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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Ganhei um presente…

    Denise | Blogosfera | Saturday, 30 October 2004

    travessia.jpgTinha que registrar, aqui, que acabei de receber esse livro “Travessia”, um romance de uma brasileira, exilada política na Suécia, na época da ditadura militar… A Wilma esteve por aqui e disse que tinha o livro, falei que adoraria lê-lo… está fora de catálogo, não se encontra em livraria nenhuma. Ela mandou pra mim!!!

    Internet é ou não é uma delícia??? e ainda tem gente que diz que é um meio “frio”… Um grande beijo, Wilma, e muitíssimo obrigada! vou começar a ler agorinha!

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    Explicações sobre a entrevista de Monica Dallari

    Denise | Bobagenzinhas | Saturday, 30 October 2004

    Semana passada, escrevi um post comentando a entrevista da nova namorada do Suplicy, na qual ela fala horrores de Marta, a ex. Meu querido amigo Guilherme, do inteligentíssimo blog ¡Ay, Caramba! deixou um comentário dizendo que a entrevista era um horror, miopia moral etc. Eu concordei com ele. Como sempre faço se estou errada, assumi a minha própria “miopia moral” ao comentar algo tão mesquinho e trocamos carinhosas mensagens sobre isso.

    Na verdade, não tinha retirado o post, mas escondido num link no de Gil. Não tenho nenhuma vergonha dos meus erros, na verdade, eles apenas provam que eu não quero ser dona da verdade. Mas reconheci que, em época de eleição, é bem mais que uma questão moral divulgar a entrevista dessa senhora.

    Mas, como estão me escrevendo, questionando porque tirei… basta clicar aí abaixo e ler tudo que aconteceu. Apenas não quero dar mais divulgação à tal entrevista.

    (Continue lendo aqui)

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    Para viver um grande amor

    Denise | Literatura,Poesia | Thursday, 28 October 2004

    Para viver um grande amor, preciso
    É muita concentração e muito siso
    Muita seriedade e pouco riso
    Para viver um grande amor

    Para viver um grande amor, mister
    É ser um homem de uma só mulher
    Pois ser de muitas – poxa! – é pra quem quer
    Nem tem nenhum valor

    Para viver um grande amor, primeiro
    É preciso sagrar-se cavalheiro
    E ser de sua dama por inteiro
    Seja lá como for

    Há que fazer do corpo uma morada
    Onde clausure-se a mulher amada
    E postar-se de fora com uma espada
    Para viver um grande amor

    Para viver um grande amor direito
    Não basta apenas ser um bom sujeito
    É preciso também ter muito peito
    Peito de remador

    É sempre necessário ter em vista
    Um crédito de rosas no florista
    Muito mais, muito mais que na modista!
    Para viver um grande amor

    Conta ponto saber fazer coisinhas
    Ovos mexidos, camarões, sopinhas
    Molhos, filés com fritas, comidinhas
    Para depois do amor

    E o que há de melhor que ir pra cozinha
    E preparar com amor uma galinha
    Com uma rica e gostosa farofinha
    Para o seu grande amor?

    Para viver um grande amor, é muito
    Muito importante viver sempre junto
    E até ser, se possível, um só defunto
    Pra não morrer desunido

    É preciso um cuidado permanente
    Não só com o corpo, mas também com a mente
    Pois qualquer “baixo” seu a amada sente
    E esfria um pouco o amor

    Há que ser bem cortês sem cortesia
    Doce e conciliador sem covardia
    Saber ganhar dinheiro com poesia
    Não ser um ganhador

    Mas tudo isso não adianta nada
    Se nesta selva escura e desvairada
    Não se souber achar a grande amada
    Para viver um grande amor!

    Música: Vinícius de Moraes.

    _______________________________________

    Ted chegou da India, ontem. Tava com saudades.

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    Notícias da Suécia

    Denise | Suécia | Wednesday, 27 October 2004

    guanta.jpgGoverno anuncia apoio ao sueco Mehdi-Muhammed Ghezali, mantido preso, injustamente, por dois anos, na base aérea de Guantanamo, em Cuba, pelas forças americanas. Ele foi solto sem que nada pudesse ser provado contra ele e pediu ajuda aos governo sueco para processar os EUA. Será a primeira vez que a Suécia aprova apoio financeiro para ações legais contra os Estados Unidos.

    marie.jpgDepois de passar dois anos fora de circulação, por causa de um tumor no cérebro, Marie Fredriksson, da banda sueca Roxette está de volta, lançando, hoje, o disco solo “The Change”. A primeira música se chama “2nd Chance”, uma música de amor que levou apenas dez minutos pra Marie escrever: “Uma segunda chance, é exatamente como me senti ao acordar. Eu sou eternamente grata por cada dia.”

    nuclearpower.jpgNuma enquete divulgada ontem, foi demonstrado que cerca de 80% dos suecos são a favor da continuidade ou expansão das usinas nucleares no país, apesar dos planos do Partido Social Democrata de desmantelá-las. Acredita-se que esse sentimento pró-nuclear sueco está vinculado ao medo do aumento nas taxas de eletricidade, que já aumentaram em cerca de 50%, em média, desde a liberação do mercado de energético há 8 anos atrás.

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    Gil botando pra quebrar

    Denise | Bobagenzinhas | Tuesday, 26 October 2004

    E o que foi isso????

    gilwired.jpgGil está com a bola toda!!! ontem, foi anunciado seu nome como ganhador do Prêmio Polar de Música deste ano, concedido pela Academia Real de Música da Suécia.

    O anúncio foi feito em Estocolmo e o motivo de Gil receber a premiação foi por seu “compromisso criativo de levar ao mundo o coração e a alma da música brasileira” e seu “imenso talento, sua curiosidade e sua firme convicção cultural”.

    E, por aqui, nos EUA, eu acabei de receber a minha revista Wired, e encontrei uma matéria interessantíssima intitulada “Lute pelo seu direito à cópia”. Na capa, a chamada: “The Open Source Nation of Brazil”.

    Gil está lançando uma proposta de um arquivo musical online, onde músicas brasileiras poderão ser “capturadas”, sem nenhum custo, e já está colocando, ele mesmo, alguns dos seus clássicos disponíveis pra esse projeto.

    Na matéria, nosso ministro da cultura chama as corporações e governos de “fundamentalistas da propriedade intelectual absoluta”. É o Brasil na vanguarda da sociedade da informação…

    Leiam uma entrevista sobre isso, com o Gil, nesse link.

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    Tolerância, por Graciliano Ramos…

    Denise | Vida de Imigrante | Monday, 25 October 2004

    tolerancia.jpgTive que dar uma paradinha pra colocar isso aqui pra vocês… pesquisando umas coisas, encontrei essa frase que achei genial:

    “Desejo de ir além das aparências, tentar descobrir nas pessoas qualquer coisa imperceptível aos sentidos comuns. Compreensão de que as diferenças não constituem razão para nos afastarmos, nos odiarmos. Certeza de que não estamos certos, aptidão para enxergarmos pedaços de verdade nos absurdos mais claros. Necessidade de compreender, e se isto é impossível, a pura aceitação do pensamento alheio.” Graciliano Ramos

    Frase citada por Marilene Felinto no ensaio “Outros Heróis e esse Graciliano”, fundamental pra todo mundo, mais ainda mais pra quem mora fora do Brasil e convive com a diferença no cotidiano.

    Pra lembrar a cada momento e, se possível, lembrar aos outros…

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    Passeio no Potomac

    Denise | Carpe Diem,Fotografia,Washington, dc | Monday, 25 October 2004

    meupasseio1.jpg

    Ando super ocupada com o capítulo do livro, que estou escrevendo sobre amamentação, tenho apenas 5 dias pra entregar… volto em breve, com várias novidades! :)

    Por enquanto, vou deixar vocês com essas imagens de um passeio delicioso à beira do rio Potomac, sábado passado, em pleno por do sol… Ted está na India e Bia não queria sair… então fui sozinha com meu MP3 player, minha câmera e… adorei!!! caminhei 3 horas, só parando pra fotografar.

    De cima pra baixo, direita pra esquerda…

    • Por do sol visto do lado de Washington, na Ponte Arlington;
    • Helicópteros passam a toda hora, “tomando conta” da região, que é perto da Casa Branca e outros monumentos;
    • A mesma ponte, do outro lado, em Arlington, Virgínia, que já é outro estado americano;
    • De Virginia, a imagem do Memorial Lincoln e do obelisco;
    • Voltando pra DC;
    • Memorial Lincoln… aquela estátua lá dentro é essa imagem do Lincoln que está ai abaixo…

    lincoln2.jpg

    Pode não ser tão lindo como Estocolmo mas, como dizia Gil:
    “O melhor lugar do mundo é aqui e agora”.

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    I am what I am…

    Denise | Música,Para Malhar | Friday, 22 October 2004

    globodance.jpg

    Adorei o que vocês escreveram aí abaixo… somos o que somos, longe da perfeição, mas mesmo assim, maravilhosas!!! Levanta aí da cadeira e vamos dançar, em homenagem a todas que deixaram as dicas pra gente conhecê-las melhor… hoje tem festa no blog… é isso aí, nós somos o que somos, e o que somos não precisa de desculpas! iuhuhuhuihuhuhuhuhuuuuu…

    (Veja a tradução lá embaixo)

    I Am What I Am

    I am what I am
    I am my own special creation
    So come take a look
    Give me the hook or the ovation
    It’s my world
    That I want to have a little pride in
    My world
    And it’s not a place I have to hide in
    Life’s not worth a damn
    Till you can say
    I am what I am

    I am what I am
    I don’t want praise I don’t want pity
    I bang my own drum
    Some think it’s noise I think it’s pretty
    And so what if I love each sparkle and each bangle
    Why not try to see things from a different angle
    Your life is a sham
    Till you can shout out
    I am what I am

    I am what I am
    And what I am needs no excuses
    I deal my own deck
    Sometimes the aces sometimes the deuces
    It’s one life and there’s no return and no deposit
    One life so it’s time to open up your closet
    Life’s not worth a damn till you can shout out
    I am what I am

    (…)

    I am, I am, I am good
    I am, I am, I am strong
    I am, I am, I am I belong
    I am, I am, I am useful
    I am, I am, I am true
    I am, I am somebody
    I am as good as you, ah ha
    Ah ha, ooh ooh ooh ooh yes I am
    Ah ah ah ah

    Eu sou o que sou

    Eu sou o que sou
    Sou a minha própria criação especial
    Então venha dar uma olhada
    Me dê a deixa ou os aplausos
    É meu mundo
    E eu quero ter um pouco de orgulho nele
    Meu mundo
    E não é um lugar que eu tenho pra me esconder
    A vida não vale nada
    Até que você possa dizer
    Eu sou o que sou

    Eu sou o que sou
    Não quero elogios, não quero pena
    Eu toco minha própria música
    Alguns acham que é barulhenta, eu acho que é bonita
    E daí se eu adoro cada brilho e cada pulseira
    Porque não tentar ver de outro ângulo
    Sua vida é um blefe
    Até que você possa gritar
    Eu sou o que sou

    Eu sou o que sou
    E o que eu sou não precisa de desculpas
    Eu faço meu jogo
    Algumas vezes com ases, outras com coringas
    É uma vida só e não tem retorno, nem depósito
    Uma vida… então tá na hora de sair do armário
    A vida não vale nada
    Até que você possa gritar
    Eu sou o que sou

    (…)

    Eu sou, eu sou, eu sou boa
    Eu sou, eu sou, eu sou forte
    Eu sou, eu sou, eu sou… eu pertenço
    Eu sou, eu sou, eu sou útil
    Eu sou, eu sou, eu sou verdadeira
    Eu sou, eu sou, eu sou alguém
    Eu sou tão boa quanto você
    Ah ha, ooh ooh ooh ooh sim, eu sou
    Ah ah ah ah

    Para ouvir a música, clique aqui

    ________________________________________

    Mas, o post aí de baixo continua valendo… vão deixando as dicas de quem são vocês e nós vamos adorar continuar lendo!!!

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    Segredinhos…

    Denise | Me myself and I | Thursday, 21 October 2004

    denijanela.jpg

    Como eu preciso escrever bem rapidinho (lembram do meu capítulo do livro? tic-tac, tic-tac, tic-tac… faltam só 10 dias pra entregar!) , resolvi dar umas dicas pra os amigos e amigas virtuais que querem me conhecer melhor…

    • Acordo super bem humorada, todos os dias… costumava acordar Bia dizendo “Bom dia, flor do dia”, ela, que acorda super mal humorada, detestava… hehehe…
    • Quando era adolescente, meu irmão dizia que eu era a mulher mais “drag queen” que ele conhecia… hehehe… adoro peles falsas, plumas e patês (mas até que ando bem discretinha, hoje em dia…)
    • Detesto comprar sapatos, até compro, de vez em quando, mas continuo usando uma sandália Azaléia comprada há anos… detesto trocar… sapato pra mim tem que ser confortável, não uso salto. Nem alto, nem médio. Mas adoro botas sem salto nenhum, acho lindo e confortável.
    • Sou contraditória…
    • Confesso que estou viciada em comprar DVDs… preciso me controlar… está desequilibrando minhas contas!
    • Se não gostar do filme ou show que estiver assistindo saio, tranquilamente, no meio, sem culpa! No teatro, confesso que tenho vergonha…
    • Estou mudando muito, ficando mais calma – é a maturidade – mas ainda sou acelerada, preciso estar, sempre, fazendo alguma coisa. De preferência várias ao mesmo tempo.
    • Confesso… adoro roupinhas cor de rosa… comprei um pullover ma-ra-vi-lho-so!
    • Posso mudar de idéia facilmente, sou super flexível… detesto as pessoas que me cobram coisas que eu disse… o mundo gira, as coisas mudam… sou dinâmica!
    • Sou muito, muito preguiçosa…
    • Não tenho um paladar sofisticado, mas não como muita coisa… detesto essas coisas “busy” como feijoada, buchada, rabada… argh… também odeio comida japonesa, doces árabes e vegetais cor de laranja (cenoura, abóbora…). A primeira vez que comi feijão já tinha 30 anos… nunca tomei café…
    • Adoro comida muito, muito apimentada…
    • Lembro de, aos 12 anos, pensar que eu era uma pessoa muito especial e que seria uma grande mulher… hahahaha…
    • DETESTO incomodar as pessoas, mas DETESTO muito mesmo… ser inconveniente, nem pensar…
    • Adoro revista de fofoca e novelas… aqui nos EUA eu ainda assisto E! que tem aí na TV a cabo, também.. ótima diversão pras horas de “pausa”…
    • Já passei da fase na qual eu precisava mostrar o tempo todo como eu sou inteligente, culta e só leio livros maravilhosos… isso foi aos 20 anos e eu era chatiiiiiiiinha… vocês nem imaginam… hehehe…
    • Sou completamente anti-hierarquia e iconoclasta…
    • Detesto falar ao telefone. Sou péssima pra responder emails… minha comunicação, hoje em dia, se dá aqui no blog, no Multiply, Orkut e MSN. E no MSN com pouquissimas pessoas.
    • Não tenho medo de envelhecer… um pouco de morrer… mas se morrer agora, vou muito feliz… fiz muita coisa e estou na melhor fase da vida. Não houve disperdícios.
    • Mas, não foi tudo perfeito, me arrependo muito de algumas coisas que fiz…
    • Sou absolutamente viciada em entrevista, seja de quem for, seja como for, gosto de ouvir gente falando…
    • Não sou nostálgica, mas gosto de lembrar de coisas boas, de vez em quando… as ruins eu deleto!
    • Leio tudo que me passa pela frente. No banheiro, leio até escovando os dentes (tem que ter uma revistinha do lado) e tomando banho … ai eu leio todos os rótulos de shampoos, cremes, bath soap, bubbles… já pensei que deviamos ter livros de plástco, feito aqueles infantis, sabe?
    • Mais uma vez, estou de dieta (agora de poucos carboidratos)… mas não fico me achando um horror… olho no espelho e só me acho mais “ampla” e mais gostosa hehehe…
    • Detesto as pessoas que detestam as outras que estão de bem com a vida… deixa eu me achar gostosa e estar feliz… não incomodo ninguém com isso…
    • Uma pessoa disse que eu sou belicosa… eu diria que eu não levo desaforo pra casa, de jeito nenhum… mas se não pisarem nos meus calos, sou bem “pacifista”.
    • Não bebo, nem fumo… nada. Nem eu, nem Ted. Mas, absolutamente nada contra quem fuma (se possível, longe de mim) e bebe…
    • Meu ex dizia que eu sou a pessoa menos egoísta e mais egocêntrica que ele conhecia…

      Ai, ai.. sou leonina e dragão no horóscopo chinês, né, gente? não é culpa minha ;)

    E por aí vai… muitas outras coisas, vocês já sabem… e vocês??? deixem uma (ou mais) dica pra eu saber quem vocês são… vamos lá, gente, escrevam, estamos adorando saber de vocês!!!

    Obs. Já escrevi sobe os meus defeitos nesse post.

    ______________________________________________________

    Foto tirada agorinha, da minha janela, pra ver as outras, clique aqui.

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    Laurie Anderson em Washington, DC

    Denise | Música,Washington, dc | Wednesday, 20 October 2004

    laurieanderson1.jpg

    Laurie Anderson tá fazendo show, hoje, aqui e eu vou. Já comprei ingresso na segunda fila!!!

    Em 1985, ela me deixou completamente extasiada com a ópera multimedia Home of the Brave. Vanguarda da música eletrônica, considerada chata e pretensiosa por uns e adorada por outros, ela é um ícone dos anos 80.

    Artista visual, compositora, poeta, fotógrafa, cineasta, ventríloqua, bruxa eletrônica, escultora, vocalista e instrumentista, Anderson sempre brinca com arte e tecnologia.

    Artista performática, brincava com o corpo, colocando “drums” por baixo da roupa, enquanto batia no braço, perna, costas… fazendo da música uma extensão dela mesma. Ela abusa, ainda, das distroções eletrônicas, conversa baixinho, murmura, e incluiu até uma fala do beatnik William Burroughs, no disco Big Science.

    Numa entrevista, Laurie Anderson disse que: “Toda história deveria ter começo, meio e fim, embora não necessariamente nessa ordem”. Numa tirada bem Godardiana…

    Artista minimalista, Laurie tem, ultimamente, trabalhado com menos tecnologia e o último CD que comprei parece um “livro de histórias”.

    laurieanderson2.jpgO show que vou assistir, hoje, é o The End of the Moon, que “combina histórias e música, num ambiente de pouca tecnologia, produzido pra criar uma ambiciosa grande imagem da cultura americana contemporânea”.

    Ela diz que “a melhor forma de olhar para nossa cultura, nesses dias, não é através da multimedia, mas do instrumento mais simples e mais contudente das palavras.”

    Segundo a Wired, “Laurie Anderson…avançou em alguns dos mais interessantes aspectos da arte do século 20…ganhando, com o tempo, a reputação de ser uma das melhores artistas performáticas do mundo”.

    Ela foi escolhida pra ser a primeira “artista-residente” da NASA, em 2003-2004… imagino só o que vem por aí.

    É isso… depois conto pra vocês como foi… se der, faço fotos, também.

    ______________________________________

    O SUPERMAN

    laurieanderson3.jpg(…)

    ‘Cause when love is gone,
    there’s always justice.
    And when justice is gone,
    there’s always force.
    And when force is gone,
    there’s always Mom. Hi Mom!

    So hold me, Mom, in your long arms.
    So hold me, Mom, in your long arms.
    In your automatic arms.
    Your electronic arms.

    (…)

    Letra completa aqui.

    Coloquei a música, na Internet, pra vocês, pra ouvir basta clicar nesse link aqui. Infelizmente, não vai funcionar em browsers mais antigos. Ouvir “O Superman” será uma experiência inesquecível! ;)

    ______________________________________

    Fui pro show, que foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom… ;)

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    Como eu vim parar aqui…

    Denise | EUA | Tuesday, 19 October 2004

    euakeithhering.jpg

    O porquê!

    Bom, sei que essa é uma questão que muita gente tem… Na verdade, mudamos pra Suécia pensando em ficar por lá por um bom tempo. Talvez voltar pro Brasil quando Ted se aposentasse… mas na verdade, aos poucos, fui gostando tanto do lugar que já percebia que ia acabar ficando por lá mesmo…

    Ai, Ted recebeu uma proposta de trabalho muito interessante, aqui em Washington. Ele é americano e, há alguns anos, tinha pensado em voltar.

    Ele perguntou o que a gente achava de vir morar aqui. Bia ama a Suécia, mas algumas coisas a incomodavam demais… o frio intenso, o fato de tudo fechar super cedo, a “calmaria” da cidade, a dificuldade de seguir com a escola normalmente, por causa do idioma, etc.

    Quanto a mim, a maior dificuldade (e única), era o idioma, que iria dar um trabalhinho pra aprender… então, pesamos tudo e decidimos que seria uma boa idéia tentar começar tudo de novo, aqui nos EUA.

    O visto

    Por termos visto de residência na Suécia, fomos tratados da mesma forma que os suecos, com os mesmos critérios, na embaixada dos EUA. Nunca vi nada tão fácil. Foi caro e deu trabalho, claro… fomos a médicos, fizemos exames, reunimos muitos documentos, mas todo o processo de solicitação do visto durou apenas cerca de 2 meses, contra os 9 meses que levamos pra receber o visto de residência na Suécia.

    Ao entrarmos nos EUA, entregamos o envelope selado que recebemos da embaixada, eles checaram, carimbaram o passaporte e entramos imediatamentre, sem muita burocracia. Uma semana depois recebemos, pelo correio, o famoso green card. Incrível!

    Agora…

    … estamos muito bem. Temos saudades da Suécia, já tínhamos feitos amigos, adoramos o jeitão socialista da terra, a natureza é deslumbrante, Estocolmo é a cidade mais linda que já vi…

    Mas aqui também temos muitas vantagens. As pessoas são mais fáceis de lidar, o idioma é fácil, o clima é muito melhor, a cidade é muito mais prática, tudo fica aberto até tarde, enfim, a vida é mais fácil mesmo.

    Interessante é que a (re)adaptação está sendo mais difícil pra Ted, que é americano, do que pra gente. Pra ele, é uma mudança enorme, voltar pra cá depois, de 30 anos na Suécia.

    Pra gente… bem, já somos desterradas mesmo, a grande mudança foi sair do Brasil pra Suécia, agora da Suécia pros EUA, é moleza… já estamos soltas no mundo!

    Acima de tudo, eu acho que a gente tem que encontrar o que existe de bom onde estamos e aproveitar tudo possível, não adianta ficar chorando por algo que já passou. Estamos nos organizando, mas em breve vamos mostrar o que tem de mais legal em Washington, DC.

    A Suécia e o Brasil estarão sempre em nossos corações, mas nosso lugar, pelo menos por enquanto, é aqui e é aqui que vamos ser felizes!

    Pintura: Keith Hering

    aviao2.gif

    Alguns comentários dos comentários:

    Karenin, eu também me identifico muito mais com o jeito europeu de ser, e isso é um choque pra mim, como já escrevi ai embaixo… o consumismo enlouquecido e o conservadorismo eram teoria pra mim, agora tô vivendo na prática… e não é nada fácil… MAS a vida na Suécia é mais árida, mais dura – na maior parte do ano o país é frio, é escuro, tem pouca diversão pra alguém da idade dela, as pessoas são mais ariscas, o idioma é difícil – nada disso me incomoda, mas pesa muito pra Bia, que é adolescente. Nesse sentido, a vida aqui é muito mais fácil.

    Pois é, Carola, é difícil pra Ted. Ainda mais que, como eu, ele gosta muito mais do jeito que as coisas funcionam na Suécia. Ele fica histérico com as armações daqui, como não se pode confiar nas empresas, como sempre estão querendo ganhar mais dinheiro às custas da gente. Além do mais, ele sempre foi pra estação central de trem de bicicleta (pra ir pra Uppsala) e aqui, são poucas as ciclovias no meio da cidade…

    Oh, Glau, não sou tão centrada assim, de vez em quando enlouqueço… hehehe…

    Caramba, Rafaelle, que bacana!! fico super feliz em ter inspirado você a trabalhar com questões sociais, muito bacana mesmo! boa sorte e vá me contando como as coisas estão indo, OK?

    Isabel, querida, fizemos uma enquete e a maioria achou que devíamos manter o nome do blog, por ter a ver com a minha história! :)

    Ai, Aline, não se sinta mal… eu só acho inglês fácil porque, depois do sueco, tudo é moleza hehehe…

    Alê, adorei o “Everwhere u go… Always take the weather with you” …

    E super obrigada a todos os outros que deixaram mensagens gracinhas pra mim!

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    Vizinhança

    Denise | Carpe Diem,Washington, dc | Sunday, 17 October 2004

    Ontem estava fazendo 10 graus! uma delícia, coloquei meu tênis e fui pesquisar o que tem aqui por perto… pra um lado, tem um parque bem bucólico. Indo pro outro lado, lojinhas e restaurantes. Pra “fazer o passeio comigo”, clique nos detalhes das fotos abaixo… (vai abrir cada uma e, pra voltar, clique na setinha de voltar/back do seu browser.)

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    Muitas saudades da Livro 7

    Denise | Literatura | Friday, 15 October 2004

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    Vocês já perceberam que eu sou sentimental e muito, né? já escrevi, aqui, sobre a minha relação com os livros. Mas esqueci de comentar a importância que teve, pra mim e várias gerações, uma certa livraria lá no Recife.

    Hoje, vasculhando o Jornal do Commercio, encontrei um artigo do jornalista Samarone Lima: Lembranças da Livro 7. Ih… chorei muito… apenas quem viveu a lendária Livro 7 pode saber o que isso significa, mas vou tentar contar um pouquinho, aqui, pra vocês.

    A Livro 7 surgiu no Recife em 1970, quando eu só tinha 6 aninhos e meu pai é que era frequentador, onde comprava as ultimas edições do Pasquim, numa época de repressão. Era um lugar de resistência política e cultural.

    Desde o início, Tarcísio Pereira, fez da Livro 7 muito mais do que uma livraria. Lá se batia papo, lá a gente encontrava pessoas que gostavam de livros. Tinha as exposições, lançamentos, palestras, shows. E tinha Tarcísio, que estava sempre onipresente, com seu bonezinho de jeans.

    Tarcísio financiava os nosso arroubos intelectuais, sendo a Livro 7, anunciante de todos os jornaizinhos estudantis e literários. No carnaval, a gente brincava no bloco “Nós sofre mas nóis goza” (que acabou virando bordão de Zé Simão).

    Eu fui “criada” na Livro 7. Aos 16 anos eu ia pra praia de Casa Caiada de manhã, ficava bronzeadíssima, depois colocava meu vestidinho branco, de laise, curtíssimo, livros de baixo do braço e ia passear na livro 7, como quem não quer nada… flutuar entre poetas e artistas que lançavam olhares cobiçosos à Lolita tão compenetrada, na eterna procura de livros.

    Uma vez, deixei um livro cair do lado de Efraim, um comunista por quem eu estava fascinada… ele apanhou o livro e disse… “parece aquelas senhorinhas que jogavam o lenço pro cavalheiro apanhar”. Ai começamos uma história, como muitas outras da Livro 7.

    Mas, além da social, tinha os livros, ah, os livros da Livro 7 me fascinavam, me levavam pra lugares distantes… foi lá que eu descobri Baudelaire, Thomas de Quincey, Rimbaud, Bukowski e Anais Nin. Drummond, Quintana, Vinicius. E tinha a Editora Brasiliense, com sua coleção Primeiros Passos… e os livros portugueses que Tarcísio trazia das suas andanças. Devo muito à Livro 7

    “Paquerei”, namorei, briguei, casei… tudo ao redor da Livro 7. Depois tive Bia e ela aprendeu a amar os livros lá na Livro 7… na adorável seção infantil, compramos livros infantis de James Joyce e George Orwell.

    Mas ai a vida foi mudando, eu comecei trabalhar e viajar muito, fui sumindo da Livro 7. Não sei dizer quando a livraria, considerada a maior do Brasil, por cinco anos consecutivos, no Guiness Book, fechou.

    Lembro da última vez que passei por lá. Foi muito triste. Tarcísio estava confinado a um espaço pequeno, com poucos livros, poucos e fiéis funcionários e menos ainda clientes. Me senti culpada. Lembro claramente de ter me sentido infiel, de ter vergonha da vida ter me levado pra longe da Livro 7, depois dela ter me dado tanto.

    Ainda adoro entrar numa livraria, especialmente a Kramerbooks & Afterwords e até mesmo a Barnes and Noble, aqui em Washington. Mas essas e aquelas livrarias de Shopping Center, no Brasil, são eficientes, limpas, iluminadas, organizadas, mas sem a alma recifense…

    Quando estou no Recife, de vez em quando, cruzo com um órfão da Livro 7, lá na Livraria Imperatriz, do Shopping Tacaruna. Não nos conhecemos, não lembramos um do outro, mas olhamos no olho e dá pra perceber o que está na cabeça de cada um… esse pessoal não sabe o que é uma verdadeira livraria…

    Você já teve ou tem uma “livraria do seu coração”? se sim, qual e onde fica?

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    Adendo:

    Eu também adorava sebos. No Recife os melhores eram de Melquisedec, que fica, hoje, na “Praça do Sebo”, onde reúnem-se vários vendedores de livros usados. E tinha Brandão, perto da Maciel Pinheiro, onde eu passava horas garimpando.

    E, como a Luciana, também era meu sonho ter uma livraria….

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    Acabei de assistir The Snapper (A Grande Família), de Stephen Frears… delicioso… escrevi sobre isso na minha página de resenhas do Multiply.

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    Convivendo com o terror

    Denise | EUA | Wednesday, 13 October 2004

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    Acabamos de ter um incendio aqui, no 14o andar (nós moramos no 9o)… soou um alarme insuportavel, liguei pra saber o que era, mandaram a gente descer correndo… pela escada. Lá embaixo, todos os moradores confusos, sem saber se era um incendio ou ameaça de bomba. Ninguem se feriu, o incêndio foi controlado.

    Isso é viver em um país aterrorizado. Dia desses, eu tava na fila do metrô quando ouvi, pelo auto-falante…

    Oooops… alarme de novo… vou descer, depois conto o resto pra voces…

    Voltei! Era só uma fumacinha…

    Continuando… Dia desses, eu tava na fila do metrô quando ouvi, pelo auto-falante um aviso de que a cidade está em alerta laranja e que todo mundo deveria evitar o elevador e, se usar o elevador, deveria observar bem quem estiver ao seu lado, se está carregando pacotes suspeitos… hahaha… Todo mundo ficou, discretamente, olhando uns pros outros…

    Já duas vezes tocou um alrme “azul” na escola de Bia… na primeira vez ela não tinha idéia do que estava acontecendo… a professora apagou a luz, fechou as janelas, colocou um papel na porta de vidro e instruiu todo mundo a ficar sentado caladinho… Imagina, o susto…

    Informaram pra ela que o alarme azul significa que existe alguma suspeita de alguém ter entrado com armas na escola… se acender o alarme vermelho significa que nao é mais suspeita… e todos tem que se esconder embaixo das mesas…

    Essa é a estratégia de Bush, assustar a população para que ele pareça o “grande protetor”… no último debate, ele repetia várias vezes que houve atentados em vários países (Espanha, Turquia…), mas não aqui, porque “eles estão garantindo a segurança do povo americano…”

    Francamente, fiquei com medo… estão cutucando onça com vara curta… enfim, existe o medo generalizado de que aconteça algum atentado antes das eleições, que serão no próximo dia 02 de novembro.

    Muito, muito estranho viver em alerta laranja… mas, ainda assim to tranquila, a possibilidade de estar em um atentado terrorista é bem menor do que ser assaltada no ônibus “Rio Doce”, em Olinda.

    Definitivamente, não existe um lugar perfeito…

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    Ilustração: Aviso no site do setor de segurança do Governo Americano (Homeland Security)… tradução: Nivel atual de ameaça: Elevado.

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    Procrastinando…

    Denise | Diversos | Tuesday, 12 October 2004

    marykay.jpgOntem assisti uma entrevista, interessantíssima, com aquela professora Mary Kay (34 anos e 4 filhos, na época), de Seattle, que se apaixonou pelo aluno de 13 anos, engravidou, foi presa, saiu, encontrou ele de novo, engravidou, foi presa… num total de 7 anos e meio. Agora saiu de vez da cadeia e eles vão casar… achei a história linda… Ted disse que, se fosse um homem, seria crucificado…

    partypeople.jpgRecebi, há poucos dias, dois filmes que comprei pela Amazon.com… Coffe and Cigarettes de Jim Jarmush e 24 Hours Party People… maravilhosos!!!

    O pau tá cantando nas comunidades do Orkut. Confesso que, às vezes, fico só morrendo de rir… O mais engracado foi os meninos brasileiros histéricos na comunidade Mundo Pequeno porque as meninas disseram que casaram com estrangeiros porque homem brasileiro é machista. Eles ficaram inconformados hehehe…

    Soube que ontem foi feriado parcial, aqui. Columbus Day. Mas, confesso que nao prestei nenhuma atenção. Só descobri ao ir ao supermercado e encontrar os caixas lotados…

    Já perceberam que ando escrevendo muuuuuuuuuuuuuuuuito??? isso acontece sempre que eu tenho alguma coisa importante pra fazer. Lembram do prazo pra entrega do capítulo que estou escrevendo pra aquele livro sobre amamentação??? dia 30 de outubro… tic-tac-tic-tac-tic-tac… pois é…

    Aliás, estou em outra comunidade do Orkut, chamada Procrastination, que é o ato de deixar tudo para depois… estamos tentando entender porque somos assim…

    Agora, prometo parar tudo e me dedicar apenas ao livro… (até breve… hehehe…)

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