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    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Dia Internacional do Blog

    Denise | Blogosfera | Thursday, 31 August 2006

    blogsday.jpgEntão hoje é o Dia do Blog… por coincidência, acordei pensando em escrever um post pros sem-blog, incentivando-os a criar os seus.

    Ao contrário de uns “blogueiros intelectuais wannabe” que existem por aí, eu gosto de todo tipo de blog, não tenho preconceito nenhum. Para ler apenas artigos bem escritos tem um monte de revistas e jornais online, escritas por pessoas que são pagas para isso.

    Pra mim, o que interessa no blog não é se a pessoa “escreve bem”, mas a pessoa que está ali, compartilhando suas idéias, sua visão do mundo, sua vida, suas viagens ou suas receitas culinárias.

    Desculpas para não se criar um blog:

    1. Não tenho nada pra falar. Duvido. Todo mundo tem algo a dizer, basta botar um microfone ou um blog nas suas mãos e sempre tem quem parar pra ler. Precisa ter persistência, paciência, não escrever pensando em ter público e, aos poucos, ir formando sua rede de amizades.

    2. Ninguém vai visitar meu blog. A blogosfera nada mais é que uma espécie diferente de “rede de relacionamentos”. Claro que você pode escolher fazer um blog só pra você, sem permitir comentários, sem visitar outros blogs. Não sei qual é a graça, mas tem gente que prefere fazer blog assim e tá feliz com isso (na blogosfera vale quase tudo). Mas, acho que todo mundo que começa um blog deveria circular, ler vários blogs, identificar seus amigos, botar link para eles no seu blog, dessa forma, você estará criando a “sua rede”. Meu blog começou com 20, 30 visitas diárias, até chegar a 4.000 na última segunda-feira, mas nunca me preocupei por ter poucas pessoas me visitando, no início, e nunca sonhei que tanta gente iria me ler, um dia..

    3. Tenho preguiça. O blog é um bom exercício pra essa preguiça de escrever, faz você aprimorar sua escrita e forma de comunicação, faz você pensar em coisas diferentes para publicar no blog. Deixe a preguiça de lado. Muitos blogs começam e acabam logo, pode ser que o seu seja um desses, mas pelo menos, tente. E tem sempre as cartas na manga para os dias em que você não quer escrever, mesmo. Eu gosto de ver uma música que não lembrava, um trecho de um livro, uma citação, belas fotos, belas obras de arte, links para artigos interessantes que você leu ou para posts em outros blogs.

    4. Escrevo mal e não sei português. Uma das coisas que mais me irrita na blogosfera é o preconceito linguístico. Confesso que, no começo ainda ficava incomodada com erros de gramática, mas há muito tempo entendi que isso é uma estupidez. Na minha opinião, o que importa é a comunicação, é deixar a sua mensagem pra quem quiser ler. Prestar atenção se era com ss ou ç é coisa de gente arrogante, que usa a lingua para sentir-se superior. Desencane. A blogosfera é de tod@s, inclusive de quem não sabe se se escreve exceção ou excessão.

    5. Não entendo nada de tecnologia. Gente, fazer um blog é, cada vez mais, a coisa mais fácil do mundo. Lembro como comecei o meu. Visitava o blog Zero Grau, da Patrícia, que vive na Suécia e vi um nomezinho Blogger numa barra em cima do “site” dela (nem sabia que o nome era blog). Cliquei nele e fui fazendo o que a tela pedia, criei uma conta e continuei…. é tudo auto-explicativo. Hoje em dia, então, é mais fácil ainda porque tem muitas ferramentas em português. Ainda acho que o Blogger é a ferramenta mais fácil, em Português, para se fazer um blog. Vá lá agorinha e faça um blog só de experiência ;-)

    6. Eu tenho medo de me expor. Bom, de vampiro, sanguessuga, gente chata, invejosa e mal amada, essa blogosfera anda cheia. Como o nosso mundinho real também. Mas não são a maioria e nem me incomodam tanto, são uns pobres coitados com uma vidinha medíocre que precisam agredir os outros pra se senbtir vivos. De vez em quando dou um freio de arrumação e continuo como se não existissem. Quando eu escrevo, não penso que esse povo mesquinho tá circulando por aqui, escrevo como se fosse pros amigos. Francamente, como sou muito transparente no meu dia a dia, não me preocupa em nada a exposição na blogosfera, tenho apenas alguns cuidados, como evitar identificar muito o local exato onde eu vivo. Dia desses uma amiga colocou fotos do caminho da casa dela ao trabalho, isso eu acho perigosíssimo. Evitar endereço e rotinas que identifiquem exatamente onde você está, especialmente pra quem vive no Brasil, é fundamental. Se tiver um troll lhe perseguindo, tomar as providências necessárias, identificando o IP e denunciando ao servidor. Fora isso, é relaxar, porque quanto melhor seu blog, mais gente vai lhe odiar, isso é inevitável. Mas, também, mais amigos você terá…

    7. E eu vou escrever o quê?? Gente, assunto não falta, pode ter certeza. Tem blogs confessionais, que falam quase que somente da vida da blogueira, como a Claudinha (e tem muita gente que quer saber como ela vai!). Tem os blogs de pessoas que vivem fora do Brasil, como a Nora Borges, lá na Espanha e que a gente visita pra saber como é a vida por lá. Tem os blogs que, muito sutilmente (sem virar um blog apenas sobre aquilo), mostram um aspecto ou uma paixão da vida da pessoa, que vai nos ensinar alguma coisa. Por exemplo, com a Alline, eu aprendo sobre a vida numa reserva natural da Amazônia, a Lúcia Malla fala lindamente sobre questões relacionadas ao meio ambiente e é uma defensora dos tubarões e o Milton Ribeiro faz posts que são aulas sobre música clássica. Vivo tentando convencer minha amiga Verônica, que trabalha com comunicação na Funai a fazer um blog sobre a sua experiência com povos indígenas. Não acham que ela teria muita coisa pra contar pra gente?!

    Isso tudo foi pra dizer que todo mundo devia pensar em fazer seu blog, sim. Já são mais de 50 milhões de blogs pelo mundo afora. Aqui é coisa seríssima, Blogueiros têm espaço na CNN e o documentário de Spike Lee, sobre o Katrina começa citando um post escrito por um garoto blogueiro, dias antes do furacão passar, falando sobre a gravidade do caso.

    Enfim, se depois disso, vocês se inspirarem e criarem seus blogs, não deixem de vir aqui me contar e deixar seu endereço.

    A idéia do Dia Internacional do Blog é que a gente, hoje, deixe um link para cinco blogs. É dificíl sugerir uma lista com apenas cinco blogs, porque tenho tantas amigas e amigos na blogosfera, então, resolvi priorizar blogs sobre os quais nunca escrevi antes:

  • Cynthia Semíramis – advogada, escreve sobre direitos humanos, corpo feminino, internet, gatos…
  • Pras Cabeças – Claudio Costa, psiquiatra que vive em Belo Horizonte.
  • Vivendo na Australia – A Thaís Corby acabou de lançar seu blog, onde vai contar a sua vida na terra dos cangurus. Vamos dar uma forcinha a ela? queremos muitas fotos, Thaís!
  • Blog do Origem – Criado em 2003, fomos a primeira ONG a ter um blog próprio, contando o dia a dia da entidade. Modéstia à parte, é bem interessante :-)
  • Encontros do Cotidiano – Ok, ok, desse eu já falei, mas claro que tinha que sugerir o blog da mamãe, né? olhaí, mulherada, quero ver todo mundo, de toda idade, fazendo blog, hein?!

    Dados sobre a blogosfera, divulgados pelo site Technorati:

    • Technorati acompanha cerca de 52.6 milhões de blogs.

    • A blogosfera está dobrando de tamanho, a cada 200 dias.
    • É, hoje, 100 vezes maior que em 2003, quando eu comecei a blogar.
    • Em média, 175.000 blogs são criados por dia, ou mais de dois blogs são criados a cada segundo, todos os dias.
    • 13.7 milhões de blogueir@s ainda estão postando 3 meses depois dos blogs serem criados.
    • Technorati identifica cerca de 1.6 milhões novos posts a cada dia, cerca de 67.000 por hora, 18.6 por segundo. Isso é cerca de o dobro de um ano atrás.
    • 2% dos posts publicados são em português.
    • Uma curiosidade: ainda segundo o Technorati, existem, hoje, 1.454 links para o Síndrome de Estocolmo!

    Acabei de ter a idéia de sugerir, também, alguns blogs em inglês que também leio, quase todos dias:

  • BitchPhD
  • Daily Kos
  • Feministing
  • Metroblogging
  • Sistertalk
  • Wonkette

    Links pros “celebrity blogs” aqui.

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    Kadu Moliterno ataca novamente – Surra moral

    Denise | Celebridades,Violência | Wednesday, 30 August 2006

    kadu_mulher.jpg

    Eu vi lá no blog da Van e fiquei estupefata com a cara de pau do Kadu Moliterno, contando a “sua versão” da agressão à esposa, Ingrid, no começo desse ano. Pra dizer o mínimo, a matéria publicada na Caras (provavelmente paga, como disse a Vanessa) é indecente!

    Com essa entrevista, o ator perdeu a oportunidade de agir com decência, assumindo seu erro, integralmente, afinal, volência doméstica não tem nenhuma justificativa. Conseguiu se mostrar ainda mais cretino, dando outra “surra” na mulher (pública, porque as privadas a gente nem tem como avaliar quantas foram).

    Posando de bom pai, como todo canalha, ele tenta passar para ela a culpa por ter apanhado:

    kadu_filhos.jpg


    “Naquele dia, ela saiu umas dez horas da noite e voltou às oito da manhã. Fiquei com as crianças em casa, como em todos os períodos de ensaio. Ela estava “virada”. Uma pessoa quando não dorme fica com os nervos à flor da pele. Continuou me agredindo. ‘Quero que me leve agora para Cabo Frio, arrume o carro, faz isso, faz aquilo’, dizia. E eu fui, quieto. É como uma bola que vai enchendo, enchendo…”

    A professora Mara Aparecida Alves Cabral, da UNICAMP, mostrou, no artigo Prevenção da violência conjugal contra a mulher, que o uso da “defesa da honra” não é novidade entre os cafajestes:

    “Sabemos que desde a Idade Média, os maus-tratos infligidos às mulheres eram tolerados e até enaltecidos como práticas cujos propósitos eram corrigi-las de suas manhas e erros.”

    Ainda bem que, em 2006, a “defesa da honra” e a “violenta emoção” são argumentos cada vez menos aceitáveis, em julgamentos, para escapar da punição à violência contra a mulher. E se ele der outra “surra física” na Ingrid, ela conta com uma lei bem mais rigorosa que não vai propor apenas “trabalho comunitário”.

    Na verdade, em 8 de março do ano passado, Lula sancionou a lei que altera o Código Penal, revogando o adultério do capítulo dos crimes contra o casamento. Culturalmente, no entanto, ainda julga-se o marido inocente, se a mulher “pediu para apanhar”, ou “fez por onde”, como se diz lá em Pernambuco.

    Na entrevista, o ator ainda insinua que tudo aconteceu porque ela não estava satisfeita com seu papel de esposa e mãe, como prometeu que ficaria, na festa do casamento. Ela cometeu a sandice de querer se realizar-se profissionalmente.

    Segundo ele, ela tinha inveja do seu “sucesso”:

    “Logo que se casou teve três filhos seguidos e passou oito anos só sendo mãe. E esposa de um ator que cada vez fazia mais sucesso, que contracenava com mulheres bonitas.”

    Ahn?! quem é o ator de sucesso cara-pálida? eu não lembro dessa criatura fazer sucesso nenhum, desde Armação Ilimitada, que já foi há mais de 20 anos atrás.

    E ele continua:


    “Existe uma mágoa, mas há também uma predisposição de perdoar. A Ingrid é muito honesta, generosa, uma excelente mãe, qualidades sufocadas durante um período…”

    Sei… ele desce o sarrafo na mulher e depois viaja pras termas de Chillan pra dizer à Caras que a perdoa porque durante “um período” ela não estava sendo honesta, generosa e excelente mãe? pelamordedeus, alguém caiu nessa conversa?!

    Enfim, a entrevista é um total circo de horrores, tentativa desesperada de um ator medíocre, decadente e homem que muitos dizem ser violento, tentar recuperar sua reputação, como sempre, jogando a mulher na lama.

    Ou seja, ela levou outra surra. Dessa vez, moral.

    ps.: Convenientemente, a Ingrid (que, como lembra a Van, não tem sobrenome!) estava na Disney com o filho caçula…

    Leia Mais:

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    Total solidariedade à Alcilene e Alcinéia

    Denise | Blogosfera | Wednesday, 30 August 2006

    xo_sarney.jpg

    A blogueira e jornalista Alcilene Cavalcanti está sendo vítima de perseguição e censura, por parte daquele que quer ser dono do Maranhão, o ex-presidente José Sarney.

    A Justiça eleitoral do Estado determinou, na última sexta-feira (dia 25/8), a retirada dessa caricatura de Sarney, aí acima, do blog da jornalista, que encontra-se desativado.

    Segundo a Folha Online, “quase dois meses após o início da campanha eleitoral, a coligação de Sarney já conseguiu que cinco meios de comunicação do Amapá saíssem do ar ou tivessem reportagens retiradas das páginas da internet. Outros meios já foram notificados por publicar charges ou notas com referência ao senador.”

    Alcinéia Cavalcante, irmã da Alcilene, republicou a charge, que foi encontrada num muro da cidade, e está convocando todos os blogs a fazer o mesmo.

    Mais de 80 blogs já aderiram ao protesto contra esse abuso de poder e de solidariedade à blogueira. Faça você o mesmo… seja solidári@, publique o “Xô Sarney” em seu blog!

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    Campanhas Educativas

    Denise | Campanhas Publicitárias | Tuesday, 29 August 2006

    Campanha alemã contra apedrejamentos

    pedras_alemanha.jpg

    Gosto muito dessas campanhas que não mostram apenas cartazes, mas têm uma interferência nas ruas, fazem com que as pessoas parem, peguem, olhem, pensem. Essa foi fotografada na Alemanha e mostra um braço saindo de um monte de pedras, com uma etiqueta que diz:

    Causa da morte: apedrejamento

    Data da morte: 12/10/02

    Esse poderia ser seu braço, se você vivesse no Sudão, por exemplo, e a um julgamento-Sharia considerasse que você cometeu adultério. O IGFM luta pela proibição mundial do apedrejamento. Nos ajude. Informações: http://www.igfm.de/

    Campanha belga por doação de órgãos

    campanha1.jpg

    Achei emocionante a imagem do bebezinho segurando um número de “fila”: “Nós não temos doadores suficientes. Em 2004, 2048 pessoas precisavam de um transplante de órgão. Apenas 736 conseguiram um. Quer se tornar um doador? http://www.nvhl.be

    Campanha contra HIV/AIDS

    campanha2.jpg

    Outra campanha belga, bem simples e objetiva. “Nâo conte com a sorte. Proteja-se”.

    Fonte: Coolz0r – Marketing Thoughts.

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    Katrina – um ano depois

    Denise | Televisao | Tuesday, 29 August 2006

    katrina_lee.jpg

    07:57h – Estréia, daqui a dois minutinhos, o documentário feito pelo ótimo Spike Lee sobre a devastação sofrida em Nova Orleans, por causa do furacão Katrina, a quebra das barragens e o descaso do governo. Vou lá assistir, depois conto o que achei.

    00:15h - o documentário teve duração de 4 horas e quinze minutos e estou com aquele nó na garganta, vou dormir, amanhã escrevo mais sobre isso.

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    A história da “Síndrome de Estocolmo”

    Denise | Comportamento,Suécia | Monday, 28 August 2006

    foto_ssindrome.jpgInteressantes esses fenômenos dos tempos de internet. Quase 4.000 pessoas já entraram aqui no blog, somente hoje, boa parte delas pesquisando o termo Síndrome de Estocolmo.

    Em consideração aos leitores, vou traduzir um artigo que conta toda a história que deu origem ao termo, já que não achei nenhum desses detalhes em nenhum site em Português.

    Síndrome de Estocolmo é uma resposta psicológica vista, algumas vezes, em reféns que demonstram lealdade aos seu raptor.

    Também podem ser considerados “Síndrome de Estocolmo” alguns casos de abuso infantil ou violência doméstica. Parece que é um mecanismo de sobrevivência desenvolvido por pessoas que se encontram sob o poder de outras.

    Interessante é que hoje faz exatamente 33 anos do desfecho do roubo ao banco, em Estocolmo, que deu nome ao fenômeno.

    O assalto

    O assalto começou no dia 23 de agosto de 1973, quando Erik “Janne” Olsson, que estava com autorização para sair da prisão, entrou no Kreditbanken em Norrmalmstorg, centro de Estocolmo.

    A polícia foi chamada e, imediatamente, dois policiais entraram no banco e Olsson abriu fogo, ferindo um deles. O outro recebeu a ordem de sentar em uma cadeira e “cantar alguma coisa”. Ele cantou “Lonesome Cowboy”.

    Olsson, então, tomou 4 pessoas como reféns (veja foto). Ele pediu que trouxessem seu amigo Clark Olofsson com 3 milhões de coroas suecas (US$730,000 no valor da época), duas armas, coletes à prova de bala, capacetes e um carro veloz.

    Olofsson foi trazido com a permissão do governo e estabelecida uma comunicação entre os criminosos e os negociadores da polícia. Uma das reféns, Kristin Ehnemark (que não está presente na foto), disse que tinha confiança nos bandidos, mas temia que a polícia pudesse causar problemas por causa dos seus métodos truculentos (esse era o começo da Síndrome de Estocolmo).

    Os bandidos fizeram uma barricada na caixa-forte principal, com os reféns. As portas da caixa-forte foram fechadas. Os assaltantes tiveram permissão para usar um carro na fuga, mas não poderiam levar os reféns com eles.

    Olofsson telefonou para o Primeiro Ministro Olof Palme e disse que iria matar os reféns. Depois disso, ameaçou estrangular Elizabeth, que gritava.

    No dia seguinte, Olof Palme recebeu outro telefonema. Era Kristin Ehnmark que dizia que ela estava bastante desgostosa com sua atitude, pedindo que ele deixasse os bandidos e reféns sairem juntos. Olofsson andava pela caixa-forte cantando a música “Killing Me Softly”.

    O drama continuou. No dia 26 de agosto, a polífica fez um buraco na caixa forte principal,do apartamento acima (através desse buraco foi feita a foto acima). O bandido abriu fogo e amarrou pequenas cordas nos pescoços dos reféns que puxaria para estrangulá-los, caso fosse jogado gás no local.

    No dia 28 de agosto (há exatos 33 anos!) o gás foi usado e depois de meia hora os bandidos se renderam. Ninguém saiu ferido.

    Após o assalto

    Ambos bandidos foram condenados à prisão, mas Clark Olofsson alegou que não era cúmplice, mas tinha sido chamado ao local e estava apenas ajudando a polícia a mantê-lo calmo. Foi liberado e acabou amigo pessoal de uma das vítimas dos sequestro, Kristin Ehnemark. Dizem que até hoje eles ainda se encontram e suas famílias ficaram amigas (muito sueco!)

    Olsson foi sentenciado a 10 anos de prisão. Ele recebia muitas cartas de mulheres atraídas por ele (não as culpo, pela foto, parece uma gracinha). Acabou casando com uma delas, não uma das reféns, como reza a lenda. Uma pena… eu achava a “lenda” tão mais romântica…

    Os refens sempre repetiram que tinha mais medo da polícia que dos bandidos, pelos quais manifestavam uma clara simpatia, o que levou o psiquiatra e criminologista Nils Bejerot a cunhar o termo sobre o qual se fala tanto nos jornais de hoje.

    O nome do meu blog

    stockholm_syyndrome.jpgEu escolhi esse nome pro blog quando ainda estava vivendo em Estocolmo. Estava procurando um nome interessante, passei pelo quarto de Bia e ela estava ouvindo a música Stockholm Syndrome do Muse.

    Lembrei do caso do sequestro e achei que era uma piadinha engraçada com o fato de Ted, finalmente, depois de anos de tentativas, ter conseguido me “raptar” para Estocolmo.

    Mas podem acreditar que o meu “raptor” é o homem mais doce, carinhoso e maravilhoso do mundo. Não preciso nem de uma “Síndrome de Estocolmo” pra querer ficar com ele o resto da vida :-)

    Fontes:

    Obs.: Antes que digam que “wikipedia” não é uma fonte segura, deixa avisar que consultei meu marido (que viveu 25 anos na Suécia) e seu filho, que é sueco, para checar as informações que consegui e foram todas confirmadas.

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    Bulimia na novela

    Denise | Anorexia & Bulimia | Monday, 28 August 2006

    perola_faria.jpgEu reclamo, reclamo e acabo assistindo… tava vendo um capítulo que perdi da horrível Páginas da Vida e fiquei pasma.

    Eu sou a única que acha que a forma com a qual estão abordando a bulimia é perigosíssima? afinal, a menininha é linda e está dando todas as dicas sobre o que “ela faz pra manter o corpinho”…

    Muita gente chega nesse blog pesquisando “como me tornar bulímica” no Google, por causa desse post que fiz sobre anorexia e bulimia. Por incrível que pareça, tem muita menina QUERENDO ficar anoréxica ou bulímica.

    Como a atriz não vai engordar e muito menos emagrecer demais, acho que no final das contas, por mais que mostrem o quanto é roubada, só vai aumentar a curiosidade das meninas que vão querer “ter bulimia” pra comer muito e não engordar como a Giselle!

    Alguém já disse isso, aqui no blog, e eu concordo, o problema dessas novelas é que querem abordar questões sérias, mas com a superficialidade, o resultado pode ser muito pior do que se não falassem nada daquilo.

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    Fibromialgia e Sono

    Denise | Fibromialgia | Monday, 28 August 2006

    sleeping_gail.jpg

    Ontem, estava lendo alguns depoimentos de membros da comunidade “Eu Tenho Fibromialgia”, no Orkut. Eles falavam sobre como identificaram a síndrome e percebi que todos têm, em comum, anos de problemas de saúde, sem causa identificada, até encontrarem um(a) bom médico(a) que fez o diagnóstico.

    Como todas as pessoas que relataram suas histórias, eu comecei a ter vários pequenos problemas desde uns 6, 7 anos atrás. Comecei a brincar que estava virando “hipocondríaca”, porque sempre tinha alguma coisa acontecendo: dor nas costas, nos pés, dor nos joelhos, nos pulsos, olhos secos, visão dupla, uma crise de dor na mandíbula… isso tudo já era um quadro bem característico de fibromialgia e eu nem imaginava.

    Dia desses, alguém escreveu aqui que seu médico tinha afirmado que a fibromialgia é uma “doença psicossomática”. Esse é um grande engano, que vem prejudicando o tratamento de muita gente e criando um estigma em relação ao problema. Essa é uma condição que existe por razões muito concretas e não está “na cabeça” de quem sofre as dores.

    No meu outro blog “A Dor e a Delícia de Ser o Que É”, escrevi sobre algumas hipóteses levantadas em relação ao que pode desencadear essa condição em algumas pessoas. Existe uma linha de pesquisas que considera que existe um forte fator genético e uma pesquisa mostrou até que as meninas nascidas de mães que sofreram estresse na gravidez podem ter maior risco de desenvolver fibromialgia.

    Sono

    Os distúrbios de sono são sempre considerados um fator importante e, no meu caso, pode ter sido uma das causas mais prováveis do desenvolvimento da fibromialgia, segundo meu médico.

    Sempre me lembro de ter dormido muito mal, tinha muitos pesadelos quando era criança e, na adolescência, comecei a ser sonâmbula, andar à noite, sentar na cama, conversar. Sempre brinquei que era tão hiperativa que até dormindo tinha que estar fazendo alguma coisa. Mas acabei descobrindo que, um sono perturbado não tem graça nenhuma.

    Foi piorando, passei a ter apnéias e a acordar cada vez mais cansada. Fiz um estudo de sono que mostrou que eu tinha 12 episódios de apnéia (interrupção da respiração dormindo) a cada hora. Estudos mostraram que algumas pessoas (como eu) não conseguem entrar no nível “delta”, de sono profundo e restaurador. E não coincidentemente, 80% das pessoas com fibromialgia sofre de apnéia.

    Eu sempre achei que não tinha nenhum “distúrbio de sono” porque nunca tive insônia. Na verdade, dormia muito rápido, quando ia pros congressos, as amigas brincavam que eu estava conversando num minuto, no seguinte já estava dormindo. Hoje sei que isso acontecia porque meu sono era tão “leve” e agitado, que não descansava nunca.

    Algumas substâncias químicas importantes pro funcionamento do nosso organismo, como o hormônio de crescimento, são secretados pelo corpo durante essa fase profunda do sono. Se o sono é constantemente interrompido, como o meu, o corpo produz menor quantidade desse hormônio o que, especula-se, pode acabar virando ao mesmo tempo causa e consequência da fibromialgia, já que as pessoas com essa síndrome têm mais dificuldade para dormir.

    Portanto, se cuidem…

    Enfim, existem vários aspectos fascinantes da fibromialgia e tenho lido tudo que posso pra entender seu funcionamento. Mas, pensei em escrever, hoje sobre sono porque é um aspecto importante e desvalorizado.

    Se você conhece pessoas que têm dificuldade para dormir, ou se você é uma delas, procure ajuda médica. Eu sempre achei que era apenas um “aspecto da minha personalidade”, ser tão agitada até dormindo, se soubesse que deveria ter tratado disso desde cedo, poderia, eventualmente, ter evitado esse quadro de fibromialgia atual.

    Quando Bia era pequena, dormia muito mal, fez uma cirurgia de adenóide e amigdalas e, hoje em dia dorme como um anjinho. É importantíssimo checar o sono das crianças, também.

    No mais, nem se preocupem, que estou muito bem. Para mim, as dores da fibro não são insuportáveis, todo dia dói um pouco em algum lugar mas eu “faço de conta que não é comigo”, não penso nas dores, não tomo nenhum remédio (apenas vitaminas e complementos), nem analgésico, apenas pras dores de cabeça eventuais, como sempre tomei. Vou começar acupuntura e estou bem animada.

    Outro dia falo sobre meu “tratamento” para fibromialgia, mas já garanto que o melhor, de cara, é não se ver como uma pessoa “doente”, mas lidar com cada problema de cada vez. Para irritação de muitos, continuo achando que nunca fui tão feliz como hoje, com cansaço, dores e tudo mais :-)

    Pintura: Patty Gail

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    Coisinhas simples da vida…

    Denise | Me myself and I,Sweet Home | Sunday, 27 August 2006

    Da esquerda para direita, de cima pra baixo:

    1. Quadrinho do meu banheiro. Era um cartão “vintage” que comprei em Estocolmo por menos de um dolar :-)

    2. Cartõezinhos de Dia das Mães feito por Bia quando era beeeeeem pequenininha.

    3. Painel de tecido na parede do corredor.

    4. Com um colar lindo de morrer, presente de uma amiga queridíssima que escreveu: “O colar é de sementes da Amazônia, foi comprado em Belém. As pedras redondas maiores são sementes de Seringueira, a arvore da borracha, que foi a riqueza do Brasil de 1879 a 1912. O lindo pendente branco é feito de sementes de Jarina, o marfim vegetal… É uma eco-joia da Amazônia, exótica e politicamente correta, tudo a ver com a Denise!”

    5. Meu presente de aniversário pra Ted, An Inconvenient Truth, que anda apavorado com o global warming, desde que assistimos ao filme do Al Gore (ainda vou escrever sobre isso!)

    6. Quatro lencinhos de cabelo que comprei em uma super promoção por 5 dólares cada :-) já disse que adoooooooooooooro promoções!

    7. Ímã da geladeira.

    8. Buda deitado, com foto minha, meu irmão e minha mãe ao fundo.

    9. Nossa caixinha de pennies (1 centavo).

    10. Lampião e Maria Bonita.

    11. Com o livro, sobre o qual falei no post aí abaixo, O Mundo Assombrado pelos Deomônios – A Ciência Vista como Uma Cela no Escuro… “é uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana… para aqueles que vivem bombardeados, diariamente, pelos fenômenos ‘fantásticos’ da vida, esse livro funciona como um tratamento de desintoxicação”. Percebam que há décadas não vou à manicure ;-)

    12. Meu marcador de livro de metal, presente de Ted, anos atrás. Buda e Carl Sagan,

    E que tal a gente fazer uma brincadeira com imagens agora?

    Cada um(a) pooderia fotografar coisinhas que fazem parte do seu cotidiano. Podem ser livros, dvds, colares, óculos, enfeites, plantinhas, copos, xíxaras, qualquer tranqueira (material) que faça parte da sua vida…

    Quem fizer o post, basta deixar um recado aqui e eu faço uma lista de todo mundo, pra gente espiar as “coisinhas” de vocês, OK?

    Vejam as coisinhas de:

  • Melissa (Suécia)
  • Olivia
  • Regina
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    8 coisinhas sobre mim

    Denise | Listinhas | Saturday, 26 August 2006

    grignani.jpgFui convocada, pela querida Adri Amaral, a falar sobre oito coisinhas sobre mim. Já falei tanto, que nem sei mais o que vocês não sabem, então, correndo o risco de ser repetitiva, aqui vai:

    1. Não sei dirigir carro, nem andar de bicicleta, nem de patins, nem de skate, nem sei surfar ou nadar (me viro num nado cachorrinho, mas nadar de verdade, nadica…). Mas, nem ligo, sei fazer outras coisas muito bem ;-)

    2. Eu ADORO a breguíssima La Mia Storia Tra Le Dita, com Gianluca Grignani (foto). E não foi depois que a Ana Carolina gravou, nem é folclore não. Gosto de verdade, pra horror de Bia :-)

    3. Nunca tomei café na vida, como diz minha mãe “de amargo, basta a vida”. Ainda assim estou me esforçando pra gostar de chá verde.

    4. Só tentei fumar uma vez, aos 20 anos, casada com um fumante, comprei uma carteira de “Charm” com um objetivo bem óbvio. Detestei, nunca fumei cigarros.

    5. Não gosto do tipo de homem jovem, de cabelo grande, bronzeado e sarado (assim como o Gianluca Grignani). Gosto de homens cheinhos, de óculos, carecas, grisalhos e de barba ;-) nos anos 80, meu preferido era Umberto Eco. Sorte de Ted.

    6. Canto muito, muito, muito mal… evito até o famoso “parabéns pra você”…

    7. Hoje em dia, leio mais não-ficção que romances e contos. Adoro todos livros de Oliver Sacks (que aliás, também faz o meu tipo) e outros livros relacionados à neurologia. Quando leio ficção, prefiro os clássicos, de “pelo menos 30 anos atrás”. Último livro de ficção que li foi Delta de Vênus de Anais Nin. Estou re-lendo O Mundo Assombrado pelos Demônios, inspirada pelo papo com a Maffalda.

    8. Nunca tive vontade de escrever uma obra de ficção. Cometi uns poemas na adolescência, pra nunca mais. Não tenho a pretensão de ser escritora, escrevo porque preciso me comunicar, e só!

    Quem também falou das suas coisinhas:

  • Beth
  • Claudia
  • Cynthia
  • Edelize
  • Flavinha
  • Maffalda.
  • Regina
  • Telma
  • Vanessa

    Todo o mundo é convidado a fazer a sua listinha com oito coisas sobre você e, quem fizer, deixa uma mensagem aqui e eu acrescento seu nome à lista, OK? Quem não tiver blog, pode deixar a lista aqui mesmo, na página de comentários. Vou adorar saber mais de vocês!

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    Asdrúbal Trouxe o Trombone

    Denise | Anos 80,Literatura,MPB,Música,Vídeo | Saturday, 26 August 2006

    asdrubal1.jpg
    Xarabovalha – Parte 1

    “O que tem de engraçado em paz, amor e compreensão?”
    Elvis Costello

    Entre os meus 15 e 17 anos, vivi a minha fase hippie olindense. Usava sapatinho de crochê com lantejoulas bordadas, pintava minhas sapatilhas com luas, arco-íris e estrelas. Tinha uma cabeleira enorme, fazia lindas tranças no cabelo entrelaçadas com fitas de cetim rosa e azul bebê, ou amarrava uma fita branca no cabelo e vestia roupinhas de chita colorida. Frequentava os shows de Don Tronxo e Ave Sangria no quintal do Centro Luis Freire, que era nosso Woodstock. E, claro, fazia teatro com minha querida amiga Verônica.

    Além de Augusto Boal e seu Teatro do Oprimido, eu ADORAVA o Asdrúbal Trouxe o Trombone. Até assisti “A Farra da Terra”, quando eles foram ao Recife. Adorava aquele espírito comunitário, de compartilhar tudo, ver a vida colorida, muita paz e amor…

    O Asdrúbal era uma cooperativa de atores super-hippie que foi criada em 74 e tinha artistas como Regina Casé, Hamilton Vaz Pereira, Luis Fernado Guimarães, Perfeito Fortuna, Nina de Pádua, Evandro Mesquita e Patricia Travassos.

    asdrubal2.jpg

    Xarabovalha – Parte 2

    Numa época de repressão braba, por causa da ditadura militar, quando a arte era pesada e triste, o Asdrúbal trouxe alegria pra garotada e era considerado um grupo de “porra-loucas alienados”. Mas, como se dizia na época, “fez a cabeça” de muitos jovens, cansados de tanta dor.

    Mas nada dura pra sempre e, mais ou menos aos 18, 19 anos entrei na “new wave” e passei a desprezar profundamente tudo que fizesse referência ao movimento hippie. Durante muitos anos tive horror a Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Joe Cocker. Asdrúbal, então, nem pensar… eu acho que é sempre assim, né? a garotada mais descolada, hoje, também detesta o Nirvana, mas cultua o The Doors, que está mais distante.

    A gente se rebela pelo movimento cultural que acabou de passar, mas está mais próximo da gente. Quase como uma representação cultural da rebeldia em casa, com pai e mãe. Vai ver é necessário que seja assim, para que surjam novos movimentos. Enfim, como eu era uma jovenzinha rebelde, em casa e na música, comecei a fazer a linha “kill the hippies”.

    Muitos anos depois, distanciada disso tudo e menos rebelde (pelo menos em relação à geração anterior :-) estou voltando a ver com outros olhos as coisas que eu gostava tanto na minha fase pré-Smiths.

    asdrubal.jpgNo natal passado, meu irmão me deu o livro “Asdrúbal Trouxe o Trombone: Memórias de uma Trupe Solitária de Comediantes que Abalou os Anos 70″. Lindo. Lindo. Lindo.

    Eu sempre gostei de tudo que a autora Heloisa Buarque de Holanda escreve e nesse livro ela tem a matéria prima perfeita pra uma leitura agradável, com uma bela programação visual, cheia de fotografias (apesar de que algumas páginas com papel muito escuro ficam ruins de ler).

    O livro vem com um DVD, que é um documentário feito pelo grupo na época. É delicioso, com cenas das peças de teatro costuradas com depoismentos dos atores bem novinhos e ingênuos. Imperdível.

    Digitalizei o vídeo e vou deixar à disposição de vocês por um período curto, apenas pra vocês se deliciarem um pouco. Quem não pode pagar os 49 reais pra comprar o livro, pelo menos terá a oportunidade de ver o grupo em ação.

    Quem tiver as 49 pilas (como se dizia na época), não deixe de adquiri-lo, antes que saia de catálogo. Em 10 anos, esse livro será uma raridade preciosa e parte importante da história cultural brasileira.

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    Mais de 4.000 em um dia!

    Denise | Blogosfera | Saturday, 26 August 2006

    quadro_sitemeter.jpg

    Não sei o que aconteceu ontem. O blog tem mantido uma média de 2500 visitas diárias, o máximo tinha sido 2.800. Ontem, uma sexta-feira, que é um dia de poucas visitas, tivemos mais de 4.000 pessoas entrando no blog, num único dia!

    Talvez tenha tido algum link pra cá em algum site muito visitado, mas as visitas continuavam vindo, como sempre, cerca de 90% do Google… estranho. Mas, claro, é sempre bom ter mais gente visitando nossa pracinha e são tod@s bem vind@s.

    Infelizmente, também aumentam os comentários estapafúrdios, que estou decidida a não permitir aqui no meu blog, de jeito nenhum. Já vi blogs com caixas de comentário que são um horror, uma completa baixaria. Aqui não.

    Portanto, sejam tod@s muito bem vind@s, mas é pra se comportar direitinho. Pode discordar e argumentar contra Lula, contra meu gosto musical ou cinematográfico ou seja lá o que for. Mas sempre com classe, escreveu grosseria, eu apago.

    ps.: A Maria explicou direitinho o que aconteceu, agora faz todo sentido. O motivo para esse aumento descomunal de visitas em um dia foi a divulgação do caso da menininha austríaca que passou oito anos sequestrada e sofria de Síndrome de Estocolmo.

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    O Orkut vai fechar?

    Denise | Orkut | Friday, 25 August 2006

    Orkut

    Li, hoje de manhã, na Folha de São Paulo, que o Orkut, site de relacionamentos virtuais que é mantido pelo Google, pode fechar suas atividades no Brasil ou pelo menos limitar o acesso de internautas brasileiros.

    Isso pode acontecer, se não for possível controlar os excessos dos usuários brasileiros ou não se chegar a um acordo com a Justiça do país.

    “O Orkut está envolvido num imbróglio jurídico há alguns meses. O procurador da República Sérgio Suiama, do Ministério Público Federal, investiga crimes que teriam sido praticados no ambiente ou por intermédio do site desde 2003.

    Até hoje, foram abertos 52 pedidos de queda de sigilo, na maioria casos de pedofilia e de crimes de racismo e ódio. Desde que o Google abriu um escritório no Brasil, no ano passado, Suiama afirma tentar negociar o fornecimento de dados para a identificação dos autores das comunidades criminosas.

    Na terça, o Ministério Público entrou com ação civil para obrigar o Google Brasil a pagar multa de R$ 200 mil por dia por caso não cumprido, indenização por danos morais já causados de R$ 130 milhões, ou 1% do faturamento da receita do grupo em 2005, e, em último caso, fechamento da filial. A alegação é que a empresa descumpre seguidamente decisões da Justiça.

    A Google Inc. diz que cumpriu todos os pedidos endereçados corretamente até hoje. A Folha apurou ainda que a empresa reluta em ceder dados de seus usuários, a não ser em acordo com a Justiça dos EUA, por temer que esses possam ter uso político. Precedentes citados são os de autoridades chinesas e iranianas, que já exigiram informações de dissidentes dos respectivos regimes.

    Na terça ainda, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) entregou à Embaixada dos Estados Unidos um relatório com denúncias de crimes de pornografia infantil e pedofilia supostamente cometidos no Orkut. O documento foi preparado pela Safernet, ONG que recebeu, de 30 de janeiro a 26 de abril, 34.715 denúncias de pornografia infantil no site de relacionamentos.

    O Orkut era um projeto do turco naturalizado norte-americano Orkut Büyükkökten, que foi vendido ao Google assim que explodiu nos EUA, na mesma época em que outros do mesmo tipo, como o MySpace, com o tempo, o Google foi sendo tomado pelos brasileiros que acabaram empurrando os americanos pra fora e hoje os brazucas são maioria absoluta.”

    OrkutEu acho que o o Ministério Público está certíssimo. O que se faz em nome do anonimato e liberdade de expressão na internet é de arrepiar. Soube de casos de perseguição e até já usaram uma foto minha pra criar uma nova persona! pode?! aliás, nem sei a quantas anda essa história e o que “eu” ando aprontando por lá… alguém sabe dizer alguma coisa?

    Pelo menos nunca esbarrei em pedofilia, mas já vi comunidades racistas nojentas e que me deixaram revoltada. Essas devem ser punidas como qualquer outro caso de discriminação racial que acontece ali na esquina.

    Eu e o Orkut

    Eu tive minha fase de revolta contra o Orkut, mas decobri que, como tudo na vida, é só aprender a lidar com ele. Nunca me preocupei tanto com privacidade, porque não tem nada lá que não tenha aqui e não tem nada que eu ache que vá me causar nenhum dano, mas cansei das brigas nas comunidades.

    Parece que as pessoas já entram nelas com uma postura belicosa, como se fosse o espaço para desabafar suas neuroses. Deve ser coisa de quem não tem peito pra brigar no mundo real e despeja seus ódios por lá. Simplesmente, sumi das que me incomodavam mais.

    Da última vez que tive um problema, foi quando escrevi sobre aspartame, numa comunidade sobre fibromialgia e uma senhora escreveu “revoltada” por causa de um link que coloquei e que, segundo ela, não parecia sério. Ao invés de brigar, fui bem clara: “não entendi o motivo de tanta agressividade, não sou acostumada a discutir nada nesse tom, vamos conversar sem ironias e aí chegamos, civilizadamente a conclusões.” Ponto.

    E assim vou levando… fora isso, eu adoro o Orkut, porque me coloca em contato com pessoas que eu conhecia há 15, 20 anos. Amig@s de escola, de faculdade. Além dos novos amigos. Infelizmente, não tenho tempo pra responder a maioria dos “scraps”, que são muitos e, claro, deleto e bloqueio a pessoa que me enviou spam, propaganda ou aqueles peixinhos, estrelinha, florzinha…

    O que eu mais adoro, e visito todo dia, é a comunidade do blog é sensacional, tem 200 pessoas e eu adoro ler os tópicos que são como “Há quanto tempo você visita o blog?”, “Como vocês chegaram lá no blog, pela primeira vez?”, “Por que vocês lêem o ‘Síndrome’?”, é muito interessante!

    Na verdade, quando se consegue manter o nível, acho que as comunidades são ferramentas maravilhosas, especialmente se se tem um objetivo ou uma questão comum. O nosso Grupo Virtual de Amamentação é mais um exemplo de excelente nível de troca de idéias entre quase 6.000 pessoas.

    Enfim, estou torcendo para chegarem a um acordo, porque acho que vai ser uma pena perder esse espaço que tems ervido para reunir tanta gente, por causa de uns cretinos criminosos!

    Orkut

    Esclarecendo:

    Não é que o Ministério Público quer fechar o Orkut no Brasil, mas está colocando essa possibilidade como forma de pressionar a empresa a cumprir as leis brasileiras. E o Google está ameaçando fechar seus acesso no Brasil, se continuar sendo cobrada em relação ao fornecimento de dados necessários às investigações para chegar aos pedófilos.

    Estamos vendo uma situação que é prato cheio pr@s advogad@s que se especializam em casos na internet. A empresa que tem uma atuação predominante no Brasil, inclusive abriu um escritório no país, se nega a aceitar as nossas leis, porque vê uma brecha pra isso.

    Além disso, uma empresa americana desconsiderar as decisões da Justiça brasileira é de uma arrogância e desrespeito que devem ser punidos, sim.

    Sou muito cismada com esses meios que se acham acima do bem e do mal. Se a polícia está investigando um homem e tem dados que indicam que ele pode ser um pedófilo, vai até @ juiz(a) e pede autorização para que seja instalada uma escuta em seu telefone. Ou as empresas de celulares precisam entregar todas as ligações feitas pela criatura. Tudo isso é legal. Agora porque cargas d’agua com o Orkut deve ser diferente???

    Na minha opinião, tem mais é que abrir os dados, sim, senão está compactuando com o crime.

    E sobre a “liberdade de expressão”, claro que não sou contra! mas acho que essa liberdade não significa impunidade. Ok, você pode falar o que quiser, fazer o que quiser… e assumir as consequências do seus atos.

    Quer promover a pedofilia? vai lá e cria sua comunidade e nós temos o direito de ter mecanismos sociais que nos protejam contra o crime que você está cometendo. Simples assim. O que não dá é para vermos crianças indefesas correndo riscos por causa da retórica da “liberdade de expressão”. Come on…

    Leia mais:

  • “Cumprimos as ordens judiciais”, diz diretora jurídica do Google
  • Direitos Humanos denuncia Orkut ao Congresso dos EUA
  • Safernet – Brasil
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    Loucura pouca é bobagem

    Denise | Celebridades | Friday, 25 August 2006

    Sei que hoje estou extremamente profícua, mas preciso fazer mais esse post sobre as nossas celebridades americanas, que está virando tradição das sextas-feiras… só pra desopilar:

    Tom Cruise é “demitido” por causa do seu comportamento freak

    Tom CruiseComo todo mundo já sabe, Tom Cruise está ficando cada vez mais maluco. Ou, vai ver que sempre foi e a Nicole conseguia mantê-lo sob controle.

    Andou brigando com Brooke Shields por causa do uso de anti-depressivos na depressão pós-parto; pulou no sofá de Oprah, querendo convencer o mundo que tá apaixonado pela Katie Holmes, com a qual, por sinal, tem uma relação estranhíssima e a moça parece mais uma prisioneira que uma namorada; a filha nasceu, mas ninguém viu e, mais recentemente, o jogador de beiseball Joe DiMaggio, disse que tinha medo dele, que o Cruise é um “stalker”, o perseguindo pelos restaurantes de Malibu.

    Ontem, a Paramount Pictures divulgou uma nota dizendo que os estúdios não vão mais renovar o contrato com ele, por causa do seu comportamento inadequado.

    Segundo Sumner Redstone, presidente da Viacom Inc., ligada à Paramount, com esse comportamento bizarro, Cruise cometeu um “suicídio criativo” que custou à empresa cerca de $150 milhões, com o fracasso do seu último filme “Missão: Impossível III”.

    Cruise pulando no sofáAinda que eu ache questionável a intromissão dos estúdios na vida privada dos artistas, faz sentido uma interferência quando isso está prejudicando seu trabalho.

    Há algumas semanas, foi a vez da Lindsay Lohan (figura sobre a qual nunca tinha ouvido falar nada, antes de vir morar aqui, mas é uma das mais badaladas dessas bandas) receber uma reprimenda pública do produtor do seu novo filme.

    Ele divulgou uma carta onde dizia que ela estava agindo como uma garota mimada, indo a festas todas noites e chegando atrasada nas gravações e se não fosse trabalhar no dia seguinte, seria demitida.

    A vantagem é puxar esse povo pra realidade. Nunca gostei do Tom Cruise, acho que ele é, como Mel Gibson, cafoninha e enjoado. E agora, também maluco.

    Claro que ele não vai ter dificuldade em fazer filmes com outros estúdios e vai continuar zilionário e pulando pelos sofás da vida. Mas foi uma humilhação pública bem merecida.

    Fonte: Tom Cruise’s star likely to shine on 0 Yahoo News

    Fotos: (1) Capa da Time Magazine e (2) bonequinho que está sendo vendido, por aqui, com Tom Cruise pulando em um sofá…

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    Super-Márcia

    Denise | Amig@s | Friday, 25 August 2006

    marcinha_niver.jpgJá que eu falei das “alma sebosa” (como se diz em Recife), alguns posts abaixo, agora vou falar do lado bom da blogosfera que é encontrar pessoas maravilhosas que, de outra forma, não teríamos conhecido.

    A Marcinha é uma delas. Gente, a Marcinha não existe. Ela é de uma integridade, decência, gentileza, bom humor, generosidade que são raros hoje em dia.

    Vagando pela blogosfera, a gente esbarra umas com as outras e nunca vi a Márcia, em lugar nenhum, dizendo nenhuma indelicadeza. Estamos em listas de discussões juntas e fazemos parte da confraria Mulher Mistério. Se todas fôssemos como ela, teria muito menos confusão na blogoseira.

    Bom, hoje é o aniversário dessa fã do Smiths e The Cure (como eu) e só posso desejar muitas, muitas felicidades, paz, amor, tudo de bom e deixo a música e o vídeo do dia, especialmente pra ela.

    Ah… ia esquecendo, além de tudo isso, a Márcia escreve bem pra caramba, tem um blog, Namastê, quw tento ler todos os dias – morro de rir com suas crônicas – e vai até fazer parte de um livro de contos, que será lançado no próximo mês.

    Parabéns por tudo isso, Marcinha!

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