Translate to English

 RSS

      Blogs Feministas
  • A Barata
  • A Cascuda
  • A Moça do Sonho
  • À quatre pas d'ici
  • Alecrim e Sufoco Atmosférico
  • Aleitamento Materno Solidário
  • Aquelah Deborah
  • Arlequina
  • Arranque Meus Olhos
  • As Agruras e As Delícias
  • Babi Lopes
  • Bad Movie Scene
  • Beauvoir au jour le jour
  • Bidê Brasil
  • Bittersweet
  • Blog Blue Jeans
  • Blog da Glória
  • Borboletas nos Olhos
  • Bruna Provazi
  • Café Velho
  • Camaleônica
  • Caminhar
  • Caroline Bernardo
  • Casa da Gabi
  • Casa da Mulher Oito de Março
  • Chá-tice
  • Clarice Maia
  • Clibing The Clouds
  • Coffee, clear heels and random thoughts
  • Como Assim?!
  • Consciência Feminista
  • Contrabandist@s de Peluche
  • Contracultura
  • Conversa de Psicólogo
  • Cynthia Semiramis
  • Da Cerejeira
  • Desautoria
  • Dialógico
  • Diversão sem Culpa
  • Educação à Distância
  • Em Construção
  • Escreva Lola Escreva
  • Escrito em Ametista
  • Espaço B.
  • Esse Tal Climatério
  • Estou Puta!
  • Explorando Escrevendo
  • Foi Feito Pra Isso
  • Garota Coca-Cola
  • Garrafa ao Mar
  • Groselha News
  • Histórias de Menina
  • Humor Pelas Palavras
  • Inquietudes Na Maresia
  • Krasis
  • Lado D.
  • Lia de Lua
  • Lucy, La Feminista
  • Mana Mani
  • Mandinga
  • Maria Frô
  • Mary W.
  • Matizes Femininas
  • Menina de Sardas
  • Meu Jardim de Interesses
  • Meus Alfarrábios
  • Mulher Alternativa
  • Mulher Pós-Moderna
  • Mulheres em Letras
  • Mulheres Públicas
  • Nails Freak
  • Nelumbo Nucífera
  • Nem Tão Óbvio Assim
  • Nós
  • O Mundo Enlouqueceu
  • O Poeta de Ramelin
  • O Prazer do Texto
  • Ou Barbárie
  • Paisagem Estirpada
  • Paisagem Estripada
  • Para Variar, Variando
  • Pensamentos Desconexos
  • Pimenta com Limão
  • Pin Ups
  • Polivalência
  • Ponto de Fuga
  • Quem Mandou Nascer Mulher?
  • Quem o Machismo Matou Hoje?
  • Reino da Almofada
  • Reload
  • Roupas no Varal
  • Saiwalô
  • Se o poeta pra viver
  • Sem Açúcar
  • SexoAchoLegal.com
  • Solidaliberdade
  • Tempestade e Paixão
  • Tereza Não Existe
  • Todas Nós
  • Tutto Petit
  • Urbanamente
  • Who The Hell is Cely?
    • META

    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    O melhor do Brasil são os brasileiros…

    Denise | Celebrando | Friday, 31 December 2004

    confraternizacaodoorigem2005.jpg
    Juliana, Fred, eu, Graça e Rosa
    Telma, Iza
    Luciana, Regina e Gabrielzinho

    O Governo Lula está lançando uma campanha: “O melhor do Brasil, são os Brasileiros”. Francamente, acho a campanha triste e patética. Era só o que faltava, aumentar a auto-estima do povo, através de campanha institucional…

    Pior ainda quando ficam repetindo na novela das oito que “lugar de brasileiro é no Brasil”… por favor, o que o povo precisa é de segurança, emprego, saúde, educação… aí, sim, vai ter mais orgulho de ser brasileiro.

    Mas, dito isso.. é verdade… o melhor do Brasil são os brasileiros e brasileiras… essa turminha da foto aí acima prova isso. São brasileiros comprometidos com a construção de um país melhor.

    Fizemos essa foto na confraternização do Origem. Festinha super divertida! fizemos brincadeiras, amigo secreto (eu tirei minha mãe!), sorteio de um papai noel fofo que eu trouxe dos EUA e lemos quais eram as nossas expectativas na festa de confraternização do ano anterior… descobrimos que conseguimos quase tudo que queríamos! uma vitória!

    É bom demais estar aqui, com esses amigos arretados!

    Vejam aqui as fotos da nossa festança.

    Se gostar, compartilhe:

    Receita de Ano Novo

    Denise | Celebrando | Tuesday, 28 December 2004

    Queridíssim@s… cá estou eu, em Olinda, me divertindo muuuuuuuuuuito… mas sem tempo pra nadinha… encontrando os amigos, almoçando com a mamãe e a titia… amanhã tem festinha de confraternização do Origem, com amigo secreto e tudo… depois festinha das blogueiras na casa da Isa… o regime já dançou… mas, tá tudo indo bem demais :)

    Queria muito visitar cada um(a) de vocês, mas a minha internet, aqui de casa, é discada e o computador lentíssimo, cada página leva uma eternidade pra abrir e o tempo é curtíssimo… mas não esqueço e assim que encontrar uma internet decente vou correndo ler os blogs pra saber do natal e ano novo de vocês!

    Por enquanto, eu lhes desejo tudo de bom, muitas felicidades em 2005 e deixo essa Receita de Ano Novo, do Drummond, que eu adoro:

    Para você ganhar belíssimo Ano Novo
    cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
    Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
    (mal vivido talvez ou sem sentido)
    para você ganhar um ano
    não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
    mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
    novo até no coração das coisas menos percebidas
    (a começar pelo seu interior)
    novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
    mas com ele se come, se passeia,
    se ama, se compreende, se trabalha,
    você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
    não precisa expedir nem receber mensagens
    (planta recebe mensagens?
    passa telegramas?).

    Não precisa fazer lista de boas intenções
    para arquivá-las na gaveta.
    Não precisa chorar de arrependido
    pelas besteiras consumadas
    nem parvamente acreditar
    que por decreto da esperança
    a partir de janeiro as coisas mudem
    e seja tudo claridade, recompensa,
    justiça entre os homens e as nações,
    liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
    direitos respeitados, começando
    pelo direito augusto de viver.

    Para ganhar um Ano Novo
    que mereça este nome,
    você, meu caro, tem de merecê-lo,
    tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
    mas tente, experimente, consciente.
    É dentro de você que o Ano Novo
    cochila e espera desde sempre.

    Se gostar, compartilhe:

    As Tsunami em Penang e a dor na Suécia

    Denise | Pelo Mundo Afora... | Tuesday, 28 December 2004

    lonepine.jpg

    Gente, que tristeza esse desastre na Asia e Africa… Eu, que sou uma chorona, não consigo parar toda vez que vejo o sofrimento das pessoas que perderam os que amam, por causa das tsunami.

    Também fico revoltada em saber que pelo menos parte dessa dor poderia ter sido evitada, se os países estivessem em um programa que avisaria sobre a catástrofe.

    Vi um cientista dizendo que souberam o que estava para acontecer, mas não tinham a quem, nem como, avisar… entendo que é tudo muito complexo, o tempo era curto, mas será que não podiam ter telefonado para os governos, para a imprensa local? não sei… é tudo muito confuso… Lucia Malla, você sabe mais sobre isso?

    Penang

    Por um desses presentes do destino, tive o enorme prazer de visitar quatro vezes a ilha de Penang, na Malásia, séde da WABA, rede com quem trabalho, desde 1992.

    Algumas vezes fiquei hospedada no Lone Pine Hotel, em Batu Ferringhi, a região de praias e área turística importante da ilha.

    Imaginem a minha cara ao ver essa ilhazinha – que ninguém conhece – na televisão, sendo invadida por ondas gigantescas… e o que é mais absurdo, reconheci essa imagem aí acima, divulgada em toda imprensa, é do Lone Pine, o hotel em que nós ficávamos sempre!

    Assustada, telefonei pros amigos da WABA e, ainda bem, nenhum dos meus amigos foi atingido pela Tsunami.

    Penang é uma ilha muito especial, onde convivem, pacificamente, três etnias, os indianos, os malaios e os muçulmanos. Com religiões diferentes, mas todos com uma profunda e linda espiritualidade. Essa mistura resulta numa ilha fantástica, onde podemos, caminhando, visitar, no centro da cidade, uma mesquita, dois templos indianos e dois templos malaios. Sem falar que a comida é divina.

    Recebi uma mensagem da WABA, informando que eles sentiram o tremor da terra e tiveram que sair dos seus apartamentos, voltando em seguida, mas, por sorte, ninguém estava na região costeira.

    Mas a dor é grande, o país está em luto e eles pedem que todos, de todas as religiões, rezem ou orem pelos que foram vítimas do desastre e pelos seus familiares que estão sofrendo uma dor irremediável.

    Suécia

    Ted está na Suécia e disse que o país está profundamente consternado. Segundo ele, foi anunciado que mais de 1500 suecos estão desaparecidos. A Tailândia, e mais especificamente as ilhas atingidas, são os destinos preferidos dos suecos, no inverno, pra fugir do frio de fim de ano.

    A primeira pessoa em quem pensei foi a Jackie, brasileira que vive na Suécia, mas está sempre indo pra Tailândia e já tinha dito lá no blog dela que estava indo pra lá em poucos dias. Corri pro Diario de Bordo e li que ela escapou do desastre porque adiou a viagem um dia!!! Gente, que alívio…

    Agora, resta apenas torcer para as autoridades tomarem as medidas necessárias para que isso não aconteça novamente e que os países tenham como evacuar as áreas com alguma antecedência…

    Se gostar, compartilhe:

    Árvore de Felicidade

    Denise | Celebrando | Saturday, 25 December 2004

    Ri
    Perdoa
    Relaxa
    Pede ajuda
    Faz um favor
    Delega tarefas
    Rompe um hábito
    Faz uma caminhada
    Expressa o que sentes
    Sai pra andar, ou correr
    Termina um projeto desejado
    Sorri outra vez. Ouve a natureza
    Lê um bom livro. Canta na ducha
    Pinta um quadro. Sorri ao teu filho
    Permite-te brilhar. Olha fotos antigas
    Ajuda um idoso. Cumpre tuas promessas
    Escuta um amigo. Aceita um compromissoo
    Mostra a tua felicidade. Escreve no teu diário
    Trata-te como um amigo. Permite-te enganares-te
    Faz um álbum familiar. Toma um banho prolongado
    Por hoje não te preocupes. Deixa que alguém te ajude
    Olha uma flor com atenção. Perde um pouco de tempo
    Apaga o televisor e fala. Escuta a tua música preferida
    Aprende algo que sempre desejastes. Assista bons filmes
    Fala aos teus amigos. Faz uma pequena mudança na vida
    Faz uma lista das coisas que fazes bem. Olha a biblioteca
    Fecha os teus olhos e imagina as ondas da praia.
    Faz alguém sentir-se sempre bem-vindo
    Diz às pessoas amadas que as ama
    Dá um nome a uma estrela
    Sabe que não estás só
    Planeja uma viagem
    Pensa no que tens
    Dá-te un presente
    Respira profundo
    Cultiva o amor

    Feliz 2005

    __________________________________

    Peguei essa árvore na coluna do Luis Caversan, de hoje. Achei bacana e pensei que pode plantar boas idéias nas nossas mentes, nesse ano que tá começando.

    Estou viajando pro Brasil daqui a pouquinho. Espero que o natal de vocês tenha sido delicioso. O nosso foi bacana, tranquilo, apenas eu, Ted e Bia aqui em casa e um contato via internet com a turminha que tá no Brasil…

    Nos vemos em breve… antes de 2005!

    FELIZ NATAL!!!!

    Denise | Celebrando | Wednesday, 22 December 2004

    2004natal3.jpg

    Querid@s amig@s, esse vai ser meu último post, antes do natal. Quero aproveitar para desejar a vocês um natal bem bacana, em paz, com muito amor, saúde e harmonia…

    Resolvi colocar pra vocês, nesse meu post de natal, um pedacinho da minha casa, que é o lugar mais importante do mundo, pra mim, e que eu quero compartilhar com vocês. Espero passar pra vocês, com essas fotos a nossa mensagem de muito amor e altíssimo astral!

    Bom, esse ano, não temos árvore de natal. Tínhamos decidido que íamos comprar um pinheiro “de verdade”, por isso deixamos a nossa artificial na Suécia. Acontece que vamos viajar no dia de natal e não teríamos tempo de tirar os ornamentos e mandar a árvore pra reciclagem… e árvore de natal viva precisa de água e cuidados… assim, ficamos sem nenhuma…

    Mas, eu adoro vestir a minha casa pro natal… então, anteontem, fui lá na minha caixinha de enfeites e saí espalhando umas coisinhas, pelo caminho, como vocês vão ver aí abaixo…

    2004natal2.jpg
    Quando acendemos as velas, esses anjinhos suecos ficam rodando.

    2004natal4.jpg
    Comprei esse enfeitinho há mais de 10 anos, na Mesbla!

    2004natal7.jpg
    Adoro enfeites feitos de materiais naturais, como madeira.

    2004natal9.jpg
    Esse cavalinho é um enfeite típico da Suécia.

    2004natal1.jpg
    A meia da esquerda é de Ted e é a mesma de quando ele era criança!

    nossaarvore1.jpg
    Aproveitando uma luminária, fiz uma “árvore de natal” estilizada.

    2004natal8.jpg
    Os presentes, meus, de Ted e Bia, enviados pela família de Ted ou que compramos uns pros outros. Difícil segurar Bia pra não abrir logo!

    arvoreirene.jpg
    Árvore na entrada do meu prédio. Eu e Ted no espelho.

    Infelizmente, estou completamente sem tempo pra visitar os blogs amigos, e quando chegar no Brasil (dia 26) vai ser pior… mas vocês estão na minha mente e estou desejando, sempre, tudo de bom pra cada um(a), nesse natal e sempre!!!

    ____________________________________

    Não deixem de visitar nossa Galeria de Fotos de Natal, dos amigos que fazem, comigo, o Síndrome de Estocolmo… tá super bacana, com 45 fotos de pessoas do Brasil, Suécia, EUA, Japão, Polônia, Coréia do Sul, Itália, Inglaterra, Suiça, Holanda, Peru, Alemanha e Marrocos.

    É super legal ver a carinha das pessoas que deixam seus comentários por aqui… você ainda pode mandar sua foto… depois do natal, ainda tem ano novo ;)

    ____________________________________

    Meu presente de natal pra vocês:

    Cliquem aqui pra ouvir a música que eu considero a mais bonita do ano… “Everybody’s gotta learn sometime” (Algo como “todo mundo acaba aprendendo, um dia”), de Beck, trilha sonora do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembrança, que também foi o melhor filme de 2004, pra mim!

    Se gostar, compartilhe:

    Festinhas em DC

    Denise | Celebrando | Tuesday, 21 December 2004

    Confraternização dos vizinhos

    Nós moramos em um prédio bem interessante, onde vivem, também, muitos funcionários das Nações Unidas, Banco Mundial e FMI (oooops…). Hoje foi a nossa primeira festinha no prédio. Bia arriscou uns minutos, mas a faixa etárea era meio inadequada pra ela, adolescentes não encaram esses programas…

    Encontramos um casal da Sri Lanka, muito bacana, Luhini e Arun. Eles conheciam várias pessoas com as quais Ted havia trabalhado no Sri Lanka, e o papo acabou sendo bem agradável.

    Luhini se ofereceu pra me ajudar a colocar meu sari, quando eu precisar… sari é aquela roupa indiana toda enrolada na gente, linda, mas que eu nunca aprendi a vestir sozinha.

    Agora, impressionante é a idade deles. O Arun tem 78 e ela vai fazer 80 anos… esses asiáticos não envelhecem… eu com 40 e Ted com 56, ficamos invejando aquela boa forma toda! qual será o segredo? alimentação? espiritualidade? ou são os genes mesmo?

    ireneparty.jpg

    Confraternização em PATH

    E ontem, dia 20, fomos pra confraternização do PATH, instituição onde Ted trabalha. Foi bem divertido.

    O grupo fez uma brincadeira que acabou sendo interessante. Cada pessoa escreveu algo sobre seu passado, do tipo “eu comia insetos quando era criança” *. Aí o grupo tinha que adivinhar quem escreveu aquela frase. Foi engraçado.

    Tem uma brasileira muito gracinha, lá, a Cristina, que foi responsável pela organização da festa e fez um ótimo trabalho. A confraternização foi em um bar, em Dupont Circle.

    Eu e Ted ficamos na coca diet, mas minha filhota metida, foi de Cosmopolitan… chiquérrrima!

    festinhapath.jpg

    * A moça que comia insetos nasceu em Papua Nova Guiné…

    Se gostar, compartilhe:

    Floquinhos de neve

    Denise | Celebrando | Monday, 20 December 2004

    Gente, ontem caíram os primeiros floquinhos de neve… o frio estava grande, mas eu estava muito, muito feliz!

    Já estou começando a celebrar… adoro natal…

    Desejo tudo de muito bom pra todos vocês! muita harmonia, felicidade, alegria…

    Ainda dá tempo de mandar sua foto pra nossa Galeria de Natal ;)

    Volto já…

    Update: Os floquinhos foram alarme falso, o dia está azulzíssimo e com muito sol… nenhuma esperança da gente ter um “White Christmas”…

    Se gostar, compartilhe:

    Fly me to the moon!

    Denise | Carpe Diem | Saturday, 18 December 2004

    barnes.jpg
    Foto da livraria à esquerda e o cinema, na frente (Bethesda)

    Querido diário,

    Ontem foi um dia maravilhoso!

    De manhã, dei uma boa trabalhada… discuti o futuro do Origem com Luciana, pelo MSN, o que vamos fazer em relação aos projetos que estão acabando e como dar continuidade, se não tivermos dinheiro nenhum. Grande desafio, mas que vamos vencer!

    Também revemos os nossos planos pra minha ida ao Brasil, daqui a pouco, e fiz o sorteio (pelo site), do Amigo Secreto para a nossa confraternização, do Origem, que vai ser dia 29.

    Depois, preparei uma galinhazinha assada e cozida, bem gostosas, pra Bia e Sophia (que estava aqui em casa e também está em dieta low carb!) e dei uma mãozinha a Bia, que estava responsável por arrumar a casa. Depois, Bia foi dormir na casa de Sophia.

    asbia.jpgOooba!!! Chegaram várias caixas de presente, pelo correio, da família de Ted, mas só vamos abrir na noite de natal! Bia recebeu o presente de Amiga Secreta, a coisa mais linda do mundo, um ursinho com o signo dela, áries, isso é uma amiga secreta fofa! descobriu até o aniversário de Bia, lendo aqui no blog!

    A casa está com presentes espalhados por todos os lados – nossos e os que vamos dar, seja no Brasil, nos EUA, na Suécia ou pelo mundo afora! hehehe…

    De tarde, fui ao correio, em Bethesda, mandar um presentinho pra NY e pegar um pacote, que mamãe mandou, com uns remédios que precisamos aqui (passaram, sem problemas na alfândega), umas revistas que demoraram tanto pra chegar que estavam meio velhinhas, mas sempre é divertido de ler e vários envelopes de Clight (bebida low carb e sem açucar que eu adoro).

    Depois fui pra livraria Barnes and Noble e fiquei lá um tempinho, esperando por Ted, depois fomos jantar num restaurante indiano maravilhoso, que fica quase do lado. Eu comi Dal (lentilhas), Palak Paneer (espinafre com queijo cottage) e galinha com curry… hummmm… uma delícia! (saí da dieta uma vezinha… hehehe). Mas, depois, só umas trufas low carb de sobremesa ;)

    chemoto.jpgAtravessamos a rua pra um cinema de arte, que é uma gracinha, onde fomos assistir Diarios de Motocicleta. ADOREI. Tive que me segurar pra não chorar pela nossa querida Latino America… fiquei achando minha vida tão “pequena”, pensei em quanto eu gostaria de fazer alguma coisa pra contribuir um pouco para melhorar o mundo… Pensei nas comunidades de Recife e em quanto eu poderia ter feito muito mais do que fiz (muito pouco!)…

    Bem, enquanto eu estava nessas divagações, voltamos pra Barnes and Noble pra pegar um taxi (não temos carro e tava frio demais pra ir até o metrô com o casaquinho leve que eu estava usando).

    Aí foi quando tivemos a melhor surpresa do dia!!!!!!!!

    Tinha um cara, lindo de morrer, astrônomo amador, com uma caneca de café na mão e um chapeu de papai noel… e com dois telescópios absolutamente gigantescos, parados na frente da livraria, mostrando, nada mais nada menos que a lua e saturno!!!!

    Gente, eu nunca tinha visto nada tão lindo e tão perfeito antes… a noite estava belíssima, sem nenhuma nuvem e a imagem da lua era ENORME, com todas a sua reentrâncias e saturno até mostrava as suas luazinhas!

    flymetothemoon.jpgA imagem da lua, principalmente, que era bem parecida com a que vemos nessa foto… fechou meu dia com chave de ouro!

    Achei muito bacana a iniciativa do rapaz, que não estava cobrando nada por isso, apenas queria compartilhar com os outros toda a beleza a que ele tem acesso todo dia.

    Fiquei pensando que a gente não precisa ser um Che Guevara pra fazer coisas bonitas e úteis pros outros. Pequenas atitudes, como a desse astrônomo, já podem alegrar o dia de muita gente… aí fui dormir feliz da vida…

    Se gostar, compartilhe:

    Feto roubado do útero da mãe

    Denise | Pelo Mundo Afora... | Saturday, 18 December 2004

    roubofeto.jpgSe você fica impressionada(o) com “Senhora do Destino” e com os riscos que corremos na Internet… veja só o que eu acabei de ver na TV daqui…

    Uma mulher de 23 anos, grávida de oito meses, Bobbie Jo Stinnett, conheceu Lisa Montgomery, de 36, numa sala de bate papo. As duas ficaram amigas e Lisa disse que queria comprar um cachorro de Bobbie. Marcaram um encontro na casa de Bobbie Jo, em Skidmore, cidade no Missouri.

    Ao chegar lá, Lisa estrangulou Bobbie, cortou sua barriga e sequestrou seu bebê.

    Lisa Montgomery é mãe de dois jovens na high school e afirmava que estava grávida. No dia do assassinato, ela viajou 40 milhas, dizendo que ia fazer compras. De lá telefonou para o marido dizendo que tinha entrado em trabalho de parto e estava com o bebê. No dia seguinte confessou que tinha roubado o bebê da barriga da mãe.

    O bebê, uma menina, que recebeu o nome de Victoria Jo, já está com o pai (que estava trabalhando na hora do crime) e passa bem. Os médicos dizem que foi um milagre como ela sobreviveu, após ser retirada do útero dessa forma.

    A história toda é absurda, mas o que eu achei mais incrível foi:

    1. A polícia demorou a encontrar o bebê, segundo eles porque “não tinha como colocar os dados no programa do computador, que exige data de nascimento, altura, cor de olhos e cabelo, da criança sequestrada”! fala sério… isso é que é burocracia!

    2. Ainda segundo a polícia, existem muitos casos de mulheres grávidas que foram assassinadas, nos últimos anos, para que se roubem seus fetos, em alguns casos para passar como seus.

    Gente, esse país tem umas pessoas muito loucas, mesmo! roubar recém-nascidos todo mundo já sabia – e virou até novela, no Brasil – mas… fetos???

    Foto: Casa de Bobbie Jo, onde aconteceu o crime.

    Mais detalhes: CNN

    Se gostar, compartilhe:

    Mostre-me seu sapato, e eu te direi quem és…

    Denise | Moda | Thursday, 16 December 2004

    sapatoseuebia.jpgMeninas e (principalmente) meninos, me perdoem, mas cansei de falar sobre tanta coisa séria. Hoje eu vou falar somente bobagem. Começando por sapatos.

    Eu não consigo entender o fascínio que as mulheres têm por eles. Bia enlouquece na frente de um scarpin de verniz vemelho, salto doze de metal…

    Adoro sapato velho, baixo e confortável. Olha que sou bem vaidosa, mas só com outras coisas… detesto comprar sapatos e quando compro, acabo não usando porque dou, sempre, preferência a um ou dois outros que já estão bem gastos e, consequentente, não apertam mais o meu o pé. Também adoro botas, mas sem salto nenhum. Tenho uma maravilhosa, que tem uns 6 anos e uso quase todos dias, no inverno!

    sapatinhosde.jpgTambém confesso que sou bem mesquinha, na escolha do sapato.

    Detesto gastar muito com eles. No final de semana passado, fui às compras com Ted e encontrei o meu sapatinho ideal, baixinho, cores lindas e custava somente… US$ 9,90… comprei cinco, uma de cada cor, na esperança de passar anos sem entrar numa sapataria…

    Nunca usei salto alto. Na adolescência, cheguei a 1.70 muito cedo, quando ainda tinha uns 13 anos, e os meninos não iam querer dançar comigo, se eu estivesse de salto alto, aí desisti deles.

    Já Bia adora salto enormes, chiquérrimos e fica andando pela casa de camisola e saltão pra ir se acostumando. Acho ótimo, eu jamais faria isso!

    Outra coisa que não me fascina, são as bolsas… tem gente que gasta verdadeiras fortunas com elas. Eu não. Pra dizer a verdade, as mais caras são as que eu menos gosto. Nem morta eu sairia de casa com uma Louis Vuitton. Sem querer ofender ninguém, essas são as mais detestáveis, pra mim… mas tem outras na mesma linha… hehehe…

    bolsas.jpgUltimamente, tenho visto tantas bolsas bonitinhas e baratas, por aqui, que confesso, estou começando a achar interessante, especialmente as menores ou as enormes. Andei comprando uma rosa, uma verde, uma de florzinhas, uma branca… mas quando estou de saída, apesar dos protestos de Bia, pego mesmo é uma mochila preta feiosa, mas super prática, que comprei ao pé do London Eye, quando a alça de uma super velhinha quebrou e me deixou na mão.

    Demorei muitos anos pra ter uma bolsa “de adulto”. Sempre gostei de umas coisas esquisitas, de franja, cor de rosa, de pele… até que um dia minha mãe me perguntou se já não estava na hora de comprar uma bolsinha mais “normal”… hehehe…

    sapatobia.jpgJá Bia, adora tudo, bolsas e sapatos e tem alguns das cores e modelos mais interessantes.

    Ela fica linda, mas eu acho que deve ser o meu espírito “bicho-grilo”, sobre o qual até já andaram escrevendo por aí. Ainda tô na linha do “liberdade é uma calça velha azul e desbotada”… conforto acima de tudo… e estou muito bem assim!

    _________________________________

    Meninas, estou adorando a conversa “mulherzinha”… interessante como nenhum dos meninos apareceu por aqui, ainda… hehehe… e adorei saber dos sapatos e bolsinhas de vocês…

    Depois que escrevi, dei uma saída, com Ted e, no metrô, fiquei olhando todos os sapatos. Realmente esses saltos altíssimos são podres de chique e as pernocas ficam lindas!

    Mas, como dói… não dá pra mim, não. Uma vez, fui pra um jantar num castelo em Uppsala, na Suécia e tive que usar um sapato com um saltinho, nem tão grande, mas finíssimo… ah, foi esse aí acima, na primeira foto, que Bia tá usando… gente, eu tive que andar me escorando em Ted ou nos corrimões, senão caía… um mico!

    Ah, Leila, você tá certíssima, eu compro 5 sapatos por 9,90 cada, pra descobrir que são meio “durinhos”, ou seja, corre o risco de eu nunca usar nenhum… se tivesse dado US$ 50,00 em um só, teria feito melhor negócio…

    Um outro comentário…toda vez que mudo de bolsa esqueço alguma coisa na anterior… cartão de crédito, chave, dinheiro… um horror, por isso tenho que ficar na mesma…

    Se gostar, compartilhe:

    Entrega do Prêmio Nobel Alternativo, em Estocolmo

    Denise | Suécia | Wednesday, 15 December 2004

    rlalogo.jpgTodo mundo já ouviu falar no prêmio Nobel, mas existe uma outra premiação, também na Suécia, bem mais desconhecida e que eu acho até mais interessante.

    Trata-se do Right Livelihood Award, também conhecido como Prêmio Nobel Alternativo, entregue, desde 1980, no prédio do Parlamento Sueco, para pessoas ou instituições que tenham “atuado na busca de soluções para os desafios mais urgentes para o mundo, hoje”.

    O prêmio, de 230 mil dólares, é dividido com 4 pessoas ou instituições das áreas de meio ambiente, direitos humanos, desenvolvimento sustentável, saúde, educação, paz, entre outras e foi criado pelo sueco Jakob von Uexkull, que vendeu sua coleção de selos raros, no valor de 1 milhão de dólares para iniciar a premiação.

    anwar.jpgUm dos primeiros a receber o RLA, em 1982, foi Anwar Fazal, comigo na foto ao lado, na Malásia, diretor honorário da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), pelo seu trabalho em defesa dos consumidores.

    A rede da qual faço parte, a International Baby Food Action Network (IBFAN), também foi premiada, em 1998, pela sua campanha “pelo direito das mulheres a amamentar.

    Do Brasil, foi reconhecida, pelo Right Livelihood Award, a contribuição de Leonardo Boff, MST, Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e o ambientalista José Lutzenberger.

    No último dia 09 de dezembro, a Suécia premiou, com o RLA:

    Swami Agnivesh e Asghar Ali Engineer (India): “…pelo seu forte compromisso e cooperação, em muitos anos, para promover os valores de co-existência, tolerância e compreensão na India e entre os países da Asia”.

    ONG Memorial (Russia): “…por mostrar, sob condições muito difíceis, e com grande coragem pessoal, que a história precisa ser registrada e compreendida, e os direitos humanos respeitados em todos os lugares”.

    Bianca Jagger (Nicaragua) “…pelo seu longo compromisso e campanha dedicada a uma ampla gama de questões de direitos humanos, justiça social e proteção do meio ambiente, incluindo o fim da pena de morte, a prevenção de abuso infantil, os direitos dos povos indígenas e conflitos armados.”

    Raúl Montenegro (Argentina) “…Por seu trabalho fantástico e abrangente com as comunidades locais e povos indígenas para proteção do meio ambiente e conservação dos recursos naturais na America Latina e em todo mundo.”

    No quadro abaixo, vocês podem ter uma idéia das diferenças entre o Nobel (coluna cinza) e o Right Livelihood Award (coluna azul). O último, tem premiado, muito mais igualitariamente, homens e mulheres, assim como tem privilegiado os países do Sul, muito mais que o Nobel, cuja esmagadora maioria de Prêmios vai para os países do Norte.

    comnparacaorla.gif

    Prova de que o RLA sabe das coisas é que a africana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz desse ano, já havia recebido o Right Livelihood Award em 1984, ou seja, 20 anos antes!

    _____________________________

    A cientista Lucia Malla deixou um comentário interessante sobre essa comparação feita entre os dois prêmios:

    “A comparacao com o Nobel acho meio cruel em certos aspectos, pois o desafio economico de se fazer ciencia nos paises “do sul” por exemplo ainda eh muito grande, entao a barra contrastante em cinza reflete nao uma postura “discriminatoria” do Nobel, mas a problematica economica q as ciencias em geral encontram… Reflete uma postura economica muito mais q uma postura digamos da “Academia Sueca de Ciencia” (se eh q esse eh o nome do orgao q escolhe o Nobel, posso com certeza estar enganada) ao escolher os vencedores.”

    Obrigada pelo comentário, Lu! Concordo plenamente com você, é duro ser cientista no Brasil, apesar de termos algumas das mlhores cabeças do mundo.

    Acho que a gente poderia, até dizer a mesma coisa em relação a gênero, já que as mulheres no Norte têm mais condições econômicas e, principalmente, culturais para de sobressair-se em suas áreas.

    Mas, como o Prêmio Nobel não é dado apenas na área de ciências (onde as dificuldades são bem concretas, mesmo), acho que esse desnível norte/sul e homens/mulheres também tem a ver com os critérios usados nas escolhas. Na literatura, por exemplo, também são poucos os autores e autoras do Sul e menos ainda as mulheres agraciadas com o Nobel.

    Se gostar, compartilhe:

    Santa Lucia celebrada na Suécia

    Denise | Tradições suecas | Tuesday, 14 December 2004

    luzia1.jpgA Suécia celebrou, ontem, o Dia de Santa Lucia, uma tradição italiana que, praticamente, desapareceu no país de origem, mas está cada vez mais forte lá em cima, no país do gelo.

    O dia 13 de dezembro é o mais escuro do ano, na Suécia, e a tradição de Santa Lucia vem iluminar a vida dos suecos e abrir as portas para as celebrações do Natal.

    É lindo de se ver. Quando estive lá, tive a oportunidade de ver as meninas vestidas de branco com uma fita vermelha na cintura e essa coroa de folhas de lingonberry e velas na cabeça. Depois que algumas cabeleiras pegaram fogo, as coroas têm pequenas lâmpadas e baterias.

    Os “meninos-estrela” carregam uma vela, vestem uma túnica branca, com um chapéu pontudo cheio de estrelas.

    luzia2.jpgNa tradição sueca, as meninas acordam cedo, vestem seu traje de Santa Lucia e levam o café da manhã – esses pãezinhos, com açafrão, os lusse-katt, e biscoitos de gengibre – para seus pais, ainda na cama.

    As meninas, vestidas de Santa Lucia, também levam os biscoitos e pãezinhos para as professoras nas escolas, onde também cantam músicas e apresentam-se para seus pais. Alguns grupos vão a hospitais, levar o café da manhã para os pacientes.

    luzia3.jpgEm algumas cidades, são feitos desfiles nas ruas, como procissões e até concursos de beleza para escolher a menina mais bonita, vestida de Santa Lucia.

    Mas, às vezes os adultos também “brincam” de Santa Lucia!!! quando estava lá, participei da Festa de Santa Lucia, na Universidade de Uppsala, organizada pelo departamento onde Ted trabalhava.

    Primeiro achei que estavam de gozação… imagina aqueles homens e mulheres vestidos exatamente como descrevi acima???… cai na gargalhada… mas, ooooooops… eles estavam levando tudo a sério, mesmo… distibuindo pãezinhos de açafrão (divinos) e cantando músicas para Santa Lucia. Foi meu primeiro choque cultural… hehehehe…

    tednoel.jpgNessa foto – hilária – ao lado, está Ted, fantasiado algo como um “papai noel”, com uma peruca inacreditável. Ao seu lado está um dos “star-boys”, um aluno chinês do Instituto de Saúde Materno Infantil, onde aconteceu a festa… imagina como eu caí de rir, vendo Ted desse jeito…

    Enfim, essa é uma tradição linda (para as crianças) e divertida (para os adultos) .

    A Celinha, que vive na Suécia, mostrou, em seu Fotolog, os lusse-katt que ela fez… uma delícia!!!

    Santa Lucia é a nossa Santa Luzia. Leia a história dela nesse site.

    _______________________________________________

    Só pra lembrar a vocês… a nossa Galeria de Natal está aumentando e já tem 30 lindas fotos!!! não deixe de participar, não fique acanhada(o), todos queremos ver a sua foto e que você participe da nossa “festa de natal virtual”!!!

    Visite a nossa Galeria de Natal e leia, no pé da página, como fazer para colocar sua foto, também!

    Se gostar, compartilhe:

    Filhos e escolas – Brasil, Suécia, EUA – Parte II

    Denise | Escolas & Educação | Sunday, 12 December 2004

    bcc.jpg

    Pois é. Como eu ia dizendo, aí abaixo, eu sempre fui muito preocupada com os valores e a metodologia usada nas escolas onde Bia estudou. Faltou, apenas, dizer que o Zab tem um ensino construtivista, baseado nas idéias de Paulo Freire.

    Enfim… chegamos nos EUA e fomos à procura da escola (pública). Aqui, os alunos têm que estudar numa escola próxima à sua casa, não podem ir para bairros afastados, então, decidimos onde morar, de acordo com o lugar onde tivesse a melhor escola e tivemos ótimas referências da Bethesda-Chevy Chase.

    A primeira coisa foi fazer a inscrição, num lugar, tipo “secretaria de educação de Montgomery County”. Fomos super bem atendidos. Bia fez um teste pra avaliar seu inglês e tirou uma boa nota. Passou direto pro nível 3 em 5.

    Aqui, nos EUA existe o programa ESOL – English for Speakers of Other Languages , que pretende ser uma transição dos alunos que estão emigando para os EUA e que ainda não têm condições de acompanhar todas as aulas na sala normal do High School.

    Ao contrário da Suécia, onde os alunos ficavam num departamento completamente separado (até porque não tinham noção absolutamente nenhuma do idioma sueco, claro). Aqui eles já começam tendo algumas aulas com os americanos. A idéia de estarem misturados é boa. Bia tem amigos americanos e eles não demonstram nenhum preconceito, isso favorece a integração.

    Mas o ESOL é uma coisa na teoria, outra na prática. Nos primeiros dias fiquei chocadíssima. Os alunos são jogados, de qualquer forma, nas salas de aula, sem que exista nenhuma tentativa de integrá-los, nenhuma socialização. Essa foi a nossa primeira experiência com a dura realidade do american way of life: “Cada um por si”.

    O primeiro mês foi muito difícil. Ela reclamava que não tinha tempo nem pra respirar; que não conseguia fazer amigos, porque o tempo fora da sala de aula era mínimo e detestava o clima de “medo” dos alunos, em relação aos professores, dentro da escola. Os professores não tinham nenhuma atenção especial para os alunos e se tivessem dificuldades tinham que se virar sozinhos. Eu fiquei revoltada.

    Mas, o que eu mais detestava, mesmo, era o clima de estímulo à competitividade, completamente contra todos meus princípios… são cartazes, espalhados pela sala, mostrando a graduação dos alunos, quem está em primeiro, segundo e terceiro lugares… o fim!

    Ted foi professor de escola elementar quando era bem jovem e disse que os professores, aqui, ao contrário da Suécia, se interessam pelos bons alunos, os que têm chance de tirar boas notas, os que são “troublemaker”, que gostam de bagunça, que são difícieis de adaptar, que têm problemas de aprendizado, esses, nenhum professor quer.

    Detesto isso.

    Por outro lado, o ensino daqui é muito mais fácil que no Brasil. Enquanto temos uma quantidade de absurda de assuntos, em nosso currículo, aqui os professores concentram em menos, mas repetem muito mais, o que eu gosto muito.

    Acho que a gente tem um currículo ridículo, completamente fora da realidade, no Brasil. Assunto demais que ninguém tem condição de absorver tudo aí vira “decoreba”, pra passar no vestibular..

    Enfim… o tempo foi passando, e Bia foi se enturmando, encontrando novos amigos, compreendendo melhor como a escola funciona… e hoje, pra minha surpresa, ela tira as maiores notas que tirou em toda a vida. Está estudando tão sério que só tem A, em quase todas as matérias, especialmente matemática, onde virou assistente da professora!

    Como, aqui nos EUA, o histórico escolar pesa muito na hora de entrar na faculdade, ela está indo muito bem. A professora disse que, se ela mantiver o nível de notas, atual, ela poderia entrar até em Harvard!

    Outra coisa que me surpreendeu foi o quanto a escola, ao contrário do que eu imaginava, especialmente nos primeiros dias, está sempre presente e com um acompanhamento detalhado do aproveitamento do aluno, junto aos pais. Todos meses recebemos cartas dizendo como estão as notas dos alunos, se ele está fazendo as tarefas de casa ou não, e avisando se tiver faltas ou atrasos.

    Tem também um site “web grade”, onde os pais podem acompanhar as notas em cada quesito (provas, quiz semanais, tarefas de casa etc.)., além de informar a média da sala e qual a posição do filho em relação aos outros. Alguns professores mandam emails pros pais avisando que, em tal dia, os alunos vão ter prova.

    Cada aluno tem uma “conselheira”, com o qual pode conversar, reclamar, fazer solicitações relacionadas à escola. Eu estive, algumas vezes com a conselheira de Bia, uma pessoa muito interessante e que tem ajudado, sempre que preciso.

    Enfim, fui vendo que, como todas as outras escolas, onde Bia estudou, essa também tem seu lado positivo, não são apenas reclamações…

    Aí, dia desses, Bia estava aqui em casa com Sofia (uma amiga da escola, francesa) e nós conversávamos sobre esse sistema tão competitivo na escola, eu perguntei o que elas achavam. Não é que elas disseram que gostam, que acham esse sistema muito mais desafiador, que todo mundo quer tirar boas notas, se destacar, por isso elas estudam tanto…

    Bom, minha cabeça deu um nó, né? não tem nada a ver com tudo que eu sempre esperei em termos de educação formal… mas só posso afirmar que Bia nunca estudou tanto na vida… continua questionadora, faz críticas coerentes aos professores, cobra deles, mas está, também, muito mais responsável e disciplinada.

    Está preocupada, pela primeira vez na vida, em se preparar pra vida adulta. A escola, não é como no Brasil, onde o objetivo é decorar o máximo possível para passar no vestibular. Aqui, cada tarefa de casa que ela não faz pesa negativamente na entrada dela na universidade. O currículo tem um peso enorme.

    Enfim… essa tem sido mais uma lição para que eu esteja sempre aberta a rever meus conceitos…a gente precisa, sempre, ser flexível e se adaptar às novas realidades. Temos os nossos pré-conceitos e fazemos nossas avaliações a partir deles, mas sempre é importante estar abertos para novas experiências e tirar delas o melhor.

    Talvez a minha “fórmula”, acidentalmente, tenha funcionado bem… na primeira infância, quando sua personalidade estava em formação, Bia passou por uma experiência que a levou a não aceitar tudo sem pensar antes…

    Hoje, talvez, esse mergulho na realidade do país onde vai viver esteja sendo o melhor que ela poderia ter. E a base que ela adquiriu há mais de 10 anos, vai ajudá-la sempre e vai ser um alicerce seguro para sua nova realidade, que ela vai incorporar e se adaptar a ela, mas sempre questionando e com uma visão crítica do mundo.

    ________________________________________

    Atualização:

    Fui na escola de Bia, hoje de manhã, porque ela vai ficar mais uns dias no Brasil, e precisava justificar. Aqui, se faltar mais que 5 dias em um semestre, o aluno perde o crédito daquela matéria.

    Conversei com a professora de ESOL dela (algo como professora de Inglês) e fiquei super orgulhosa… quando ela soube que eu era a mãe de Beatriz fez um carnaval… hehehe. Disse que Beatriz não é só extremamente inteligente, participativa, interessada, responsável, mas é uma garota muito especial, com uma “visão multicultural impressionante”, que sabe discutir tudo criticamente, tem o pensamento articulado e que tem muito futuro… Ai, ai… imagina se fiquei feliz????

    Bia recebeu um “certificado” por ter tido um nível de notas (GPA – grade point average) acima de 3.40 (num máximo de 4), no primeiro período. Como ela nunca foi uma ótima aluna, antes, e está numa fase difícil de adaptação em mais um novo país, isso é uma grande conquista pra gente.

    Amanhã, teremos uma reunião com a conselheira da escola, para planejar tudo que Bia precisa fazer, visando entrar na faculdade que deseja (Relações Internacionais). Ela perdeu dois anos, no período que estávamos na Suécia e lá só estudou sueco, então tem que correr atrás do prejuízo!

    _______________________________

    Estou adorando ler sobre as experiências de vocês, aí nos comentários! como sempre, estão enriquecendo muito esse post!

    Se gostar, compartilhe:

    Filhos e escolas – Brasil, Suécia, EUA – Parte I

    Denise | Escolas & Educação,Suécia | Friday, 10 December 2004

    zab3.jpg
    Bia, toda orgulhosa, na plantação de milho
    da qual fez parte, no Zab.

    Escola é coisa muito séria, pra mim. Especialmente nos primeiros anos, onde forma-se a personalidade e onde podem começar a aparecer os primeiros preconceitos, nas crianças.

    Mais do que ensino rigoroso, sempre estive à procura daquela escola que tivesse os mesmos valores que os meus. Nunca me preocupei que Bia tivesse excelente notas, mas que desenvolvesse seu senso crítico, soubesse se expressar.

    Quando ela foi crescendo, me interessava em saber se ela estava lendo bons livros, assistindo bons filmes, tendo opiniões próprias do que se destacando nas provas da escola. Não adianta decorar tudo e não entender o que se está falando.

    Nesse procura incansável, por uma boa escola, Bia estudou em onze, somente em Recife (Lubienska, Solar da Criança, Recanto, Instituto Capibaribe) e Olinda (São Bento, Luisa Cora, Objetivo, Dom Bosco, Academia Santa Gertrudes, Atual e Zab)!!!

    Em algumas delas, ela não chegou nem a esquentar a “carteira”, não estudou nem uma semana, se eu percebesse que tinha alguns sérios problemas (dentro dos meus critérios), já tirava logo. Sei bem que isso não foi o ideal, mas ela sobreviveu e acredito que isso a ajudou muito a se acostumar, hoje em dia, com o troca-troca de países e escolas… hehehe…

    zab1.jpgUma escola, destacou-se e teve um papel fundamental na formação de Bia. Foi o ZAB e foi onde ela passou a maior parte da infância. Uma escola alternativa, cujo “sub-título” era “Escola Chico Mendes”, e onde ela tinha aulas de capoeira, os alunos discutiam racismo e gênero, não usavam farda e o lanche era coletivo (ninguém podia trazer nada de casa).

    A maioria dos pais dos alunos do ZAB trabalhavam em ONGs e movimentos sociais e as festinhas da escola eram uma farra pra gente também. Pais e filhos se divertiam com festas sempre voltadas pra cultura popular. Chegamos a organizar um “Grupo de Pais e Amigos do Zab”, que tentava ajudar a escola a se manter e tínhamos nosso bloco ZAB, no carnaval.

    Do ZAB, ela foi pra escolas mais tradicionais, de freira, padre e até cursinho. Aí, o “estrago” já estava feito… hehehe… os alunos que saem do ZAB (lá só tem o primário) são conhecidos nas escolas mais tradicionais, porque são questionadores, não engolem nenhuma resposta sem uma boa explicação… ex-alunos do ZAB acabaram formando um grupo muito especial de adolescentes espertíssimos, hoje em dia!

    A experiência de escola de Bia na Suécia também foi maravilhosa. Já expliquei como a escola de sueco para imigrantes funcionava nessa página e nessa.

    A estrutura da escola era excelente, professores maravilhosos, que nasceram pra isso. Além do apoio financeiro (Bia recebia um cartão que dava direito a todo o transporte – metrô e ônibus – gratuito, material escolar e cerca de 350 reais por Mês), ela recebeu um apoio emocional que foi fundamental para superar os dificílimos primeiros meses.

    congo.jpgA convivência com alunos dos mais diversos lugares, como Tailândia, Congo (foto), Chile, Turquia, Filipinas, Grécia, Polônia, Costa do Marfim, Nicarágua, Uzbequistão e Etiópia ensinaram a ela a lição mais importante que aprendeu na Suécia… a tolerância.

    Não sei como seria o “high school” na Suécia, porque essa escola era especial para imigrantes, onde aprendia apenas sueco, um pouco de matemática e inglês, mas nessa escola, especificamente, foi uma experiência de trabalho de coletividade e respeito às diferenças…

    Por isso, ao chegar nos EUA, a experiência na escola de Bia foi meu primeiro choque. Tive que começar a rever meus conceitos, pra sobreviver ao acachapante “american way of life”…

    Mas, sobre isso… vou escrever amanhã… “to be continued”…

    Se gostar, compartilhe:

    Cadê vocês??!!

    Denise | Blogosfera,Celebrando | Friday, 10 December 2004

    bianatal4.jpgSó um avisinho pra lembrar a você que estou esperando a sua foto pra nossa Galeria de Natal… já temos mais de 20 fotos, mas a sua não pode faltar, né?

    Essa Galeria foi criada para que possamos passar toda a nossa boa energia pra quem visita o blog, nesse final de ano! como vocês sabem, aqui não é a “minha casa”, mas é a “a nossa pracinha”.

    Recapitulando: mande uma foto sua sozinha(o), com o(a) namorado(a), marido (esposa), amigos, filhos, a mãe, pai ou quem mais for… Se puder, use a imaginação… tire a foto num lugar bonito da cidade onde mora, segurando um cartão com uma frase ou palavra, juntinho a sua árvore de natal, a um enfeite natalino… Mas, se não puder, todas as fotos serão benvindas!

    Pode participar qualquer pessoa que já visite o Síndrome de Estocolmo há tempos ou que só entrou agora. Envie, fotos salvas em JPG, GIF ou BMP, para denisemcarcoverde@yahoo.com.br, colocando no “assunto/subject”: “Natal no Síndrome de Estocolmo”. Estou esperando até o dia 23 de dezembro.

    Foto: Bia, sapequíssima, num natal há uns 10 anos atrás!

    Se gostar, compartilhe:

    .