Pelo direito de ir e vir

A blogueira convidada dessa vez é a Lelei Oliveira, paulista que vive em Londres desde 2002, onde escreve o blog Mrs Think Too Much. Sigo a Lelei no Twitter. Bem vinda, Lelei!
Semana passada, ruma amiga me contou que a sua faxineira brasileira tinha sido a última ‘vítima’ do Home Office (equivalente à Polícia Federal no Brasil aqui no Reino Unido). Policiais bateram na sua porta às 5 da manhã, e a levaram pro centro de detenção de imigrantes, à espera de um vôo para deportá-la de volta pro Brasil. Sem tempo nem de ligar para o filho, a história ainda tem um formato de fofoca – onde cada um aumenta um ponto e não se sabe ainda o que aconteceu com detalhes.
Sendo uma pessoa que não arriscaria ficar em país ilegalmente, seria fácil pra mim julgar aqueles que se arriscam. Mas como saber os motivos de cada um? Como saber se a vida que levam aqui é melhor ou pior que no Brasil? Como saber o nível de necessidade que suas famílias precisam dessa ajuda? Então eu não julgo. Eu fico triste por saber que as escolhas que uma pessoa honesta – senão pelo motivo de quebrar as leis de imigração – faz, não pode ser realizada por uma lei que não é igual para todos e beneficia aqueles que são desonestos.
Por exemplo, aqui se você é Chinês ou Árabe, e fica mais tempo do que o vistou autorizou (ou chegou ilegalmente) e “perde” seu passaporte, quando a polícia te acha, você só leva uma multa e é permitido ficar no país – porque as nações desses povos não emitem passaporte novo pra quem perde o passaporte.
É claro que devem existir controles, senão todo mundo migraria pros países onde teoricamente a vida seria melhor. Minha indignação é com os processos que acham os buracos na declaração dos direitos humanos pra fazer esse direito diminuir, e exercer um controle quase que divino sobre as vidas das pessoas.
Diz a carta dos direitos humanos:
Artigo XIII.
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.
Artigo XIV.
1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Mas, o último direito claro, é que prende os Estados a ditarem quem pode e quem não pode e suas próprias regras, não importa o que os direitos 13 e 14 ditam.
Artigo XXIX.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
E é aí que eles se colocam no poder de segurar processos de imigração por quase 2 anos (aconteceu comigo), recusar ou atrasar processos de asilo (eu ainda não entendo como QUALQUER processo vindo do Oriente Médio ou China como asilo podem ser recusados, área de Guerra deveria ser sempre aceitos. Que mais perseguição que a não-democracia e estar em área de Guerra é necessário?). E ainda por cima, órgãos sendo recompensados por tamanha quebra dos direitos humanos é inacreditável.
Não acredita que a polícia aqui pega pesado com imigrantes ilegais? olha aqui e aqui.
Está na hora dos Estados pensarem em uma melhor maneira de controlar suas fronteiras, e recompensar àqueles que enriquecem seus países e controlarem melhor a maneira que lidam com quebra as suas leis, dentro ou fora do país.
























































O local onde fica o mercado é conhecido desde os anos 1200, mas foi em 1644 que recebeu o nome que tem até hoje. A princípio, uma praça onde produtores rurais negociavam seus produtos rurais, Hötorgshallen recebeu sua primeira construção em 1880, que foi derrubada e reconstruída em 1953.

Vou aproveitar a oportunidade da minha viagem (viajo amanhã e volto dia 22 de fevereiro), para dar continuidade aos posts de “blogueir@s convidad@s”. Continuarei blogando de onde estiver, mas apenas posts curtinhos com muitas fotos =) enquanto isso, noss@s convidad@s levantarão questões importantes e interessantes pra gente ir debatendo por aqui.
Desde que cheguei do Brasil, tenho andado super ocupada porque já tinha outra viagem marcada pra esse mês, com mil coisas para fazer, antes de viajar novamente (algumas com “prazos apertadissimos”, como sempre, não é amhygas?).

