Abuso infantil?

Eu assino a revista American Photo e, a edição desse mês veio com uma matéria sobre a controversa série de fotos da canadense (que cresceu em Detroit, USA) Jill Greenberg.
Ela fotografa crianças menores de três anos em situações de estresse, aos prantos. As fotos são lindíssimas, mas a questão é… até que ponto podemos ir pela arte e beleza? não é cruel fazer essas crianças sofrerem e chorarem, propositalmente?
Ela se defende dizendo que apenas oferece um pirulito, depois toma e afirma que isso não vai causar nenhum trauma na criança, o que pode ser verdade.
Aliás, numa carta ao blogueiro que acusa a fotógrafa de abuso infantil, o marido dela lembra que essa é uma prática comum nas agências de publicidade… isso é abuso infantil ou não? você deixaria um filho participar de uma série de fotos como essa?
Eu sou uma mãe de coração muito mole, por nada no mundo gostaria de ver uma lagrimazinha nos olhos da minha filha, nem pela bela foto, nem pela fama, nem pelo cachê.
Atualização:
Eu deveria ter explicado que uma das crianças é a filha da fotógrafa, outras são filhos de amigos dela e mais algumas de agências de modelo, como a Ford. “crianças de agência não são muito caras – não tão caras quanto os macacos, por exemplo”, afirma Jill Greenberg, cuja série anterior era sobre esses animais. Infeliz comentário, no meio de tanta polêmica, hein, Jill? hehehehe…
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Sobre como fez as crianças chorar, ela diz:
“na maioria das vezes era dando alguma coisa, um pirulito, e tomando de volta. Algumas simplesmente choravam sem nenhuma razão – minha filha fez isso; ela não gostou de ficar em pé numa caixa que eu usei como plataforma porque era um pouco oscilante. Algumas crianças simplesmente não choravam de jeito nenhum. Com todas crianças, eu trabalhei muito rápido. Nós chamávamos umas 12 crianças num dia, mais ou menos, e víamos quem nós conseguíamos fazer chorar. No fim do dia eu não estava de bom humor. Eu não gosto e fazer criança chorar”.
Eu acho as fotos, esteticamente, lindas e, Flavia F, acho que esse efeito “realista” não é somente Photoshop, isso é uma técnica de luz que tá sendo muito usada em editoriais de moda. Ela é uma fotógrafa famosa, muito bem conceituada. Pelo menos, tecnicamente.
Concordo com a Alessandra que o choro na criança é bem mais “frouxo” e as frustrações passam logo. Por outro lado, é difícil dizer o que pode ser traumático. Eu lembro de situações que pareciam corriqueiras na infância, mas que me trazem más lembranças, até hoje. Um beliscão, uma palavra mais ríspida, não é fácil saber o que fica, pela vida toda, na cabeça da gente… como comentou a Gabi.
Agora, acho que a Jill Greenberg não tem mesmo muito bom senso. Quando ela diz que algumas crianças choram “por nada”, e dá o exemplo da filha que chorou “apenas” por estar em cima de uma caixa de madeira que parecia “bambaleante”, não podia estar mais equivocada. A filha dela não chorou “por nada”, chorou por medo de cair, o que é muito diferente…
Ana Lucia lembrou que a fotógrafa afirma ter uma proposta política com as fotos:
“Eu também pensei que elas (as fotos) fazem um tipo de afirmação política sobre a situação atual de ansiedade, em que muitas pessoas estão vivendo, sobre o futuro do país. Algumas vezes eu sinto vontade de chorar por causa da caminho que as coisas estão seguindo”, disse a Jill. Right… o discurso é bacana, mas não sei se foi muito convincente dos propósitos dela, pra mim, não…
O que me impressiona mais não são nem as fotos de choro desesperado, mas as expressões de tristeza e de desconsolo, em algumas fotos, como essa última aí acima. É uma imagem de impotência e vulnerabilidade. E a questão não é nem o registro em si, mas os métodos utilizados para conseguir a foto.
Quase tod@s nós temos fotos chorando, nossas ou de nossos filhos, e são lindas porque são cheias de emoção e expressividade. Mas são feitas espontaneamente. É uma questão de respeito com a criança.
Achei essa minha, e lembro de ter visto essa foto quando era criança e ter tido muita peninha de mim
mas tenho certeza que minha mãe não me tomou nenhum brinquedo de propósito pra conseguir o registro…
Acabei de mostrar as fotos a Ted. Como americano que viveu mais de 20 anos na Suécia, ficou chocadíssimo. Disse que era totalmente “unethical” e que não existiria nenhuma chance de uma foto dessa ser feita na Suécia. Ficou indignado porque, se alguém fizesse algo do tipo como uma experiência, na área científica, seria crucificado…
Eu não acho que chega a ser um “abuso infantil” ou que a coisa seja tão dramática, mas acho que é um desrespeito, humilhação e exposição da criança. Jamais faria – ou deixaria alguém fazer – minha filha chorar, intencionalmente, por nada nesse mundo.
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Ia escrever sobre a campanha lançada em Camarões, para desestimular a prática do 

























Também andei muito sozinha pelas ruas, tentei conversar com gente, me perdi várias vezes nas ruazinhas minúsculas, mas nunca me senti ameaçada. Sem falar que, quase ninguém fala inglês… hehehehe… é tudo uma comunicação gestual 

“Water” não é um filme revolucionário em sua linguagem, mas é uma história muito bem contada e extremamente comovente. Ao acabar, precisei de uns bons minutos sentadinha no escuro do cinema, pra me recompor e tentar dissipar aquele nó na garganta.
Aos poucos, vamos conhecendo as mulheres com quem Chuyia deverá conviver. A velhinha (foto)que está na casa desde os sete anos e cujo único sonho é comer, novamente, os docinhos que provou na sua festa de casamento (o marido morreu um mês depois). Shakuntala, a mulher de meia idade, esperta, inteligente e que sofre ao perceber que está envelhecendo e está sempre dividida entre a revolta pela sua situação e o medo por não se comportar como deveria.


Nessa linda cena do filme, as mulheres estão celebrando o 








Quando mudei pros EUA, achei que tinha chegado ao paraíso das comidinhas diet. Até comentei com amigas, que era uma delícia! não precisava mais me preocupar com isso. Há uns 15 anos não sei nem o que é açúcar, tudo era aspartame. Depois que Bia cresceu, até ela entrou nessa, afinal, não custava nada evitar o maldito açucar.
Eu nunca fui “natureba”. Na verdade, até ficava deslumbrada com os avanços da “tecnologia da alimentação” comentava com Ted como era fantástico poder tomar quantas Diet Coke queria, sem me sentir “culpada”. Sempre achei que, os que detestam comidinhas diet, congelados etc. estavam vivendo em outro mundo… achava que era puro preconceito…
Obs.: uma questão prática… como substituir o aspartame? eu evito, hoje, qualquer adoçante dietético. Se for mesmo obrigada, por total falta de opções e tiver Splenda, ainda uso, mas sei que também tem contra-indicações. O açúcar, como bem lembrou a Juliana, também faz mal, especialmente refinado. Eu acho que a melhor opção ainda é a stevia, que é o produto mais saudável. Estou curiosa pra ver se suspender os adoçantes diet vai aumentar meu peso. Desconfio que não.
“As únicas pessoas que me interessam são as loucas, aquelas que são loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas; as que desejam tudo ao mesmo tempo. As que nunca bocejam ou dizem algo desinteressante, mas que queimam e brilham, brilham, brilham como luminosos fogos de artifícios cruzando o céu.”
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