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    Bia botou um piercing na língua!

    Denise | Bia | Tuesday, 31 January 2006

    piercing_tongue.jpg

    Vou ali fazer uma sopinha pra ela…

    ________________

    Bom, agora que terminei uma sopinha deliciosa de batatas, queijos e brócolis (pra quando ela chegar do trabalho), posso dizer o que eu acho disso.

    Pra começar, claro que eu preferia que ela não tivesse colocado o tal piercing. Não que eu ache feio, acho até bonitinho. Mas pedi muito pra ela não colocar, implorei, li vários artigos e falei de todos os riscos. Quando estávamos no Brasil, pedi à nossa dentista que conversasse com ela, explicasse o perigo de quebrar um dente, infecção, etc. fiz meu papel, de mãe, informei, orientei. Ponto final.

    Minha filha é uma mulher de quase 19 anos, criada pra ser independente e que ganha seu proprio dinheirinho, trabalhando duro, em alguns finais de semana, até 10 horas num dia. Não sou eu quem vai tentar controlar, a essa altura, o que ela faz com o corpo dela..

    Body piercing, ou body modification é uma coisa que se faz há milênios. Os índios brasileiros furam (ou furavam) a língua, a bochecha, a boca, lá no meio do mato. Os aztecas e os maias colocavam piercing na lingua, segundo alguns historiadores.

    O que existe é muito preconceito. Claro que tem riscos e muitos, mas muitas pessoas que ficam horrorizadas e garantem que o piercing pode causar sérios problemas de saúde, também não dão bom exemplo pra garotada. Tentem colocar “riscos de fumar cigarro” no Google pra ver o que aparece… mas fumar cigarros é mais “socialmente aceito”, ainda que seja responsável pela morte de muita gente.

    E mais, muitos meninos e meninas que “jamais colocariam um piercing”, no carnaval se acabam, cheirando loló. Tudo é relativo…

    Enfim, o que me interessa agora é que Bia tenha todos cuidados higiênicos e evite infecções. Ela tem uma amiga, de uns 18 anos, que botou um piercing escondido da mãe, num lugar sem nenhuma segurança, mal colocado, não é muito pior? pelo menos Bia tomou uma decisão consciente, tomando todos os cuidados necessários. Não tem mais nada que eu possa fazer. Só torcer pra que nada de ruim aconteça com ela.

    Também escrevi sobre “Tatoos, piercing e rituais de dor”, aqui..

    Foto: CNN.

    _______________________________________

    Atualização1: De manhã… o piercing ficou lindo. Simon também achou lindo e tava todo cuidadoso. Ontem de noite ela tava bem, tinha trabalhado até 11 da noite, com dor e tudo.

    Hoje é seu dia de folga. Ainda bem, porque já li tudo que ela precisa fazer e dizem que deve evitar falar muito, nos primeiros dias. Muita limpeza, Listerine e beijo de língua só depois de 3 semanas!

    Acordei às 3 e meia da manhã, pensando como estaria a língua da minha membira (filha em tupi-guarani), mas não fui lá no quarto dela, vou esperar ela acordar. Hoje vai estar mais inchado e doendo mais. Tadinha… mas ela tá feliz da vida.
    _______________________________________

    Atualização 2: À tardinha… ela tá ótima, inchou menos que ela esperava e está doendo menos, também. Segundo ela, o pior é só beber líquido, mas o namorado já foi buscar sorvete. :-)

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    Oscar 2006 – Os indicados, meus favoritos e fofocas sobre os prêmios

    Denise | Cinema | Tuesday, 31 January 2006

    Lista dos indicados ao Oscar 2006 (em negrito os meus preferidos):

    FILME

    oscar_brokeback.jpg

    “O Segredo de Brokeback Mountain”
    “Munique”
    “Capote”
    “Crash – No Limite”
    “Boa Noite e Boa Sorte”

    DIRETOR

    Ang Lee – “O Segredo de Brokeback Mountain”
    Paul Haggis – “Crash – No Limite”
    Bennett Miller – “Capote”
    George Clooney – “Boa Noite e Boa Sorte”
    Steven Spielberg – “Munique”

    ATOR

    oscar_capote.jpg

    Philip Seymour Hoffman, “Capote”
    Joaquin Phoenix, “Johnny e June”
    Terence Howard, “Hustle & Flow”
    David Strathairn, “Boa Noite e Boa Sorte”
    Heath Ledger, “O Segredo de Brokeback Mountain”

    ATRIZ

    oscar_transamerica.jpg

    Felicity Huffman – “Transamerica”
    Reese Witherspoon, “Johnny e June”
    Judi Dench, “Sra. Henderson Apresenta”
    Charlize Theron, “Terra Fria”
    Keira Knightley, “Orgulho e Preconceito”

    ATOR COADJUVANTE

    oscar_jake.jpg

    Jake Gyllenhaal, “O Segredo de Brokeback Mountain”
    George Clooney, “Boa Noite e Boa Sorte”
    Paul Giammati, “A Luta pela Esperança”
    William Hurt, “Marcas da Violência”
    Matt Dillon, “Crash”

    ATRIZ COADJUVANTE

    oscar_junebug.jpg

    Amy Adams, “Junebug”
    Frances McDormand, “Terra Fria”
    Rachel Weisz, “O Jardineiro Fiel”
    Michelle Williams, “O Segredo de Brokeback Mountain”
    Catherine Keener, “Capote”

    FILME DE ANIMAÇÃO

    oscar_corpse.jpg

    “A Noiva-Cadáver”, de Tim Burton
    “O Castelo Animado”, de Hayo Miyazaki
    “Wallace e Grommit – A Batalha dos Vegetais”, de Nick Park e Steve Box

    DOCUMENTÁRIO

    oscar_penguins.jpg

    “A Marcha dos Pingüins”
    “Darwin’s Nightmare”
    “Enron: The Smartest Guys in the Room”
    “Murderball”
    “Street Fight”

    DIREÇÃO DE ARTE

    oscar_gueixa.jpg

    “Memórias de uma Gueixa”
    “Boa Noite e Boa Sorte”
    “Harry Potter e o Cálice de Fogo”
    “King Kong”
    “Orgulho e Preconceito”

    EDIÇÃO

    oscar_crash2.jpg

    “Crash – No Limite”
    “A Luta pela Esperança”
    “O Jardineiro Fiel”
    “Munique”
    “Johnny e June”

    FOTOGRAFIA

    oscar_brokeback2.jpg

    “O Segredo de Brokeback Mountain”
    “Batman Begins”
    “Boa Noite e Boa Sorte”
    “Memórias de uma Gueixa”
    “O Novo Mundo”

    FIGURINO

    oscar_chocolate.jpg

    “A Fantástica Fábrica de Chocolate”
    “Memórias de uma Gueixa”
    “Sra. Henderson Apresenta”
    “Orgulho e Preconceito”
    “Johnny e June”

    FILME ESTRANGEIRO

    oscar_paradise.jpg

    “Paradise Now”
    “Don’t Tell”
    “Joyeux Noël”
    “Sophie Scholl – The Final Days”
    “Tsotsi”

    EFEITOS VISUAIS

    oscar_kong.jpg

    “King Kong”
    “Crônicas de Nárnia”
    “Guerra dos Mundos”

    ROTEIRO ORIGINAL

    oscar_crash.jpg

    “Crash”
    “Boa Noite, Boa Sorte”
    “Match Point”
    “The Squid and the Whale”
    “Syriana”

    ROTEIRO ADAPTADO

    “O Segredo de Brokeback Mountain”
    “Capote”
    “O Jardineiro Fiel”
    “Munique”
    “A Historia da Violência”

    MÚSICA

    “O Segredo de Brokeback Mountain”
    “O Jardineiro Fiel”
    “Memórias de uma Gueixa”
    “Munique”
    “Orgulho e Preconceito”

    Já disse que adoro entrega de prêmios, né? essa época pra mim é como Copa do Mundo. Dizem que todo brasileiro vira técnico de futebol, eu viro “crítica de cinema”.

    maisjake.jpgUma crítica meio vagabundinha, confesso, porque dos meus escolhidos, alguns são puramente emocionais, como Jake Gyllenhaal. Nenhuma chance dele ter sido melhor que o Paul Giammati (aquele de Sideways e American Splendor). Não vi o “A Luta pela Esperança”, mas nem precisa, o Jake ainda tem muito chão pela frente…

    A Reese Witherspoon ganhou todos os prêmios de melhor atriz, até agora e deve ser melhor, mesmo (não vi o filme sobre o Johhny Cash, ainda)… mas acho que já ganhou muito, preferia ver a Felicity Huffman, que fez um personagem “transgender” (como se diz isso, mesmo em português? não é travesti…) (gente desculpa o branco que deu, era só traduzir ao pé da letra: a palavra é “transgênero”.)

    A Rachel Weisz deve levar, pelo “O Jardineiro Fiel”, mas é outra que já ganhou demais, queria muito ver a Amy Adams, que estava fantástica em “Junebug”, ganhar a estatueta.

    Mas, não tenho nenhuma dúvida em relação a alguns dos meus indicados. “Brokeback Mountain” é o melhor filme e, consequentemente, na minha opinião, Ang Lee deve ser o melhor diretor. Eles também têm a melhor música e melhor fotografia. Ainda bem que “Crash” foi lembrado em diversas categorias, é meu segundo melhor filme do ano. Tem uma das melhores edições que já vi na vida e é o melhor roteiro original.

    philip_sag.jpgOutro que não vi, ainda (talvez vá hoje), mas aposto que é genial, é o Philip Seymour Hoffman, em “Capote”. Ele é um dos melhores atores, hoje em dia. O vi, há algumas semanas, em “Última Hora” (25th Hour) de Spike Lee e ele arrasa… Ganhou o Golden Globe e o SAG, mas quero que ganhe o Oscar também!

    Enfim, é tudo uma grande diversão. Depois do Golden Globe, assistimos, há poucos dias, à entrega dos prêmios do SAG – Screen Actors Guild, que é bacana porque os atores e atrizes são escolhidos pelos próprios atores e atrizes, e foi divertidíssimo. Engraçado muitos deles dizerem que estavam felizes por, ao menos, ter um trabalho! vida de artista não é moleza…

    Mas uma coisa que tem divertido a gente na entrega dos prêmios é a decepção do George Clooney, que achou que iria arrasar com seu “Good Night, Good Luck” (que parece que é muito bom, mesmo, mas ainda não vi).

    Ele tem sido indicado pra tudo, mas não leva nada. Sabe que não gosto do ex-medico? detesto aquele jeito de galãzinho “sou ótimo e canalha”… no SAG ele ficou visivelmente emputecido, porque não levou o prêmio… hehehe…

    Vi um programinha qui, dando dicas aos atores na hora fatídica quando mostram os cinco e apenas uma leva. A jornalista dizia: “Você é atriz, lembre disso… finja, demonstre felicidade pela ganhadora, lembre que todo mundo está olhando pra você”! hehehe… tadinhos….

    sbullock.jpgE ver as roupas e produções das peruas? ainda bem que Ted não se incomoda com esses programas bem “chicky” e morre de rir, comentando comigo os “bad hair day” das atrizes.

    Nossa “unanimidade”, na entrega do SAG, foi Sandra Bullock, a mais fofa da noite, cheinha (dizem que pode estar grávida), bonitinha, simpática, bem normalzinha.

    Agora estamos esperando, ansiosamente, a noite da entrega do Oscar, com muita pipoca e diet coke… e o melhor da noite é Ted ficar repetindo: “mas você é muito mais bonita e interessante que todas elas!!!”… hehehe… ;-)

    Curiosidade: Conversa de Oscar entre mulheres…se eu não fosse casada (e muito bem casada!) e me fosse dado o direito de escolher entre o Jake Gyllenhaal e o Philip Seymour Hoffman, não teria nem dúvidas, preferia mil vezes o gordinho Philip, que é fofíssimo, inteligente, esperto e muuuuuuuuuuito mais interessante!!!

    NÃO É APOSTA!!!

    Gente, só uma comentariozinho mais… esses aí acima não são a minha “aposta” não, hein? são os meus queridinhos, os que eu queria que ganhasse… acho que a Reese Witherspoon leva essa, quase sem dúvida e, Leiloca, como eu escrevi aí acima, eu sei que o Jake Gyllenhaal não tem nenhuma chance (nem merece!) mas ele tá tão fofo nesse filme… é meu preferidinho!

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    Depois de tanto assunto sério… só pra gente relaxar…

    Denise | Brinquedos | Tuesday, 31 January 2006

    Meus novos bonequinhos… hehehe… essa tá fácil, que personagens são esses, de que filmes?

    Atualização: Da esquerda para a direita, de cima pra baixo, os bonequinhos são personagens dos filmes: Um Lobisomem Americano em Londres, Scarface, O Guia do Mochileiro das Galáxias e Sin City.

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    Antum Salimoun!

    Denise | Celebrando | Monday, 30 January 2006

    muharram.jpg

    Menos conhecido que o ano novo chinês, amanhã começa o ano novo dos muçulmanos, que também têm seu próprio calendário, baseado nos ciclos da lua, com 12 meses, mas apenas 354 dias.

    Al-Hijra é o primeiro dia e Muharram, o primeiro mês do ano muçulmano. Mas, o ano novo deles é celebrado sem festividades, com orações e leituras dos livros sagrados, nas mesquitas.

    O Corão usa a palavra Hijra para significar a mudança de um lugar ou situação ruim para outro melhor. Historicamente, representa o momento em que o profeta Maomé saiu de Mecca para Medina, fundando o primeiro estado islâmico.

    Acho a cultura islâmica fascinante…

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    Angelina Jolie e o Mito do Amor Materno

    Denise | Comportamento | Monday, 30 January 2006

    barriga_da_angelina_1.jpgEsse assunto rende muito e devia deixar pra escrever num dia, sem TPM e dor de cabeça, mas não não consigo controlar a vontade de comentar esse assunto…

    Como muita gente já sabe, eu ADORO a Angelina Jolie… absolutamente perfeita! linda, poderosa e muito bem intencionada. Adoro o trabalho que vem fazendo como embaixadora das Nações Unidas.

    Dia desses vi um programa mais que absurdo que se chama “As 100 maiores gafes no tapete vermelho” (claro que era divertidíssimo). Mas, entre os 100 micos, o que consideraram número 1, o pior de todos, foi Angelina Jolie e o então marido Billy Bob Thornton, se agarrando no tapete vermelho, a frente das câmeras!!! incrível… isso é o puritanismo americano!

    Enfim, a última que saiu, em todas as revistas e programinhas de fofoca, foi que Angelina Jolie andou dizendo por aí que “detesta estar grávida”…

    Parece que ela está tendo enjôos terríveis e nem um pouco satisfeta com a idéia de já acordar vomitando. Eu sei bem o que é isso, enjoei de Bia durante oito meses, todos os dias, sem nem uma folgazinha. Ela nasceu um mês antes e no dia do parto, eu ainda estava enjoando e vomitando. Acreditem, não é nada agradável.

    Bom, lendo sobre a Angie, fiquei pensando nessa idealização que se faz da maternidade, gravidez, amamentação… e que eu acho extremamente desagradável.

    Dia desses, quase morro de rir com a Adri, cujo blog eu adoro, comentando a entrevista da Ligia Fagundes Telles à TPM, nesse post aqui:


    “Sério, em geral elas ficam muito muito xaropes e pentelham todo mundo com os ultrasons, ecografias e outras xaropices como quantos chutes o bebê já deu. Parece que o mundo todo se converte numa maternidade gigantesca e que nenhum outro assunto tem importância. E o que é a tortura dos enfadonhos chás de fraldas? Putz, é uma das piores invenções. Tem até um episódio bem divertido de Sex & the city sobre o baby shower e a “seita das mães”. Gravidez é mais um fato “natural” como alimentação, fazer sexo e morrer. Não tem motivo pra tanto alarde.”

    Genial, Adriana! bem, não concordo em tudo com ela, acho lindo ver uma mulher exibindo a barrigona… hehehe… mas acho que é verdade que ficamos meio bobas mesmo.

    Saber que estamos gerando uma vida é, sempre, emocionante e deixa a gente descompensada. Mas, também acho que embarcamos num “modelo de mãe” que é criado a partir de uma idealização… algo do tipo “mãe que é mãe-boa tem que se comportar assim” e lá vamos nós… aí quando vem uma Jolie da vida mostrando como ficar grávida também é um saco, ficam todos chocados.

    Infelizmente, pra quase todas as mulheres, esse ideal de maternidade vem carregado de culpas. É culpa pra mulheres que não querem ter filhos, não podem, não rolou, não estão interessadas ainda, não encontraram um pai que valesse a pena… ou, simplesmente, culpa para aquelas que engravidaram, pariram e não estão curtindo a maternidade por mil razões, que vão de não gostar de acordar de madrugada, de serem imaturas pra assumir a responsabilidade, de não contar com apoio do pai da criança, ou até por razões clínicas, como a depressão pós-parto.

    Pra começar, queridas, nem todo mundo precisa ser mãe. Esse deveria, antes de tudo, ser um dos nossos mantras absolutos. E ninguém é menos mulher ou mais “do mal” por não querer assumir a maternidade.

    Li, há anos, esse livrinho, que deveria ser leitura educativa para mulheres após os 20: “Um Amor Conquistado – O Mito do Amor Materno”, da Elisabeth Badinter. Nele, Badinter mostra como o “amor materno” não é um sentimento inato, mas que vai se desenvolvendo (ou não) de acordo com as variações e pressões socio-econômicas da história.

    rodadeinnocenti.jpgNem sempre as mulheres viram a maternidade com a mesma doçura e lirismo. Não faz tanto tempo assim que as crianças eram entregues a amas de leite ou abandonadas nas “rodas”.

    Em Florença, na Italia, visitamos o Instituto de Innocenti, que ainda tem, em exposição, uma “Roda dos Inocentes” (foto), que era um local onde as mulheres abandonavam seus filhos para serem criados no orfanato de uma instituicao religiosa.

    Na sua tese, “A Conquista da Amamentação: O Olhar da Mulher” (Leia na íntegra aqui), minha querida amiga Marcia Machado, fantástica profissional de Fortaleza, fala da Roda dos Expostos, um “dispositivo bastante difundido em Portugal, que consistia num cilindro que unia a rua ao interior da Casa de Misericórdia”.

    Segundo ela, no Brasil, Salvador, Recife e Rio de Janeiro também tinham as tais Rodas no período colonial. A Roda funcionava dia e noite, e qualquer um, furtivamente ou não, podia deixar um bebê no cilindro sem ser notado ou muito menos incomodado.

    Apenas lá pelo último terço do século XVIII, a imagem da mãe modifica-se, radicalmente, e surge uma enorme quantidade de livros ensinando às mulheres a necessidade de cuidar dos seus filhos.

    Essa mudança acontece a partir de uma necessidade de garantir a sobrevivência das crianças, numa época de altíssimos índices de mortalidade infantil. “Para operar esse salvamento, era preciso convencer as mães a se aplicarem às tarefas esquecidas”, como afirma Elizabeth Badinter.

    Na verdade, esse padrão não é linear e nem foi o mesmo em todos os cantos do mundo, mas varia em cada sociedade.

    Eu adoro minha filha e adoro ser mãe, mas não é tudo um mar de rosas. Apesar de saber disso, confesso que não escapo a esse padrão “ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração dos filhos”. Mas me esforço.

    Atualmente, também influenciadas pelo discurso psicanalítico, ser mãe (ou não) é como carregar, eternamente, um enorme balaio de culpas. Nunca somos suficientemente boas. Especialmente nós, mães latinas… hehehe…

    E o pior é que, vamos, também, passando culpas umas às outras. Quem, depois de alguns anos de casada, sem filhos, nunca ouviu aquela perguntinha fatídica: “E aí? quando vão engravidar?”. Ou, para as que já tem filhos, sempre aparecem amigas ou colegas de listas de discussão querendo ensinar como criar seus filhos.

    Acho isso tudo um saco. Jamais vocês vão me ver perguntar a alguém quando ela vai engravidar. Até porque, pensem nisso, se a pessoa tiver algum problema clínico, é doloroso ouvir essa cobrança eterna. Se não, é no mínimo desagradável ter que ficar se explicando. Portanto, sugestão minha… nunca, em hipótese nenhuma, pergunte a uma mulher quando ela vai engravidar… nem mesmo à sua irmã, ou melhor amiga!

    Estive, recentemente, com uma amiga que vai fazer 40 e não tem filhos. Claro que a gente tem alguma curiosidade sobre o assunto, mas fiquei quietinha, até que ela me disse que está decidida a engravidar, aí, conversamos muito sobre o assunto, mas, eu lembrei a ela que filho é bom, mas não é tudo na vida, não quero contribuir para gerar uma tensão adicional, já que, nem sempre é fácil engravidar depois dos 35.

    Ao mesmo tempo, também estou por aqui, tentando exorcizar as culpas da minha própria maternidade. Sempre digo que fiz o possível pela minha filha, acertei e errei. Mas, não sou eu a única responsável pelos seus sucessos e fracassos, até porque isso iria reduzir a filha a um ser sem personalidade própria.

    Quanto à amamentação nem preciso dizer que eu acho que é, sem sombra de dúvidas, a melhor coisa que uma mãe pode fazer por seu filho ou filha. Mas, quando trabalhava com esse tema, tentava, assim como minhas colegas do Origem, nunca ter uma postura de cobrança.

    Amamentar ou não é uma decisão exclusiva da mulher, nem o pai da criança pode ter nada a ver com isso, porque o leite é produzido no corpo dela e somente ela pode saber se sente-se disponível a essa doação, ou não. Além do mais, amamentar, dá trabalho, sim, e é um ato que se aprende, não é puro instinto.

    barriga_da_angelina_2.jpgEnfim, se a Angelina Jolie disse mesmo que ficar grávida é um saco (não dá pra acreditar muito nessas revistas), a admiro ainda mais por isso. E pelo seu modelito de grávida preto e justinho, e pela sua tatuagem na barriga. Mas, especialmente, por, mais uma vez, ultrapassar os limites e puxar outras mulheres com ela.

    Não tem problema nenhum achar chato carregar a barriga gigantesca e pesada (ainda que, eu sei, na maioria das vezes é só prazer!). Também não devem ser acusadas de ser mães desnaturadas as que não se sentem disponíveis pra amamentar ou as que têm vontade de sumir ao acordar pela milésima vez, pra botar o bebê de volta pra dormir. Como dizia Angela Rô Rô, “Você antes de mãe é uma mulher”…

    Principalmente, não é desvio de personalidade não querer ser mãe. Já lutamos, diariamente, com tanta pressão na vida, pra que infligir mais essa, umas às outras?! se todas nós respeitássemos os ritmos, as possibilidades e os desejos das outras seríamos, todas, muito mais felizes.

    A Tatuagem da Angelina: “Quod Me Nutrit Me Destruit” ou algo como “O que me nutre, me destrói”, em latim… U-AU… prato cheio pros psicanalistas de plantão…

    Observação: Antes que falem alguma coisa, deixa dizer que não estou afirmando que engravidar é um saco. Eu adorei, curti, me senti linda, maravilhosa, e exibi muito a barriga… apenas acho que não é tudo simples assim e somente bom, tem as horas difíceis, também e não somos menos mães por sentir isso.

    Mamãe Coragem

    mamaecoragem.jpg

    Com Gal Costa
    De Caetano Veloso e Torquato Neto (Tropicália)

    Ouça aqui.

    Mamãe, mamãe não chore
    A vida é assim mesmo, eu fui embora
    Mamãe, mamãe não chore
    Eu nunca mais vou voltar por aí
    Mamãe, mamãe não chore
    A vida é assim mesmo, eu quero mesmo é isto aqui
    Mamãe, mamãe não chore
    Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
    Veja as contas do mercado, pague as prestações
    Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
    Seja feliz, seja feliz
    Mamãe, mamãe não chore
    Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz, Mamãe, seja feliz
    Mamãe, mamãe não chore
    Não chore nunca mais, não adianta
    Eu tenho um beijo preso na garganta
    Eu tenho um jeito de quem não se espanta
    Braço de ouro vale 10 milhões
    Eu tenho corações fora peito
    Mamãe, não chore, não tem jeito
    Pegue uns panos pra lavar leia um romance
    Leia “Elzira, a morta virgem”, “O Grande Industrial”
    Eu por aqui vou indo muito bem, de vez em quando brinco carnaval
    E vou vivendo assim, felicidade, na cidade que eu plantei pra mim
    E que não tem mais fim, não tem mais fim, não tem mais fim.

    A história da Yara

    Gente, escrevi esse post sem saber, ainda, da história da menininha que foi encontrada dentro de um saco plástico, no lago da Pampulha. A imagem foi terrível e todo mundo se pergunta: “como uma mãe pode fazer isso?”…

    Como bem disse o Flavio, não existe mais o abandono institucionalizado pelas “Rodas”, mas as mães continuam largando os filhos pelo mundo afora. Quando não os matam, como vemos, de vez em quando.

    A gente pode acreditar que são pessoas desequilibradas… e muitas vezes, elas são mesmo, especialmente quando se chega a um ponto de matar ou maltratar fisicamente um bebê, geralmente, vítimas de depressão pós parto, que tem de ser tratada com medicamentos e terapia. Mas, às vezes, essas mães “descuidadas”, apenas confirmam que não existe esse “amor natural materno”, ele é algo que se constrói, social e internamente, e nunca vai existir para algumas pessoas.

    Quantas de nós conhecemos casos de mães que não dão atenção aos filhos, os maltratam ou abandonam? definitivamente, nem todas mulheres nasceram pra ser mães. Casos como os da menininha Yara diminuiram se tivéssemos acesso à contracepção gratuita e segura, se o aborto fosse legal e diminuisse a pressão da sociedade pela maternidade.

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    Como tirar mancha do vestido?

    Denise | Bobagenzinhas | Sunday, 29 January 2006

    Lembram daquele maravilhoso vestido verde, do ano novo? pois é… ainda estava jogado num canto, porque ele é de seda pura e morro de medo de lavar e estragar… hoje, criei coragem, mas ele está cheio de manchas, que deve ser de cheesecake ou de pizza e catchup, tentei lavar com água e sabão, mas não saiu… alguém sabe como posso retirar essas manchas? alguém que mora nos EUA sugere algum produto, em especial? sou um desastre pra lavar roupa, elas encolhem e ficam, misteriosamente, todas de uma cor só… hehehe…

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    Mais sobre o direito de ser… gordinha e gostosa.

    Denise | Comportamento | Sunday, 29 January 2006

    artegordinhas8.jpgA discussão sobre esse tema, semana passada, foi interessantíssima. Eu comecei a comentar cada um dos depoimentos, mas, no final, acabei passando um dia fora e quando cheguei em casa, era tanta coisa pra comentar que, não deu mais tempo, teria que passar um dia inteiro só fazendo isso…

    Então, resolvi fazer esse post sobre o nosso debate. Todos os comentários foram muito, muito interessantes, mas como não dava pra destacar tudo, escolhi apenas alguns, dos 100 comentários.

  • Muitas mulheres deixaram seu depoimento afirmando que tinham percebido que o tamanho da modelagem das roupas tinha diminuído, mas algumas achavam que era “impressão”. Todas reclamaram que, por estar com um peso apenas um pouquinho a mais que o “desejado” pelo indústria fashion, tinham enorme dificuldade para comprar roupas, no Brasil.
  • A volta ao Brasil, de férias ou definitivamente, pra quem mora fora é sempre uma tensão, ou até mesmo tortura, amigos e parentes não perdoam e cobram cada graminha que engordamos. O depoimento da Laurinha foi hilário: “na festa de Natal da familia, la vem um primo velho do meu pai, que faz anos que nao via, me dizer ‘Minha filha, voce era linda solteira, bem magrinha. Mas voce engordou. Cuidado pra nao engordar muito e o seu marido nao trocar voce por outra’. Sim, assim mesmo, com essas palavras. Assim, na lapa, nao soube nem o que responder pra ele. Um homem de uns 60 e poucos anos, com uma barriga de chopp maior que a minha quando eu estava gravida de 9 meses do Paulzinho, ter a cara de pau de vir me dizer isso!” Infelizmente, é exatamente isso que acontece na terrinha!

    artegordinhas7.jpgA Denise conta pra gente: “Estou voltando semana que vem pro Brasil e estive durante uns dois dias pensando com que roupa deveria viajar para chegar com ” jeito de mais magra”!Estou até rindo de mim mesma! Quer saber? Vou ter que encarar uma maratona de quase 24 horas para chegar, com três crianças, sozinha!! Deixa pra lá os comentários, eu vou mesmo é de calça largona e tênis…bem confortável!”. Isso mesmo, xará!

  • A crueldade não é só em relação às gordinhas, mas em relação a tudo que é “diferente” dos padrões exigidos pela indústria da moda. As magrinhas, já sofreram, especialmente em umas décadas atrás, quando a moda era mulheres cheias de curvas, como Sonia Braga. Acrescentaria outro exemplo… já perceberam que ninguém pode mais ter cabelo crespo e ondulado? o que não sofrem as meninas pra alisar o cabelo, que é a cara dos anos 2000???
  • O Marcos da Silva, comprova o que dissemos da sociedade brasileira e diz que “As gordinhas que me desculpem, ms vejam as fotos do post e reparem que nao sao nada bonitas.” Desculpa, Marcos, mas eu acho as meninas gordinhas bem bonitas, sim. Ainda bem que, enquanto isso, o Serbon garante que uma das suas primeiras musas foi a Fafá de Belém, o Fernando diz “sou totalmente à favor das mulheres fora dos padrões midiáticos de beleza. Eu discrimino em relação à uma coisa: gosto de mulheres interessantes” e o Lord Vader é “absolutamente louco por gordinhas gostosas”. Nem tudo está perdido, ainda existem homens interessantes na blogosfera ;-)
  • Fernando (que adoro pin-ups bem recheadas) ficou surpreso com a afirmação de todas as mulheres de que nos EUA sofrem muito menos pressão para emagrecer que no Brasil. É a mais pura verdade, Fernando, não existe país mais cruel com as mulheres que o nosso.

    artegordinhas1.jpg . Leila disse que “Sobre as atrizes e modelos magérrimas das revistas americanas, a minha impressão é que a cobrança aqui é muito dura para as celebridades, ou talvez em ambientes como Los Angeles. Mas, no resto do país e com as pessoas normais, não sinto isso. Vejo muitas meninas adolescentes cheinhas e super felizes, vestindo calças de cintura baixa que deixam aparecer a barriga, sem o menor problema. Muitos rapazes magros namorando moças gordinhas.”

    Ontem fui com Bia e Ted num restaurante indiano, tinha uma mulher muito, mas muito gorda mesmo, com certeza mais de 120 quilos, produzidíssima, altíssima, num terninho preto e bem maquiada, com um cara magro e muito bonito, babando, literalmente, por ela. Clap, clap, clap…

  • Por outro lado, a Eliecy se pergunta: “Por que os americanos são o povo mais obeso do mundo??? Uma coisa é não ter problema de assumir seu corpo com suas formas, outra, também preocupante é deixá-lo à mercê de uma má alimentação e propensão não somente a obesidade como a outras doenças.” Tem toda razão, Eliecy, não estou, aqui, fazendo uma ode á gordura, não. Sem dúvidas, o fast food e sua profunda dependência de carro pra se locomover, contribui pra essa obesidade americana e ela não é desejável, por uma questão de saúde. A minha questão é que, não se pode “punir” as pessoas por elas serem gordas, impedindo seu acesso a roupas que as valorizem. Até porque algumas têm problema de metabolismo, mesmo. Além do mais, a gente não pode ficar esperando um dia emagrecer pra se sentir bonita, né? essa é a enorme vantagem daqui. Ninguém precisa ficar trancada em casa, esperando o dia que a balança baixar pra começar a viver…

    artegordinhas5.jpgComo eu escrevi, nos comentários, lá embaixo, acho impressionante que as industrias de roupa, no Brasil, se dêem ao luxo de não fazer calças tamanho 44 porque “não querem ver os produtos delas nas bundinhas mais avantajadas”…

    Mas aí entra o preço exorbitante e a loucura de quem paga. Vi calças compridas de jeans, no Brasil, por mais de 400 reais, isso é quase 200 dólares, é muito raro aqui, uma calça jeans, num shopping, custar esse valor (eu, nunca vi na Gap, por exemplo). Eles vendem caro porque tem quem compre pra se diferenciar dos outros. Se não comprassem iam precisar ganhar na quantidade e aposto ue aumentariam as modelagens…

  • Naldy, que vive na Holanda, diz: “Dá uma volta pelos shoppings. O que vc ve, alem das adolescentes? Mulheres ‘normais’ com manequins 42,44. Por que entao nao se encontra roupas com esses numeros? Aqui eh uma beleza. Eu entro nas lojas, tenho quase um problema: nao poder levar tudo…hehe No Brasil? agora compro so sapatos e acessorios de couro. As vezes blusas. E olhe la.”
  • A Simone contou uma historinha ótima, um amigo do marido dizia: “sabe, aqui na França quando a gente não tem o que dizer para alguem, a gente fala sobre o tempo – nossa, como ta frio hoje; tão prevendo chuva para amanhã. Pois é, no Brasil, quando as pessoas não tem o que dizer, elas ficam falando do peso das outras: Nossa, você deu uma engordadinha né …” hehehehhee… Uma vez, eu estava numa reunião, em Penang, na Malásia, e na hora do coffee break colocaram uma mesa cheia de frituras (coisinhas típicas da Malasia) e eu lá na mesa, conversando com uma galega que não conhecia e digo, “ah, não vou comer nada, não, porque eu tô de regime, sabe como é, estou um pouco acima do peso et. etc.” ela me perguntou: “Are you brazilian?” hehehehe… e disse “nunca vi um povo pra falar mais em dietas do que as mulheres brasileiras”. Ela era sueca. E estava certíssima…

    artegordinhas6.jpgE a Lili resume tudo nisso: “Eu tinha uma “amiga” que era linda de corpo, e vivia dizendo que e nunca ia arrumar namorado ou ter amigos porque era gordinha e tinha cabelo ondulado, me sentia a ultima das crianças. O povo só pensa em corpo perfeito desde pequena, é como se fosse um chip que colocassem em suas cabeças. Mas hoje ela é uma magrela sem sal, e eu continuo cheinha com um namorado que me ama do jeito que sou.”

    Gente, ser magra, sarada, de cabelo liso e olhos verdes não é garantia de felicidade pra ninguém. Quando eu era adolescente, achava a Stephanie de Monaco a coisa mais linda, magra, atlética (e até cantada pelo RPM “Stephanie de Monaco, aqui estou, inteiro ao seu dispor, princesa”… lembram? hehehe…).

    Quando a gente pensa no quanto essa mulher foi infeliz a vida toda, e não é somente ela. Tenho amigas de colégio que eram lindas, “perfeitas”, mas jamais trocaria minha vida pelas delas.

    Uma vez, estava num congresso de amamentação, e já no avião, lembro que estava pensando nisso, tensa, porque tinha engordado uns quilos e já esperava os comentários. A primeira pessoa que eu vi, enquanto arrumava um stand do Origem, foi uma “amiga” sem graça, picolé de chuchcu, mas mais magra que eu. Eu não via essa criatura há pelo menos um ano, mas antes dela dizer “Oi, tudo bem? há quanto tempo! como vão as coisas?” e me dar um abraço, ela disse “na-na-ni-nan… não pode engordar, você ganhou uns quilinhos! tem que perder tudo isso aí!”.

    Quase morro de raiva e disse: “Tô de saco cheio dessa cobrança de vocês! pqp, que saco!!! tô mais gorda, mas também muito mais bonita, muito mais gostosa, muito mais bem acompanhada e muito mais feliz que você!” hehehehe…Ninguém comentou mais nada sobre meu peso…

    Eu acho é que a gente precisa se “empoderar” e não deixar que a mídia, a família, os amigos, seja quem for, se sinta no direito de cobrar nada em relação ao nosso corpo. Há anos que tomei essa decisão, ninguém me enche o saco, porque ouve, na hora…

    Faço minha dietazinha, quando quero, malho, me cuido, adoro creminhos pro corpo todo, mas tudo por mim mesma, não pelos outros. E quanto à moda, eu faço a minha, se o “hype” é uma roupinha que não combina com meu corpo, dane-se… eu uso o que me valoriza.

    Imagens: Les Toil

    E não deixem de ver o “The Century Project”, com fotos de mulheres lindas e normais, entre 0 e 94 anos.

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    Feliz Ano Novo Chinês!!!

    Denise | Celebrando,Washington, dc | Saturday, 28 January 2006

    Vejam aqui mais fotos da celebração do Ano Novo Chinês, ano passado, em Chinatown, Washington, DC.

    E leiam sobre as festas de ano novo chinês, em São Paulo, aqui.

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    Hit Me Baby One More Time – Mais do mesmo…

    Denise | Música,POP | Saturday, 28 January 2006

    hit_me_baby.jpg

    Ouça aqui, com:

  • Travis (A melhor versão!)
  • Britney Spears – MP3
  • Britney Spears – Vídeo
  • Incubus
  • Ahmet and Dweezil Zappa
  • Marilyn Manson
  • Type O Negative
  • New Found Glory

    Oh baby, baby
    How was I supposed to know
    That something wasn’t right here
    Oh baby, baby
    I shouldn’t have let you go
    And now you’re out of sight, yeah
    Show me how want it to be
    Tell me baby ’cause I need to know now, oh because

    My loneliness is killing me
    I must confess I still believe
    When I’m not with you I lose my mind
    Give me a sign
    Hit me baby one more time

    Oh baby, baby
    The reason I breathe is you
    Boy you got me blinded
    Oh pretty baby
    There’s nothing that I wouldn’t do
    It’s not the way I planned it
    Show me how you want it to be
    Tell me baby ’cause I need to know now, oh because

    My loneliness is killing me
    I must confess I still believe
    When I’m not with you I lose my mind
    Give me a sign
    Hit me baby one more time

    Oh baby, baby how was I supposed to know
    Oh pretty baby, I shouldn’t have let you go
    I must confess, that my loneliness is killing me now
    Don’t you know I still believe
    That you will be here
    And give me a sign
    Hit me baby one more time

    My loneliness is killing me
    I must confess I still believe
    When I’m not with you I lose my mind
    Give me a sign
    Hit me baby one more time

    Imagem: Roy Lichtenstein.

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    Mi Casa

    Denise | Sweet Home | Friday, 27 January 2006

    Somente pra trazer um pouco da cor e do clima da minha casa, pra vocês (claro que a bagunça, ficou escondida… hehehe)… nas fotos, vocês podem ver:

    • Buda sentado; algumas das minhas caixinhas do Nepal, Filipinas, India, Japão; uma miniatura do Taj Mahal em mármore; esse cilindro, eu trouxe de Kathmandu e é usado, lá, para guardar documentos. Tudo, numa mesinha indiana, comprada por Ted, anos atrás.
    • Essa estátua do casalzinho gordinho é artesanato típico do Peru, e eu adoro!
    • Banheiro de Bia. Perfume do Boticário. Pulseira israelense, presente da sogra :-)
    • Meus bonequinhos de Maracatu Caboclo de Lança estão junto de um coral, trazido pelo meu enteado da Grécia. Ok, ok… nada menos ecológico, mas foi presente, né? :-)
    • Pelo espelho, na cadeira amarela, a manta, presente do querido Luis, de Brasilia e na parede, um quadro de bajado, artista olindense.
    • Fotos de Man Ray, na entrada da sala.
    • Nossos óculos coloridíssimos.
    • King Kong, uma das últimas aquisições da nossa coleção.
    • A bonequinha com o bebê no colo eu trouxe de Bangkok, há quase 10 anos; a minha foto, foi tirada num templo tailandês; o pratinho foi presente do Gui e essa caixinha maravilhosa, em mármore, com o Taj Mahal gravado em madrepérola e pedras, presente de Ted. A mesinha é de mármore, com gravura em lapislazuli, que trouxemos da India.
    • Baralho lindíssimo da Anne Taintor e Buda, na nossa biblioteca.
    • Temos uma parede com 4 prateleiras com as fotos dos nossos “ancestrais”.

    Aliás… a árvore de natal continua lá, na minha sala… estou sem tempo, nenhum, pra desarmar… hehehe…

    Outras fotos da minha casa, aqui. (acabei de ver que a bonequinha está nos dois posts, deve ser porque eu gosto demais dela!).

    Mas, atenção, o debate aí embaixo continua valendo e está excelente! dê uma olhada na página de comentários e participe!

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    Rebel Rebel

    Denise | Artes Plásticas,Música,POP | Friday, 27 January 2006

    song_yonghong_1 .jpg

    De David Bowie
    Tradução e voz: Seu Jorge

    Ouça aqui.

    Você não sabe se vai ou vem
    Pouco me importa se o dinheiro é seu
    Ei baby se o cabelo é legal
    Moda na gringa é feliz natal

    Se equivocou mas ficou tudo bem
    Agora diz que está na onda zen
    Ei baby você venceu
    Passe amanhã e pegue o que é seu

    A maquiagem vai desmanchar
    Para o seu medo aparecer
    Zero a zero, agora eu vou
    Você deu mole então eu marco um gol

    Zero a zero, você venceu
    Passe amanhã e pegue o que é seu

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    Imagem: “Burning Reality”, de Song Yonghong, artista da vanguarda chinesa.

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    300 mil hits!

    Denise | Blogosfera | Friday, 27 January 2006

    300visitap.jpg

    Ontem, chegamos a 300 mil hits, no blog. A pessoa número 300 mil estava em Belém do Pará, visitou 8 páginas e ficou 44 minutos no blog! “hits” são entradas únicas, mas em termos de páginas vistas (page views) já temos mais de 450 mil. Bacana, né? :-)

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    O direito de ser… gordinha e gostosa.

    Denise | Comportamento | Tuesday, 24 January 2006

    gordinhas_gostosas_3.jpg

    Pra quem mora fora do Brasil, e não é magérrima, a volta pra terrinha, anualmente (ou quando dá) tem uma tensão agregada… o peso. A gente já sabe que vai ser pesada e medida, de cima a baixo, pelas amigas, tias, primas e outras familiares (quase sempre mulheres e, muitas vezes fora do “peso ideal” também…. hehehe…).

    Eu, como sou bem objetiva, já aviso à minha mãe que diga a todo mundo que, quem fizer um comentariozinho desagradável sobre meu peso, vai levar um fora… hehehe… tem funcionado. Mas a verdade é que, com toda auto-estima que tenho, quando volto ao Brasil, me sinto mais gorda que nunca!

    gordinhas_gostosas_13.jpgDizem que os EUA são um país que cultiva uma loucura pelo corpo ideal, mas nunca vi nada, por aqui, como é no Brasil.

    As meninas querem emagrecer, sempre, claro, especialmente as adolescentes, sofrem na high school se forem beeeeeem gordinhas, mas como é um país muito puritano, somos menos bombardeadas por mulheres nuas, magras e perfeitas o tempo todo.

    Talvez na California seja bem pior, claro, mas em todos lugares onde andei, sempre vi gordinhas muito mais felizes e mais aceitas pela sociedade do que no Brasil.

    Até porque elas são vistas, aqui, como consumidoras e americanos levam o mercado muito a sério. Uma coisa que eu au adoro é a enorme variedade de roupas que encontramos para mulheres que não são anoréxicas.

    Não sei quem viu, no Fantástico da semana passada, uma matéria sobre o quanto o tamanho das roupas encolheu, no Brasil. Mostraram que a cintura de uma calça 40 diminuiu de 78 para 72 centímetros, em três décadas. Incrível!

    Essa é uma das coisas que mais detesto no Brasil. Você só pode vestir até 40. 42 ainda vai, mas depois disso, esqueça, não existem roupas bonitas, sensuais, você passa a fazer parte de um grupo (que é a imensa maioria) de mulheres que é invisível pra indústria da moda.

    Além de ser um yô-yô, estou sempre engordando e emagrecendo… e engordando de novo, tenho quadril largo, então, encontrar uma boa calça jeans, moderna, bonitinha, é impossível, no Brasil (pelo menos, no Recife). Entrar numa lojinha da MOfficer é uma verdadeira humilhação. DETESTO comprar roupas no Brasil!

    Na tal matéria, alguém teve a cara de pau de afirmar que as roupas diminuiram porque “o corpo das mulheres brasileiras mudou nas últimas décadas”… como assim? quais são essas mulheres de quem ele está falando? anoréxicas? uma minoria que frequenta academias? e todo o resto?! e o aumento da obesidade, nos últimos 30 anos, ele nunca ouviu falar nisso?

    Por outro lado, a “democracia dos tamanhos” é uma das coisas que eu mais A-DO-RO, aqui nos EUA e na Europa…

    Eu nem preciso (ainda hehehe…) apelar pras muitas lojas especiais pra gordinhas, porque aqui eu uso 12, o que seria equivalente ao 42 no Brasil, e tenho até várias calças compridas e vestidos de tamanho 10 (ou 40 no Brasil)… isso porque os tamanhos 40 e 42 deles, aqui, são pra pessoas normais, não para as super-magras, como no Brasil…

    Mas, para as “maiorezinhas”, as grandes redes de lojas de departamentos como a Macy’s, Hechts, H&M, e outras, têm seu espaço para roupas plus size (na H&M a linha a é chamada de “Big is Beautiful”). E quando falo em “plus size” é grande mesmo, chegando a 6X…

    E são roupinhas legais, nada feito “somente para mulheres gordas”, como uma loja de roupas horrorosas que tem no Tacaruna. Com umas coisas feias e sem forma. Aqui, a mesma linha de roupinhas bonitinhas e bem modernas existe em tamanho grande. Claro, porque não é porque você tem quilos a mais que vai querer se esconder em camisões…

    gordinhas_gostosas_14.jpgPensando no assunto, saí googlando “plus size” e encontrei alguns sites muito interessantes. Mas o que eu mais gostei memso foi desse site de lingerie pra mulheres amplas e voluptuosas: Ample Pleasure.

    AMEI as roupinhas, cheias de ligas e sensualidade, e lembrei que houve épocas em que, logo depois que Bia nasceu, eu estava bem gordinha, mas queria encontrar roupinhas que me fizessem sentir muito sensual, como essas, mas era absolutamente impossível encontrar algo do meu tamanho, no Brasil.

    É dureza manter a auto-estima lá em cima quando toda a mídia, as propagandas, as indústrias apregoam que somos um lixo, se não estivermos dentro do padrãozinho de roupa 38 brasileira.

    O mais interessante é que sempre ouço de homens, do mundo todo, a sua preferência por mulheres “carnudas”, que têm onde pegar, que têm bunda e peito, mas parece que a gente não consegue acreditar nisso… bem, “a gente” não, porque eu acredito piamente e estou satisfeitíssima com meus muitos quilos a mais que me fazem somente mais… er… “exuberante”… hehehehe…

    Enfim, soube que está sendo discutida uma lei que exigirá que se defina um padrão de tamanho de roupa igual no Brasil, para todas as marcas. Acho genial. Vamos aproveitar e defender um número 42 mais realista…

    Temos direito a roupas que não nos escondam e que mostrem a nossa gostosura! Essas fotos, do post, mostram o quanto as gordinhas podem ser lindas, maravilhosas, sensuais, basta apenas que elas se sintam assim e, para isso, precisam ser consideradas consumidoras em potencial… o capitalismo brasileiro não é só selvagem, não… é burro, também!

    maewest_gordinha.jpg

    “Não fui eu quem descobriu as curvas,
    eu apenas as coloquei de fora”
    Mae West

    Veja mais coisinhas aqui:

  • Hips and Curves
  • Hot Topic Plus Size
  • Lane Bryant
  • Alight
  • Size Appeal
  • Catherine’s
  • Peggy Lutz – Roupas de noiva
  • Mya Tyler – modelo
  • Venus diva.dating – site de encontros

    queenlattifah.jpgPS1. Eu não podia fazer um post desse e deixar de falar numa atriz americana que eu acho divina… a Queen Latifah é lindíssima, canta muito, é ótima atriz e passa um astral maravilhoso, cara de mulher de bem com a vida, bem humorada, forte! Adoro, sou fãzoca dela!

    PS2.: Essa menina linda, de cabelo grande, bem branquinha nas duas fotos aí acima, uma de vestido preto com lacinhos vermelhos e outra de saia rosa, é a Mia Tyler, irmã da Liv Tyler ela e a a Emme são as Giselles do mundinho “plus size”… a Emme tem até uma boneca própria que, na minha opinião, podia ser mais gordinha…

    Atencao: Que dia, primeiro o MT deu pau (mas, se voces estiverem lendo isso, e’ porque ja’ voltou ao normal), agora o meu computador pegou um virus infame e estou tendo que fazer um back-up apressado pra reformatar tudo DE NOVO… e, pra completar, hoje vou fazer um “Sleeping Study”, vou dormir numa clinica e monitorar meu sono, pra fazer uma avaliacao… so’ vou poder aparecer por aqui amanha de manha (dia 27) :-) beijocas a tod@s!

    __________________________________________________________

    Debate

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    Fotos do Amigo Secreto

    Denise | Blogosfera | Tuesday, 24 January 2006

    amifsec2005.jpg

    As fotos de 36 pessoas (até agora) que receberam os presentes no nosso Amigo Secreto de natal, estão nesse link aqui. No álbum de fotos, você pode deixar recadinhos, também, em cada uma das fotos, basta clicar em “Add Your Comment”. E, olha só aqui que gracinhas os comentários deixados por vocês em algumas das fotos… é uma forma legal de agradecer os presentes que receberam ;-)

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    Botando ordem na casa – Regras de Convivência na blogosfera

    Denise | Blogosfera | Monday, 23 January 2006

    blogosphere.jpgJá fazia tempo que eu pretendia discutir, um pouco, o nosso comportamento aqui no Síndrome de Estocolmo, e pensar em algumas “regrinhas de convivência”, que podem ser úteis não só pra nossa “pracinha”, e que vou deixar num post permanente, depois, pra quem chega por aqui pela primeira vez.

    Primeiro, deixa dizer que acho engraçado como as pessoas, seja de que idade ou sexo for, quando protegidas por uma tela de computador, ficam valentes e “cheias de direito”, como diria minha mãe. Sentem-se à vontade pra entrar na casa dos outros, já batendo. Parece até que despejam na gente toda coragem que não têm no seu dia-a-dia…

    Esses são os já citados “trolls”, anônimos ou não, que andam enchendo o saco de quase todo mundo.

    Quem visita esse blog há algum tempo sabe que, além de compartilhar minha vida com vocês, falar sobre filmes, livros e discos, me proponho a discutir alguns assuntos até bem polêmicos, sempre com todo cuidado e aberta às discordâncias, e posso mudar de idéia, se me convencerem, como já aconteceu diversas vezes.

    Agora, é o seguinte, estou disposta a discutir idéias e opiniões sobre qualquer assunto, mas o jeito que eu escrevo, como me comporto, o tamanho do meu ego e minhas idiossincrasias não estão em pauta e não me interessa a opinião de ninguém sobre nada isso.

    Quais nossos limites?

    Bom, tem as pessoas para as quais não vale a pena nem a gente responder as grosserias, como uma “troll” do post sobre Bush e Muhammed Ali. Mas existem, também, as pessoas que, eu quero acreditar, simplesmente não tem noção dos seus limites ao visitar um blog e é pra essas que eu quero escrever.

    Há bastante tempo eu li em algum lugar, não lembro onde, que quem faz um blog tem que estar disponivel pra ouvir qualquer crítica. Fiquei com aquilo na cabeça, pensei bastante e cheguei à conclusão que eu discordo, totalmente.

    Existem coisas que estão aí pra ser discutidas e pra isso é que existe o blog, na minha opinião. Eu discuto política, racismo, direitos da mulher, violência, aborto, direitos dos homossexuais etc.

    Agora, aos que me acham chata, com um ego do tamanho do mundo, convencida, dona da verdade, intolerante e sei lá mais o quê, resta apenas o tal “xiszinho” vermelho ali no canto superior direito da tela. São coisas que nem faz sentido discutir.

    Não fico enchendo o saco de ninguém com o papo do tipo “você quer ser dona da verdade”… ah… francamente, se a pessoa se dá ao trabalho de escrever sobre algo, é porque ela acredita naquilo. Posso até discordar da opinião dela, mas, se eu não gosto do “jeito” que ela escreveu, vou embora e não volto mais, não vou ficar querendo mudar “o jeito” de ninguém.

    De perto, ninguém é normal

    Até porque isso não está em discussão, simplesmente porque o que somos é a essência dos nossos blogs e não vai mudar. Quem não estiver gostando do meu, veio parar no lugar errado e é só procurar outro blog pra visitar, na boa.

    Além do mais, “de perto, ninguém é normal”, como diz Caetano e eu tenho plena consciência disso.

    Eu não chego nem perto da perfeição, tenho mesmo um ego enorme (senão não estaria nesse blog escrevendo sobre mim e minha vida), sou impaciente com algumas coisas, apaixonada demais pelas minhas idéias que, muitas vezes, defendo até o último argumento… mas eu não pedi diagnóstico a ninguém e se quiser refletir sobre minhas loucuras vou pagar um bom profissional, por aqui, mesmo.

    Portanto, resumindo, discuto as minhas idéias e opiniões, mas o meu comportamento, tá fora de pauta, não gostou do tamanho do meu ego, fecha o browser e vai procurar outro com ego menor. E aconselho todo mundo a fazer o mesmo quando visitar outr@s blogueir@s…

    Regras de convivência

    Mas, gente, também não estou escrevendo apenas porque estou irritada com o pessoal que se acha no direito de me “analisar”, não. Como eu disse, pensei em criar, coletivamente, algumas regrinhas de convivência.

    Quando participamos de oficinas, no mundo real, esse é o primeiro passo e que facilita o desenvolvimento do trabalho de grupo (e o que é um blog, senão um trabalho de grupo?), então vamos tentar criar nossas regras virtualmente :-)

    Depois eu junto tudo e crio uma página que vai ficar bem à vista pra quem chega no blog (e que pode ser copiada e usada em outros blos, à vontade, claro)… me digam, então, o que vocês acham que a gente deve fazer pra se comportar direitinho ao chegar em um blog que é, em última instância, a casa virtual de alguém?

    Ps.: Uma das coisas mais absurdas que já li, aqui, foi alguém me escrever, irritad@ dizendo que eu escrevo como se quisesse dizer, o tempo todo “olha como eu escrevo bem, como estou certa, como sou maravilhosa”… hahahaha… ah, gente, francamente, vai “catar coquinho”, vai!!!! hehehehehe…

    Ouvindo “People are Strange”, do The Doors. (a versão anterior não estava abrindo, em meu computador, agora testei essa e está tudo funcionando direitinho. Lembrem que, pra puxar a música, pro seu computador, basta clicar com o botão da direita no link e escolher “save target as”… não sei como é no Windows em português, alguém pode me ajudar?.)

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