, DC. Hoje eu vou participar de um encontro pra discutir como vamos trabalhar nesses dias.
Amanhã, estarei com o pessoal montando uma instalação, nos gramados do Mall, que se chama Walk in Their Shoes. Espalharemos milhares de sapatos, simbolizando @s mort@s no Iraque. Eu vou levar três sapatos femininos (usados) nos quais colocarei o nome e idade de:
No sábado, dia da super passeata, o grupo Codepink se encontrará, às 10 da manhã, no Navy Memorial, 7th Street and Pennsylvania NW e, às 11, sairá pra se encontrar com o grupo maior no Mall entre a 3rd e a 7th streets.
A passeata sai à uma da tarde e já tem confirmados Jane Fonda, Susan Sarandon, Sean Penn, Rhea Perlman, entre outros.
À noite, pra celebrar os nossos esforços e levantar recursos pro movimento, uma festinha (com Sean Penn, lembrei da Meg!). @s voluntári@s entram de graça
No domingo, vou participar do workshop Peace is a Feminist Issue, organizado pelo NOW – National Organization for Women e depois participar de uma sessão onde vão nos informar como andam as coisas no Iraque, em relação à legislação americana, e fazer um treinamento sobre lobby e mobilização. De noite tem outra festinha, mas duvido que eu aguente e Ted queira ir
Na segunda-feira, será o Educate Congress Day, quando vamos fazer lobby junto aos congressistas.
E pra finalizar, na terça-feira, teremos outra mobilização no Congresso pedindo que tragam as tropas de volta para casa.
Alguém, que está aqui em Washington, DC, topa participar de algum desses eventos comigo? ao invés de apenas reclamar, vamos fazer alguma coisa?

Em 2005, participei da Marcha Pela Paz e Contra a Guerra do Iraque, aqui em DC. Fiz algumas fotos que mostram o quanto os americanos podem ser – ao contrário do que reza a lenda – muito criativos e cheios de humor, mesmo num momento tão grave. Outras fotos, como essa acima, das mulheres que perderam seus filhos ou companheiros na guerra, são muito comoventes. Vejam as fotos aqui.
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Americano é alienado?
Depois de ler o excelente post da Andrea N, me deu vontade de complementar, aqui também.
É verdade que eu moro numa das regiões mais politizadas do país, claro. Mas fiquei pasma, dia desses, ao fazer uma pesquisa procurando Fundações que financiam projetos sociais na cidade onde eu vivo (que é fronteira com Washington, e é bem pequena) e encontrei OITENTA E OITO fundações, que apoiam projetos de saúde, alfabetização, etc. Tá bom, estamos muito próximos de Washington, mas é uma cidadezinha minúscula… com oitenta e oito Fundações!!!
Tenho feito muitos cursos e lido muito sobre “fundraising” (captação de recursos) e o que eu vejo é que, em todo o país, não apenas aqui, existem centenas de milhares de instituições que investem na comunidade, grandes ou pequenos projetos. E a maior parte dessa verba vem de doação individual d@ american@ médio que os brasileiros adoram chamar de imbecil e alienad@. E isso acontece em todo país, do Alabama à California.
Claro que existe um desconto no importo de renda para que as doações sejam feitas, mas acho que aí no Brasil também existem benefícios fiscais para doações, não? se não existe, devíamos lutar por isso.
Talvez por, geralmente, não ter família morando por perto, as pessoas têm uma cultura de se reunir em comunidades, clubes de leitura, associações. Onde está o famoso “individualismo americano”? Na Suécia, por exemplo, isso era muito, muito mais raro de encontrar e as pessoas viviam muito mais isoladas. E no Brasil?
A minha experiência é que, a idéia de coletividade, no Brasil, passa pela família e, eventualmente, alguns amigos. E para por ai. Você raramente vê alguém doando dinheiro pra alguma coisa. Partem sempre do princípio que a entidade vai roubar seu dinheiro.
As pessoas não gostam de passeatas, sindicatos e não participam nem de reunião do condomínio – depois ficam dando escândalo no hall do prédio, reclamando de mudanças que foram discutidas por um pequeno grupo de pessoas que deixaram de ver a novela pra participar da reunião.
O único lugar em que eu vi um verdadeiro espírito de coletividade, no Brasil, foi nas favelas, onde estão lutando pelos direitos básicos. Quantos de vocês vivem em bairros de classe média que têm uma organização comunitária?
Enfim, eu detesto esse estereótipo anti-americano tão difundido no Brasil. Aqui também tem coisas boas e uma delas é esse participação em organizações sociais. Tá na hora do pessoal olhar o próprio rabo, ver que antes de reclamar tanto do “egoísmo americano”, precisamos repensar os nosso conceitos por aí mesmo…

Muita gente nos EUA acompanhou a história dessa família que se perdeu no Oregon, no meio de uma nevasca, no feriado de Thanksgiving. Uma péssima sinalização e um mapa inadequado os deixou no meio do nada.
Depois de andarem perdidos por muito tempo, mantiveram-se no carro, usando toda gasolina para se aquecer. Os celulares não funcionavam e as várias tentativas de contato foram em vão. Ficaram mais de uma semana perdidos.
Quando Kati e as duas filhas foram, finalmente, encontradas por um helicóptero (foto), o pai e marido James Kim (editor do site de tecnologia CNet, na foto ao lado) tinha deixado o carro para procurar ajuda. Foi encontrado morto, por hipotermia, alguns dias depois.
Kati Kim salvou as duas filhas – Penélope, de 4 anos e Sabine de 7meses – amamentando-as. Além de nutrir, o leite materno hidrata e a amamentação acalma, o que foi fundamental para o controle do stress da mãe e as duas crianças, perdidas e sem esperanças.
Essa história me lembrou a lenda da Difunta Corrêa, na Argentina.
Muito triste.
Mais fotos aqui.
Fonte: SFGate
Os pais costumam ficar preocupados com o sedentarismo dos filhos jogando video game, que tem sido considerado um dos motivos do aumento de peso da garotada.
Pois bem, o americano Mickey DeLorenzo fez uma experiência. Ele não mudou sua dieta, nem nenhuma das suas atividades, mas passou a jogar o novo Nintendo WII meia hora por dia, durante seis semanas. E perdeu 4 quilos.
O novo Nintendo tem jogos sensíveis aos movimentos e ele jogou, principalmente boliche e boxe, virtuais, claro, mas o exercício foi bem real.
Claro que não é a mesma coisa que se exercitar com outras pessoas, falta a socialização etc. mas, enfim, não tenho nada contra video games, acho que eles podem ser muito bons pra desenvolver a capacidade de estratégia e rapidez de raciocínio, sempre fiz tudo pra Bia gostar de jogar SimCity. O importante é evitar os excessos.
E agora, com a possibilidade (que parece que já existia em outros games) de se “mexer” jogando, melhor ainda!
O moço conta sua experiência e mostra um vídeo jogando os tais games em seu blog.
Estou totalmente sem tempo, trabalhando demais da conta, portanto, vai ser difícil pra mim, comentar os comentários, mas precisava escrever isso. Usem a página de comentários para complementar e dizer o que pensam!
Que me perdoem @s fãs, mas eu DETESTO Gisele Bundchen. Acho que ela é uma patricinha extremamente arrogante e deslumbrada. Como brasileira, não tenho um pingo de orgulho do sucesso dela, que é uma moça elitista, fora da realidade, alienada, que não consegue articular um pensamento coerente numa entrevista, e quando resolve dar opinião, fala besteira.
Essa sua declaração “puxa-saco da indústria da moda”, culpando as famílias pelos casos de anorexia das meninas que querem ser modelo foi uma das coisas mais insensíveis e desinformadas que já ouvi sobre o assunto. Sem falar no egoísmo e na crueldade em relação às famílias que acabaram de perder suas filhas para a anorexia.
Colocar nas costas da família a responsabilidade pela anorexia, pra mim, foi uma iniciativa muito bem orquestrada e combinada com grupos organizados da indústria da moda, parte de uma campanha desencadeada para se abster da responsabilidade em relação aos distúrbios alimentares.
Nunca vi um único profissional de saúde afirmando que as famílias são responsáveis pelo aumento nos casos de anorexia.
Ainda que existam famílias desestruturadas, por acaso a loura acha que essa instituição “família”, é algum tipo de entidade extraterrestre, que não sofre também o efeito da pressão social pela beleza e magreza??? seriam os pais e mães seres sobrehumanos?
As mães que incentivam as meninas a perder peso e tentar carreira de modelos são, elas também, vítimas dessa pressão causada pela imagem de poder e sofisticação da magreza, tão incentivada pela moda.
Obviamente, eu não fui a única a ficar revoltada com a declaração da modelo. Acabei de ler um artigo com declarações de pesquisadores dos EUA e Canadá, criticando, seriamente, as bobagens que ela disse, vou deixar os especialistas falarem por mim:
Dr. Allan S. Kaplan, da Universidade de Toronto:
“Uma opinião desinformada, como a de Bundchen, provoca danos em diversos níveis. Contribui para o estigma, fazendo com que pessoas que sofrem desses problemas escondam-se e criando obstáculos para que procurem ajuda. Prejudica as tentativas dos que lutam contra o problema e fere os pais que estão lutando, desesperadamente, pela recuperação das suas filhas.”
Walter H. Kaye, M.D., professor de psiquiatria da Escola de medicina da Universidade de Pittsburgh:
“Nossas pesquisas mostram que os genes parecem ter um papel substancial na determinação de quem é mais vulneravel para desenvolver uma desordem alimentar. No entanto, a pressão social não é irrelevante; pode ser que o catalizador ambiental desencadeie o risco genético que aquela pessoa tem. (…) As famílias não devem ser culpadas por causar anorexia. De fato, elas são, constantemente, devastadas e sofrem em consequência dessa doença.”
Dra.Cynthia Bulik, Ph.D. da Universidade da Carolina do Norte:
“Precisamos compreender todos os fatores que influenciam as desordens alimentares, genética e ambientalmente, e encontrar caminhos para atuar, de forma a prevenir que as pessoas desenvolvam essa condição potencialmente fatal. (…) compreender como os genes e o meio ambiente interagem, tanto para aumentar o risco das desordens alimentares, quanto para proteger as pessoas que são geneticamente vulneráveis de desenvolver a doença, vai requerer a cooperação de profissionais do campo de desordens alimentares, a mídia, e as indústrias da moda e de entretenimento. Apenas cooperativamente, vamos poder avançar na direção da eliminação dessas doença.”
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E é porque eu não vou nem falar na outra declaração irônica e “eugenista”, segundo a qual apenas algumas poucas meninas “geneticamente favorecidas” (leia-se, magérrimas) têm direito de desfilar em passarelas. Meninas normais, com corpos e imagem bem brasileiras não têm nenhuma chance.
ps.: minha tradução da matéria foi beeeeeeeeeem livre e caindo de sono…
A Daniele deixou um comentário muito gentil, sobre essa questão do aborto, que me deu, também, oportunidade para falar mais sobre os meus pontos de vista em relação a esse tema tão complexo.
Gostaria muito de saber o que vocês pensam, e terei todo respeito por qualquer comentário que for colocado com a mesma gentileza e educação que a Daniele teve (para ver o comentário dela, na íntegra, vejam no post abaixo).
“Quando eu era adolescente eu sempre achei que aborto deveria ser legal porque era uma opcao da mulher. Lembro de uma aula no colegial onde eu fiz parte de um debate a favor do aborto. Eu apresentei muitos fatos e falei muito mesmo sobre os pontos bons do aborto.”
Daniele, como toda adolescente, você tinha uma visão imatura da questão, certamente, não encontramos “pontos bons” em relação ao aborto. Ninguém vê o aborto como uma “boa opção”, mas, em algumas situações, como a única. Por isso, sou totalmente a favor do direito da mulher decidir se vai fazer interromper a gravidez ou não, o que é muito diferente. Sou contra tapar o sol com a peneira e fazer de conta que as mulheres não estão morrendo por abortos clandestinos.
“Porem, com o tempo eu comecei a aprender mais o que o aborto significa realmente. Aprendi um pouco sobre as tecnicas e como o feto eh descartado. Seria interessante se esse lado tambem tivesse sido mostrado em sua pesquisa. Eh muito triste e desumano. Eu acredito que o feto eh uma pequena vida dentro da mulher e nao apenas um bando de celulas.”
Eu não tenho nenhum problema em abordar os aspectos técnicos da cirurgia para interrupção da gravidez, apenas isso não tinha nenhuma relação com o meu post. Mas, posso dizer que o que você disser e o que eu disser será baseado, exclusivamente em nossas crenças, já que a ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre quando começa a “vida” no útero. Eu só sei que a mãe está bem viva e negar o direito ao aborto a ela não é nem um pouco “pró-vida-da-mulher”.
“Acho que ao inves de tratar o problema da gravidez indesejada com o aborto seria melhor investir em programas pra evitar a gravidez em primeiro lugar.”
Mas, Daniele, NINGUÉM discorda disso, claro que nós estamos carecas de saber que é preciso investir em programas de contracepção e são as feministas as que mais defendem isso e mais lutam e dedicam suas vidas a buscar anti-concepcionais seguros e disponíveis para todas as mulheres. Não ficamos apenas defendendo o aborto, não, sabemos que ele é uma última opção.
“Temos muitos metodos hoje em dia de contraconcepcao como a pilula, a injecao, o patch, o ring, e ate a pilula do dia seguinte. E claro nao podemos esquecer tambem da camisinha. Porque nao incentivamos meninas e meninos a usa-los? Se isso fosse feito, nao haveria necessidade de um aborto. Acho que seria bem melhor.”
Sem dúvida, em um mundo perfeito isso seria a única coisa que precisaríamos fazer. Infelizmente, o assunto é muito mais complexo e existem pessoas e grupos lutando pelos direitos reprodutivos e defendendo o uso de todos esses métodos há décadas.
Claro que incentivamos nossas meninas a usá-los. Infelizmente, nem todo mundo é como eu que cheguei já até a ir à minha ginecologista encomendar o ring pra Bia, quando ela estava muito ocupada trabalhando. A maioria das mães e pais ainda fazem de conta que a filha ou filho não tem relações sexuais e quando ela engravida acha que a culpa é da menina e do menino.
Além da falta de cosnciência e informação, existem mil outras razões que levam adolescentes a engravidar. As mais pobres não têm nenhuma cesso a todos esses métodos que você citou ai, e muitas vezes elas engravidam até porque, sem nenhuma perspectiva de vida – profissional ou acadêmica – acham que esse é um caminho pra vida adulta, formar uma família… até cair na real que o cara sumiu e elas têm de cuidar de um filho, numa casa de favela que tem um cômodo e 8 pessoas… e aí?
Daniela, tudo isso que você falou, eu tenho pensado há quase vinte anos. Infelizmente, a solução não é tão simples, passa por profundas mudanças estruturais da sociedade e, enquanto isso, as mulheres estão morrendo nas mãos das curiosas.
“Muitas pessoas hoje em dia, veem sexo como algo banal cuja funcao eh apenas o prazer fisico individual. Porem, essa nao eh a unica funcao. Nas aulas de biologia, eu sempre aprendi que sexo eh um meio de procriacao tambem.”
Me desculpe, mas eu acho que sexo é sexo, pode ser “profundo” ou “banal” e eu defendo o direito de homens e mulheres fazê-lo do jeito que lhes aprouver. Sexo enquanto “meio de procriação” é algo que existe apenas numa pequena fase da vida da mulher e do homem, todo o resto do tempo sexo deve ser visto como puro prazer e expressão de amor, carinho e intimidade e espero que a mulherada aproveite bem essa fase, transando muito ou pouco, com muitos ou poucos, com homens ou mulheres, como cada uma quiser.
Sem falar que muitas vezes essa fase de procriação nem existe, porque muitas mulheres e homens hetero ou homossexuais não pretendem procriar de jeito nenhum, vão fazer sexo a vida toda, sem ter a gravidez como objetivo. Pra você ver como essas coisas são complicadas, sexo é uma coisa, e procriação é outro departamento.
“Conheco uma moca que fez um aborto tambem, ela estava tendo relacoes com um homem casado e nao estava tomando anticoncepcional ou usando camisinha. Como ela mora nos EUA, ela foi em uma clinica e fez o aborto sem problemas.
As vezes eu fico pensando em todas as razoes pelas quais as mulheres fazem aborto… Escolha da mulher, nao eh verdade? Talvez a escolha seja nao ter relacoes com homem casado, or usar camisinha, or usar algum metodo anticoncepcional antes de ter relacoes.”
Sem dúvida a mulher E O HOMEM, devem escolher usar camisinha, ou outro método anti-concepcional, sempre.
Agora, escolher se vão namorar uma pessoa comprometida ou não, aí foge totalmente do meu alcance e nível de interesse e é uma questão puramente moral. Não faço julgamentos desse tipo porque não sei o que está acontecendo na vida dessas duas pessoas.
Seria muito, muito bom, se a vida da gente fosse toda arrumadinha, corretinha, do jeito que a gente pensa que vai ser quando a gente é criança ou menininha. Mas não é. A vida, os sentimentos, os acontecimentos, podem ser muito mais caóticos do que a gente espera e suas consequências podem ser desastrosas, mas cabe a cada pessoa assumi-las e não ao Estado punir quem não se “comporta bem”.
“Nossa sociedade hoje em dia, nao acredita muito em responsibilidade pessoal. Eh sempre a culpa de alguem e nao a nossa. Estamos sempre procurando justificativas pelo meio mais facil de resolver o problema. Nao queremos mudar, enfrentar o problema ou tomar responsabilidade sobre nada que acontece conosco.”
Daniele, acho que sempre foi assim, se a gente pensar nas épocas passadas, era até bem pior, as pessoas simplesmente dizimavam grupos inteiros, como os judeus, ou tornavam outros escravos, não acho que nossa sociedade é pior. Agora, sem dúvida, falta solidariedade e compromisso e é isso que estamos propondo. Ao invés de condenar, ser solidários.
Além do mais, nunca diga que o aborto é uma solução mais fácil pra resolver o problema, porque não é, às vezes é a única solução, só isso.
“E nao adianta culpar religiao, porque se aborto fosse uma coisa boa, pessoas que ja passaram por isso nao sofreriam de tristeza, culpa, ou remorso.”
Ninguém disse que aborto é uma coisa boa, repito, mas as pessoas que eu conheço que fizeram um aborto não sentem “remorso ou culpa”, sentem uma profunda tristeza por ter feito algo que poderia ter sido diferente, não preciariam ter passado por tanto sofrimento, por mil razões, mas o fato é que, precisaram fazer e estão vivas… quantas morreram por isso?
“Respeito a opiniao de todos e desculpe se ofendi alguem, mas acho que a legalizacao do aborto e tapar o sol com a peneira.”
Também tenho todo respeito pela sua opinião, especialmente pela forma gentil como foi colocada, mas se você tentar ver a questão com mais objetividade, quem está tapando o sol com a peneira são os que acreditam que são pró-vida, sem ter nenhum compromisso com a vida da mulher.
Ilustração: Levanovich.

Tô parecendo criança na noite de natal. Presentinhos que mandaram, do Brasil, pra mim. Mamãe, Luís, Tia Leda, Mabuse, Haideé, Marcinha e Carla. Obrigada querid@s, vocês acertaram direitinho, adorei tudo!

E eu estou aqui, lambendo a cria e me acabando de comer tapioca…

No geral, a gente vai ficando muito melhor…