Translate to English

 RSS

      Blogs Feministas
  • A Barata
  • A Cascuda
  • A Moça do Sonho
  • À quatre pas d'ici
  • Alecrim e Sufoco Atmosférico
  • Aleitamento Materno Solidário
  • Aquelah Deborah
  • Arlequina
  • Arranque Meus Olhos
  • As Agruras e As Delícias
  • Babi Lopes
  • Bad Movie Scene
  • Beauvoir au jour le jour
  • Bidê Brasil
  • Bittersweet
  • Blog Blue Jeans
  • Blog da Glória
  • Borboletas nos Olhos
  • Bruna Provazi
  • Café Velho
  • Camaleônica
  • Caminhar
  • Caroline Bernardo
  • Casa da Gabi
  • Casa da Mulher Oito de Março
  • Chá-tice
  • Clarice Maia
  • Clibing The Clouds
  • Coffee, clear heels and random thoughts
  • Como Assim?!
  • Consciência Feminista
  • Contrabandist@s de Peluche
  • Contracultura
  • Conversa de Psicólogo
  • Cynthia Semiramis
  • Da Cerejeira
  • Desautoria
  • Dialógico
  • Diversão sem Culpa
  • Educação à Distância
  • Em Construção
  • Escreva Lola Escreva
  • Escrito em Ametista
  • Espaço B.
  • Esse Tal Climatério
  • Estou Puta!
  • Explorando Escrevendo
  • Foi Feito Pra Isso
  • Garota Coca-Cola
  • Garrafa ao Mar
  • Groselha News
  • Histórias de Menina
  • Humor Pelas Palavras
  • Inquietudes Na Maresia
  • Krasis
  • Lado D.
  • Lia de Lua
  • Lucy, La Feminista
  • Mana Mani
  • Mandinga
  • Maria Frô
  • Mary W.
  • Matizes Femininas
  • Menina de Sardas
  • Meu Jardim de Interesses
  • Meus Alfarrábios
  • Mulher Alternativa
  • Mulher Pós-Moderna
  • Mulheres em Letras
  • Mulheres Públicas
  • Nails Freak
  • Nelumbo Nucífera
  • Nem Tão Óbvio Assim
  • Nós
  • O Mundo Enlouqueceu
  • O Poeta de Ramelin
  • O Prazer do Texto
  • Ou Barbárie
  • Paisagem Estirpada
  • Paisagem Estripada
  • Para Variar, Variando
  • Pensamentos Desconexos
  • Pimenta com Limão
  • Pin Ups
  • Polivalência
  • Ponto de Fuga
  • Quem Mandou Nascer Mulher?
  • Quem o Machismo Matou Hoje?
  • Reino da Almofada
  • Reload
  • Roupas no Varal
  • Saiwalô
  • Se o poeta pra viver
  • Sem Açúcar
  • SexoAchoLegal.com
  • Solidaliberdade
  • Tempestade e Paixão
  • Tereza Não Existe
  • Todas Nós
  • Tutto Petit
  • Urbanamente
  • Who The Hell is Cely?
    • META

    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Viva 2013 como se fosse Maio de 68

    Leia mais sobre Comportamento
    Publicado na Thursday, 03 January 2013

    150241_315760531876345_613691039_n

    “Abaixo a sociedade de consumo.”
    “Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo.”
    “A ação não deve ser uma reação, mas uma criação.”
    “O agressor não é aquele que se revolta, mas aquele que reprime.”
    “Amem-se uns aos outros.”
    “O álcool mata. Tomem LSD.”
    “A anarquia sou eu.”
    “As armas da crítica passam pela crítica das armas.”
    “Parem o mundo, eu quero descer.”
    “A arte está morta. Nem Godard poderá impedir.”
    “A arte está morta, liberemos nossa vida cotidiana.”
    “Antes de escrever, aprenda a pensar.”
    “A barricada fecha a rua, mas abre a via.”
    “Ceder um pouco é capitular muito.”
    “Corram camaradas, o velho mundo está atrás de vocês.”
    “A cultura é a inversão da vida.”
    “10 horas de prazer já.”
    “Proibido não colar cartazes.”
    “Abaixo do calçamento, está a praia.”
    “A economia está ferida, pois que morra!”
    “A emancipação do homem será total ou não será.”
    “O estado é cada um de nós.”
    “A humanidade só será feliz quando o último capitalista for enforcado com as tripas do último esquerdista.”
    “A imaginação toma o poder.”
    “A insolência é a nova arma revolucionária.”
    “É proibido proibir.”
    “Eu tinha alguma coisa a dizer, mas não sei mais o quê.”
    “Eu gozo.”
    “Eu participo. Tu participas. Ele participa. Nós participamos. Vós participais. Eles lucram.”
    “Os jovens fazem amor, os velhos fazem gestos obscenos.”
    “A liberdade do outro estende a minha ao infinito.”
    “A mercadoria é o ópio do povo.”
    “As paredes têm ouvidos. Seus ouvidos têm paredes.”
    “Não mudem de empregadores, mudem o emprego da vida.”
    “Nós somos todos judeus alemães.”
    “A novidade é revolucionária, a verdade, também.”
    “Fim da liberdade aos inimigos da liberdade.”
    “O patrão precisa de ti, tu não precisas do patrão.”
    “Professores, vocês nos fazem envelhecer.”
    “Quanto mais eu faço amor, mais tenho vontade de fazer a revolução. Quanto mais faço a revolução, mais tenho vontade de fazer amor.”
    “A poesia está na rua.”
    “A política se dá na rua.”
    “Os sindicatos são uns bordéis.”
    “O sonho é realidade.”
    “Só a verdade é revolucionária.”
    “Sejam realistas, exijam o impossível.”
    “Tudo é Dadá.”
    “Trabalhador: você tem 25 anos, mas seu sindicato é de outro século.”
    “Abolição da sociedade de classes.”
    “Abram as janelas do seu coração.”
    “A arte está morta, não consumamos o seu cadáver. ”
    “Não nos prendamos ao espetáculo da contestação, mas passemos à contestação do espetáculo. ”
    “Autogestão da vida cotidiana”
    “A felicidade é uma ideia nova.”
    “Teremos um bom mestre desde que cada um seja o seu.”
    “Camaradas, o amor também se faz na Faculdade de Ciências.”
    “Ainda não acabou!”
    “Consuma mais, viva menos.”
    “O discurso é contra-revolucionário. ”
    “Escrevam por toda a parte!”
    “Abraça o teu amor sem largar a tua arma.”
    “Enraiveçam-se!”
    “Ser rico é se contentar com a pobreza?”
    “Um homem não é estupido ou inteligente: ele é livre ou não é.”
    “Adoro escrever nas paredes.”
    “Decretado o estado de felicidade permanente.”
    “Milionários de todos os países, unam-se, o vento está mudando.”
    “Não tomem o elevador, tomem o poder.”

    Se gostar, compartilhe:

    Feliz 2013!!!

    Leia mais sobre Celebrando
    Publicado na Tuesday, 01 January 2013

    nyp

    Gente, faz tanto tempo que não escrevo no blog, que nem sabia mais como fazer! mas aqui estou eu. Agradeço muitíssimo todas as mensagens lindas e carinhosas – e preocupadas! – que recebi. Está tudo bem. Tive uns probleminhas de saúde, sim, mas nada demais, estou muito melhor, depois conto tudo. Eu e Ted continuamos felizes da vida, morando em Seul, na Coreia do Sul. 2012 foi um ano muito bom pra mim, mas andei bloqueada pra escrever no blog, por várias razões. Uma resolução, para o ano que já começou, por aqui, é voltar a escrever, pelo menos, de vez em quando. Vamos ver se eu consigo cumprir. Desejo tudo de bom pra vocês, muita saúde, amor, alegrias, paz e realizações em 2013. Um beijão!

    Se gostar, compartilhe:

    As redes sociais vão às ruas. Como aproveitar melhor tanta energia? Marcha das Vadias e Mamaço.

    Leia mais sobre Feminismo
    Publicado na Monday, 20 June 2011

    Daqui da minha janelinha virtual, tenho observado um fenomeno interessante e, só ele, pra me fazer vencer a preguiça de escrever. Vocês perceberam como, ultimamente parece que as redes sociais estão fazendo as pessoas, finalmente, se apropriarem das suas causas, sem passar por grupos organizados? acho que isso é uma grande mudança, que introduz mais um desafio aos movimentos sociais. Como lidar com isso?

    Estou fora do Brasil há 9 anos, mas a minha historia é de ativismo em defesa dos direitos da mulher e, mais especificamente, da amamentação. Como muitas amigas, atuei numa época em que a divulgação das nossas ideias e nossos eventos era feita ainda por correio ou telefone. A simples chegada do fax, foi um avanço difícil de se compreender, hoje em dia. A comunicação era difícil e, consequentemente, a participação e as decisões acabavam sendo mais centralizadas.

    Em 1996, quando começamos a usar a internet, percebi, imediatamente, o potencial que essa ferramenta teria pros movimentos sociais. Nos organizamos em grupos virtuais e criamos nosso primeiro site, Amamentação Online, que está fora do ar, mas ajudou a milhares de mães por mais de 10 anos. Nessa época, também fiz várias palestras para ONGs sobre o uso da internet e dizia que todo mundo tinha que entrar, porque é o tipo de brincadeira que só tem graça, se a gente brinca junto.

    Hoje, ainda que a situação não seja o ideal – sim, ainda existam muitas pessoas excluidas digitalmente – o cenário é muito diferente do que eu vivi e as facilidades na comunicação não deixam muita brecha para que grupos ou pessoas se considerem don@s dos movimentos. Daqui de longe, percebo muita gente com vontade de participar, opinar, refletir e essas pessoas encontram nas redes sociais como Facebook ou Twitter, o canal que escoa toda essa energia.

    Por causa da minha história, dois eventos me chamaram atenção, recentemente. Os “Mamaços” e as “Marchas das Vadias”.

    Mamaço


    O primeiro Mamaço aconteceu em São Paulo, quando um grupo de mulheres foi dar mamar no Espaço Itau Cultural, em apoio a uma mãe que havia sido impedida de dar o seio ao seu bebê no local, dias antes. (Nem quero falar sobre o absurdo que é a restrição da amamentação em locais públicos no Brasil, coisa que eu não via há 9 anos atrás, quando vivia aí, porque isso é assunto para outro dia).

    Depois de São Paulo, o Mamaço se espalhou pelo Brasil, no Recife, Rio de Janeiro e outras cidades.  O que eu achei SENSACIONAL mesmo foi tudo ter partido de pessoas não vinculadas a nenhum grupo ou rede de amamentação, mas de mulheres que vivem ou viveram essa experiência de alguma forma e queriam se reunir para dar sua mensagem.

    Já aconteceram eventos de “amamentação coletiva” no Brasil, organizado por grupos ou insituições médicas, mas essa foi a primeira vez (que eu saiba) que o evento aconteceu de forma completamente espontânea e ainda se reproduzindo em várias cidades.

    É dificil alguém questionar o Mamaço, ou ser contra a amamentação. De uma forma geral, as reações foram as melhores, somente os idiotas do CQC fizeram seus comentários misóginos de sempre. Também, não dá pra se esperar nada melhor de um grupo que acha moderno ser racista, sexista, homofóbico e anti-semita… só não assistindo mesmo.

    Marcha das Vadias


    Como quase todo mundo já deve saber, a Slutwalk surgiu no Canadá, como uma resposta a um policial que foi pra televisão dizer que, para prevenir o estupro, as mulheres deveriam evitar se vestir como “vadias” ( “women should avoid dressing like sluts”).  A velha tendência de culpar a vítima. Indignadas, as canadenses foram às ruas, em protesto, e acabaram arrastando, espontaneamente, marchas na Inglaterra, Australia, EUA, India e no Brasil. Fora as que ainda vão aparecer.

    No movimento feminista, nem todo mundo concorda com essa estratégia de se “ressignificar” e de se apropriar da palavra “vadia” (“slut”). Eu não tenho certeza mas, a princípio, gosto da idéia. Acho que é irônico e funciona bem. Mais ainda como uma estratégia de marketing, quantas marchas de protesto contra machismo são feitas todos os anos, sem ter nem um pouco da repercussão que essa está tendo?  Pelo menos, nunca se viu tanto – pelo mundo todo – cartazes com essas mensagens:

    As redes sociais tiveram um papel fundamental pra mobilização da Marcha, em todo mundo. E eu acho que meio que pegaram até as militantes do movimento de mulheres de surpresa, em alguns lugares.

    No Recife, por exemplo, a Marcha foi organizada por duas pessoas que não têm histórico de participação em eventos feministas. Pra complicar, um deles é homem – chamado de Jesus e vestido a caráter – que (como soube depois) foi o portavoz do movimento, dando entrevistas e depoimentos.  Fiquei curiosa pra ver no que isso ia dar.

    Nada contra ter homens em ações feministas, muito pelo contrário. Mas, não deixa de ser estranho o protagonismo de um deles numa marcha que visa denunciar o machismo como o verdadeiro culpado pela violência contra a mulher.

    Com essa Marcha, foi apresentado às  feministas o desafio a que me refiro, nesse post, e que deveria ser discutido pelas amigas nas próximas reuniões do Fórum. Como lidar com a rapidez com que ações como essa se multiplicam na internet? qual nosso papel neles? como não comer mosca e, ao mesmo tempo, respeitar a expressão espontânea de apoio a uma causa que, afinal, não é somente nossa?

    No geral, acho que a Marcha foi um sucesso. Vi muitas fotos bonitas e, pra minha alegria, além da minha filha, tava todo mundo lá.

    Gostei de reconhecer muitas amigas militantes do Forum de Mulheres de Pernambuco, como Suely, Marcia, Jô, as Loucas de Pedra Lilás e muitas outras. E foi bom demais ver, juntinho a elas, uma garotada nova, instigada, carregando cartazes muito legais.

    Aqui, do outro lado do mundo, fiquei assuntando como teria sido esse encontro de gerações. Sim, porque ali tinha mulheres que podem dar aula de teoria de gênero, que têm uma bagagem de experiência no movimento que as permite ver a Marcha das Vadias com olhos bem diferentes das meninas e meninos, que estão chegando agora.

    Claro que num evento convocado pela internet tem de tudo, talvez algumas pessoas não estivessem entendendo que aquela era uma ação feminista, mas não subestimaria os meninos e meninas, não. Acho que o pessoal pode não ter a base teórica, nem entender o que é feminismo, mas teve a vontade, a disposição de ir pra rua dizer que não se pode culpar a mulher por ser vitima de estupro. Só isso, valeu a pena.

    Não li nada do que saiu nos jornais e nem vi na televisão as matérias sobre a Marcha. Não sei bem o que disse o Jesus. Claro que é uma pena que ele tenha encabeçado a Marcha. E esse é o maior desafio, na minha opinião, para os movimentos sociais. Como não “comer mosca” e tentar se integrar e participar da organização de eventos como esse, desde a origem. Pessoal, tem que ficar de olho nas redes sociais!

    Mas, o que eu achei mais bonito mesmo foi a presença do movimento de mulheres na Marcha. Provavelmente, aquela foi a primeira vez em que elas participaram de uma ação feminista como coadjuvantes, sem ter tido nenhuma responsabilidade direta no ato. E mandaram muito bem. Demonstraram maturidade para levantar a bandeira com a garotada, respeitando seu ritmo e suas iniciativas, sem atropelá-los,  ainda que tenham percebido uns escorregões aqui e ali.

    Certamente foi uma Marcha atípica pro Movimento. Além do Jesus e alguns rapazes fantasiados de mulher (o que nos pareceu muito esquisito), parece que uma das moças da organização chegou até a afirmar que não era feminista e fez duras criticas ao movimento. Bom, da mesma forma que não se nasce mulher, também não se nasce feminista.

    Pode ter faltado a ela informação, reflexão, mas existia a intenção de defender o que nós defendemos. Falamos muito aqui no blog e em outros espaços sobre os mitos em relação ao feminismo. Não podemos culpabilizar ninguém por não entender o que nós somos. Cabe à gente incluir, estimular a reflexão e respeitar os processos de transformação de cada um(a).

    Muitas vezes eu vi garotas chegarem aqui no Síndrome, dizendo que gostavam do que eu escrevia mas que ELAS não eram feministas. Meses depois começavam a entender que o feminismo não é essa coisa estereotipada que enfiam na cabeça da gente e mudaram de idéia. Sim, elas são feministas

    Eu não nasci assim, aprendi (e todo dia aprendo mais) a me tornar uma feminista. Quando era adolescente, por exemplo, minha ídola já era Pagu, mas eu era “contra o aborto”, até entender que essa é um questão muito mais complexa, e hoje sou completamente favorável à sua descriminalização.  A gente aprende. Ou não. Mas quem já está na estrada há mais tempo tem mais é que ser tolerante.

    Eu achei a Marcha das Vadias do Recife bem bacana e  um marco.

    Como estou escrevendo de fora, de longe, mas conhecendo bem as personagens, posso dizer que vi ali o momento em que o movimento historico, combativo e sedimentado se depara com a força da internet e da juventude que quer participar e, na minha opinião, se saiu muito bem. Respeitou e agregou.

    Agora é se manter ligado para que essas meninas e meninos possam estar do lado da gente. Cada um(a) no seu ritmo, cada um(a) ao seu jeito, mas sempre com respeito e participação democrática.

     

    Vídeo da Marcha das Vadias em Recife:

     

     

    Fotos:

    1 – Lula Marques/Folhapress,

    2 – Portal G1,

    3 – Guardian,

    4, 6, 7, 9 e 12 – Nilton Pereira,

    5 –  R7,

    8 e 10 –  UOL,

    11 – Suely Oliveira e

    13 –  Bernardo Soares.

    Fora as quatro primeiras fotos, todas as outras sao da Marcha das Vadias do Recife.

    Se gostar, compartilhe:

    Desigualdade cai entre Nordeste e SP

    Leia mais sobre Brasil
    Publicado na Monday, 20 June 2011

    Para especialistas, o aumento do mínimo e o Bolsa Família ajudam a explicar a redução das disparidades na última década. De 2000 a 2010, renda média subiu 3% em cidades paulistas e 46% nas maranhenses, mas discrepâncias persistem

    ANTÔNIO GOIS e PEDRO SOARES (RJ)
    SIMON DUCROQUET (SP)

    Ainda que disparidades regionais continuem gritantes, o Brasil ficou menos desigual na década passada. A divulgação dos dados do Censo Demográfico do IBGE esmiúça como o movimento afetou as cidades.

    A comparação da renda média domiciliar per capita em 2000 e 2010 mostra, por exemplo, que municípios do Nordeste tiveram os maiores ganhos na renda por pessoa, enquanto cidades paulistas lideram a lista das que menos avançaram na década.

    Considerando apenas os municípios com mais de 100 mil habitantes -os muito pequenos são mais sujeitos a variações-, entre os 50 que mais avançaram, metade são nordestinos e um paulista (Franco da Rocha).
    Já na lista dos 50 que menos avançaram, 36 são de São Paulo. Corrigindo os valores de 2000 pela inflação acumulada em dez anos pelo INPC (indicador do IBGE), 12 tiveram até mesmo pequena queda no rendimento médio. Nove entre eles são paulistas.

    É natural que municípios mais pobres tenham margem maior para avançar mais. No entanto, isso nem sempre ocorreu num país que se acostumou com a desigualdade. Nos anos 80, por exemplo, São Paulo viu a renda média de seus domicílios subir 17%, enquanto o Maranhão avançou 7%.

    Na década passada, os domicílios paulistas registraram o menor crescimento entre todas as unidades da federação (apenas 3%), enquanto nos maranhenses a variação foi de 46%.

    Para João Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ, a “melhora substancial na distribuição regional dos rendimentos” ocorreu graças especialmente ao desenvolvimento de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e ao aumento do salário mínimo, que variou 70% na década, descontada a inflação.

    Pedro Herculano de Souza, do Ipea, explica que o Bolsa Família, apesar do baixo valor da transferência (varia de R$ 32 a R$ 242), tem impacto muito grande em cidades menores e nas quais a renda familiar é muito baixa.

    Ele lembra que a Previdência Rural, cujo benefício é vinculado ao mínimo, incide mais nessas áreas.
    Segundo Claudio Dedecca, da Unicamp, o aumento do mínimo repercute mais no mercado de trabalho das cidades mais pobres, pois um contingente maior tem rendimentos vinculados a ele.

    “A década foi marcada por ampliação da política social e crescimento de qualidade, graças à maior dispersão dos investimentos sobre o território nacional, beneficiando áreas mais pobres”, resume Lena Lavinas, da UFRJ.

    Quando se analisa o crescimento em cada município, Sonia Rocha, pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, lembra que é preciso considerar, no caso de regiões metropolitanas ou aglomerados urbanos, que a renda pode ser alta em função do dinamismo de cidades vizinhas.

    Mas esse dinamismo, segundo ela, também pode ter efeito colateral. Ao atrair mais população, reduz a renda média da cidade.

    Artigo publicado na Folha de São Paulo

    Se gostar, compartilhe:

    Acho que vou ali, aprender a andar de bicicleta…

    Leia mais sobre Vídeo
    Publicado na Thursday, 16 June 2011

    Se gostar, compartilhe:

    Os cretinos do CQC e suas imbecilidades sobre a amamentação

    Leia mais sobre Amamentação
    Publicado na Wednesday, 01 June 2011

    Gente, voces nao assistem essa coisa podre, nao, neh? quando sai do Brasil isso nao existia e, obviamente, nunca vi um programa deles, mas cada vez que recebo o link pra uma cena, eh de morrer de raiva. Essas pessoas sao o retrato do que existe de pior, mais conservador, mais nojento na sociedade brasileira. CORRAM!

    Se gostar, compartilhe:

    Muito bacana

    Leia mais sobre GLBTS,Vídeo
    Publicado na Tuesday, 31 May 2011

    Não Gosto dos Meninos from Mirada on Vimeo.

    Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”.  Esse merecia estar no kit anti-homofobia.

    Se gostar, compartilhe:

    Cover Girl… Falso ou “verdadeiro”?

    Leia mais sobre Campanhas Publicitárias
    Publicado na Saturday, 28 May 2011

    Eu tenho pouquinhos cilios e sempre sonhei com aquelas pestanas longas e cheias. Quando era pequena, ficava morrendo de inveja da Barbarella e seus olhos integalaticos. Jah comprei de tudo, mas nunca encontrei nada que fizesse muita diferenca. O mais decepcionante, aqueles aparelhinhos “enroladores de cilios”, que as modelos juram que fazem milagres. Comprei um Shu Uemura, que aqui eh vendido nas farmacias e NADA. Continuo com uns meros fiozinhos sem graca, nos olhos.

    Pra piorar, tenho alergia a quase tudo que coloco nos olhos, entao botar cilios falsos, nem pensar, dah arrepios soh de pensar na cola perto dos olhos. Preciso me conformar com o que eu tenho.

    Agora, inveja a parte, sempre me irritaram essas propagandas que mostram cilios obviamente falsos como se fossem resultado de camadas de rimel. Jah tentei, colocava umas 5 camadas de rimel, intercadas com poh facial. Desnecessario dizer que ficava uma sujeira, mas nada parecido com as revistas.

    Agora, a Cover Girl levou a cara de pau a outro nivel.

    Nessa propaganda, a empresa “denuncia” que seus concorrentes usam cilios falsos pra promover seus produtos e coloca duas fotos, perguntando, se o volume dos cilios da modelo eh “falso ou verdadeiro?”.

    Soh que, lendo aquelas letrinhas bem miudas, embaixo da foto,  a gente fica sabendo que foram aplicados alguns cilios na modelo da direita, o “verdadeiro”, antes de usar a mascara!!! WTF!

    Eh o cumulo da cara de pau.

    Se gostar, compartilhe:

    Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática

    Leia mais sobre Campanhas Publicitárias,Cidadania,Velha Midia
    Publicado na Monday, 23 May 2011

    Muito bom. Leiam, reflitam e compartilhem, querid@s.

    O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

    1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

    O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

    2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

    Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

    3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

    Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

    4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

    Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

    5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

    A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

    6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

    Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

    7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

    Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

    8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

    Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

    9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

    Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

    10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

    No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

    Fonte: http://www.institutojoaogoulart.org Via: ongCEA

    Se gostar, compartilhe:

    Aniversário de Buda, Seul, Coreia do Sul

    Leia mais sobre Coreia do Sul,Fotografia
    Publicado na Wednesday, 11 May 2011

    Buda:

    “The mind is everything. What you think you become.”

    “A mente é tudo. O que você pensa, é o que você se torna.”

    http://local.daum.net/map/index.jsp?map_type=TYPE_MAP&map_hybrid=false&q=%EC%84%9C%EC%9A%B8%20%EC%A4%91%EA%B5%AC%20%EB%AA%85%EB%8F%992%EA%B0%80%2053-6&urlX=496487&urlY=1128234&urlLevel=3
    Se gostar, compartilhe:

    Nova York no Inverno

    Leia mais sobre NYC,Viagens
    Publicado na Thursday, 24 March 2011












    Querid@s, obrigada pelas mensagens. Tá tudo bem, de volta à Coreia, Só um resfriado chatíssimo. Vou voltando aos poucos. Por  enquanto, algumas imagens da minha passagem por Nova York, recentemente.

    Se gostar, compartilhe:

    Oi-eu-aqui-traveiz

    Leia mais sobre Brasil
    Publicado na Monday, 21 February 2011

    Em Olinda, me acabando no frevo, tapioca, sol, agua de coco…

    Desculpem o desaparecimento e obrigada a todo mundo que se preocupou comigo. Tá tudo bem. Assim que der, conto as novidades.

    Se gostar, compartilhe:

    Pra gente nunca esquecer

    Leia mais sobre Brasil
    Publicado na Saturday, 29 January 2011

    Na epoca das eleicoes, fui chamada de infantil, ingenua, sentimental, piegas. Se preciso ser isso tudo pra me emocionar com D. Elzita e pra reconhecer o valor dos que lutaram, morreram e foram torturados pela ditadura militar, sou isso, e muito mais.

    Se gostar, compartilhe:

    Leia mais sobre Feminismo
    Publicado na Wednesday, 12 January 2011

    Se gostar, compartilhe:

    Por que é que Dilma é Presidenta do Brasil?

    Leia mais sobre Brasil
    Publicado na Monday, 10 January 2011

    Há alguns dias, vem circulando, nas redes sociais, um belo trecho dessa entrevista de Pilar del Rios:

    Há um ano que é presidente da Fundação José Saramago…
    Presidenta!…

    Presidenta?
    Só os ignorantes é que me chamam presidente. A palavra não existia porque não havia a função, agora que existe a função há a palavra que denomina a função. As línguas estão aí para mostrar a realidade e não para a esconder de acordo com a ideologia dominante, como aconteceu até agora. Presidenta, porque sou mulher e sou presidenta.

    Mas a palavra não existe!
    Porque é que entre uma mulher e um animal tem primazia o género do animal? Porque dizem “Vêm os dois” se é uma mulher e um cão quem vem? Em vez de dizerem que não se pode dizer presidenta, mas ministra sim, solucionem essa injustiça e canalhice. Que os doutos académicos resolvam um conflito que tem séculos porque não têm sensibilidade para apreciar a questão ou nem se aperceberam. Por isso, justificam com leis gramaticais ou simplesmente silenciam e riem-se das pretensões da mulher porque se acham superiores. Em quê?

    Muito bom.

    Apesar do assunto já ter saturado (e eu estar muito ocupada, pra escrever mais), me deu vontade de dar meu pitaco. Eu gosto de Presidenta. Nem vou falar em questões gramaticais, Sírio Possenti (professor do Dep. de Linguística da Unicamp) fez isso brilhantemente nesse artigo aqui (vale muito a leitura). E não me interessa se escreveram “presidente” na Constituição. PRESIDENTA existe e tá certo.

    Acho boba é a resistência de algumas pessoas em dizer uma palavrinha tão simples: PRESIDENTA. Dilma já disse que é como quer ser chamada. Então, né? ela é a presidenta. E não é bobagem, falta de assunto, nem é “só uma letrinha”, como sempre, a forma como se usa o idioma é uma questão totalmente política e deve ser tratada assim.

    Nunca tive problemas em dar o nome certo aos bois. Basta dizer como quer ser chamad@ e eu incorporo ao meu vocabulário. Me cansa o discurso enfadonho dos que acham que a vida ficou “chata” depois que se passou a pesar o que é “politicamente correto”. Essa conversa é coisa de quem tem preguiça de pensar e má vontade para colocar o respeito acima dos seus mau hábitos pessoais.

    Presidenta é bacana. É legal. É uma celebração às mulheres. Quem reclama, parece mais é que está com mimimi porque perdeu a eleição.  Já foi.

    Relaxem e curtam o prazer de dizer bem alto: nós temos uma (ótima) PRESIDENTA da República.

    Desde o dia 01, eu dou um sorriso, toda vez em que  penso nisso  :-)

    Se gostar, compartilhe:

    .