Translate to English

 RSS

      Blogs Feministas
  • A Barata
  • A Cascuda
  • A Moça do Sonho
  • À quatre pas d'ici
  • Alecrim e Sufoco Atmosférico
  • Aleitamento Materno Solidário
  • Aquelah Deborah
  • Arlequina
  • Arranque Meus Olhos
  • As Agruras e As Delícias
  • Babi Lopes
  • Bad Movie Scene
  • Beauvoir au jour le jour
  • Bidê Brasil
  • Bittersweet
  • Blog Blue Jeans
  • Blog da Glória
  • Borboletas nos Olhos
  • Bruna Provazi
  • Café Velho
  • Camaleônica
  • Caminhar
  • Caroline Bernardo
  • Casa da Gabi
  • Casa da Mulher Oito de Março
  • Chá-tice
  • Clarice Maia
  • Clibing The Clouds
  • Coffee, clear heels and random thoughts
  • Como Assim?!
  • Consciência Feminista
  • Contrabandist@s de Peluche
  • Contracultura
  • Conversa de Psicólogo
  • Cynthia Semiramis
  • Da Cerejeira
  • Desautoria
  • Dialógico
  • Diversão sem Culpa
  • Educação à Distância
  • Em Construção
  • Escreva Lola Escreva
  • Escrito em Ametista
  • Espaço B.
  • Esse Tal Climatério
  • Estou Puta!
  • Explorando Escrevendo
  • Foi Feito Pra Isso
  • Garota Coca-Cola
  • Garrafa ao Mar
  • Groselha News
  • Histórias de Menina
  • Humor Pelas Palavras
  • Inquietudes Na Maresia
  • Krasis
  • Lado D.
  • Lia de Lua
  • Lucy, La Feminista
  • Mana Mani
  • Mandinga
  • Maria Frô
  • Mary W.
  • Matizes Femininas
  • Menina de Sardas
  • Meu Jardim de Interesses
  • Meus Alfarrábios
  • Mulher Alternativa
  • Mulher Pós-Moderna
  • Mulheres em Letras
  • Mulheres Públicas
  • Nails Freak
  • Nelumbo Nucífera
  • Nem Tão Óbvio Assim
  • Nós
  • O Mundo Enlouqueceu
  • O Poeta de Ramelin
  • O Prazer do Texto
  • Ou Barbárie
  • Paisagem Estirpada
  • Paisagem Estripada
  • Para Variar, Variando
  • Pensamentos Desconexos
  • Pimenta com Limão
  • Pin Ups
  • Polivalência
  • Ponto de Fuga
  • Quem Mandou Nascer Mulher?
  • Quem o Machismo Matou Hoje?
  • Reino da Almofada
  • Reload
  • Roupas no Varal
  • Saiwalô
  • Se o poeta pra viver
  • Sem Açúcar
  • SexoAchoLegal.com
  • Solidaliberdade
  • Tempestade e Paixão
  • Tereza Não Existe
  • Todas Nós
  • Tutto Petit
  • Urbanamente
  • Who The Hell is Cely?
    • META

    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Como colocar slides de fotos em seu blog ou mandar por email!

    Denise | Dicas da Blogosfera | Sunday, 21 May 2006

    Primeiro eu vi esses sildes no blog da Claudinha, depois na Grace e achei muito bonitinho. Não posso colocar um slide fixo no template do meu blog porque já é muito pesado com muitas fotos e links, iria demorar ainda mais pra abrir, mas acho que é uma forma interessante para mostrar fotos, de vez em quando.

    É tudo super simples e achei que muita gente gostaria de usar, então, resolvi fazer dois “tutoriaizinhos”, guias pra que vocês possam usar esse recurso nos seus blogs.

    Existem várias opções, mas vou explicar como usar duas ferramentas:

    Slide.com

    Primeiro, você vai pra página do Slide.com. Aí clica em “Make a Slide Show” e vai abrir essa página:

    tutorial_slide_1.jpg

    Você clica em Browse e vai carregando as suas fotos, para o slide, clicando em “upload”.

    tutorial_slide_1b.jpg

    Elas vão entrando, como está na foto acima, abaixo desses retângulos vermelho e verde e essa será a ordem de entrada no seu slide. Se quiser mudar essa ordem, basta apenas apontar pra foto, clicando no botão esquerdo do mouse, segurando e arrastando para onde quiser.

    Nesse quadro branco com moldura azul clarinha, que fica nessa mesma página, à direita, você pode customizar o slide, escolher cor para o título da foto e background e decidir se vai ser como o que eu botei nessa página (sliding) ou se as fotos serão trocadas através de um “fading” ou outras opções.

    Quando tudo estiver escolhido, fotos e customização. Basta clicar no botão verde, onde está escrito “I’m Done”.

    Se você ainda não tiver feito nenhum slide com eles, vai aparecer outra janela onde está escrito “Almost Done!” e onde você deve colcocar seu email e escolher uma senha, depois clicar em “sign up”. A próxima janela será a seguinte:

    tutorial_slide_3.jpg

    Aqui, você poderá mudar o tamanho do slide, clicando em “change size”, que fica à esquerda, embaixo. Vai abrir uma meia janela que tem a opção:

    tutorial_slide_4.jpg

    Você pode escolher entre as três opções oferecidas ou usar a medida que quiser, lembrando que “widht” é largura e “height” é altura. Como esse slide que eu fiz aí acima tem como medida padrão 700 X 220 e ia ficar muito grande no meu post, eu fiz uma regrinha de três básica e mudei pra 400X142. Escolhido o tamanho, clique em “update” depois em “Edit this Slide Show” e em “I’m Done”, novamente.

    Para colocar o slide em seu blog, onde está escrito: “… Or copy this code (click below and press Ctrl+C):” tem um código. Basta, copiar esse código e colar em um novo post ou no seu template.

    Se não tiver blog ou site e quiser fazer o slide e mandar pros amigos ou familiares, basta clicar na opção “Email to Friends” que também está disponível do lado esquerdo da tela.

    Se quiser fazer outro slide, outro dia, basta ir pra página do slide.com, clicar em “sign in” (que está lá no topo do site), botar seu login e senha e entrar na sua página de slides, onde todos que você fizer estarão “guardados.” Existem muitos outros recursos que você pode ir pesquisando e aprendendo aos poucos.

    ImageShack®

    Esse é ainda mais fácil.

    Indo pro site dessa ferramenta, a primeira página tem essas opções:

    tutorial_slide_5.jpg

    Você pode escolher suas fotos no seu próprio computador, clicando em “file” e browse, pode dar um link da foto em algum site ou pode usar a opção de puxar suas fotos diretamente do Flickr.

    Digamos que você vai puxar a foto do seu computador. Aí você escolhe a foto, o tamanho que quer colocar, dá um título, escolhe o efeito de entrada e saída das fotos e o background (cor de fundo). Depois clica em “Add slide”.

    Aí entra nessa página abaixo, onde você vai vendo as fotos que vão entrando e, quando terminar de puxar todas as fotos que você quer ver no slideshow, clique em “Finish slideshow”. Não clique ai enquanto não tiver todas as fotos escolhidas, porque não tem como re-editar. Veja abaixo:

    tutorial_slide_6.jpg

    Quando terminar tudo e clicar em “Finish slideshow”, vai entrar essa página:

    tutorial_slide_7.jpg

    Se você não tiver blog, pode copiar o código que está na caixinha de cima, ao lado de “Permanent link” e colar em emails pra quem você quiser mandar o slide. As fotos não vão por email, você está apenas mandando um link para que sejam vistas.

    Para quem tem blog ou site, veja uma caixinha onde está escrito do lado direito: “HTML code to use in web pages”, você copia o código que está nessa caixinha e voilá! basta colar no seu post ou template!!!

    Fácil, né? se alguém fizer seu slide, dá uma passadinha aqui pra me avisar e eu vou lá ver :-) Boa sorte!

    Dica importante: antes de puxar as fotos pro seu slide, as diminua em um editor de imagem, para evitar que o carregamento das fotos fique pesado e o seu blog demore muito pra abrir. Um bom editor de imagens, pequeno, básico e gratuito é o IrfanView.

    Meu slide: Fotos das esculturas da Galeria Nacional de Arte, aqui em Washington, DC.

    Se gostar, compartilhe:

    Mais uma dica – Como colocar suas fotos nas tabelinhas…

    Denise | Dicas da Blogosfera | Sunday, 21 May 2006

    floresdasandroca.jpgVárias pessoas me perguntaram como fazer essas tabelinhas de fotos, que eu posto, de vez em quando. Eu uso o Dreamweaver e fica complicado pra algumas pessoas que não têm o programa.

    Então, acabei de achar no blog da Sandroca, de Israel, uma super dica… o TABBLO, que é um site onde vocês podem colocar suas fotos e criar tabelinhas pra botar nos blogs.

    Só não dá pra fazer um tutorial, porque já deu uma trabalheira fazer esse aí acima, e agora tô cansadésima… mas é facinho…

    E essas fotos, maravilhosas, a Sandroca tirou em Israel e eu surrupiei do Piccolomondo.

    E uma boa notícia:

    Gente, a BethS, do Tudo Pode Acontecer voltou! estamos muito feliz, porque já estavamos morrendo de saudades dela! benvinda, queridíssima!!! eu e a Sandroca mandamos essas flores pra você!!!

    Se gostar, compartilhe:

    Movimento de Mulheres Lésbicas como Sujeito Político:
    Poder e Democracia

    Denise | GLBTS | Sunday, 21 May 2006

    gertrude_alice.jpgAcaba hoje, domingo, o VI Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), que aconteceu Recife. O objetivo do evento foi discutir as políticas e intervenções propostas pelos movimentos sociais e adotadas pelos governos municipais, estaduais e federais com relação ao lesbianismo.

    Participaram cerca de 300 de movimentos sociais, além de representantes governamentais, debatendo a saúde das lésbicas, discriminação racial e lesbianidade e a participação das lésbicas enquanto sujeito político na sociedade.

    Na sexta foi feita a I Caminhada de Mulheres Lésbicas e Simpatizantes de Pernambuco, na Avenida Conde da Boa Vista. Minha mãe disse que a mulherada chocou o povo, aos beijos e abraços… como o povo ainda se choca com uma coisa dessas, hein?!

    A situação das lésbicas é ainda pior que dos gays masculinos que muita gente acha charmoso e divertido. Quem é “descolado” ainda gosta das “lesbian chics”, jovenzinhas lindas e muito bem produzidas, mas difícil é o povo compreender a lésbica como ela é fora das telinhas de cinema, sem glamour e com seus problemas, como todas nós.

    Aí, ela sofre preconceitos três vezes mais, por ser mulher, por ser lésbica e por se comportar e se vestir de uma forma que a sociedade não consegue aceitar. Se for negra, sofre mais ainda. Aí a sociedade prefere que ela fique, mesmo, invisível…

    Leia mais:

    Mulheres dizem não à invisibilidade lésbica

    Foto: as escritoras Gertrude Stein e Alice B. Toklas, que viveram juntas por 40 anos.

    Se gostar, compartilhe:

    São Longuinho, me ajude!!!!!!!!!!!

    Denise | Historinhas | Saturday, 20 May 2006

    sao_longuinho.jpgEu admiro as pessoas que são bem centradas. Não sou assim, vivo com a cabeça nas nuvens e, se estou feliz, então, aí é que me desconcentro mesmo. Estou sempre perdendo tudo: o controle remoto, celular, documentos, cartões de crédito, remédios, passaportes.

    Cansei de perder carteiras de identidade, no Brasil. Dinheiro, nem se fala. Meu ex-marido costumava dizer que eu só sou viável na prática, na teoria seria impossível.

    Mas, sempre fui assim. Quando fiz 15 anos, ganhei vários colares de ouro, jóias. Era meio riponga, não dava valor nenhum a jóias e resolvi usar como bijouteria (pelo jeito a gente ainda não se preocupava tanto com ladrões, na época, pelo menos, eu não).

    No dia seguinte, tive uma aula de “educação física”, sabe-se lá porque, mas desconfio que por pura rebeldia, coloquei todos colares que eu ganhei na noite anterior, ao mesmo tempo, devia ser uns cinco, seis (naquela época a gente usava uns colares hippies assim, aos montes). Fiz a ginástica e fui tomar banho, deixei tudo no banheiro. Nunca mais vi, claro. Podem imaginar como minha mãe ficou, né?

    Já tentei fazer o que todo mundo diz: “ter lugar pra tudo”, fazer um “check list” na hora da saída, conferir se está tudo na bolsa… o diabo é que sempre estou atrasada e saio às pressas e as coisas saem do lugar e não voltam. Cansei de sair de casa e voltar porque a carteira não estava na bolsa. Aliás, trocar de bolsa é fatal, pra mim.

    Mas, até que, pra gravidade do meu quadro, São Longuinho tem me ajudado. Na Suécia, deixei a carteira, com dinheiro, cartões, tudo, numa loja. Voltei e estava lá, tudo direitinho. Outra vez, já vivendo aqui em Washington, deixei minha bolsa no trem do metrô, com tudo dentro (tenho mania de carregar todos cartões, greencard, etc.), até falei sobre isso aqui no blog, encontrei algumas estações depois. E teve mais uma vez, aqui em DC, que deixei minha câmera digital Canon EOS 20D (é uma câmera grande!) numa loja, voltei e estava lá… ou seja, eu tenho dado muito trabalho ao santo…

    Tanto que, dia desses, a Marcinha, lá no blog da Vanessa escreveu: “Denise peloamordedeus! De novo você perdeu esse cartão, ahahah! Assim nem São Longuinho aguenta “. Hehehehe… pois é, Marcinha, acho que dessa vez ele me abandonou…

    A história é a seguinte… ontem, eu estava muito, muito feliz. Encontrei Ted no metrô, fomos jantar num ótimo restaurante indiano, depois assistimos um filme, daqueles que dá vontade de aplaudir no final, Art School Confidential (depois falo nele, pra não dispesar!), do cinema, fomos pra livraria Barnes and Noble, onde comemos um cheescake divino. Sabe aquela sensação de “This is such a perfect day”? só faltava ouvir Lou Reed ao fundo…

    lifestyle.jpgEstávamos morrendo de rir, porque pedi pra Ted comprar uma revista pra mim, que estava em promoção por 25 centavos. Eu disse que não ia entrar na fila pra pagar 25 centavos, ia morrer de vergonha…

    Ele, como bom americano e prático, não só pagou, como ainda apresentou seu cartão fidelidade, pra receber 3 centavos de desconto. O caixa disse que nunca vendeu nada tão barato na loja. Fomos pro metrô morrendo de rir e eu disse que faria um post sobre isso e ia botar uma foto dele com a revista de 23 centavos…

    Eu tinha um cartão de metrô eletrônico na certeira e, como só íamos ter uma estação, e ia precisar passar o cartão na roleta, novamente, ao chegar no destino, resolvi não botar a carteira de volta na mochila, mas deixar na sacolinha da livraria, com a tal revista de 25 centavos porque era mais fácil de pegar.

    Sentamos pra esperar o metrô e eu tirei a revista, pra folhear, enquanto esperávamos. Como já era meia noite, e a gente ia andar uns 10 minutos pra chegar em casa, meu médo atávico brasileiro, me fez tirar uma grossa pulseira de ouro, que minha mãe me deu e coloquei na mochila, “só pra garantir”.. Por isso, minha atenção ficou toda voltada pra não deixar a mochila no banco.

    Além da mochila, estava segurando várias coisas, casaco, sacola, revista e, de alguma forma, a tal sacolinha com a carteira caiu no banco. Ao entrar no metrô ainda pensei “a mochila tá comigo”… só que a sacola com a carteira, não…

    talcarteira.jpgComeçou a novela para cancelar todos 5 cartões de crédito. Quando liguei pro American Express (do Brasil), a pessoa que achou a carteira já tinha usado o cartão, no metrô mesmo, pra comprar 107 dólares de passagem. Isso já me desanimou, porque mostra que foi alguém mal intencionad@ e que nunca vai devolver minha carteira :-(

    Não tinha quase nenhum dinheiro, talvez uns 10 dólares, eu sempre uso só cartão. Mas, o pior mesmo foi o greencard, que andava sempre comigo porque ainda não tirei uma ID aqui. Para tirar segunda via, não custa menos que 300 dólares. :-( Tinha também meu “social security card”, que é como um CPF, que vai ser um saco pra receber outro. Fiquei arrasada.

    A minha sorte é que Ted é ma-ra-vi-lho-so e me deu todo apoio, me acalmou. Ele mesmo, vive perdendo coisas. Já cansou de deixar casacos e livros nos aeroportos, já deixou o dinheiro no caixa eletrônico, igual a mim, perde coisas o tempo todo.

    Enfim, sabe aquela história de “yo no creo… pero…”? andei abandonando São Longuinho e juro que, se achar minha carteira ou qualquer outra coisa que eu perder, por aqui, vou dar meus três pulinhos. No mínimo, vai ser uma boa aeróbica diária…

    Leiam também:

  • Santos e entidades “achadores” de objetos perdidos
  • São Longuinho, santo “achador”
  • Coisa de gnomo ou de gente atolada?!

    Fotos: (1) “Saint Longinus”, Gian Lorenzo Bernini, 1631-38, Mármore, 450 cm de altura. Basílica de São Pedro, Vaticano; (2) a revista que custou 23 centavos mas, se não fosse ela, não teria perdido a carteira… e (3) a tal carteira que já tinha sido estrela nesse post aqui.

  • Se gostar, compartilhe:

    Coisinhas variadas…

    Denise | Me myself and I | Friday, 19 May 2006

    davinci_ian.jpgNão li o livro, nem vi o filme. Talvez veja em DVD, aqui em casa, porque Ted tá curioso, mas não me interessa muito. Tô é gostando da polêmica em torno do filme Código Da Vinci. É só o que se fala por aqui (além do cabelinho horroroso do Tom Hanks), e os cristãos estão em polvorosa. Pelo menos as entrevistas sobre ele estão dando o que pensar.

    Comentando a solicitação da Igreja Católica para que se coloque um “disclaimer” no filme, avisando que não é real, o genial ator britânico Ian McKellen (o Gandolf, do Senhor dos Anéis), numa coletiva em Cannes afirmou: “Bem, eu sempre achei que a Bíblia deveria ter um ‘disclaimer’ na frente dizendo que é uma obra de ficção.” Ouch…

    Clueless… Acabei de ver o diretor do filme Da Vinci Code dizendo, na TV, que ficou “surpreso” com as reações negativas de quem assistiu o filme, no Festival de Cannes… como assim? ele achou que esse filme ia ser sucesso em Cannes??? sem noção…

    espacamento.gif

    isqueez.jpgMeu objeto absoluto do desejo, atualmente, é esse “massageador de pernas”. Nunca tinha dado muito bola pra esses equipamentos, até que ia passando, com Bia, numa lojinha Brookstone, num shoppping center e saí testando tudo. É inacreditavelmente bom. Parece que a gente está sendo massageado por uma pessoa mesmo. Enquanto não tenho os 400 dólares pra comprar esse “brinquedinho”, encomendei esse massageador, que pode ser usado em todo canto e é divino e esse outro, apenas pra nuca, que imita toques de shiatsu e chega a ser engraçado, dá a sensação perfeita de que tem alguém apertando o pescoço. Os dois custam menos de 30 dólares e são absolutamente fantásticos! por falar nisso, vou ali receber uma massagenzinha… (Atualização: ganhei um de presente!)

    espacamento.gif

    Ganhei CD autografado do Moraes!

    cd_moraes_moreira.jpgAcabei de receber, da Pat, o novo CD autografado, do maridão dela, Moraes Moreira. ADOREI. Já tinha ouvido as músicas, que ela me mandou, mas ter o CD bonitinho e original é outra coisa, né?

    Quando ele lançou o CD, De Repente, fizemos uma promoção aqui, com sorteio de um CDs. Nesse post, do sorteio, vocês podem ouvir algumas músicas.

    De Repente tem uns tons de rap, de repente, eletrônico e frevo, numa mistura bem original. Mas, minha preferida é mesmo “Eu Gosto de Ser Baiano”. Como diz Moraes: “quem é que não gostaria?”.

    Como já disse aqui, eu AMO a Bahia. Sempre gostei muito das músicas do Moraes Moreira. Na minha adolescência era tiete, ia pros shows, pegava autórgrafo nos bastidores e tinha certeza que eu era uma das “Três Meninas do Brasil”.

    Mais sobre o Moraes, aqui no seu site oficial.

    espacamento.gif

    Tenho tido alguns problemas, por isso ando um pouco sumida da blogosfera. Fico me sentindo culpada, como se estivesse abandonando meus amigos e amigas blogueiras, mas, todos os dias, dou uma lida em alguns dos blogs que estão na minha lista, só ando sem ânimo pra comentar. Qualquer hora eu explico tudo.

    espacamento.gif

    claudinha_recife.jpgEu sou teimosa e gosto das minhas coisas muito bem feitas. Todo ano, temos uma brincadeira de amigo secreto, no natal. A maioria das pessoas se comporta direitinho mas sempre temos os que recebem seus presentes, mas acabam sem mandar os seus. Então, tentei fazer essa tabelinha pra ter uma idéia de como ficou a brincadeira do ano passado. Está incompleta, portanto, muita gente pode ter mandado seu presente e estar como “inadimplente” na lista. Por isso, quem participou, por favor, dê uma olhadinha e me ajude a organizar isso. E lembrem que sempre é tempo de mandar seu presente e as fotos com os presentes que ganharam, pra mim! Vejam as fotos do Amigo Secreto do ano passado aqui.
    Foto: Claudinha com o presente que ela ganhou do Ricky.

    espacamento.gif

    copadomundo1.jpgSei que muita gente vai ficar desapontada comigo, mas preciso confessar… gente eu DETESTO futebol e, no pacote, DETESTO a Copa do Mundo. Estou pensando em ir ao Brasil e quase comprei minha passagem entre os dias 05 e 22 de junho, quando percebi que ia estar lá em plena Copa. Deus me livre. Sei como é, para tudo, ninguém fala em mais nada, todo mundo assiste os jogos, aquele mundo de roupinhas e bandeirinhas verde-amerelo, todo mundo bebendo e se divertindo e eu achando tudo um saco… hehehehehe… deve ser algum trauma… e aproveito pra avisar que não comento posts sobre futebol e muito menos Copa do Mundo :-)

    Se gostar, compartilhe:

    Apelo do Ferréz:

    Denise | Brasil | Thursday, 18 May 2006

    terror.jpg

    ATENÇÃO
    Atenção a todos os amigos.
    apelo a todos que acompanham esse blog, que nos ajude a dizimar o que está acontecendo.
    a Policia Militar e a Policia Civil afetados com a onde de matança, estão fazendo da nossa periferia um estado prá lá de nazista, já são mais de 100 “suspeitos”assassinados, e nenhum deles é PCC .
    Só de colegas, foram mortos 4, isso pra não contar os que estão no hospital.
    nenhum deles tinha passagem, por isso apelo para que divulguem a real de que o acordo não foi feito com o povo, o povo tá morrendo, sendo baleado pelas costas, ao entregar pizza, ao voltar para casa.
    a policia covarde, treme perante o olhar do ladrão, mas mata sem dó quem está simplismente voltando para casa.
    isso é uma vergonha, e se é o trabalho deles, tá na hora dagente fazer o nosso, reagir com cidadania, mostrando que não queremos essa matança.

    LEI MARCIAL PARA POBRES INOCENTES FOI DECRETADA.

    Ferréz

    Se gostar, compartilhe:

    Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

    Denise | Diversos | Thursday, 18 May 2006

    logo_18_de_maio.gifHoje é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

    Adoraria escrever sobre isso, mas minha filhota viaja (sozinha!!!), pra Europa, em algumas horas e estamos tod@s aqui em casa naquele momento de extrema “tensão pré-viagem”.

    Bia vai passar um mês na Europa: Londres, Dublin, Estocolmo, Riga, Colônia, Berlim, Tallin e Riga. Tudo pago com o dinheirinho dela, ganho à custa de muitos dias de trabalho que, algumas vezes, chegaram a 10 horas, quase sem intervalo. Estou muito orgulhosa dela, além de, claro, super ansiosa pra que tudo dê muito certo, como vocês podem imaginar.

    Mas, outras pessoas estão escrevendo sobre o dia de hoje, não percam esses posts:

    Se você blogar sobre esse tema, deixe um recadinho aqui e eu coloco seu link, assim que puder.

    Beijos a tod@s, de uma mãe à beira de um ataque de nervos… hehehehe…

    Se gostar, compartilhe:

    Quase todas as mulheres americanas viram “pré-grávidas”

    Denise | Corpo & Saúde | Wednesday, 17 May 2006

    pre_gravida.jpgSeguindo minha série de posts sobre “mães”, deixa contar o que eu li, hoje, no Washington Post.

    O governo federal americano, acaba de divulgar uma orientação segundo a qual todas as mulheres capazes de conceber um bebê devem ser tratadas, pelo sistema de saúde, como ‘pré-grávidas’.

    A mortalidade infantil, por aqui, aumentou em 2002, pela primeira vez em 40 anos, para sete mortes por cada 1.000 nascidos vivos, e não mudou consideravelmente desde então. Problemas no parto, baixo peso ao nascer e síndrome da morte súbita são as principais causas e acredita-se que isso poderia ser evitado com cuidados para garantir uma gestação sadia e segura.

    Segundo dados do próprio governo federal, cerca de 50% das gestações não são planejadas e muitos danos podem ser causados ao feto entre a concepção e quando se descobre a gravidez. Portanto, todas as mulheres, em idade reprodutiva, a partir de agora, serão orientadas a tomar complemento de ácido fólico, evitar fumo, manter o peso ideal e controlar doenças crônicas como diabetes e asma.

    Ted, como nutricionista, sempre defendeu que se sugira o suplemento de ácido fólico, por todas as mulheres que estejam em idade reprodutiva e tendo relações sexuais.

    O ácido fólico é um derivado da vitamina B e fundamental para o desenvolvimento do feto, e está presente em alimentos como espinafre, vegetais de folhas verdes, fígado, levedo de cerveja, cenoura e gema de ovo, mas nem sempre dá pra se consumir a quantidade necessária apenas através dos alimentos. O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, recomenda o consumo de 400 mg de ácido fólico por dia.

    Fiquei meio dividida com essa decisão. Até gosto que se lembre às mulheres alguns cuidados, que são sempre bons, mesmo. Mas detesto a idéia, que me parece retrógrada e a cara do Governo Bush, de tratar todas as mulheres como “reprodutoras”, como parideiras, que devem ter seus cuidados de saúde reforçados, não por elas mesmas, mas pelo bebê.

    Uma das orientações desse “guia” é que a mulher desenvolva um “plano de saúde reprodutiva”, que descreva se e quando pretende engravidar, o que me lembrou muito as cobranças desse post aí abaixo. Como se essas perguntinhas fossem muito fáceis de responder…

    Mas, enfim, vale a lembrança de que alguns cuidados não fazem mal a ninguém e o complemento de ácido fólico realmente pode garantir uma segurança adicional para a saúde do feto. Lembrando que esse efeito de proteção é fundamental nas primeiras duas semanas da gravidez e, geralmente, é difícil saber que se está grávida nesse período.

    Outros índices de mortalidade infantil (por nascidos vivos):

    Brasil: 30.66
    Nicarágua: 30.15
    Jamaica: 12.81
    Chile: 9.05
    EUA: 7.00
    Cuba: 6.45
    Hong Kong: 2.97

    Pitaco interessante de EAU:

    “Por onde andam os homens? Por que eles não são todos considerados como “pré-inseminadores de plantão”?

    Acho uma pena que, em pleno século XXI, a saúde dos herdeiros seja encarada como responsabilidade única & exclusiva do departamento feminino da empresa.

    De acordo com alguns pesquisadores, o fumo contém mutagênicos – substâncias que podem produzir mudanças genéticas tanto no óvulo quanto no espermatozóide – de tal forma que pais fumantes aumentam a taxa de mortalidade pré-natal e infantil em função de defeitos congênitos.

    Certos problemas congênitos podem não se manifestar imediatamente, mas serão transmitidos às gerações posteriores até que um dia, sem mais nem menos, uma anomalia seja desencadada por fatores que à primeira vista não têm nenhuma relação com o cigarro do avô ou bisavô.

    Pesquisas comparando filhos e filhas de homens fumantes e não fumantes mostram que crianças geradas por homens consumidores de >20 cigarros/dia são 2 VEZES MAIS sujeitas a problemas como: lábio leporino, má-formação cardíaca, estreitamento da uretra…

    Outros estudos mostram que o risco de desenvolvimento de leucemia, linfoma e câncer no cérebro é maior em crianças cujos pais(homens) fumaram cigarros, charutos ou cachimbos no ano precedente à concepção. Fumar dobra a produção de radicais livres que por sua vez vão afetar a qualidade da produção dos “zóides”.

    Se o pai expõe a esposa grávida à fumaça passiva e persiste em fumar após o nascimento do filho, ele pode estar contribuindo para a morte de um recém-nascido ou para um câncer em idade pré-escolar.”

    Muito bem lembrado! essa é a questão! por que a responsabilidade pelo fim da mortalidade infantil deve cair, novamente, apenas nas costas das mulheres?

    DICA: Amanhã, dia 18, é o Dia Nacional de Combate à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, que tal a gente blogar sobre isso? Vejam, nesse link, a origem da data, programação pra amanhã e sugestão de legislação relacionada ao tema.

    Foto: Getty Images.

    Se gostar, compartilhe:

    Aquecimento global

    Denise | Cidadania | Monday, 15 May 2006

    seca.jpgSegundo o relatório “The climate of poverty: facts, fears and hope”, da Christian Aid, divulgado hoje, o absurdo número de 182 milhões de pessoas, na regão do Sub-Saara africano podem morrer de doenças diretamente relacionadas às mudanças climáticas, até o final do século. Muitos milhões mais, pelo mundo afora, podem morrer por causa da devastação causada por tragédias induzidas pelo clima: inundações, fome, seca e conflitos.

    Enquanto isso, no Texas, na última vez que fui lá, vi vários carrões enormes (SUV) com a ignição ligada e ninguém dentro. Ted me explicou que, por causa do calor, essas criaturas deixam o carro ligado, para manter o ar condicionado frio e vão se divertir e fazer suas compras… Não é um asburdo??? com a gasolina aumentando estupidamente queria saber se ainda fazem isso…

    Ecologia é como a história do “politicamente correto”, que ainda vou voltar a discutir aqui. Acho que houve uma super exposição, nos anos 80, virou assunto que todo mundo acha chato, coisa de radical do “greenpeace”. Só que as consequências já estão atingindo todo o mundo.

    Estão disponíveis, na Internet, algumas calculadoras para que você possa avaliar o quanto está contribuindo para as mudanças climáticas do planeta. Dê uma olhada, é bem interessante e surpreendente:

  • Ecological Footprint (opção em Português)
  • Carbon Footprint Calculator
  • Carbon Footprint calculator (apenas alguns países)
  • The CO2 Calculator
  • Safe Climate Calculator
  • Calcular Emisiones
  • Se gostar, compartilhe:

    Passeio virtual no Jardim de Esculturas do Hirshhorn Museum

    Denise | Artes Plásticas,Washington, dc | Saturday, 13 May 2006

    Da esquerda pra direita, de cima pra baixo:

    1. The Visitation – Jacob Epstein – 1926 – Bronze
    2. Six Dots Over a Mountain – Alexandre Calder – 1956 – Aço Pintado
    3. Nymph – Aristide Maillol – 1930 – Bronze
    4. Pregnant Woman – Pablo Picasso – 1950 – Bronze
    5. Young Girl in a Chair – Giacomo Manzú – 1955 – Bronze
    6. Standing Woman – Gaston Lachaise – 1952 – Bronze
    7. Subcommittee – Tony Cragg – 1991 – Aço
    8. Brushstroke – Roy Lichtenstein – 1996 – Alumínio pintado
    9. Picnic com “The Visitation” ao fundo
    10. Lunar Bird – Joan Miró – 1944 – Bronze
    11. Crouching Woman – Auguste Rodin – 1880-82 (1962) – Bronze

    Como já falei aqui, várias vezes, um dos meus maiores prazeres é visitar os museus e galerias de Washington, por isso eu adoro essa cidade. O National Mall, onde fica a maioria deles, é a minha praia.

    O Hirshhorn Museum foi reaberto há pouco tempo e foi uma linda surpresa pra mim. Passei uma tarde inteira só nos jardins, resultando em 132 fotos, que vocês podem ver aqui.

    Registrei todas as esculturas, sem exceção, com todos créditos e com destaque pro lindíssimo “The Burghers of Calais”, de Auguste Rodin. É como um passeio virtual, comigo, pelo lindo Jardim de Esculturas do Hirshhorn Museum.

    A partir desse link aqui, vocês podem clicar na primeira foto e, dela, passar para cada uma das outras, sem precisar voltar para a página principal. Espero que aproveitem!

    Se gostar, compartilhe:

    Angelina quer parto com tradições africanas

    Denise | Celebridades,Diversos | Thursday, 11 May 2006

    angezaarabrad.jpg

    A imprensa americana está enlouquecendo com a decisão de Angelina Jolie de recusar o luxo (com direito a filmagem do parto em DVD, última moda, no Brasil!) dos hospitais de Los Angeles e preferir ter seu bebê na Africa.

    É um festival de preconceitos. Uma das revistas chegou a comentar que “ter filho num país subdesenvolvido é uma loucura, um perigo pra vida da mãe e da criança”. Em outras reportagens, alegaram que parto na Africa é perigoso por causa de todas as doenças existentes na região, como AIDS, cólera… (“hellôôô!!!! o que é que o parto tem a ver com isso???” )

    Parir sempre foi e devia ser um ato absolutamente natural. A extrema medicalização no Ocidente e países industrializados faz com que engravidar e parir passe a ser uma atividade rentável e mercantilizada. Portanto, parir deixa de ser natural e vira um carnaval tecnológico, na maioria das vezes, desnecessário.

    Ainda bem que existem tentativas de mudar isso. Na Suécia, o parto é feito por parteiras, médico só aparece em último caso. Claro que muitas brasileiras, acostumadas com o “american way of life” ficam indignadas com isso…

    angelina_namibia.jpgMas, voltando à moça, cada dia eu gosto mais da Jolie. Ela afirmou que vai parir naturalmente, com parteira, acompanhada de outras mulheres, que estarão cantando com ela, usando ervas medicinais para dor, tudo de acordo com as tradições locais. Se houver algum problema, tem um hospital a cinco quilômetros do local.

    A revista Star diz que Brad Pitt está preocupado se o hospital tem condições de fazer uma cesárea e outros procedimentos cirurgicos. Francamente! o moço não parece dos mais inteligentes, mas duvido que chegue a esse ponto.

    Muita gente acha que ela só quer chamar atenção. Primeiro, acho que ela nem precisa disso, além do mais, celebridades que fazem esse tipo de ação pra chamar atenção não chegam a esses extremos.

    Vi a Angelina explicando que decidiu ter o bebê na Africa e colocar um nome africano, para que seu novo bebê não fosse tão diferente dos filhos que ela já tem, Madox e Zahara, mas tivesse, também, algum background multicultural. Ela acha que seria melhor que seu bebê não fosse “all american”, como dizem aqui. Isso é ser, de verdade, uma cidadã do mundo.

    Mais pontos pra Jolie que, numa tacada só, defende parto normal e humanizado, valoriza a sabedoria tradicional das parteiras e mostra – sem muita conversa, mas na prática – que não tem preconceito nenhum contra os países africananos. Agora, só falta aparecer amamentando :-)

    Veja também:

    Blog Parto Humanizado
    Parto do Princípio

    Filh@ é filh@

    sharon_baby.jpgNa última revista Star, a Sharon Stone deu o maior esporro na imprensa:

    “Eu adoro ser mãe, mas eu acho que é muito peculiar que cada vez que mencionam meus filhos eles são chamados de ‘adotados’. Todas as nossas crianças precisam ser definidas de alguma forma?”

    Tá certíssima, Também acho isso muito esquisito. Filho é filho e pronto. Biológico ou adotado.

    Numa entrevista dia desses a jornalista perguntou ao Tom Cruise se ele ia continuar fazendo papéis perigosos, “agora que é pai”. Por mais imbecil que “freak” seja, até ele ficou chocado com a pergunta, já que todo mundo sabe que ele já tem dois filhos adotivos, portanto, ele já era pai, antes da filha da Katie Holmes!

    Se gostar, compartilhe:

    A história de Rosie e um “papel de parede” pra vocês!

    Denise | Feminismo | Wednesday, 10 May 2006

    Papel de Parede

    Muit@s de vocês já devem ter visto a imagem de “Rosie”, ícone cultural e feminista, nos EUA, mas não muit@s conhecem a sua história.

    Quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, em dezembro de 1941, e os homens foram enviados para a linha de frente, ficou a questão: “quem iria trabalhar nas fábricas, principalmente produzindo material bélico?”.

    Para satisfazer essa necessidade emergencial de mão de obra, o governo americano passou a convocar as mulheres que, até então, eram estimuladas a ficar em casa, cuidando dos filhos e esperando o marido chegar do trabalho.

    “Rosie, the Riveter” foi criada como um personagem de campanha para convencer as mulheres a dar a sua contribuição à guerra. Em 1940, apenas 10%, das mulheres que trabalhavam, estavam em fábricas. Em 1944, esse tipo de emprego já representava 30%. Apesar do salário ser desigual (a média de salário de um homem trabalhando numa fábrica, na guerra, era de U$54.65 por semana, enquanto que as mulheres recebiam apenas U$31.21, pelo mesmo trabalho) e com péssimas condições de trabalho, muitas mulheres cederam ao apelo de “Rosie”, que as convenceu que entrar no mercado de trabalho seria um “dever patriótico”.

    poster_womeninwar_4.jpgEm 1942, somente entre os meses de janeiro e julho, estima-se que a proporção de empregos “aceitáveis para as mulheres” nos EUA aumentou de 29 para 55%. Em 1945, uma em cada três trabalhadores era uma mulher.

    Com o fim da guerra, e a volta dos homens ao país, a expectativa era que todas as mulheres “devolvessem” seus empregos, automaticamente.

    Muitas “Rosies” voltaram pra casa, mas muitas outras, e as suas gerações seguintes, perceberam que o trabalho em fábricas era uma possibilidade para as mulheres e se recusaram a desistir do seu salário (ainda que pequeno) para voltar a cozinhar tortas de maçã pros maridos e filhos.

    De todos os cartazes utilizados na campanha de guerra, o mais famoso é o de “Rosie, the Riveter”, que diz “We Can Do It” (“Nós podemos fazê-lo”), que teve como modelo Geraldine Doyle, uma operária de 19 anos, de uma fábrica de Michigan, em 1942 e virou símbolo do movimento feminista em todo mundo!

    Para me deixar mais inspirada, criei um “papel de parede” da Rosie, pra mim e, quem quiser, também pode instalar em seu computador, bastando, para isso, clicar em uma das configurações de monitor abaixo. A imagem vai abrir em outra janela e você deve clicar com o botão da direita do seu mouse e escolher “Set as Background” ou “salvar como papel de parede”. Enjoy it!

  • Monitor de 640X480.
  • Monitor de 800X600.
  • Monitor de 1024×768.
  • Monitor de 1152×864.

    Informações sobre Rosie: Rosie the Riveter – Wikipedia.

    Vídeo: Rosie the Riveter: Real Women Workers in World War II

  • Se gostar, compartilhe:

    A Manga Rosa

    Denise | Amamentação,MPB,Música | Tuesday, 09 May 2006

    alberichmathews.jpg

    Com Ednardo

    Ouça aqui.

    A manga rosa, Maria Rosa
    Rosa Maria Joana
    Peitos gostosos, rosados doces
    Rosados doces
    Mama, mama, mamãe
    Teu sumo escorre da minha boca
    Entreaberta a porta
    Por onde entra e por onde sai
    Por onde entra e sai o mundo, mundo
    Balança a fronde, farta mangueira
    E mata a fome morto a fome
    Ou mata imensa mata imensa massa
    Florados cachos
    De verde amarelou maduro fruto
    Que pro nosso gozo vem
    Amem, amem, amem, amem
    Mamem, mame, mamem, mamem
    Amém, amém, amém, amém.

    Foto: Alberich Mathews, do nosso Grupo Flickr de Amamentação.

    Se gostar, compartilhe:

    A difícil decisão de sair do seu país

    Denise | Vida de Imigrante | Monday, 08 May 2006

    Leia ouvindo Tudo Bem, de Lulu Santos.

    eu_e_ted_decisao_1.jpgNesse final de semana, andei matutando sobre uma pergunta que me fazem, de vez em quando, aqui no blog, ou por email, e nem sempre tenho tempo de responder direitinho.

    Então, pega um cafezinho com tapioca (ai que sonho!), que esse post vai ser longo…

    Muita gente, principalmente mulheres que estão passando pela mesma situação que eu, quer saber como foi a minha decisão de morar fora do Brasil. Não foi fácil e quem precisou largar tudo pra começar uma nova vida fora do Brasil sabe do que eu estou falando.

    Namoro à distância

    Me separei em 2000, comecei a namorar com Ted no mesmo ano, mas somente em 2003 decidimos a nossa vida. Conheci Ted trabalhando com amamentação, como eu. Sabia muito bem quem ele era e que tínhamos muitas afinidades. Ainda assim, tinha minhas dúvidas.

    O namoro à distância sempre dá uma certa insegurança porque é uma situação muito especial. É claro que, sempre que a gente se encontrava, era tudo maravilhoso… mas como seria no dia a dia? Essa era uma das minhas dúvidas. Fora do Brasil, morando juntos, ele continuaria sendo tão gentil e atencioso? (resposta: é cada vez melhor!)

    Fico imaginando como deve ser para quem se conhece em chats e mantém um relacionamento assim, por muito tempo. Conheço vários casos que deram certo, pessoas que se apaixonaram “virtualmente”, primeiro, e depois se encontraram e vivem felizes juntos, mas a maioria dos casos é decepcionante mesmo. Pra essas pessoas só diria que todo cuidado é pouco. Nada de largar tudo e sair correndo pra viver com alguém que não conhece!

    Filhos

    Pra quem tem filhos, a situação complica ainda mais, porque qualquer decisão, que a gente tomar, vai envolver não só a gente, mas também uma outra pessoa (ou outras).

    Quando Ted me pediu pra casar e mudar com ele pra Suécia, Bia tinha 13 anos, uma idade complicada, de afirmação da identidade, ela não queria sair de perto dos amigos e eu nunca pensei em deixá-la no Brasil. Ou ela vinha comigo, ou eu ficava lá.

    A idéia de não acompanhar seu dia-a-dia era insuportável pra mim. Sei que muita gente precisa mesmo deixar os filhos e não condeno ninguém por isso, de jeito nenhum, e admiro quem tem tanta coragem, mas eu sei que não conseguiria, jamais.

    Acho que, entre 11 e 14 anos, eles se sentem muito mais perdidos, confusos, e eu achava que ela precisava, primeiro, se fortalecer no Brasil, entre amigos e pessoas que gostam dela, se sentir mais segura, pra aí poder enfrentar a vida em outro país e acho que foi uma decisão muito sensata.

    Além disso, tinha também o pai da Bia. Ele é filho único, não tem família, Bia era tudo na vida dele (agora ele está casado, de novo). Apesar de estarmos separados, gosto muito dele, é um homem admirável, e a idéia de tirar a filha única de perto dele me parecia uma “maldade” terrível.

    Mas, aí ela fez 14, 15, 16… começou a sair pras baladas, chegar em casa de madrugada (tudo com meu apoio e consentimento) e a gente começou a se preocupar muito com a violência e os riscos que ela estava correndo, além do que percebíamos que as perspectivas profissionais, para ela, no Brasil não seriam das melhores. No mínimo, viver fora do Brasil por um tempo seria uma experiência interessantíssima, pra ela.

    Um dia, meu ex perguntou se eu ainda pensava em casar com Ted e mudar pra Suécia e disse que achava que era isso que eu devia fazer, que seria o melhor para Bia e ele ia aguentar a saudade. Dessa forma, interessantemente, foi o meu ex-marido quem “abençoou” a nossa imigração. Fiquei surpresa e acho que foi uma grande prova de amor pela filha, por parte dele.

    Bom, decidido, então, que eu “podia” mudar, sem carregar a culpa de afastar a filha do pai, a questão agora era convencer Bia a vir e, surpreendentemente, dessa vez não foi difícil.

    Ela já tinha 16 anos e já conseguia perceber que era uma experiência que seria muito dolorosa no início (ela sempre viveu cercada de amigos, no Brasil), mas muito gratificante a longo prazo.

    Claro que tinha, além de tudo isso, também a saudade da minha mãe, meu irmão, dos sobrinhos (que eu não vejo crescer), dos amigos, mas tudo tem um preço, como se diz em inglês “no pain, no gain” (algo como, “sem dor, sem ganhos”). E tem a internet pra matar as saudades, o que facilitou muito.

    Vida profissional

    Bom, resolvida a questão “familiar”, eu sabia que iria enfrentar um outro problema: as mudanças na minha vida profissional. Esse foi mais um motivo pra não sair do Brasil, no início.

    Eu levei mais de 15 anos, construindo uma reputação, sendo reconhecida, contribuindo para a amamentação no país. Na minha área todo mundo me conhecia, eu estava em todos os eventos, adorava meu trabalho e não era fácil abandonar tudo isso.

    Sabia, também, que teria que passar um bom tempo sem viajar, porque não podia deixar Bia num país estranho, sem falar o idioma (na época ela não falava nem inglês nem sueco), ou seja, não só meu trabalho no Brasil, mas em nível internacional, seria interrompido.

    Uma diferença que eu vejo em relação à minha experiência e a de outras moças, mais jovens, que saem do Brasil, é que eu já tinha conquistado muita coisa, dentro da minha área, alcancei resultados inesperados até pra mim mesma, então não tinha mais nada a provar a ninguém, nem a mim mesma.

    De qualquer forma, o recomeço em outro país, sem um trabalho, sem o reconhecimento, sem uma contribuição produtiva, deixa a gente sem identidade e isso é algo que as pessoas precisam se preparar, antes de tomar uma decisão.

    Entrar num mercado de trabalho em outro país não é fácil, existe a barreira do idioma (muito mais na Suécia, claro!) e aqui, como no Brasil, tudo depende muito de “networking”.

    Vi uma matéria sobre o mercado de trabalho nos EUA, essa semana, e esse era um ponto fundamental, as pessoas precisam conhecer outras pessoas, e é assim que se cresce profissionalmente. Claro que, para o(a) imigrante, essa é uma questão ainda mais complicada, mas não é impossível e temos muitos casos de imigrantes bem sucedid@s em suas áreas de atuação, pelo mundo afora.

    No meu caso, tenho o privilégio de escolher o que quero fazer, por isso, continuo trabalhando como “free-lancer” e procurando um trabalho aqui exatamente como eu quero, mas nem sempre isso é possível. Em muitos países os diplomas conseguidos a alto custo no Brasil não são nem reconhecidos. Tudo isso precisa ser avaliado.

    Enfim, poderia escrever por horas sobre esse assunto, mas acho que o melhor é passar a bola pra frente… seria bacana ouvir a experiência de quem também teve que largar tudo pra recomeçar em outro país. Talvez nossas experiências possam ajudar muita gente que está com essa decisão a tomar…

    Se gostar, compartilhe:

    Direitos autorais, h.d. mabuse e o re:combo

    Denise | Cybercultura | Sunday, 07 May 2006

    mabuse_recombo1.jpg

    Navegando pela Internet, encontrei esssa entrevista com h.d.mabuse (meu irmão! e sim, sou muito, muito coruja!), pra Revista Trópico. Apesar de antiga, tem umas idéias bem interessantes e sempre quis comentar com vocês sobre o re:combo.

    Uma das grandes potencialidades da internet ainda é a reconfiguração do conceito de autoria, não só do ponto de vista jurídico, no que se refere à propriedade intelectual, mas também cultural, no que tange a novos repertórios de criação.

    Dia a dia surgem novos coletivos que merecem esse nome não porque pretendem ser mais contemporâneos que os grupos, mas por se articularem de formas distintas, sem pressupor hierarquia de funções, centralidade administrativa ou metas únicas.

    A onda, lançada com o Critical Art Ensemble ainda no século passado (hehehe), em meados dos anos 90, pegou e hoje aponta para a disseminação de parâmetros alternativos de produção e distribuição cultural, como os que norteiam o brasileiríssimo re:combo.

    Coletivo formado por músicos, artistas plásticos, engenheiros de software, DJs, professores e acadêmicos, desenvolve projetos de arte digital e música de forma descentralizada e colaborativa.

    As atividades se desenrolam a partir de cidades brasileiras e de outros países, recebendo imagens e sons via web e visam, na teoria e na prática, operar um discurso crítico sobre a internet comercial e a estrutura da indústria cultural.

    Os conceitos ideológicos do projeto são o princípio de recombinação aliado à estrutura funcional e estética dos Combos de Jazz e à intertextualidade, explica o pernambucano h.d. mabuse, um dos pioneiros do re:combo.

    Envolvido até o último fio de cabelo na missão “call for noise” (chamada para o barulho) que resultará em uma apresentação do coletivo no Itaú Cultural, em outubro (2002), dando início às atividades dos contemplados pelo prêmio Transmídia, mabuse conversou com Trópico a respeito do re:combo, do projeto “call for noise” e de novas condições de criação digital que prescindem da noção de propriedade intelectual.

    mabuse_recombo4.jpg

    Como você definiria o projeto re:combo?

    mabuse: re:combo é um projeto multimídia de produção colaborativa audiovisual. Nós estamos interessados na idéia de uma performance pública que funcione como um grande fluxo de sons, imagens, loops e vídeos, livre das burocracias do mundo pop de set lists, mapas de palco e limites de tempo.

    re:combo acredita que a tradicional fórmula de “artistas no palco / público na platéia” não se encaixa nos novos caminhos da música / arte eletrônica. É por isso que pode se dizer que é também uma rádio. Assim como no rádio, no Re:combo as ondas e fluxos de sons extrapolam o limite físico, o território ocupado pela apresentação.

    Qual é o objetivo do re:combo?

    mabuse: Desde outubro de 2001, o re:combo vem discutindo, através da música, os caminhos e definições da propriedade intelectual, defendendo sempre a generosidade intelectual em detrimento dessa visão antipática de propriedade.

    Outro motor do projeto é conseguir dar um uso adequado à internet. Com a entrada da web comercial perdeu-se, praticamente, a verdadeira função da rede: o trabalho colaborativo à distância.

    Com o re:combo, pessoas espalhadas pelo mundo juntam-se ao projeto, pela internet, e interferem na música que será apresentada “in loco”, refinando assim a idéia de trabalho colaborativo e descentralizado.

    Em que medida ela é uma crítica à indústria fonográfica?

    mabuse_recombo2.jpg

    mabuse: A crítica maior é relativa ao conceito de propriedade intelectual, que é o mal maior que leva à indústria fonográfica e sua relação absurda com o artistas. Como está publicado no primeiro manifesto: “Tendo consciência que o direito autoral foi criado pelos editores de livros durante a revolução trazida por Gutenberg, o Re:combo entende que editores de livros, música e afins vêm enganando gerações e mais gerações de autores, falando do direito inalienável pelo usufruto da venda de suas peças ‘únicas’ (com uma módica parcela sendo enviada para os cofres das empresa, claro)”.

    Quantas pessoas participam do coletivo?

    mabuse: : ) Hoje, o re:combo conta com mais de 35 pessoas, entre músicos, artistas plásticos, designers, professores de história, engenheiros de software, geólogos, DJs e profissionais de vídeo.

    Todos os projetos desenvolvidos pelo coletivo são passados e disponibilizados pela internet para quem estiver com mais oportunidade/vontade de executar a tarefa. “Células” de áudio e vídeo produzem material ao mesmo tempo em cidades tão distantes quanto João Pessoa, São Paulo, Recife, Caruaru e Belo Horizonte.

    Depois do “call for noise” e do recebimento dos arquivos, o que é feito até o momento da transmissão em um lugar específico?

    mabuse: Esses arquivos são incorporados no software de composição e acionados no evento e através da web. Esse software está sendo desenvolvido por nós (pela “célula” de engenheiros de software e designers de interface ), a partir do Director (produto da Macromedia), e é um aplicativo web. Ele funciona de uma forma parecida com um software seqüenciador, os arquivos do “call for noise” serão “carregados” no software e qualquer pessoa que entrar no site poderá compor e criar “seus” samples.

    O resultado das composições é veiculado na web, através do site, e nas apresentações físicas com alguns dos membros do re:combo.

    Qual a relação do re:combo com a filosofia inicial do Napster?

    mabuse: Para o Re:combo o fenômeno P2P (pessoa a pessoa) é importante como mais uma ferramenta de divulgação da música. Durante a Copa do Mundo, por exemplo, MC5 ficava monitorando, de seu computador em Belo Horizonte, o número de pessoas que fazia download da música “Delírio Ufanista (Brasil Dub Gol)”, criação disponível no site do coletivo. É um tipo de relação com o público que não era sequer imaginável para os artistas, antes da onda Napster…

    mabuse_recombo3.jpg

    Os pioneiros do coletivo estiveram diretamente envolvidos com o movimento manguebeat. O que re:combo herdou do manguebeat?

    mabuse: O gosto pela mistura (de ritmos, conceitos, estéticas…), o apreço pela cultura popular de todo Brasil e a intimidade com as tecnologias do low-tech à ciência mais abstrata.

    Alguém já quis processar vocês?

    mabuse: Re:combo não utiliza samples que não sejam produzidos por nós ou declaradamente liberados para o uso. A discussão sobre “samplers/pirataria” é vista pelo coletivo como uma discussão estéril. Existem temas mais importantes para debatermos.

    O autor morreu?

    mabuse:
    Não :) . O que vemos é o ressurgimento do autor generoso, o Homero que foi vários homens e mulheres. O que vai para o caminho da morte certa é o editor como atravessador e parasita do autor, os direitos autorais ou copyrights (direitos de cópia) que funcionam hoje como uma força restritiva ao processo de criação intelectual. Em síntese, somos a favor do copyleft (deixar copiar) em prol da diversidade de produção.

    __________________________________

    Entrevista feita em 2002 por Giselle Beiguelman, professora do curso de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Autora de “A República de Hemingway” (Perspectiva), entre outros. Desde 1998 tem um estúdio de criação digital (desvirtual – www.desvirtual.com) onde são desenvolvidos seus projetos, como “O Livro Depois do Livro”, “Content=No Cache” e “Wopart”. É editora da seção “Novo Mundo”, de Trópico.
    __________________________________

    PS.: Alguns links de músicas do re:combo não estão funcionando, mas mabuse disse que vai ajeitar na segunda-feira :-)

    Se gostar, compartilhe:

    .